Mostrando postagens com marcador Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas. Mostrar todas as postagens

03/10/2021

SOBRE O CADUCEU (e um aspecto pouco conhecido)

por Jonas Taucci (nota abaixo)
Este é o Diagrama 15 do Conceito Rosacruz do Cosmos.

A serpente negra representa o caminho involutivo que a humanidade percorreu através dos Períodos de Saturno, Solar, Lunar e a primeira metade do Período Terrestre denominada Metade Marciana.

A serpente branca indica a tortuosa rota da evolução que a maioria da humanidade espera percorrer, desde a segunda metade do Período Terrestre chamada Metade Mercurial, e os subsequentes Períodos de Júpiter, Vênus e Vulcano.

A Linha reta e vertical, no centro, personifica o Caminho da Iniciação que habilita o aspirante que o percorrer, realizar em poucas vidas o que para o restante da humanidade significará Épocas e Períodos.

Nos encontramos no início do caminho ascendente (Metade Mercurial), e durante as próximas três e meia revoluções do Período Terrestre, os Senhores de Mercúrio auxiliará enfaticamente aos que se dispuserem a trilhar a Senda da Iniciação, daí esta denominação (Metade Mercurial).

Não é um caminho fácil.

Há que se sentir e praticar profundamente o amor impessoal para com a humanidade; enquanto estudante (aquisição de conhecimentos), existe o perigo da formação de um forte e egoístico intelecto, porém a iniciação requer a sabedoria temperada com o amor. A vinda de Cristo, aproximadamente a dois mil anos, com sua Sublime Missão, definitivamente facultou para a humanidade o árduo, porém mais curto, caminho para a iniciação (“E eis que o véu do Templo rasgou-se em dois, de alto a baixo...” – Mateus 27:51, tão bem demonstrado no Diagrama acima).

Devido a isto, ainda que algumas das iniciações menores foram dadas a avançados lemurianos e atlantes no passado, não sucedeu o mesmo com as Iniciações Maiores; houve a necessidade de se aguardar o excelso EVANGELHO DO CRISTO.
Se observarmos atentamente o Caduceu no Diagrama 15, veremos que estamos deixando para trás o nadir da materialidade. A tendência a seguir adiante, para cima; as condições são favoráveis, pois ainda que muito tempo tenha transcorrido desde o início da Metade Mercurial, são como poucos segundos em termos de desenvolvimento espiritual. Os Senhores de Mercúrio são espíritos que pertencem a nossa onda de vida e estão incomensuravelmente acima de nosso atual estágio evolutivo.

Há um outro aspecto no Diagrama 15, pouco conhecido do aspirante rosacruz: sua semelhança com o caduceu ou bastão de Esculápio na mitologia grega ou Asclépio na mitologia romana. Representavam (também) o deus da cura.

A Medicina e a OMS (Organização Mundial da Saúde) adotam este caduceu como parte de seu símbolo.

Também no Antigo Testamento, livro de Números (21:08), há uma passagem que ilustra e associa o formato do Diagrama 15 do Conceito Rosacruz do Cosmos com a cura:

“Disse o Senhor a Moisés: faze uma serpente abrasadora, põe-na sobre uma haste, e será que todo mordido que a mirar viverá”.
Mas, qual a relação da iniciação com a cura?

Ao iniciado abre-se um enorme leque de meritórias conquistas espirituais, algumas delas são o perfeito equilíbrio interno, permitindo que a força criadora flua igualmente na cabeça e coração, de modo que seu intelecto esteja em consonância com a compaixão pela humanidade. Possui um corpo-alma grande e poderoso, além de ser um clarividente positivo que funciona à sua vontade nos mundos invisíveis. Tem a faculdade sobre o uso das Leis da Natureza e pode usar a Palavra Criadora, que foi perdida pela humanidade em seu descenso para a materialidade.

O iniciado possui também a faculdade de levar a CURA aos enfermos.

Estes formidáveis itens, parecem impossíveis de serem alcançados, porém os ENSINAMENTOS DA SABEDORIA OCIDENTAL, nos transmite que há muito a ser conquistado em termos de evolução espiritual pela humanidade como um todo (serpente branca, caminho mais longo), e por cada um de nós individualmente (caminho da iniciação, mais curto).
Direcionemos – sincera e devotamente – ao estreito Caminho da Iniciação, simbolizado pelo Caduceu, por meio do qual poderemos conquistar não somente um benefício evolutivo maior para cada um de nós, mas também – e principalmente - sermos mais úteis para com nossos semelhantes.

Nota: Palestra realizada nos Centros Rosacruzes de Santo André (numa quarta-feira) e São Paulo (quarta-feira seguinte) de maio, ano 1.988, baseada na Lição Mensal do Estudante – Sede Mundial – Oceanside, Junho de 1.972 – O SIGNIFICADO DO CADUCEU.

Entre as décadas de 50 e início dos 90, ambos Centros Rosacruzes ministravam suas palestras em sincronismo com o dia da semana/assunto/astrologia:

- Domingos (Cristianismo Rosacruz, Coração, signo de Léo, Sol).
- Quartas-feiras (Filosofia Rosacruz, Mente, signos de Gemini e Virgo, Mercúrio).

SUGESTÕES PARA LEITURA

 - Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Volume II -  perguntas 68 (aqui), 69 (aqui), 70 (aqui) e 71 (aqui)  Todas referentes a Iniciação

- Conceito Rosacruz do Cosmos, Cap. XVI -  Desenvolvimento Futuro e Iniciação (veja aqui) 

Ritual Rosacruz do Serviço de Cura (veja aqui) 

- Zanoni, de Bulwer Lytton

- Os Caminhos de Sally Trench,  sendo ela a própria autora deste belo livro 

VEJA TAMBÉM: PANACÉIA ...

23/08/2021

Mestres e a Iniciação

 Pergunta: Por que os ocultistas nos falam de Mestres e de iniciações, quando outras escolas — místicas — parecem ensinar que o homem pode aprender sozinho e alcançar Deus sem a necessidade de iniciação e de Mestres? O homem não pode chegar a consciência do "Eu" sem essas coisas? As iniciações referem-se unicamente ao desenvolvimento de poderes latentes existentes no home? Existem iniciações dentro do misticismo? São as mesmas como as do ocultismo?


Resposta: Se todos nascessem com o mesmo temperamento, haveria necessidade de um único caminho para eles Todos precisariam das mesmas experiências a fim de elevar a sua consciência até a união com Deus. No entanto, como cada um é fundamentalmente diferente de todos os outros, as experiências necessariamente diferem, e certas linhas gerais de orientação revelam-se necessárias a fim de obter os resultados desejados para todos. Por conseguinte, restritamente falando, há tantos caminhos que levam a Deus quanto há espíritos separados em evolução.

De forma geral, podemos dizer que há dois caminhos, um que leva a união pela fé, e outro que é o caminho da salvação pelo trabalho. Em um certo ponto, estes dois caminhos convergem, e aquele que foi crescendo exclusivamente pela fé, descobre a necessidade de elevar-se também pelo trabalho, enquanto que a pessoa que foi evoluindo pelas obras, independente da crença, vê-se compelida pela experiência, pela qual ela está passando, a também ter fé. Uma pessoa pode aprender a falar uma língua estrangeira através da gramática e outros recursos similares, embora nunca tente á visitado o país onde esta língua é falada, mas é provável que sua pronúncia torne o que diz ininteligível para um nativo. No entanto, com o auxílio de alguém que tenha visitado o país, ela poderá aprender de forma muito mais eficiente e em muito menos tempo.

De forma semelhante isso acontece na vida mística. Alguns progrediram mais outros, já visitaram a terra da alma e alcançaram a união mística com Deus, e o seu auxilio é de valor inestimável paria aqueles que estão se esforçando por trilhar o caminho. Tendo chegado antes, são capazes de dirigir de forma inteligente aqueles que buscam elevar-se, embora estes, naturalmente, devam percorrer cada passo do caminho. Os degraus a serem galgados durante o caminho representam o que chamamos de iniciação. Uma ilustração ajudará a esclarecer o assunto. Suponhamos que Deus se encontre no cume de uma montanha muito elevada, e que a humanidade esteja espalhada pela planície embaixo. Caminhos espiralados circundam a montanha desde o sopé até a meta almejada no cume. Este é o caminho da evolução seguido pela maioria da humanidade que gradualmente galga as encostas íngremes em direção ao cume sem esforço perceptível. Contudo, há também uma escada que conduz diretamente da base até o topo. Este é o caminho da Iniciação que é escalado somente através de um grande esforço consciente.

O caminho em espiral da evolução passa em pontos diferentes pela escada da iniciação. Deste modo, alguns que ainda estão avançando pelo caminho da evolução, os pioneiros, por exemplo, podem estar mais à frente em direção à verdade do que aqueles que seguem ao longo do caminho da Iniciação a partir de uma espiral inferior. Mas os últimos, naturalmente, logo alcançarão um ponto mais elevado se perseverarem. As raças mais atrasadas do Oriente iniciaram seu caminho evolutivo num ponto inferior àquele já alcançado, através da evolução, pelos pioneiros do Ocidente. Sendo mais jovens, portanto, mais fracos, é realmente necessário que tenham um Mestre para ajudá-los na primeira parte da estrada acidentada, o que não é necessário àqueles que atingiram o estágio comum evolutivo dentre os povos Ocidentais. Além disso, quanto mais alto subirmos, seja por evolução ou iniciação, tanto mais claramente veremos a luz que brilha no topo, que é Deus, e sentir-nos-emos mais fortalecidos e aptos para enfrentar e galgar sozinhos o caminho.

Em consequência disso, após um certo tempo, torna-se desnecessário ter Mestres para ajudar-nos, que serão substituídos pelos Irmãos Maiores conhecidos no Ocidente como amigos e conselheiros. O Mestre do Oriente incita seu discípulo, elogia-o quando age certo, e castiga-o quando é negligente. No Ocidente, os Irmãos Maiores nunca incitam, nunca elogiam e nunca censuram. O impulso vem de dentro do próprio discípulo que é ensinado a avaliar-se. Em certos estágios do caminho, eles pedem-lhe que escreva opiniões imparciais sobre a própria conduta, para que perceba até que ponto aprendeu a julgar-se corretamente. Assim, em todos os aspectos, eles instruem o discípulo a caminhar sozinho, sem apoiar-se neles ou depender de alguém. Quanto mais alto atingirmos, piores serão as consequências de uma queda, e somente quando cultivarmos o equilíbrio e a autoconfiança, juntamente com o fervor da devoção, é que estaremos realmente aptos para prosseguir.

Com relação a essas iniciações: não há qualquer tipo de cerimônia relacionada à verdadeira iniciação. O cerimonial complexo das ordens pseudo-ocultas, de ordens fraternais ou de igrejas, como as que são vistas hoje no mundo visível, não se assemelham em nada à verdadeira iniciação. Essa não ocorre nunca no reino físico, e não há nenhuma cerimônia vinculada a ela. Tão pouco consiste de um ritual lido por alguém, nem de palestras, pregações ou algo semelhante. Nenhuma palavra é proferida durante o processo. Sei que isso é verdade nos graus inferiores por ter eu mesmo passado por ele, e não seria lógico supor que tais cerimônias fossem realizadas nos graus superiores. Além disso, tendo conversado com Irmãos Leigos que alcançaram graus mais elevados, a verdade dessa suposição é corroborada por eles.

Em decorrência, podemos entender a razão pela qual os segredos da verdadeira iniciação não podem ser revelados. Não é uma cerimônia externa, mas urna experiência interna. O Iniciador, tendo evoluído a consciência pictórica externa do Período de Júpiter, fixa a sua atenção em certos fatos cósmicos, e o candidato, que se tornou apto para a iniciação por ter desenvolvido certos poderes internos em si (os quais, contudo, estão ainda latentes), assemelha-se a um diapasão soando em consonância com a vibração das idéias emitidas pelo Iniciador através de imagens. Portanto, ele não somente é capaz de ver as imagens — qualquer um poderia vê-las — mas é capaz de responder à vibração. Ao vibrar em resposta ao ideal apresentado pelo Iniciador, seu poder interno latente converte-se em energia dinâmica, e a sua consciência é, então, elevada ao grau seguinte da escada da iniciação.

Isto pode parecer confuso à primeira vista, mas se lerem e relerem o que acima foi exposto, absorverão a idéia e entenderão melhor o que seja uma iniciação na descrição mais acessível que pudemos fazer para quem ainda não a tenha experimentado. Não existe nada de secreto que não possa ser revelado, mas é secreto justamente porque não há palavras físicas inventadas até hoje que possam descrever adequadamente uma experiência espiritual em linguagem concreta. É verdade que a iniciação ocorre num templo particularmente apropria-o às necessidades de um determinado grupo de indivíduos que vibrem numa determinada oitava, e lá também há outros presentes. Contudo, reitero que não é o que essas pessoas possam dizer ou fazer que constitui a iniciação, que é uma experiência interna por meio da qual os poderes latentes que amadureceram internamente são transmutados em energia dinâmica.

Vejamos agora, a diferença entre a iniciação que obedece à linha ocultista e a iniciação mística. Percebemos logo, através de tudo que foi exposto desde o começo, que elas são, e devem ser, exatamente opostas. O ocultista, que experimenta a iniciação sob o aspecto intelectual, vê a conexão das causas espirituais com fatos materiais, enquanto que a consciência do místico, que recebeu os fatos espirituais, tem seu conhecimento dirigido para a conexão desses fatos com os efeitos do plano material. Tudo isto com o intuito de fundir ambos os aspectos e permitir que o homem se desenvolva normalmente. As iniciações Rosacruzes, tendo sido destinadas aos atuais pioneiros da humanidade, esforçam-se por fundir o místico com o oculto. Contudo, visto que o mundo Ocidental desenvolveu mais o intelecto em detrimento dos sentimentos, um pouco mais de ênfase é colocada talvez no aspecto místico. Aqui, os Irmãos Maiores orientam sempre os seus discípulos a olhar para Cristo. Embora os autênticos Mestres Orientais sejam também muito devotados ao serviço da humanidade, não podem orientar seus discípulos da mesma forma, pois, do ponto de vista do aspirante Oriental, a Luz de Cristo está ainda invisível. Por isso, são forçados a ensinar os seus tutelados a fazer exatamente o que disserem e, com o decorrer do tempo, quando atingirem nosso nível, Cristo também aparecerá a eles.
PERGUNTA N.°70 do livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol II - Max Heindel

17/04/2021

Espíritos Apegados à Terra

Pergunta: Por que dizem que algumas pessoas, mesmo depois de terem morrido, estão ainda apegadas Terra? Há alguma coisa que se possa fazer aqui para que tal situação seja evitada futuramente?


Resposta: Sim, com certeza! As pessoas apegadas à Terra acumularam seus tesouros nela ao invés de no céu. Todas deixaram alguma coisa para trás. Nem sempre e dinheiro. Podem ter outros vínculos na Terra, alguém que consideram como sua propriedade — sua esposa, seu marido, seus filhos. Julgam que, pelo fato de amar uma pessoa, têm autoridade total sobre ela. Não concebem que pessoa amada possa ter qualquer direito. Mais tarde, quando morrem, essa relação continua, pois empenham-se em pressionar seus bem-amados ficando perto deles e acompanhando-os o quanto possível. As pessoas que possuem casas, terras e bens são as piores, porque são muito apegadas ás coisas materiais. Às vezes, vemos tais pessoas vigiando um cofre contendo valores e ações. Então, os herdeiros chegam e levam tudo, rindo-se do velho tolo que viveu acumulando seu dinheiro. Às vezes, são pessoas que viveram só em função de valores sociais. Têm joias, roupas e outras coisas que ainda amam e não conseguem separar-se delas, portanto, ficarão apegadas à Terra enquanto mantiverem esse sentimento. O melhor caminho é distribuir esses pertences. É evidente que devemos ter cuidado para não nos colocarmos numa situação em que as pessoas, a quem demos esses valores, não nos possam colocar na rua, deixando-nos completamente desamparados em nossa velhice. Mas, se fizermos uma avaliação, se constatarmos que já vivemos e desfrutamos utilmente desses bens, podemos dizer: aqui estão coisas que já não me servem mais, e como sei que estou chegando ao fim, onde poderei colocá-las melhor, quem precisará mais delas, ou então, quem poderei ajudar a estabelecer-se num negócio para que se torne independente? Ou poderemos achar outras modalidades semelhantes para dispor desses bens. Quanto às afeições, deveríamos conter-nos para não amar ninguém de forma desmedida - por exemplo, transformá-los em ídolos e colocá-los acima de qualquer outra coisa. Se conseguirmos libertar-nos de todas as ligações terrestres, sentir-nos-emos livres para partir, semelhantes aos grãos maduros que se despregam da espiga. Se estivermos desligados de quaisquer amarras terrenas, sejam de ordem financeira, pessoal ou de outro tipo, não ficaremos apegados à Terra. No entanto, se as pessoas cometeram algum crime, ficarão inevitavelmente apegados à Terra por associação aos lugares onde esses crimes foram cometidos, pois deverão desfazer o mal causado.

PERGUNTA N.° 4 do livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol II

03/03/2021

A Páscoa e o Compositor Rosacruciano

Até onde tenho conhecimento, este é o primeiro registro fotográfico de um Centro Rosacruz (ligado à Sede Mundial, Oceanside), no Brasil. Trata-se da fundação do Centro Rosacruz de Santo André, na data acima informada, com (então) localização na Rua Campos Salles, 129, na cidade de Santo André, estado de São Paulo.


O casal Ana e Armando Tempera (abnegados rosacrucianos, oriundos da Itália); Mario Sparapani; Milton José Ribeiro (raramente deixava de comparecer às reuniões); João Baptista Ribeiro da Silva; Maria Ribeiro da Silva; Luís Mario Salvini (palestrante de astrologia);Edmundo Teixeira (além de palestrante, escreveu muitos artigos, e, na reforma dp Centro Rosacruz de São Paulo, em 1984, contribuiu financeiramente de forma substancial).


Cristovam Martins (colaborou muito na parte financeira), Francisco Phelipp Preuss (austríaco, palestrante e virtuose quando tocava cello), Raul Guerreiro (excelente violinista; em seu apartamento, nas tardes de sábado, reunia os amigos para saraus musicais que jamais esquecerei), João Dodero (uma vida dedicada a trabalhar pela Fraternidade), Isis.

 

Severino Gomes (apresentador oficial das comemorações de Natal e aniversário da Fraternidade), José Facchini, Dorothea Bloss Kubitzki (alemã, doou ao Centro Rosacruz de Santo André um órgão, eximia musicista, organista e mezzo-soprano, colaborou anos com sua voz e talento ao órgão).

 

Tive a felicidade de conhecer muitos destes irmãos e irmãs; foram verdadeiras “colunas” dentro da Fraternidade Rosacruz, numa época em que se pagava aluguel de uma sala onde realizavam-se as reuniões, além de água, luz, faxina, material de limpeza, administrativo, correio etc.

 

No transcurso das décadas – durante o mês em que se observava a Páscoa – realizavam palestras semanais sobre este assunto.

 

No próximo dia 20 de março de 2.021, às 06h39m HB (Horário de Brasília), o Sol ingressará no signo zodiacal de Áries, inaugurando um novo Ano Astrológico.

 

No dia 28 deste mesmo mês, às 15h48m HB, acontece a Lua Cheia (eixo Sol/Áries – Lua/Libra), sendo o domingo seguinte celebrada a Páscoa (04 de abril).

 

A divina mensagem que chega com o advento da Páscoa, difere em significado segundo o grau evolutivo de cada indivíduo. Quando Cristo foi crucificado no gólgota, seu gigantesco sacrifício para com a humanidade apenas iniciou-se; ELE nos visita anualmente:

 

MARÇO – SOL EM ÁRIES – FOGO:

Cristo inicia sua volta ao Mundo do Espírito de Vida, Páscoa.

 

JUNHO – SOL EM CÂNCER – ÁGUA

Cristo no Mundo do Espírito de Vida, recompõe seus veículos e assimila a essência do serviço prestado à Terra.

 

SETEMBRO – SOL EM LIBRA – AR:

Cristo inicia sua volta à Terra.

 

DEZEMBRO – SOL EM CAPRICÓRNIO – TERRA:

Cristo atinge o centro da Terra, infundindo todo seu amor ao nosso planeta, Natal.

 

Sem este trabalho anual do Cristo, toda a evolução concernente ao planeta Terra estaria irremediavelmente perdida.

A Fraternidade Rosacruz possui Rituais (Equinociais e Solsticiais) específicos para estas datas, contendo - em cada um deles - as portentosas vibrações concernentes a cada um destes pontos da Trajetória Anual do Cristo.

 

Se o ingresso do Sol nestes signos é o ponto determinante para estas sacras datas, a posição da Lua nestes mesmos (cardinais) signos, semanalmente, chancela o Ritual Rosacruz de Cura. Vemos desta forma, a LUMINOSIDADE CRÍSTICA dos Ensinamentos Rosacruzes.

 

Ao aspirante rosacruz, fica a certeza de poder contribuir com Cristo nesta empreitada: praticar seus ensinamentos. 

 

A libertação – definitiva – de Cristo referente a esta trajetória, não será obtida como resultado de erudição humana (sejam de quais forem as religiões, filosofias ou doutrinas), intelecto desenvolvido, aquisições de conhecimentos, textos escritos/lidos ou mesmo de (apenas) fé. “A fé sem as obras, é morta” - Tiago 02-26.

 

Será obtida – segundo os Ensinamentos Rosacruzes - somente após um número suficiente de nossa humanidade ter desenvolvido seu Corpo-Alma, como um instrumento apto e radiante. Max Heindel nos informa de como podemos construir este luminoso Corpo: sacrificando nossa personalidade em favor do serviço abnegado aos nossos semelhantes. Como estamos – individualmente – contribuindo para com isto?

 

Muito comum na Páscoa, ouvirmos estrofes de músicas alusivas à Ressurreição de Cristo em vários segmentos religiosos, espiritualistas ou esotéricos.

 

Contudo, ao aspirante rosacruz fica a tarefa de compor uma outra estrofe:- Não esquecer os desassistidos.

 

A origem etimológica da palavra “ALELUIA”, tão utilizada nos domingos de Páscoa e maravilhosamente musicada pelo compositor barroco Georg Friedrich Handel (1.685-1.759), na obra O Messias – movimento “Aleluia”, vem do hebraico, onde:

 

HALLELU: adorar e louvar.

YAH: abreviação da palavra Deus.

 

Aqui, o sincero e fiel aspirante rosacruz deve entender este significado como a adoração e louvor ao seu Eu-Superior; sua Divindade Interna preenchendo seus pensamentos, palavras e ações.


Na Lição abaixo, de nossa Sede Mundial, há um poema (não informado o autor), que nos dá subsídios do que devemos realizar para vivenciarmos plenamente a Santa Estação da Páscoa o ano todo:

Esta é a OBRA a ser realizada pelo aspirante rosacruz...



SUGESTÕES DE LEITURA

- Ritual Rosacruz do Equinócio de Março, a ser oficiado, sob orientação de nossa Sede Mundial (Oceanside), no dia 19 de março deste ano de 2.021. (veja aqui)

- Interpretação Mística da Páscoa -  Max Heindel. (aqui)

- Filosofia Rosacruz em P&R –  Max Heindel, Volume I – Pergunta 89. (veja aqui)

- "Que o Mundo se Rejubile" - de Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol.III  - PDF (baixe aqui)

- O Manto de Cristo, livro do autor americano Lloyd C. Douglas (1.877-1.951).

Artigo por Jonas Taucci

10/06/2020

Um Relato Pouco Conhecido Sobre Max Heindel

por Jonas Taucci

Em meu trabalho profissional – a décadas com livros - tenho minhas preferências literárias: uma delas são as biografias.

A biografia de Max Heindel está amplamente divulgada nas redes sociais, bem como seu Tema Natal (horóscopo). A obra “Memórias sobre Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz”, de Augusta Foss de Heindel, estão entre as mais conhecidas.

Existem também relatos sobre o Sr. Heindel de pessoas que foram contemporâneas do fundador da Fraternidade Rosacruz, um deles é de autoria de Art Taylor: “Max Heindel, tal qual o conheci”.

Mas, o relato que sempre me chamou a atenção, pertence a Sra. Bessie Boyle Campbell, publicado a muitos anos pela ”Rays  from the Rose Cross” (Sede Mundial), e posteriormente traduzido pela Fraternidade Rosacruz de São Paulo. O referido depoimento da Sra. Campbell foi publicado na revista “Serviço Rosacruz”, número 198, de julho do ano 1.975, páginas 141 a 143.

Transcrevo abaixo – na íntegra – este depoimento, acreditando ser a única informação, até onde sei, que aborda a vida anterior de Max Heindel, ainda que resumidamente.

Meu primeiro encontro com Max Heindel foi numa noite de 1.908, em Yakima, Washington, à entrada de um salão de conferências. Eu havia lido no diário local o anúncio de sua conferência sobre “A vida depois da morte”, franqueada ao público. Ora, eu havia sido criada e educada em ambiente estritamente episcopal e os assuntos dessa natureza espiritual eram incompreensíveis por eles.

Perguntei a minha irmã e a minha mãe se podiam acompanhar-me para assistir a conferência, pois o salão em que a mesma se realizaria, ficava numa rua pouco recomendável para uma moça andar só. Não é demais dizer que não me deixaram ir só. Quando cheguei à entrada do salão, defrontei-me com três pessoas. Em que logo reconheci o casal Swigart e o próprio Max Heindel.

Ao contemplar o rosto e a figura de Max Heindel, tive a sensação momentânea de achar-me diante de um sacerdote, embora ele estivesse trajado como qualquer homem de negócios.

Muito tempo depois, durante uma de suas aulas, ele nos contou que em seu anterior renascimento, há trezentos anos, havia sido um sacerdote católico na França.

Fiquei satisfeita ao ver confirmada minha intuição.

Observando o auditório daquele velho salão, onde Max Heindel proferiu a primeira das dez conferências, notei que em sua maioria era composta de mendigos e desocupados, que ali haviam ido, mas para proteger-se do frio e da neve do que propriamente para ouvi-lo.

O conteúdo de sua dissertação estava além de meu alcance de entendimento, não obstante seu forte magnetismo pessoal e a grande eloquência que me levava a crer firmemente em cada palavra que dizia, como grande verdade.

Compreendi que havia ouvido um grande homem, abordando assuntos transcendentais. Senti que nesses ensinamentos havia encontrado o que há tempo buscava.

Muito tempo depois, pergunte-lhe o que era isso: magnetismo pessoal. Ele me respondeu que era um poder obtido mediante atos de bondade, nesta e em vidas anteriores. Explicou-me que é visto pelo místico como uma aura dourada que os grandes mestres costumam pintar ao redor da cabeça dos santos, em suas obras clássicas.

Assisti suas conferências e lições, nessa ocasião, durante seis semanas, recomeçando tempos depois. Ele não havia publicado ainda a grande obra “O Conceito Rosacruz do Cosmos”, pois não havia chegado o ano de 1.909.

Suas conferências e lições eram mimeografadas. Em 1.910 assisti novamente as suas dissertações, já com público numeroso, em Los Angeles. Max Heindel costumava entremear de vez em quando, em suas palestras, com observações engraçadas, alegres e simpáticas.

Outras vezes permanecia muito sério e circunspecto. Ele sentia uma grande compaixão por todas as almas que sofriam. Em 1.911 recebi dele uma carta em que me comunicava iniciado os trabalhos de Cura. Nessa oportunidade eu passava por um precário estado de saúde, internada em um hospital de Pasadena, com febre altíssima. Depois de ler sua amável carta, meu quarto se inundou de luz, e eu senti uma tal exaltação que não posso descrever.

Eu vinha orando intensamente e incessantemente quando isso sucedeu. Na manhã seguinte minha febre havia desaparecida por completo e, depois de alguns dias, achava-me em minha residência restabelecida.

Minha mãe, que também chegou a ser probacionista, passou para o além em 1.915 e Max Heindel veio ao funeral e usou a palavra. Em certo momento ele me disse: “ Bessie, coloque sua cadeira junto ao ataúde para que sua mãe possa sentar-se”.

Ele sorriu diante da cadeira para nós vazia e então lhe perguntei se mamãe se sentia feliz, e ele me respondeu: “ Ela está muito séria e impressionada com a mudança”.

Os trinta amigos que se achavam presentes ficaram muito impressionados ao ouvirem suas palavras.

Mas Heindel sempre irradiava uma dulcíssima simpatia e bondade, em sua habitual humildade.

Sinto que, pela oportunidade de haver conhecido esta grande alma, recebi a maior benção deste mundo, além do conhecimento da verdadeira religião Cristã que me veio à mente e ao coração, por seu intermédio. 

Há quem possa argumentar sobre a mãe da Sra. Campbell estar impressionada ao lado do ataúde de seu corpo denso, e não ser citado a revisão do panorama de sua vida, que deveria estar fazendo, como diz os Ensinamentos Rosacruzes.

No tocante a este fato, indico os livros:

*** “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Volume II – pergunta # 15, de Max Heindel. (veja aqui)

*** “Na terra dos mortos que vivem”, capítulo VII, de Prentiss Tucker.

Edições da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil
Em todas biografias e relatos sobre Max Heindel, sempre encontramos seu comportamento perante seus semelhantes como sendo de um amigo e irmão.

Nós, aspirantes rosacruzes, podemos nos tornar maiores e mais eficientes divulgadores da Filosofia Rosacruz, por meio de uma vida exemplar, de nossa postura, de nossos exemplos, cuja ressonância supera as mais eruditas palestras, os mais profundos conhecimentos e os mais lapidados textos sobre os ENSINAMENTOS DA SABEDORIA OCIDENTAL.