FADAS: Pertencem, na realidade, ao
grupo dos gnomos, também como campo de ação o elemento terra e - sob a
instrução da Onda de Vida Angélica que lhes indicam imagens arquetípicas -
realizam seus trabalhos na natureza, com predominância nas flores.
ONDINAS: Formada em sua grande maioria
pelo Éter de Vida, trabalham no elemento água: mares, oceanos, rios, lagos etc.
Provavelmente a crença nas sereias originou-se delas. O escritor português Luiz
de Camões (1524-1579) em sua monumental obra “Os Lusíadas” faz menção às
Tágides, habitantes do rio Tejo em Portugal. As ondinas coordenam o ciclo de
evaporação da água em sua liberação como chuva. Vivem mais que os gnomos.
SILFOS: Seus campos de atividades, são
o ar, vento, atmosfera. Seus corpos são compostos, em sua maioria, do Éter
Luminoso. Os silfos mais graduados coordenam o deslocamento de nuvens e suas
robustas faces modelam, momentaneamente, desenhos e figuras nestas nuvens, como
que esculturas. Os membros de menor evolução dos silfos, conduzem lufadas e
correntes de ar que percorrem a Terra. Vivem milhares de anos.

SALAMANDRAS: Seus Corpos estão compostos,
principalmente, do Éter Refletor em conjunto com o Éter Luminoso, a que foi
chamado de ”Luz Astral” pelo médico, alquimista e astrólogo suíço
Philippus Aureolus Theophastus Bombastus Von Hohenhein (1493-1541), mais
conhecido por Paracelso. Max Heindel o
cita em A Mensagem das Estrelas. As salamandras trabalham com o elemento
fogo e o calor, sendo também associadas com a eletricidade e as forças
magnéticas da Terra. Suas atividades são, principalmente, subterrâneas;
erupções vulcânicas e correntes de lava, Nenhum fogo possui a possibilidade de
ser acesso sem as salamandras. Em relâmpagos nos céus – para os que possuem a
visão etérica – elas podem ser observadas. Não há dúvidas que existem uma
quantidade enorme de suas utilidades, advindos do fogo e calor. Desta forma, as
salamandras possuem um papel vital e construtivo na evolução da Terra. Vivem
milhares de anos, e alguns clarividentes positivos relatam que algumas delas possuem a forma de lagartos ou
labaredas de fogo.

Não somente em nosso plano físico a vida
pulsa, mas em todo universo.
As características dos referidos
Espíritos da Natureza acima, estão alicerçadas – resumidamente - numa série das
Lições Mensais do Estudante da The Rosicrucian Fellowship, durante os
meses do ano de 1969, intituladas “Os Habitantes dos Planos”.
Ainda que louváveis os avanços das
últimas décadas sobre a preservação da natureza, biomas e meio ambiente (mais
comentados do que aplicados), através de leis governamentais, estamos distante
de uma situação em que o amor pela natureza, brotará (sem nenhum
trocadilho...) do íntimo de cada ser humano
e substituirá as Leis Ambientais
decretadas pelo homem.
Aqui, um exemplo.
Cristovam Martins foi um probacionista
que durante muitos anos frequentou o Centro Rosacruz de Santo André.
Morador deste mesmo município, possuía
nos fundos de sua casa uma varanda com muitos vasos dos mais diferentes tamanhos;
estes abrigavam as mais variadas plantas e flores. Alguns estavam em mesas,
outros pendurados em árvores frutíferas e outros ainda em prateleiras.
Na entrada desta varanda, havia uma
placa com dos dizeres “Hospital de plantas e flores - Atendimento Gratuito”
envoltas em aleatórias notas musicais desenhadas.
Em uma mesa, havia um “aparelho
estereofônico” que reproduzia discos de vinis (os conhecidos - à época - Compactos
e Lps) e um gravador portátil para fitas K-7, com idêntica função.
Algumas destas plantas e flores eram
suas e de sua esposa. A grande maioria, não.
Durante muitos anos este probacionista
manteve uma determinada atividade, voluntária e gratuita.
Tudo iniciou-se quando um vizinho o
informou possuir em sua casa, uma planta que se encontrava em precárias
condições: ressequida, murcha e com folhas despencando.
Nosso amigo probacionista solicitou
então que ele trouxesse a planta – que estava num vaso – para sua residência, e
algumas semanas depois a devolveu com a maioria das folhas viçosas, caule ereto
e brotos despontando.
Ao ser indagado como conseguiu isto,
informou:
Pintara várias garrafas de vidro –
incolor - de verde. Dizia ser esta a cor da clorofila, o pigmento encontrado
nas plantas que é responsável por captar a
luz solar para realização da fotossíntese, num resumo básico. Afirmava
também que Max Heindel e Augusta Foss Heindel associam esta cor com o signo
zodiacal de Câncer; o primeiro dos signos aquáticos, num maravilhoso gráfico da
relação signos/regentes/metais/cores (A
Mensagem das Estrelas – Capítulo III – Você nasceu sob uma boa estrela?).
Após isto - estando as garrafas secas -
introduzia nas mesmas água para deixá-las, na parte matinal, expostas ao Sol,
por algumas horas, tampadas. Depois, eram levadas para sombra com o objetivo de
voltaram à temperatura ambiente. Seu estoque destas “garrafas verdes com
água”, era considerável.
Constantemente, Cristovam Martins regava
as plantas, contudo, nos dias em que a Lua transitava por signos aquáticos
(Câncer, Escorpião e Peixes) o fazia com água das garrafas.
Entrementes, seu aparelho estereofônico
ou gravador executava músicas, predominantemente do Período Barroco, inundando
a varanda (Hospital de plantas e flores) de composições maravilhosas.
Este concerto musical era intercalado
com o chilrear de vários pássaros, pois nosso amigo probacionista colocou
vários bebedouros em sua varanda o que resultou na visita diária destes amigos
alados. Havia também um chafariz, não muito grande, que recebia igualmente a visita destes cantores.
Nosso “doutor de plantas e flores”,
diariamente, monologava com elas (da mesma forma que seres humanos “falam” com
determinados animais: cães, gatos etc.) dizendo-lhe que elas eram importantes para o vaso, para a terra que dava sustentáculo para a sua raiz, importante
também para o ar, humanidade e a natureza.
Este “tratamento” dado para com o
Reino Vegetal, foi logo divulgado pelo amigo de nosso irmão probacionista, aos
vizinhos, amigos e parentes.
Desnecessário dizer que a partir disto,
muitas plantas e flores “adoecidas” foram levadas à casa de Cristovam
Martins, onde a grande maioria foi recuperada e uma minoria não, talvez num
paralelo aos enfermos animais e pessoas que são levadas para as clínicas
veterinárias e médicas, respectivamente.
Esta foi a origem do Hospital de
plantas e flores, que jamais nosso amigo e irmão probacionista
cobrou, sendo mantido em atividade por longos anos.
Ao devolver as plantas ou flores para seus donos –
recuperadas - lhes dava uma folha de papel onde lia-se:
“Comparemos o homem com a flor e
perceberemos, então, a grande importância e significado deste emblema, O homem
toma seu alimento pela boca, de onde desce. A planta recebe o alimento pelas
raízes, forçando-o para cima, O homem reveste seu amor de paixão e tem os
órgãos da geração voltados para a terra, escondendo-o com vergonha devido a
essa mácula de sua paixão. A planta desconhece a paixão, e realiza a fecundação
de maneira mais pura e casta, isto é, ela projeta seus órgãos geradores, a
flor, para o Sol, um espetáculo de rara
beleza. O homem, decaído e passional,
exala o mortífero dióxido de carbono, enquanto a casta flor inala esse veneno,
transmuta-o e devolve, puro, doce e perfumado, um fragrante elixir da vida”.
(Max Heindel - Iniciação Antiga e Moderna – capítulo A Sagrada Glória de
Shekinah – parte A Lua Cheia como um
fator de crescimento anímico).
Este trabalho realizado por Cristovam
Martins, nos faz recordar o Livro de Salmos (capítulo 121), onde podemos –
também - entendê-lo revestido da astrologia:
Fica também como informativo – e registro histórico - onde por muitas décadas,
farmácias (!) distribuíam no início de cada ano, de forma gratuita, os famosos Almanaques
(geralmente patrocinados por determinadas marcas de medicamentos), com diversos
assuntos abordados: receitas culinárias, curiosidades geográficas, palavras
cruzadas, estórias infantis, etc. Havia ainda uma seção de jardinagem e
agricultura, onde as fases da Lua estavam associadas ao plantio, poda e
colheita.
Max Heindel, Filosofia Rosacruz em
P&R volume II – Pergunta 108 nos fala das influências astrológicas sobre o
Reino Vegetal e que foi publicado no blogue Rosacruz e Astrologia (veja aqui)
Sobre música, luz e cor, a vasta
literatura rosacruz fornece pérolas de ensinamentos do ponto de vista oculto.
O fundador da Fraternidade Rosacruz, em
sua obra Ensinamentos de um Iniciado (capítulo XXIV - O Arco Nas Nuvens - veja nota em sugestões para leitura), faz menção a um livro (“Princípios da Luz e Cor” de autoria do médico americano Edwin D. Babbitt que viveu entre 1828-1905). Trata-se de um fabuloso tratado oculto sobre luz, cores e suas propriedades.
O Sr. Heindel classifica este livro como
interessante, outorga a qualificação de clarividente para seu autor e que esta
obra, após ser lida, o fez incursionar-se na Memória da Natureza para
investigações sobre o referido assunto, como ele mesmo relata em seu livro.
Cristovam Martins, ao tomar conhecimento
disto, utilizou-se da EPIGÊNESE para inaugurar o “Hospital de Plantas e Flores”
que, absolutamente, brotando (mais uma vez sem trocadilhos...) de seu
íntimo colaborou na preservação das mesmas e certamente também no trabalho
realizado pelos Espíritos da Natureza.
Dizia sempre que o aspirante rosacruz
não deve acomodar-se na aquisição dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental. Há
que se ter um propósito nisto: que eles se tornem algo vivente em nosso
interior, que neles haja movimento,
atividade e ação, direcionados a nos tornarmos servidores da
humanidade e a todas as Ondas de Vida que na Terra possuem seus campos de
evolução.
Nosso amigo probacionista também enaltecia o trabalho realizado, por alguns anos, na Sede Mundial (Oceanside) pelo Monte Ecclesia Sanitarium: pessoas lá se instalavam por dias, semanas ou meses para o tratamento de certas enfermidades, com o devido acompanhamento de enfermeiras e médicos graduados. Alimentação vegetariana, hidroterapia, fisioterapia, cromoterapia, termoterapia e diatermia com ondas curtas eram utilizados. Na obra Memórias sobre Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz de Augusta Foss Heindel,há este relato (Terceira Parte -O trabalho em Mount Eclésia e os novos prédios - O Sanatório de Monte Eclésia).