06/06/2026

UM HOSPITAL DE PLANTAS E FLORES: OS ESPÍRITOS DA NATUREZA

Por Jonas Taucci

Em seus sucessivos renascimentos na Terra, a humanidade trabalha com as formas externas e não possui a consciência do outro lado da vida na natureza que se constitui no interno e oculto para a grande maioria; perdeu-se a clarividência que em um remoto passado podia ver os Espíritos da Natureza e trabalhar conscientemente com eles.


Atualmente somente uns poucos possuidores da visão etérica positiva possuem esta faculdade. Há os que retem a clarividência negativa de vidas passadas e outras, todavia, que desenvolveram esta aptidão de forma positiva nesta época contemporânea.

Com o transcorrer dos anos, décadas e séculos, haverá nascimento de muitas pessoas dotadas da clarividência positiva e as possuirá mesmo na idade adulta, já que as crianças - até uma certa idade -, vê, conversa e brinca com determinados Espíritos da Natureza, que vivem na Região Etérica de nosso planeta, e esta constitui-se o lado interno da matéria”.


Dentro de poucos séculos esta visão – uma extensão da visão física - será um patrimônio na maioria da humanidade.


Estes Espíritos da Natureza realizam trabalhos importantes nas profundezas da terra e sua superfície, plantas, flores, oceanos, rios, ar, água, fogo etc.. Este labor, realiza-se sem que a maioria da humanidade o saiba.Abaixo, um simples bosquejo deste trabalho.


GNOMOS:Suas atividades estão relacionadas, na grande maioria, com o Éter Químico e Max Heindel nos informa que seus corpos são formados, principalmente, deste Éter. Trabalham no elemento terra, pintando as flores, dosando a clorofila na medida certa e adequada no Reino Vegetal, talham os cristais e vivem, aproximadamente centenas de anos, envelhecendo de uma forma não muito diferente dos seres humanos, o que resulta em figuras, animações e desenhos de gnomos das mais diferentes faixas etárias: de jovens a idosos.


FADAS: Pertencem, na realidade, ao grupo dos gnomos, também como campo de ação o elemento terra e - sob a instrução da Onda de Vida Angélica que lhes indicam imagens arquetípicas - realizam seus trabalhos na natureza, com predominância nas flores. 



ONDINAS: Formada em sua grande maioria pelo Éter de Vida, trabalham no elemento água: mares, oceanos, rios, lagos etc. Provavelmente a crença nas sereias originou-se delas. O escritor português Luiz de Camões (1524-1579) em sua monumental obra “Os Lusíadas” faz menção às Tágides, habitantes do rio Tejo em Portugal. As ondinas coordenam o ciclo de evaporação da água em sua liberação como chuva. Vivem mais que os gnomos.



SILFOS: Seus campos de atividades, são o ar, vento, atmosfera. Seus corpos são compostos, em sua maioria, do Éter Luminoso. Os silfos mais graduados coordenam o deslocamento de nuvens e suas robustas faces modelam, momentaneamente, desenhos e figuras nestas nuvens, como que esculturas. Os membros de menor evolução dos silfos, conduzem lufadas e correntes de ar que percorrem a Terra. Vivem milhares de anos.



SALAMANDRAS: Seus Corpos estão compostos, principalmente, do Éter Refletor em conjunto com o Éter Luminoso, a que foi chamado de ”Luz Astral” pelo médico, alquimista e astrólogo suíço Philippus Aureolus Theophastus Bombastus Von Hohenhein (1493-1541), mais conhecido por Paracelso.  Max Heindel o cita em A Mensagem das Estrelas. As salamandras trabalham com o elemento fogo e o calor, sendo também associadas com a eletricidade e as forças magnéticas da Terra. Suas atividades são, principalmente, subterrâneas; erupções vulcânicas e correntes de lava, Nenhum fogo possui a possibilidade de ser acesso sem as salamandras. Em relâmpagos nos céus – para os que possuem a visão etérica – elas podem ser observadas. Não há dúvidas que existem uma quantidade enorme de suas utilidades, advindos do fogo e calor. Desta forma, as salamandras possuem um papel vital e construtivo na evolução da Terra. Vivem milhares de anos, e alguns clarividentes positivos relatam que algumas  delas possuem a forma de lagartos ou labaredas de fogo.



Não somente em nosso plano físico a vida pulsa, mas em todo universo.


As características dos referidos Espíritos da Natureza acima, estão alicerçadas – resumidamente - numa série das Lições Mensais do Estudante da The Rosicrucian Fellowship, durante os meses do ano de 1969, intituladas “Os Habitantes dos Planos”.


Ainda que louváveis os avanços das últimas décadas sobre a preservação da natureza, biomas e meio ambiente (mais comentados do que aplicados), através de leis governamentais, estamos distante de uma situação em que o amor pela natureza, brotará (sem nenhum trocadilho...) do íntimo de cada ser humano  e substituirá  as Leis Ambientais decretadas pelo homem.

  

Aqui, um exemplo.


Cristovam Martins foi um probacionista que durante muitos anos frequentou o Centro Rosacruz de Santo André. 

Morador deste mesmo município, possuía nos fundos de sua casa uma varanda com muitos vasos dos mais diferentes tamanhos; estes abrigavam as mais variadas plantas e flores. Alguns estavam em mesas, outros pendurados em árvores frutíferas e outros ainda em prateleiras.


Na entrada desta varanda, havia uma placa com dos dizeresHospital de plantas e flores - Atendimento Gratuito” envoltas em aleatórias notas musicais desenhadas.


Em uma mesa, havia um “aparelho estereofônico” que reproduzia discos de vinis (os conhecidos - à época - Compactos e Lps) e um gravador portátil para fitas K-7, com idêntica função.


Algumas destas plantas e flores eram suas e de sua esposa. A grande maioria, não.


Durante muitos anos este probacionista manteve uma determinada atividade, voluntária e gratuita.


Tudo iniciou-se quando um vizinho o informou possuir em sua casa, uma planta que se encontrava em precárias condições: ressequida, murcha e com folhas despencando.


Nosso amigo probacionista solicitou então que ele trouxesse a planta – que estava num vaso – para sua residência, e algumas semanas depois a devolveu com a maioria das folhas viçosas, caule ereto e brotos despontando.


Ao ser indagado como conseguiu isto, informou:


Pintara várias garrafas de vidro – incolor - de verde. Dizia ser esta a cor da clorofila, o pigmento encontrado nas plantas que é responsável por captar a  luz solar para realização da fotossíntese, num resumo básico. Afirmava também que Max Heindel e Augusta Foss Heindel associam esta cor com o signo zodiacal de Câncer; o primeiro dos signos aquáticos, num maravilhoso gráfico da relação signos/regentes/metais/cores (A Mensagem das Estrelas – Capítulo III – Você nasceu sob uma boa estrela?).

 

Após isto - estando as garrafas secas - introduzia nas mesmas água para deixá-las, na parte matinal, expostas ao Sol, por algumas horas, tampadas. Depois, eram levadas para sombra com o objetivo de voltaram à temperatura ambiente. Seu estoque destas garrafas verdes com água, era considerável.


Constantemente, Cristovam Martins regava as plantas, contudo, nos dias em que a Lua transitava por signos aquáticos (Câncer, Escorpião e Peixes) o fazia com água das garrafas.


Entrementes, seu aparelho estereofônico ou gravador executava músicas, predominantemente do Período Barroco, inundando a varanda (Hospital de plantas e flores) de composições maravilhosas.


Este concerto musical era intercalado com o chilrear de vários pássaros, pois nosso amigo probacionista colocou vários bebedouros em sua varanda o que resultou na visita diária destes amigos alados. Havia também um chafariz, não muito grande, que  recebia igualmente a visita destes cantores.



Nosso doutor de plantas e flores, diariamente, monologava com elas (da mesma forma que seres humanos falam” com determinados animais: cães, gatos etc.) dizendo-lhe que elas eram importantes para o vaso, para a terra que dava sustentáculo para a sua raiz, importante também para o ar, humanidade e a natureza.


Este tratamento dado para com o Reino Vegetal, foi logo divulgado pelo amigo de nosso irmão probacionista, aos vizinhos, amigos e parentes.


Desnecessário dizer que a partir disto, muitas plantas e flores adoecidas foram levadas à casa de Cristovam Martins, onde a grande maioria foi recuperada e uma minoria não, talvez num paralelo aos enfermos animais e pessoas que são levadas para as clínicas veterinárias e médicas, respectivamente.


Esta foi a origem do Hospital de plantas e flores, que jamais nosso amigo e irmão probacionista cobrou, sendo mantido em atividade por longos anos.


Ao devolver as plantas ou flores para seus donos – recuperadas - lhes dava uma folha de papel onde lia-se:


Comparemos o homem com a flor e perceberemos, então, a grande importância e significado deste emblema, O homem toma seu alimento pela boca, de onde desce. A planta recebe o alimento pelas raízes, forçando-o para cima, O homem reveste seu amor de paixão e tem os órgãos da geração voltados para a terra, escondendo-o com vergonha devido a essa mácula de sua paixão. A planta desconhece a paixão, e realiza a fecundação de maneira mais pura e casta, isto é, ela projeta seus órgãos geradores, a flor, para o Sol,  um espetáculo de rara beleza.  O homem, decaído e passional, exala o mortífero dióxido de carbono, enquanto a casta flor inala esse veneno, transmuta-o e devolve, puro, doce e perfumado, um fragrante elixir da vida”. (Max Heindel - Iniciação Antiga e Moderna – capítulo A Sagrada Glória de Shekinah – parte  A Lua Cheia como um fator de crescimento anímico).

    

Este trabalho realizado por Cristovam Martins, nos faz recordar o Livro de Salmos (capítulo 121), onde podemos – também - entendê-lo revestido da astrologia:



Fica também como informativo – e registro histórico - onde por muitas décadas, farmácias (!) distribuíam no início de cada ano, de forma gratuita, os famosos Almanaques (geralmente patrocinados por determinadas marcas de medicamentos), com diversos assuntos abordados: receitas culinárias, curiosidades geográficas, palavras cruzadas, estórias infantis, etc. Havia ainda uma seção de jardinagem e agricultura, onde as fases da Lua estavam associadas ao plantio, poda e colheita. 



Max Heindel, Filosofia Rosacruz em P&R volume II – Pergunta 108 nos fala das influências astrológicas sobre o Reino Vegetal  e que foi publicado no blogue Rosacruz e Astrologia (veja aqui) 


Sobre música, luz e cor, a vasta literatura rosacruz fornece pérolas de ensinamentos do ponto de vista oculto.


O fundador da Fraternidade Rosacruz, em sua obra Ensinamentos de um Iniciado (capítulo XXIV - O Arco Nas Nuvens - veja nota em sugestões para leitura), faz menção a um livro (“Princípios da Luz e Cor” de autoria do médico americano Edwin D. Babbitt que viveu entre 1828-1905). Trata-se de um fabuloso tratado oculto sobre luz, cores e suas propriedades.

O Sr. Heindel classifica este livro como interessante, outorga a qualificação de clarividente para seu autor e que esta obra, após ser lida, o fez incursionar-se na Memória da Natureza para investigações sobre o referido assunto, como ele mesmo relata em seu livro.


Cristovam Martins, ao tomar conhecimento disto, utilizou-se da EPIGÊNESE para inaugurar o “Hospital de Plantas e Flores” que, absolutamente, brotando (mais uma vez sem trocadilhos...) de seu íntimo colaborou na preservação das mesmas e certamente também no trabalho realizado pelos Espíritos da Natureza.


Dizia sempre que o aspirante rosacruz não deve acomodar-se na aquisição dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental. Há que se ter um propósito nisto: que eles se tornem algo vivente em nosso interior, que neles haja movimento, atividade e ação, direcionados a nos tornarmos servidores da humanidade e a todas as Ondas de Vida que na Terra possuem seus campos de evolução.


Nosso amigo probacionista também enaltecia o trabalho realizado, por alguns anos, na Sede Mundial (Oceanside) pelo Monte Ecclesia Sanitarium: pessoas lá se instalavam por dias, semanas ou meses para o tratamento de certas enfermidades, com o devido acompanhamento de enfermeiras e médicos graduados. Alimentação vegetariana, hidroterapia, fisioterapia, cromoterapia, termoterapia e diatermia com ondas curtas eram utilizados. Na obra Memórias sobre Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz de Augusta Foss Heindel,há este relato (Terceira Parte -O trabalho em Mount Eclésia e os novos prédios - O Sanatório de Monte Eclésia).



 Cristovam Martins possuía outras (maravilhosas) particularidades. Com calçados apropriados era um entusiasta da dança sapateada: sincronizava músicas, sons das batidas dos sapatos no chão e performance corporal que a todos encantavam nos remetendo a Elman Bacher em sua obra Estudos em Astrologia - volume VI capítulos VII (A Dança) e VIII (A Música). Era também um "rádio amador" (rede de comunicação com equipamento condizente que ele possuía) e, até onde tenho conhecimento, pioneirissimamente divulgava os Ensinamentos Rosacruzes entre os anos 60 e início da década de 80 desta forma.



Muita saudade Cristovam Martins deixou aos que lhe conheceram. Certamente também no Reino Vegetal e Espíritos da Natureza...




SUGESTÕES DE LEITURA

1 - O Arco nas Nuvens (Cap. XXIV de Ensinamentos de um Iniciado) também foi pubicado em formato de folheto pela TRF e traduzido pelo Centro de São Paulo. Você pode ver aqui
2 - Revista Rays from the Rose Cross, da TRF : Meses: abril, maio, agosto e novembro de 1933, onde o artigo "As Cores Cósmicas e suas Influências" com autoria de Elois J. Jenssen, nos transmite uma profunda compreensão sobre o assunto.
3 - Revista Rays from the Rose Cross, da TRF: Junho de 1933, artigo " Musicoterapia". A importância da música nos hospitais, saúde, presídios e muitas outras áreas. Também na evolução da humanidade. Os artigos acima descritos, foram traduzidos e palestrados no Centro Rosacruz de São Paulo, em 1982
4 - A Vida Secreta das Plantas (Peter Tompkins e Christopher Bird).
5 - A Vida Secreta das Árvores (Peter Wohlleben).


02/06/2026

Eliminando Falhas de Caráter

Constantemente ouvimos falar de curas imediatas e milagrosas. Diante da necessidade de cooperar com as forças espirituais, como é possível que algumas pessoas sejam afortunadas, muitas vezes em condições extremas, e, literalmente se levantem e andem?


Praticamente todos os leitores desta revista acreditam na Doutrina do Renascimento. Este é o fundamento sobre o qual todos os nossos esforços conscientes são construídos. Se quisermos nos tornar como Ele é, precisaremos de mais de uma vida para alcançar esse objetivo.
 
Todos nós já vivemos em um corpo físico muitas vezes antes, aprendendo, crescendo e absorvendo a verdade. Todos nós cometemos erros. Ao nos empenharmos conscientemente em construir um templo mais refinado para a Centelha Divina que está sendo avivada em uma Chama Divina, emergimos da necessidade do sofrimento.

Algumas pessoas iniciaram o trabalho regenerativo na vida passada e não conseguiram completá-lo completamente, e consequentemente ainda sofrem, com infinita paciência. Outros, confrontados com uma lição terrível a aprender, voltam-se em espírito para o Pai Celestial em busca de ajuda.

Durante a existência no mundo celestial, o desejo de transmutar essa parte especial do destino se fortalece, e o Ego retorna a um corpo especialmente preparado para permitir sua realização. O corpo pode estar frágil e todas as experiências o pressionam até que se torne quase inabitável.

Então, em seu ponto mais baixo, quando a vida no corpo parece perdida, a pessoa tem uma espécie de visitação, ou seja, toma consciência dos curadores espirituais em ação, e se levanta e caminha. A harmonização está completa. Essa tarefa específica está concluída. Os trabalhadores espirituais do outro lado conseguiram completar sua missão.

Traduzido da revista Rays  from the Rose Cross de fevereiro de 1966

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross". Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz".

Se você deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

17/05/2026

A Lembrança de Vidas Passadas


PERGUNTA: As vidas passadas poderão ser lembradas?

RESPOSTA: Embora muitas pessoas não sejam capazes de se lembrar de suas vidas anteriores, há algumas que podem. Todas as pessoas poderão ter essa possibilidade se se dispuserem a viver a vida para a obtenção de tal conhecimento.

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PERGUNTA: Quais os requisitos que envolvem tais conhecimentos?

RESPOSTA: Requer-se grande força de caráter, pois essa realização proporciona o conhecimento do destino que poderá estar pendendo, negro e sinistro, sobre nós na forma de trágico acidente.

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PERGUNTA: Qual o bem que proporciona às pessoas comuns o desconhecimento antecipado desses fatos?

RESPOSTA: Amavelmente a Natureza oculta-nos o passado e o futuro a fim de que não nos seja tirada a paz.

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PERGUNTA: Como o desenvolvimento nos auxilia a sobrepormo-nos às dificuldades da vida?

RESPOSTA: Na medida em que obtivermos maior desenvolvimento aprenderemos a nos sobrepor a todos os fa-tos com equanimidade,admitindo que todas as dificuldades resultam dos males passados. Há então um sentimento de gratidão no fato de que as obrigações decorrentes estão sendo anuladas, sabendo-se ainda que houve uma redu-ção entre o ponto em que estamos e o dia da nossa libertação da roda do nascimento e morte.

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PERGUNTA: Por que algumas pessoas se lembram de sua vida passada?

RESPOSTA: Quando em uma existência uma pessoa morre na infância, com alguma frequência lembra-se da existência passada, em o novo renascimento.

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PERGUNTA: Por que a diferença de idade é a causa dessa possível recordação?

RESPOSTA: Porque crianças ao redor dos quatorze anos ainda não jornadearam em um ciclo completo de vida. Este impõe a formação de uma série completa de novos veículos entre a morte num corpo e o renascimento no seguinte.

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PERGUNTA: O que constitui esse "ciclo inteiro de vida"?

RESPOSTA: Quando uma pessoa em seus quatorze anos de vida abandona seu corpo físico, encontra-se funcionando no Mundo de Desejos, em seu Corpo de Desejos (vide Cap. III do Conceito Rosacruz do Cosmos). No tempo necessário também esse Corpo é abandonado naquele Mundo e a pessoa pas-sa para o Segundo Céu (O Mundo do Pensamento) onde começará a funcionar em seu Corpo Mental até que chegue o período em que o Espírito deve entrar em seu Lar o Terceiro Céu, a Região do Pensamento Abstrato. Permanece aí até que esteja apto a uma nova imersão na matéria.

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PERGUNTA: Como relaciona-se esse acontecimento cíclico com a memória de vidas passadas?

RESPOSTA: O homem deixando cada um de seus veículos, incluindo o mental, deve construir uma nova mente ao renascer, a qual naturalmente relaciona-se somente com a nova vida.

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PERGUNTA: Aplica-se isso aqueles que morrem quando criança?

RESPOSTA: As crianças simplesmente passam para as regiões superiores do Mundo de Desejos, retendo (ao contrário do que se passa com o adulto) seus corpos de desejos e mental. Nessas regiões aguardam a ocasião para um novo renascimento, o qual usualmente efetua-se depois de um a vinte anos após a morte. Quando voltam a renascer surgem não com uma nova mente e um novo corpo de desejos como acontece com o adulto, mas com o mesmo corpo de desejos e a mesma mente. Daí, se prestarmos atenção às crianças estaremos em condições depararmos com a evidência de recordações de experiências e de relacionamentos com personalidades de prévias existências na Terra.

Publicado na revista "Serviço Rosacruz" de julho de 1973

06/05/2026

A Lei do Amor e da Unidade

Imagem original do livro Iniciação Antiga e Moderna lindamente editada por  Marie Toursel-Perri

O que conhecemos como doença é o estágio terminal de um distúrbio muito mais profundo, e para garantir o sucesso completo do tratamento, é óbvio que lidar apenas com o resultado final não será eficaz, a menos que a causa básica também seja removida.

Há um erro primordial que o ser humano pode cometer, e esse erro é a ação contra a Unidade; que por sua vez tem sua origem no amor-próprio.

Assim podemos dizer que existe apenas uma aflição primordial – o desconforto ou a doença. E assim como a ação contra a Unidade pode ser dividida em vários tipos, a doença – o resultado dessas ações – também pode ser separada em grupos principais correspondentes às suas causas.

A própria natureza de uma doença será um guia útil para auxiliar na descoberta do tipo de ação que está sendo realizada contra a Lei Divina do Amor e da Unidade. Se tivermos em nossa natureza amor suficiente por todas as criaturas, não poderemos fazer o mal; porque esse amor nos impedirá de qualquer má ação ou pensamento que possa ferir nosso semelhante. Mas, ainda não atingimos esse estado de perfeição; se o tivéssemos, não haveria necessidade de nossa existência aqui.

Mas todos nós buscamos e avançamos em direção a esse estado, e aqueles que sofrem na mente ou no corpo são, por esse mesmo sofrimento, conduzidos a essa condição ideal; e se tão somente interpretarmos isso corretamente, poderemos não apenas acelerar nossos passos rumo a esse objetivo, mas também nos livrar de doenças e sofrimentos. A partir do momento em que a lição é compreendida e o erro eliminado, não há mais necessidade de correção, pois devemos lembrar que o sofrimento é, em si, benéfico, na medida em que nos indica quando estamos trilhando caminhos errados e acelera nossa evolução para a sua gloriosa perfeição.

As verdadeiras doenças primárias do homem são defeitos como orgulho, crueldade, ódio, amor-próprio, ignorância, instabilidade e ganância; e cada um deles, se considerado, será considerado adverso à Unidade. Tais defeitos quando continuados e persistentes - mesmo depois de termos atingido o estágio de desenvolvimento de os reconhecermos como errados  - é o que precipita no corpo os resultados nocivos que conhecemos como doença.

Traduzido da revista Rays  from the Rose Cross de janeiro DE 1989


QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross". Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". 

Se você deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

02/05/2026

Aconteceu em Mount Ecclesia!

Por Jonas Taucci 

 Na qualificação de Irmão Leigo (Filosofia Rosacruz em P&R volume II - #134) Max Heindel possuía a faculdade de, conscientemente, deixar seu corpo físico e empreender voos da alma. Alguns deles estão relatados na revista Rays from the Rose Cross (The Rosicrucian Fellowship) e traduzidos na Serviço Rosacruz (Centro Rosacruz de São Paulo) com publicação também neste blogue.

O texto abaixo, na opinião deste colaborador, provavelmente seja o menos conhecido.

Possa ele nos conscientizar – ainda mais - da existência dos Espíritos da Natureza, que de modo algum devem ser rotuladas apenas como meras estórias infantis.


Nos primeiros tempos de Mount Ecclesia (Oceanside), várias crianças vieram nos visitar, trazidas por seus pais.


A pequena Harriett W. (de Minnesota, EUA) constitui-se, ao menos para este articulista, a visitante mais interessante que tivemos em muitos anos.

Ela tem sete anos de idade e consegue ver fadas. Então sua mãe lhe contou que Max Heindel também era amigo delas, ficando assim Harriett ansiosa por conhecê-lo.

Infelizmente seu corpinho estava um tanto adoecido e seus pais pensaram que uma visita a Mount Ecclesia lhe faria bem.
Estão conosco e esperam ficar algum tempo.

Este que escreve ficou – obviamente – feliz ao vê-la e imediatamente começou a contar-lhe relatos sobre as pequenas fadas que circulam por Mount Ecclesia, pintando todas as belas flores existentes em seus jardins, e agendou para que Harriett pudesse, naquela noite, realizar um passeio com as graciosas fadas residentes no local visitado.

Desta forma, assim que seu corpo adormeceu na cama de seu aposento, deixando seu corpo denso, ela saiu para o referido passeio. Max Heindel, em seus veículos superiores, a aguardava juntamente com uma fada.

Ambos adentraram numa carruagem totalmente adornada de flores multicoloridas e iniciaram um “tour aéreo” por Mount Ecclesia, sendo acompanhados de inúmeras borboletas de matizes diferentes. Ficaram observando por longo tempo as plantas, vegetação e naturalmente outras fadas.

Uma delas convidou Harriett a brincar: primeiro uma corrida e depois esconde-esconde. Convite prontamente aceito e vencida pela visitante.
Após isto se dirigiram ao oceano, onde puderam contemplar graciosas ondinas sentadas em rochas

Eis que lentamente o Sol começou a aparecer no horizonte, convidando para o amanhecer de um novo dia e o café da manhã.

Muitas fadas – em uníssono – declamaram entusiasticamente:
- Bom Dia !

E tanto Max Heindel quanto Harriett – respondendo à saudação - retornaram para seus corpos físicos em seus respectivos aposentos, mas não sem antes agendarem com as fadas um (re) encontro para a noite seguinte, com o objetivo de continuarem as brincadeiras com as fadas.


O texto acima constitui-se num resumo de artigo publicado na revista Rays from the Rose Cross (novembro de 1916) com o título Fadas, não sendo inserida sua autoria e também na Lição Mensal do Estudante de fevereiro de 1969 da The Rosicrucian Fellowship (Os Habitantes dos Planos – Parte II – O Plano Etérico do Mundo Físico).

Entretanto, nesta Lição há um trecho introdutório – deveras – interessante sobre o artigo publicado originalmente na revista da TRF no início do século passado:

“Ainda que o relato sobre as fadas pareça ser de Max Heindel, é evidente que foi escrito por sua secretaria a partir de notas acidentais. A Sra. Heindel atuou como tal nesta época e muito provavelmente ela o escreveu”.

Também digno de nota o prefácio da obra Os Espíritos e as Forças da Natureza, de Max Heindel, ter sido escrito por Augusta Foss Heindel, onde ela nos fala que:

“Ele, muitas vezes, comentou que qualquer dia escreveria um livro completo sobre Os Espíritos da Natureza, mas seu trabalho realmente exaustivo de pioneirismo interpôs-se a esta obra tão necessária. Entretando, de vez em quando, transmitia alguma informação em seus escritos que agora foram compilados, e assim, podemos apresentá-lo ao mundo em um volume condensado”.


Neste livro, em seu capítulo III, A Missão de Cristo e o Festival das Fadas, o fundador da Fraternidade Rosacruz nos relata o importante trabalho de – além das fadas – gnomos, ondinas, salamandras e sílfides. Parte deste capítulo consta no Ritual Rosacruz do Solstício de Junho, tal sua luminosa relevância.

Os habitats destes espíritos da natureza (mares, oceanos, rios, lagos, florestas, serrados, planícies, serras, atmosfera etc.) há muito está sendo devastado, poluído ou simplesmente aniquilado pela ganância humana visando lucros materiais.

Sobre as borboletas que, num cortejo, acompanharam Max Heindel, a pequena Harriett e as fadas, fica evidente que deu-se pelo maravilhoso sincronismo da ação do Espírito Grupo das borboletas.

Algumas espécies de animais já foram extintas pela ação predatória humana, outras estão em vias disto e ainda há um comércio nesta área que – além de serem retirados de seus locais naturais – animais, pássaros e peixes são tratados de forma cruel.

Aqui cabe uma reflexão sobre os dizeres de Max Heindel em sua obra Interpretação Mística da Páscoa – capítulo I - O Cristo Cósmico:

A natureza é a expressão simbólica de Deus. Por conseguinte se quisermos conhecer Deus precisamos estudar a natureza, lembrando sempre de que existe um propósito por traz de toda manifestação, que a vida é uma escola, de cujo aprendizado de muitas lições a humanidade evolui lentamente da condição de centelha divina à de Divindade”




AMIGAS ROSACRUCIANAS - Centro Rosacruz de Santo André, 37º aniversário de fundação, sábado 09 de maio de 1992 - Sala de Visitas. Da esquerda para a direita, Neuza, Mirian, a menina Thaís, Ana R. Tempera e maestrina Mitzi Froelish. Na parede, retrato de Max Heindel e parte dos quadros das Doze Hierarquias Zodiacais. Thaís, com tradução da probacionista Rosalina Martinelli, leu o texto acima sobre Harriet e as fadas, nesta celebração de aniversário do referido Centro Rosacruz. Fotos do probacionista Joseph Faga.

Fica também como informativo histórico, a apresentação de algumas moças - vestidas de fadas - realizando uma coreografia nos jardins da The Rosicrucian Fellowship nos anos 80, devidamente fotografada, registrada e informado pelo órgão oficial da The Rosicrucian Fellowship, o ECOS.

SUGESTÕES

MÚSICAS:
  • Valsa Das Flores, da Suíte O Quebra Nozes, de Tchaikovsky.
  • Sinfonia # 6 – Pastoral, de Beethoven.
  • Vozes da Primavera, de Richard Strauss.
LEITURAS:
  • A Linguagem das Flores, de Sheila Pickles.
  • Devastação, de René Barjavel.
Livros de Max Heindel impressos: veja aqui -  Online: aqui

VÍDEOS:
  • Fantasia, de Walt Disney – partes: Valsa das Flores e Pastoral.
  • Irmão Sol, irmã Lua – Diretor Franco Zeffirelli.




01/05/2026

A Quarta Dimensão - Espíritos da Natureza

Imagem em detalhe dos canais semicirculares do ouvido interno - Fonte: Wikipedia Imagem como um todo do ouvido vide final do texto

PERGUNTA: No "Conceito Rosacruz do Cosmos", Capitulo III -subtítulo: O Segundo Céu, consta que a faculdade de percepção do espaço está ligada ao delicado ajustamento dos três canais semicirculares no ouvido, apontando nas três dimensões do espaço. O pensamento lógico e a capacidade matemática estão em proporção da precisão do seu ajustamento. Parece que a percepção da quarta dimensão foi alcançada por matemáticos de nível muito superior. Poderiam dizer-me se há alguma mudança na disposição destes canais semicirculares, ou qual é o processo que leva à consciência da quarta dimensão?

Parece também que os espíritos da natureza e os elementais possuem esta consciência da quarta dimensão, o que representa um grau de consciência mais elevado daquele que temos agora, e isso se aplica possível mente à abelha ou aos cavalos Elberfeld. Poderiam indicar o elo perdido? O que torna o homem ou a humanidade superior a estes seres, e qual é a disposição destes canais semicirculares no caso das abelhas e destes cavalos talentosos?

RESPOSTA: Para a maioria da humanidade, os algarismos são excessivamente tediosos, pois estamos acostumados a viver uma vida externa entre outras pessoas e amigos, com os quais expressamos os nossos desejos, sensações e emoções. Quanto mais estes sentimentos são intensos, mais interessantes achamos a vida. Por outro lado, coisas que não causam qualquer emoção são tidas como monótonas e desinteressantes. Por essa razão, a maioria não é atraída pela matemática ou por qualquer outra coisa que aguce a mente sem que, ao mesmo tempo, desperte a natureza emocional.

Sabemos que Deus geometriza, que todos os processos da natureza estão estruturados sobre cálculos sistemáticos que provam a existência de uma Inteligência Superior. Quando Deus, o grande Arquiteto do Universo, construiu o mundo todo sobre linhas matemáticas, podemos concluir que, consciente ou inconscientemente matemático está alcançando uma direção em que final mente ver-se-á face a face com Deus, e isto, por si mesmo, mostra uma expansão de consciência, Se considerarmos que cada um dos canais semicirculares é realmente um nível supersensitivo do espírito ajustado de maneira a indicar à nossa consciência o movimento do nosso corpo através do comprimento, largura ou profundidade do es paço podemos facilmente entender que o seu presente ajuste é necessário para a percepção do espaço. Se estes canais são bem ajustados, a percepção da pessoa é per feita e, se ela empreender o estudo da matemática, a suas teorias estarão em concordância com o que ela ve no mundo como fatos reais. Em algumas mentes eleva das, isto gera um verdadeiro amor pelos algarismos, o que se torna um fator de descanso para essas pessoas ao invés de serem uma fonte de cansaço como o são para a maioria. O amor pelos algarismos pode despertar nelas as faculdades espirituais latentes, mas não através de qualquer mudança nos canais semicirculares. Estas são estruturas ósseas e não mudam facilmente durante o período de nossa vida. No entanto, não há dúvida que aquele que possuir gosto pela música ou pela matemática irá construir estes canais mais acuradamente no Segundo Céu, no período compreendido entre a morte e um novo nascimento

Quanto a consciência dos elementais ou dos espíritos da natureza, realmente eles possuem o que pode ser chamado consciência da quarta dimensão. Além da altura. largura e comprimento, que são as dimensões do espaço no mundo físico, há o que denominamos "interpenetração" nos éteres, Com a visão etérica podemos ver dentro de uma montanha e, se tivermos um corpo etérico como possuem os espíritos da natureza, podemos atravessar a mais dura rocha de granito. Este não oferecerá qualquer obstáculo, da mesma forma que o ar não impede a nossa marcha aqui, embora, muitas vezes, sejamos perturbados pelos ventos. Contudo, mesmo entre os espíritos da natureza há diferentes entidades e uma correspondente variação de consciência.

Os corpos dos gnomos são feitos principalmente do éter químico, portanto, são do solo da terra. Ninguém os vê voando como voam as sílfides. Eles podem ser queimados no fogo e também envelhecem de maneira não muito diferente da dos seres humanos

As ondinas que vivem na água e as sílfides no ar são também mortais, mas sendo os seus corpos compostos, respectivamente, dos éteres de vida e luminoso, têm uma longevidade maior. Acredita-se que os gnomos não vivam mais do que algumas centenas de anos, as ondinas e as sílfides milhares de anos, e as salamandras, cujos corpos são feitos principalmente do quarto éter, viveriam mui tos milhares de anos. Contudo, a consciência que constrói e anima estes corpos pertence a várias Hierarquias Divinas que, desta maneira, adquirem experiência adicional, e as formas, que foram construídas de matéria e depois animadas, atingiram um grau de autoconsciência durante essas longas existências. Eles percebem sua própria existência transitória, e é devido à sua rebeldia contra este estado de coisas, que a guerra dos elementos, principalmente as do fogo, do ar e da água é travada. Julgando que são mantidos em cativeiro, procuram libertar-se das amarras pela força, mas, não possuindo nenhum estilo de direção, investem furiosamente de uma maneira destrutiva que resulta muitas vezes em grandes catástrofes.

A consciência dos gnomos é vagarosa demais para tomarem a iniciativa, mas eles tornam-se frequentemente cúmplices dos outros espíritos da natureza ao abrir passagens que favorecem explosões na rocha. No entanto, isto não tem nenhuma ligação com os cavalos Elberfeld ou com outros animais prodígios. Estes são os pupilos dos seus respectivos Espíritos-Grupo, e é provável que seja a última vez que renasçam numa forma animal. Quando isso acontece, tais Espíritos são relegados ao Caos, onde devem esperar durante a Noite Cósmica por seus irmãos menos dotados até a época em que lhes será possível iniciar a sua evolução humana no Período de Júpiter.

Anatomia do ouvido humano - Fonte: Brasil Escola Uol

       Pergunta nº65 do livro "Filosofia Rosacruz em    
Perguntas e Respostas, Vol.II de Max Heindel

NOTA: Pergunta citada no artigo: Aconteceu em Mount Ecclesia!


29/04/2026

CANAIS PERFEITOS

Leia Marcos, 2 (1-12) no final do texto

Cristo Jesus foi o maior curador de todos os tempos, o canal mais perfeito para a força de cura que já se manifestou na Terra e o instrumento físico mais sublime através do qual a Luz, a Vida e o Amor do Pai puderam se expressar.

Quão reconfortantes são Suas palavras: "Aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e as fará maiores do que estas..." Sua admoestação aos Seus seguidores para que também "curassem os enfermos", e Sua promessa de que imitaríamos e superaríamos os "milagres" que Ele realizou, são fontes de inspiração para todos nós. Seguir Seus passos e tornar-se canais radiantes de luz e cura deve ser o objetivo de todo aspirante espiritual.

Se quisermos ser curadores no verdadeiro sentido da palavra, precisamos de conhecimento. A aquisição e o uso correto do conhecimento são passos essenciais no processo de cura. Muitos fatores estão envolvidos nesse trabalho. As leis que operam nos planos físico, emocional, mental e espiritual influenciam o bem-estar tanto do paciente quanto do curador. Ao meditarmos e buscarmos essas leis, a compreensão virá. Nossa consciência, intuição e percepção interior se desdobrarão gradualmente e, com o tempo, nos tornaremos os canais de cura autoconscientes que desejamos ser.

Mas, o conhecimento, por mais importante que seja, não basta. Ao conhecimento deve-se acrescentar o amor - o fermento que o transforma em sabedoria. O amor é mais do que um sentimento ou uma emoção. É um princípio concreto, o Princípio Crístico ou Princípio do Amor-Sabedoria do Pai, e um poder divino que está latente em todos nós. O amor é a influência sustentadora, preservadora e protetora de toda a criação. A cura está centrada e contida no amor.

À medida que desenvolvemos o poder do amor dentro de nós, crescemos em graça e na capacidade de estender a mão, abençoar e curar os outros.

Em Ensinamentos de um Iniciado, Cap. XXII, Nosso Trabalho no Mundo, parte III lemos:

...” qualquer que seja o estado de abatimento do resto do corpo denso, determinados centros, frágeis em termos de saúde e em grau variável segundo o desenvolvimento espiritual da pessoa, ficam obstruídos em grau crescente de acordo com a gravidade da doença. Isto acontece principalmente no centro principal entre as sobrancelhas. Aí está enclausurado o espírito, às vezes a tal ponto, que perde contato com o mundo exterior, e seu progresso está tão voltado para sua própria condição que somente a completa ruptura do corpo denso poderá libertá-lo. Isso pode ser um processo demorado. Neste decorrer do tempo, a desarmonia planetária, que causou a doença inicial, já poderá ter passado, mas o sofredor é incapaz de aproveitar essas condições de melhora. Em tais casos, é necessária uma efusão espiritual especialíssima para levar a mensagem à alma:"Teus pecados estão perdoados".Quando isso for ouvido,a pessoa poderá responder à ordem:"Toma tua cama e anda".

Cristo Jesus foi capaz de realizar Seus milagres de cura porque incorporava em Si a síntese das vibrações estelares podendo emanar a verdadeira influência corretiva necessária em cada caso específico. Devido ao Seu sublime desenvolvimento ao sentir a desarmonia da pessoa doente Ele sabia como neutralizá-la, obtendo com isso resultados imediatos

Obviamente, ainda não somos capazes de realizar tais milagres de cura. Uma sabedoria muito maior deve ser adquirida, sabedoria essa que será colhida proporcionalmente à medida que crescemos nas qualidades de pureza e serviço.

Os poderes de Cristo se manifestam plenamente apenas naqueles que são canais de pureza absoluta, e que estiverem dispostos a utilizarem tais poderes altruisticamente em favor de seus semelhantes

A pureza é subjacente a regeneração; a regeneração é a base da cura. A regeneração é realizada com a “elevação” e transmutação da. força criadora.

A humanidade regenerada um dia levitará a Terra, libertando Cristo de seu cativeiro anual. Então os seres humanos tornar-se-ão canais perfeitos da força de cura.

Traduzido da revista Rays from the Rose Cross de dezembro de 1975

Nota: Marcos (2:1-12)

¹ E alguns dias depois entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa.

² E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta cabiam; e anunciava-lhes a palavra.

³ E vieram ter com ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro.

E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico.

E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados.

E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo:

Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?

E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações?

Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda?

¹ Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico),

¹¹ A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa


QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross". Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". 

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