28/08/2026

O Mito de Scrimmer


A antiga teologia escandinava tinha um mito, segundo o qual, todos os que morriam em campo de batalha (as almas que lutam a batalha da vida valorosamente até o fim) eram levados ao Valhala, onde gozavam da comunhão com os deuses. Mas os que morriam na cama (os covardes, indiferentes e preguiçosos) ou de enfermidade (que se compraziam na prática de atos contrários à Lei), iam ao nefasto Niflheim. No Valhala, os vencedores passavam a alimentar-se esplendidamente da carne de um javali chamado SCRIMNER, que tinha a particularidade de recompor imediatamente os pedaços de carne que lhe cortavam, por mais que lhe tirassem, conservando sempre o corpo intacto e completo.

Scrimner é um símbolo bem expressivo do CONHECIMENTO, pois por muito que dermos do que sabemos aos demais, sempre nos fica o original, aliás reforçado pelo exercício e enriquecido por detalhes que nos vão ocorrendo no esforço de explicação.

Em "Siegfrid, o buscador da verdade" há uma passagem em que ele e seus amigos vão à caçada do javali. Siegfrid persegue e domina o maior deles. Isto significa a maior elevação dele em relação a seus companheiros, pois dominava maior conhecimento.

O símbolo é expressão de uma verdade cósmica e daí ser SCRIMNER tão atual ainda.

Uma parte da humanidade, mercê de seus esforços em vidas passadas, atingiu o privilégio de entrar em contato com conhecimentos superiores, como os ensinamentos transmitidos pelos Irmãos Maiores, em "O Conceito Rosacruz do Cosmos". É um javali de qualidade, à nossa disposição.

Todavia, são ainda poucos os que se tentem atraídos por ela, porque a condição imposta por seu conhecimento à própria consciência do estudante, é a de continuar lutando. para despertar os companheiros que estão dormindo.

Para o estudante rosacruz, o conhecimento é como a fonte que deve correr pelas campinas da vida, fertilizando o mundo e dessedentando pessoas. A água que se estagna, fica poluída e alimenta pestes.

Há pessoas que, mesmo em relação aos conhecimentos superiores como os nossos, se portam como autênticos avaros, para quem o ouro é um fim e não um meio. Essas, anelam ardentemente adquirir conhecimentos e empregam todos os seus esforços para consegui-lo, mas depois o conservam zelosamente. como o avaro, mostrando-o apenas para engrandecer-se. É a sua ruína. pois o conhecimento apenas, infla. Os Irmãos Maiores nos ensinam o equilíbrio entre a mente e o coração, do conhecimento e da virtude, para que ambos se completem e harmoniosamente trabalhem em benefício dos demais Automaticamente, assim, vai se tecendo o "traje dourado das núpcias" de cada um de nós, com o Cristo Interno. Quem procura primeiramente o reino de Deus e Sua justiça, recebe tudo o mais por acréscimo, segundo suas necessidades.

O olho foi feito pela necessidade de vermos a Luz e o aparelho digestivo pela necessidade de assimilarmos e crescermos, Aspiramos o conhecimento e o atraímos; se perdemos a oportunidade sem aprovei-tá la ou a usando mal, responderemos depois por isso, pois, "a quem muito é dado, muito lhe será exigido".

O que não se usa, atrofia, A natureza não admite inatividade. O preço da evolução é o exercício do bem, ou seja a prática. O conheci mento se inclui nessa lei: se não é aplicado, acaba morrendo.

Alguns estudantes, de natureza mística, acham que o conhecimento é dispensável; que a vontade de ajudar e trabalhar pelos outros já nos dá intuição de como realizá-lo. Achamos que o conhecimento ilumina o coração e este orienta o conhecimento para a virtude. Um depende do outro. São os dois polos do servo completo. A verdadeira in-tuição deriva do Mundo do Espírito de Vida da Superconsciência em nós, e pressupõe o desenvolvimento da alma Intelectual, ou seja, do segundo atributo latente em cada homem, do Amor Sabedoria.

Como disse Max Heindel: "O único pecado é a ignorância e a única salvação, o conhecimento aplicado". De fato, VIRTUDE é discernir entre o bem e o mal, preferindo o bem Quem tem virtude realiza o verdadeiro serviço. E o serviço, por corolário, é o que nos leva à realização espiritual.

Talvez não seja fora de lugar transcrever a experiência de Max Heindel, a "prova" a que foi submetido antes que pudesse merecer o privilégio de receber os o ensinamentos contidos em "O Conceito Rosacruz do Cosmos" e tornar-se o iluminado mensageiro dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz. Eis como ele no la conta, em "Ensinamentos de um Iniciado".

“Ignorava que partia para ser submetido a uma prova. Aconteceu quando fui à Europa, em busca de um instrutor. Como supunha, ele realmente era capaz de ajudar-me a avançar no caminho espiritual, mas, quando lhe examinei os ensinamentos até as mais profundas entranhas e lhe fiz admitir certas incongruências que ele não me podia explicar, achei-me no verdadeiro caminho do desespero, preparado para regressar à América. Estava eu sentado no quarto, meditando sobre minha desilusão, quando senti, de repente, que alguma outra pessoa estava presente, e levantei a cabeça. Vi aquele que desde então foi meu Mestre.”

“Com vergonha recordo a grosseria com que lhe perguntei o que queria, e quem o havia mandado ali, pois eu estava profundamente descontente e vacilava muito em aceitar, nas questões que haviam levado à Alemanha”.

“Durante os dias seguintes meu novo conhecido apareceu em meu quarto várias vezes, respondendo a minhas perguntas e ajudando me a resolver problemas que até então haviam sido obstáculos para mim. Porém, minha vista espiritual estava então pouco desenvolvida e nem sempre sob meu controle, de modo que me sentia algo cético a respeito das coisas que ele me explicava. Não poderia ser tudo isso uma alucinação? Discuti essa questão com um amigo. As respostas que me foram dadas, pela aparição, eram claras, concisas e lógicas, no mais alto grau. Limitavam-se sempre e estritamente ao que eu havia perguntado e eram ademais, de uma índole infinitamente superior a tudo que eu era capaz de conceber. Por tais razões, chegamos à conclusão de que a experiência devia ser real”.

“Poucos dias depois meu novo amigo me disse que a Ordem a quem pertencia tinha uma completa solução para o enigma do Universo, de muito mais alcance do que qualquer outro ensinamento publicamente conhecido e que eles mo comunicariam se eu me comprometesse a guardá-lo como um segredo inviolável.”

“Então me dirigi a ele, encolerizado: “Ah! por fim vejo a orelha do diabo! Não! Se tendes o que dizeis e se tal enigma é bom, será bom para o mundo também. A Bíblia proíbe terminantemente que ocultemos a luz e eu não quero fartar-me de conhecimentos, enquanto milhares de almas anelam, como eu, encontrar a solução para seus problemas”. Então meu visitante se retirou e eu tirei a conclusão de que era um emissário dos Irmãos Negros".

“Um mês mais tarde, vendo que não podia obter uma ilustração maior na Europa, decidi voltar, Com esse propósito fui reservar um camarote num vapor para Nova Iorque. Havia muita passagem e tive que esperar um mês para o camarote, Quando voltei à minha habitação, após haver comprado meu bilhete, nela encontrei meu desdenhado Mestre, que outra vez me ofereceu seus ensinamentos, com a condição de eu guardar segredo. Desta vez minha negativa foi bem mais enérgica e indignada do que antes. Mas ele não se foi, senão que disse: “Alegro-me muito de ouvir sua negativa, meu irmão, e espero que você seja sempre tão zeloso na difusão de nossos ensinamentos, sem medo nem súplica, como o foi nesta recusa. Esta é a condição necessária para poder receder os ensinamentos.”

“O modo como recebi instruções para tomar certo trem em certa estação e ir a um lugar do qual nunca ouvi falar, onde encontrei o irmão em carne е osso, соmo fui levado ao Templo (etérico) e nele recebi as principais instruções contidas em nossa literatura, são coisas de bem pouco interesse. O assunto é que, se eu houvesse aceito a condição de guardar segredo de suas instruções, teria sido automaticamente desqualificado para ser mensageiro da Rosacruzes e em tal caso os Irmãos teriam que procurar outro. Assim também, qualquer um de nós se entesourarmos as bençãos espirituais, os ensinamentos superiores que recebemos, seremos provados pela dor. Convém imitar a Terra, na primavera, que tira do seu seio os frutos do espírito, plantados por Cristo durante o inverno.

Só assim receberemos, ano após ano, bençãos mais abundantes e recursos maiores de fazer o bem”.

Aqui termina o relato do Max Heindel sobre sua “prova” e sua advertência a respeito do uso de nossos ensinamentos. Concitamos a todos os caros estudantes e meditarem muito sobre isto e arregaçarem as mangas, cada um fazendo o que puder pela difusão de nossa amada filosofia e praticando o bem que estiver a seu alcance, a fim de que, por exemplos e palavras, possamos todos abreviar o advento da Era da Fraternidade Universal.

publicado na revista Serviço ROSACRUZ de setembro de 1973

22/08/2026

Conversas sobre Saúde

Por Gerald B. Bryan D.C.

Nota: Os artigos abaixo foram extraídos de uma série do mesmo autor para a seção Healing da revista "Rays", decadas de 1930/31.

Lendo alguns anúncios de saúde esta manhã, nos perguntamos por que algumas pessoas doentes jamais conseguem se curar. Afinal, existe uma “cura” para cada doença - um remédio para isso, uma pílula para aquilo, uma dieta para essa outra e um exercício para aquela outra.

Isso nos leva a observar que, se os anúncios fossem verdadeiros, haveria uma humanidade saudável povoando este nosso planeta.

Conquistar saúde não é tão fácil assim. Muitas vezes é uma luta árdua, e algo precisa ser estimulado internamente antes que possamos alcançá-la.

Existe um princípio em cada um de nós que luta contra os ataques do nosso ambiente:

Uma partícula de poeira entra no olho e, imediatamente, esse princípio protetor envia fluido para lá, numa tentativa de expulsá-la. Um vapor tóxico entra pelas narinas e espirramos. Bactérias entram por uma lesão na pele e a natureza responde enviando um aumento no fluxo sanguíneo, repleto de pequenos policiais de formato peculiar em uniformes brancos, para cercar os invasores.

A natureza é uma lutadora “peso-pesado” quando atacada, mas às vezes as probabilidades são muito desfavoráveis ​​e é necessário ajuda externa. Certos recursos podem ajudar a virar o jogo, mas o trabalho real é feito pelo princípio protetor, seja qual for o nome que lhe demos.


Publicado na revista Rays from the Rose Cross de agosto de 1930 




A Teoria dos Germes

Um correspondente pergunta se acreditamos no fato de os germes causarem doenças.

Vamos ilustrar com um caso real.

Duas pessoas bebem água de um riacho poluído. Uma desenvolve febre tifoide; a outra, não. Por que o bacilo da febre tifoide causou a doença em um indivíduo e em outro não?

Há muitas respostas para essa pergunta.

Alguns dirão que, na pessoa afetada, o revestimento intestinal era permeável e permitiu a entrada do microrganismo. Outros darão a explicação de que, devido a uma subluxação na coluna vertebral, havia uma inervação deficiente no intestino, o que tornou possível a febre tifoide. Outros serão sucintos em afirmar que uma pessoa tinha predisposição à febre tifoide e a outra não.

Ainda há os que argumentarão que a natureza queria fazer uma pequena limpeza no organismo e a febre tifoide foi o meio para isso.

Outros discorrerão sobre causas mais remotas do que as anteriores, causas estas, relacionadas a certas influências astrológicas que tornariam uma pessoa mais susceptível à doença do que outras.

A Providência Divina também aparecerá como explicação, tornando-se a única culpada da doença e, para outros ainda a afetação pelo bacilo seria resultado de uma condição pessimista ou pensamento negativo.

Muitos explicarão que influências hereditárias ou baixa resistência são a causa de alguns ficarem “sujeitos” aos germes. E assim, segue a lista interminável de explicações

Parece ao autor de “Conversas sobre Saúde” que não se pode atribuir estritamente uma única causa, mas sim uma combinação de causas, embora haja, sem dúvida, uma causa desencadeante.

Encontrar a causa primordial de uma doença é como tentar descobrir o que veio primeiro, o ovo ou a galinha.

Em algum ponto da vida do indivíduo, uma cadeia de causas foi iniciada. Possivelmente, influências hereditárias tiveram algo a ver com isso e conferiram ao indivíduo uma predisposição a determinada doença. Então, sem dúvida, erros na alimentação, hábitos de vida, preocupação e depressão contribuíram para forjar a cadeia de causas a tal ponto que, quando a pessoa tivesse contato com um ambiente insalubre, a doença era manifesta.

Em outras palavras, quando a resistência vital do corpo estava tão baixa a ponto de permitir a entrada de germes da febre tifoide, a pessoa contraía a referida enfermidade.

Podemos resumir o problema afirmando que, embora as bactérias sejam a causa principal de algumas doenças, geralmente existe uma vitalidade reduzida que possibilita a entrada delas no organismo.

Acreditamos na teoria dos germes até certo ponto e pensamos que devemos tomar todas as precauções razoáveis ​​para nos protegermos de infecções. Mas a melhor proteção é viver de forma a fortalecer as forças vitais do corpo, o que tornará o perigo de infecção improvável.

O germe que causa pneumonia está frequentemente presente no nariz e na boca de pessoas saudáveis, mas só consegue causar pneumonia quando a resistência vital do corpo está comprometida.

Publicado na revista Rays from the Rose Cross de abril de 1931

08/08/2026

AVE AGOSTO - 117º aniversário de fundação da The Rosicrucian Fellowship

 Por Jonas Taucci

Agosto nos evoca a fundação da The Rosicrucian Fellowship (08 do referido mês em 1909) na cidade americana de Seattle (estado de Washington). Pouco depois iniciou-se a construção da Sede Mundial em outra cidade, Oceanside (estado da California).

Antigos probacionistas do Centro Rosacruz de São Paulo, diziam ser deveras interessante Seattle ter abrigado a fundação da TRF, pois este nome presta homenagem ao homônimo chefe indígena (1786-1866) das tribos Duwamish e Suquamish, daquela região.

Fontes documentais da história informam que Seattle, ao saber do interesse governamental americano em comprar áreas naquela localidade, mostrou-se surpreso pois – relatava detalhadamente - terras, animais, rios, peixes, árvores, pássaros, ar etc. não se vende ou compra-se, acrescentando também que devemos respeitar e amar a natureza.

Seus dizeres quanto a isto - para muitos - trata-se de um do primeiros Tratados Ecológicos conhecidos, sendo também inspiração musical, poética e adotado em escolas de diferentes graus em todo o mundo ao longo do tempo.

Abaixo, um resumo da Carta de Seattle (como é conhecida) que, com tradução do irmão probacionista Reili José Briguentti, foi lida no Centro Rosacruz de Santo André, pela também probacionista, irmã Rosalina Martinelli no dia 8 de agosto de 1984, quarta feira, onde observou-se o exato 75º aniversário de fundação da The Rosicrucian Fellowship (Jubileu de Diamante).



CARTA DE SEATTLE

“O grande chefe de Washington mandou dizer que deseja comprar a nossa terra. Ele assegurou-nos também de sua amizade e benevolência.

Porém, vamos pensar em tua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, virão com armas e a tomarão de nós. O grande chefe em Washington pode confiar no que digo, pois minhas palavras são como as estrelas - elas não perdem o brilho.

Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia é-nos estranha.

Nós não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água. Como podes então comprá-los de nós? Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias arenosas, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. Sabemos, vocês não compreendem o nosso modo de viver e não respeitam a natureza.

Sua ganância empobrecerá a terra e vai deixar atrás de si os desertos. A vista de suas cidades é um tormento para os olhos de meu povo. Mas talvez isso seja assim por sermos selvagens que nada compreende, segundo vocês.

Não se pode encontrar paz nas cidades do seu povo. Não há um lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem da primavera ou o tinir das asas de insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é para mim uma afronta contra os ouvidos.

E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo, à noite? Nós preferimos o suave sussurro do vento sobre o espelho da água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia com aroma de pinho.

O ar é precioso porque todos dele necessitam - animais, árvores, humanidade. Não parece que vocês se importem com o ar que respiram.

Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: Seu povo deve tratar os animais como se fossem seus irmãos.

Sou um selvagem e não compreendo que possa ser certo de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias, abandonados por vocês que os abatiam a tiros disparados do trem.

Não compreendo como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso do que um bisão. O que é o homem sem os animais? Se eles acabassem, os homens morreriam de solidão espiritual porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar à humanidade.

Tudo está relacionado entre si. O que fere a terra fere também os filhos da terra. Os nossos filhos viram seus pais serem humilhados na derrota.

Não tem grande importância onde passaremos nossos últimos dias: eles não serão muitos. Mais algumas horas ou invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra restará para chorar um povo que foi poderoso e cheio de confiança como o nosso.

De uma coisa temos certeza – talvez vocês saibam algum dia - o nosso Deus é o mesmo Deus de vocês!

Julgas, talvez, que o podes possuir da mesma maneira como desejas possuir a nossa terra.

Não podes.

Ele é Deus da humanidade inteira. E quer bem igualmente ao meu povo como ao teu. A terra é amada por Ele e causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo seu Criador.

E sobre as águias? Terão ido embora. Restará o adeus à andorinha e o começo da luta para sobreviver. Talvez compreenderíamos se conhecêssemos com o que sonha seu povo, se soubéssemos quais as esperanças que transmitem aos seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar os desejos para o dia de amanhã.

Mas nós somos selvagens. Os sonhos de vocês são ocultos para nós. E por serem ocultos, temos de escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos, é para garantir as reservas de terra que nos prometeste.

Lá talvez possamos viver os últimos dias conforme desejamos.

Depois do último homem ter partido e a sua lembrança não passar de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueças como era a terra quando dela tomaste posse. E com toda tua força, o teu poder, e todo o teu coração conserva-a para teus filhos e a ame. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus de vocês. Esta terra é querida por Ele.

Nem mesmo teu povo pode evitar o nosso destino comum".



Nesta mesma reunião, os irmãos probacionistas Ana R. Tempera e Armando Tempera – com tradução de Álvaro V. Ramos declamaram, alternadamente, cada uma das estrofes do poema abaixo, publicado da revista Rays from the Rose Cross (julho de 1980), não sendo informado o autor.


OS ROSACRUZES E SEU TRABALHO

Os ROSACRUZES constituem uma irmandade dedicada ao desenvolvimento das faculdades do homem, ao conhecimento das leis mais profundas e ao estabelecimento de uma Fraternidade Cristã sobre a Terra.

Os ROSACRUZES perfazem uma Ordem Secreta, todavia atuam externamente por meio de indivíduos e grupos. A Fraternidade Rosacruz é uma destas organizações. Ela foi criada para tornar os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental acessível a todos que buscam respostas para os mistérios da vida e do ser humano.

Os ROSACRUZES trabalham especificamente com os povos do ocidente e seus métodos de desenvolvimento espiritual são concebidos para atender as necessidades intelectuais e religiosas dessas pessoas.

A ESCOLA ROSACRUZ visa emancipar o indivíduo das dependências de fatores externos e alcançar, por sua vez, uma confiança plena em seu Deus Interno.

OS IRMÃOS DA ROSACRUZ trabalham para promover um desenvolvimento equilibrado entre mente e coração, razão e intuição. Eles se empenham em restabelecer a unidade dos três campos da expressão humana: arte, ciência e religião.

A ORDEM ROSACRUZ foi fundada no século XIV por Christian Rosenkreuz, um mensageiro da Grande Loja Branca das Divinas Hierarquias que guia a humanidade no caminho da evolução.

A IRMANDADE ROSACRUZ é uma das sete Escolas Menores de Mistérios do mundo. Seus Doze Irmãos, juntamente com o décimo terceiro - o chefe - não possuem organização física, sendo que seu trabalho é desconhecido para todos, exceto aos iniciados.

A FRATERNIDADE ROSACRUZ é uma escola que existe com o propósito de informar e instruir seus alunos no trabalho preparatório necessário que conduz, em última instância, ao Monte da Iluminação.


A tradução da Interpretação do Tema Natal pode ser vista aqui 


SUGESTÕES DE LEITURA:

1 - Filosofia Rosacruz em P&R Volume I perguntas 177 a 180 (Max Heindel), sobre o trabalho da Ordem Rosacruz e Fraternidade Rosacruz.
2 - Filosofia Rosacruz em P&R Volume II perguntas 140, 145 e 157 (Max Heindel), sobre o trabalho da Ordem Rosacruz, Fraternidade Rosacruz e Christian Rosenkreuz.
3 - Enterrem meu coração na curva do rio (Dee Brown), onde aborda-se, historicamente, acontecimentos à época do chefe indígena Seattle.