Não há possibilidade – inequivocadamente - de termos uma comunhão com o Maior Iniciado do Período Solar, sem o nascimento de nosso Cristo Interno.
O Ritual Rosacruz do Solstício de Dezembro chancela isto ao proferir que “É um fato sublime nós sermos Cristo em formação; quanto mais cedo nos convencermos que devemos dar nascimento ao Cristo Interno antes de podermos ver o Cristo exterior, mais depressa chegará o dia de nossa iluminação espiritual”.
O estar cansados e sobrecarregados refere-se ao acúmulo de egoísmo, inveja e demais mazelas que abrigamos: o nascimento de nosso Cristo Interno nos aliviará desta condição e a única forma para isto – mesmo em nossas limitações – consiste em procurar vivenciarmos os preceitos que Ele nos trouxe, durante o tempo em que estivermos aqui na Terra. O convite, saibamos, parte de cada Cristo Interno em formação em cada um de nós, a cada segundo de nossas vidas.
Este fator – o tempo – será a pauta deste artigo.
Em seu evangelho (03:23), Lucas nos informa que o Ministério de Cristo teve início após o batismo no rio Jordão, estando ele com cerca de trinta anos de idade.
Não há relatos na bíblia que Cristo tenha sido crucificado com trinta e três anos, porém neste mesmo evangelho (03: 01 e 02), há informações históricas: (Tibério, imperador de Roma), Pôncio Pilatos (governador da Judeia), Herodes (Tetrarca da Galileia) Filipe (Tetrarca da Itureia), Lisânias (Tetrarca de Abilene) e dos sumos sacerdotes Anás e Caifás. O historiador Flávio Josefo em sua volumosa obra, “História do povo hebreu”, corrobora com estas informações.
Conjugados estes personagens, datas e ocupações na história, realmente Cristo foi crucificado com trinta e três anos, perfazendo desta forma o número da humanidade (3X3=9) a que Max Heindel (Conceito Rosacruz do Cosmos, capítulo XVIII parte Constituição da Terra e Erupções Vulcânicas) classifica como sendo o número da humanidade.
Neste tempo de três anos, Cristo ensinou, curou e nos trouxe Seu Evangelho do Amor.
O artigo abaixo, refere-se a um resumo e síntese da Lição Mensal do Estudante da The Rosicrucian Fellowship, Junho de 1971 “O Pleno Uso do Tempo” palestreada nos Centros Rosacruzes de Santo André, São Paulo e Penha no mês de julho de 1988, ocasião do 123º aniversário de nascimento de Max Heindel, por este colaborador.
O tempo encontra-se entre nossos maiores bens na Terra, contudo também está entre os mais mal-empregados pela humanidade. Se a maioria de nós gastássemos dinheiro, água, combustível, etc. da mesma forma que desperdiçamos o tempo, nos espantaríamos ante a perda resultante. Existe ainda o agravo de não se estar consciente disto
O alimento e outros produtos que consumimos ou utilizamos são finitos; quando se esgota compramos mais, repondo-os de uma forma econômica e consciente das necessidades. O tempo, este não há como repor. Portanto, não nos preocupa gastá-lo como em eletricidade etc. Caso teríamos de pagar por minutos, horas e dias de nossas vidas, certamente o utilizaríamos de uma forma mais sábia.
A famosíssima frase “matar o tempo”, é considerada normal dentro do vocabulário de praticamente todos os povos da Terra. Significa – de forma literal – desfazer do tempo; que ele passe (por quaisquer meios), simplesmente com a finalidade de que um momento posterior possa ser mais rapidamente alcançado, sendo de pouca importância como se transcorra o intervalo que se interpõe.
Frequentemente nos queixamos da “curta duração do dia”, taxando-lhe como de não ser suficiente para com nossos afazeres.
Max Heindel (Filosofia Rosacruz em P&R – volume I resposta à pergunta 49), nos fala da inexistência do tempo nos Planos Superiores. Também o fundador da Fraternidade Rosacruz nos exorta que o tempo é importantíssimo em nossas vidas aqui na Terra:
“Recordamo-nos da preciosidade do tempo e da responsabilidade de como utilizá-lo no melhor proveito para o nosso crescimento anímico, somos responsáveis pelo que temos feito, pelo que deixamos de fazer, numa extensão muito maior do que aqueles que não estão familiarizados com o conhecimento dos propósitos de Deus, o qual nos foi outorgado através dos Irmãos Maiores”. (Carta aos Estudantes # 96 - Aumentar a Vida do Arquétipo).
Jamais haveremos de assimilarmos nossas lições na Terra se não empregarmos sabiamente o tempo e uma ótima sugestão para avaliar se estamos – ou não – utilizando-o desta forma, consiste na plena realização do exercício noturno da retrospecção.
Nos momentos em que estamos nos transportes públicos, aguardando algum atendimento, ou mesmo em casa após termos concluído nossas lidas, podemos, na medida do possível, direcionar nossas orações e vibrações a pessoas necessitadas. Noticiários nos informam diariamente dos mais variados acidentes, conflitos bélicos, catástrofes etc. pelo mundo. Se direcionarmos pensamentos de luz para estas pessoas e locais, estaremos realizando um inestimável bem a elas.
Tais vibrações rodeiam todas estas situações e pessoas, envolvendo-as de fortaleza quando mais necessitam. Há uma possibilidade enorme de nossas orações serem exatamente o que elas necessitam para restaurarem suas esperanças.
Lucas (10: 38 a 42), nos fornece uma verdadeira SAGRADA CELEBRAÇÃO DO TEMPO.
Relata sobre Marta, que hospedou Cristo em sua casa, sendo que tinha uma irmã de nome Maria. Esta - aos pés do Mestre - dedicava seu tempo em ouvi-lo, conquanto Marta ocupava-se de outros afazeres.
Eis aí uma pérola de ensinamento à Luz dos Ensinamentos Rosacruzes para assimilarmos: Maria sintoniza seu tempo com Cristo e Marta o perfila com a materialidade. Há um fator – essencial – nisto que devemos desenvolver em nosso íntimo: provavelmente muitos de nós, se dadas duas opções (ouvir Cristo ou ocupar-se de outras tarefas), optaria pela primeira.
Antes de ouvirmos o Maior Iniciado do Período Solar, saibamos que os desassistidos são “Cristos”, a eles devemos ouvir, doarmos nosso tempo, auxiliando-os e servindo a Divina Essência neles oculta, o que constitui a base da fraternidade (Ritual Rosacruz – Serviço Devocional).
Mateus, em seu evangelho (25:31 a 46) informa que Cristo exortou que o estaremos servindo todas as vezes que fizermos isto para com a humanidade.
Diariamente nos deparamos com “Cristos”.Lhes damos nosso tempo?
Não há como pular etapas: apenas ouviremos Cristo depois de ouvirmos os necessitados.
O pleno uso do tempo requer discrição, direção e meta, a qual deve dirigir-se nossos esforços.
Ele também constitui-se no propósito de sentirmos a alegria da meditação, do encontro entre amigos verdadeiros, de observarmos o sorriso das crianças e da pequena flor silvestre.
Neste mês, dediquemos alguns instantes de nosso tempo, em gratidão (a mãe de todas as virtudes) a Max Heindel, por ocasião de seu 161º aniversário de nascimento.


























