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19/07/2026

A Chave de Todas as Curas

 por Max Heindel

Lembrando o aniversário de nascimento de Max Heindel, que ocorrerá nesta semana,  aproveito para postar a tradução desse artigo de sua autoria que foi publicado na seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross". Esta tradução é da "Rays" de novembro/dezembro de 2004, mas o mesmo artigo consta também em exemplares dos anos 50 e 73 da mesma revista. Mais "tributos" a Max Heindel aqui.

Em algum momento, estive entre os doentes e muitos dos que me rodeavam estavam gravemente aflitos. Falavam constantemente sobre remédios, alimentos, climas e vários tratamentos, em um ou mais dos quais buscavam a cura.

Isso é natural; não pareceria razoável que um sofredor negligenciasse o uso de meios físicos nos quais ele tivesse fé. Existem medidas físicas que aliviarão qualquer enfermidade e ajudarão a efetuar uma cura e, se não as empregarmos, seremos negligentes em nosso dever.

Mas, é correto um paciente depositar toda a sua fé em algo externo a si mesmo para a cura? 

Não acreditamos que seja. Acreditamos que ele é responsável por sua condição e que a cura deve vir principalmente como resultado de seus próprios esforços, sejam eles conscientes ou inconscientemente empregados.

A doença de qualquer natureza é evidência de discórdia —desarmonia.

Mostra que violamos uma Lei da Natureza; pecamos. Muitas vezes não conseguimos nos lembrar de uma transgressão proporcional à gravidade de nossa doença. A Astrologia Médica nos dará Luz. 

Sabemos que é possível elaborar o horóscopo de um bebe assim que ele nasce e identificar as partes vulneráveis do seu corpo, suas tendências a certas doenças. A hereditariedade, por si só, não explicará satisfatoriamente essas tendências. Não acreditamos que um Deus justo permitiria que qualquer alma nascesse com predisposição a certas doenças, a menos que as merecesse.

O bebe não pecou nem violou as Leis da Natureza nesta vida. Parece haver apenas uma resposta razoável para o que o faz nascer com essas tendências: pecou em uma vida passada. Nessa vida anterior, ele tinha certas ideias falsas e distorcidas, que incorporou a este corpo ao renascer.

Construímos nossos próprios corpos e os construímos de acordo com nossos pensamentos e ideias anteriores. Aprendemos a construir certo construindo errado. Só atraímos harmonia — saúde — na medida em que a manifestamos anteriormente.

Se pecar ou violar as Leis da Natureza é a causa da doença, o remédio é evidente.

Devemos mudar nossa vida. Devemos viver em harmonia com Deus — o Bem — a Lei Universal. Devemos buscar sinceramente conhecer onde erramos. Devemos nos esforçar para controlar as fraquezas que trouxeram discórdia ao nosso corpo. E se crescemos até a maturidade, sabemos quais são essas fraquezas, pois elas já se manifestaram como tentações ou transgressões nesta vida.

Cristo ensinou o perdão dos pecados. Ele nos ensinou que, se aprendêssemos nossas lições, a Lei não permitiria que transgressões anteriores — pecados — reagissem sobre nós e nos fizessem sofrer. Ele poderia nos perdoar e "apagar o registro do ato"; isto é, se tivéssemos mudado nossa vida e houvesse pouca chance de cometermos a mesma falta novamente.

Nesse ensinamento reside uma grande esperança para nós.

Acreditamos que, para curar qualquer enfermidade, o meio mais eficaz, além de usar todas as medidas físicas em que temos fé, é buscar, com afinco e em oração, nossas fraquezase erradicá-las.

Para alguns de nós, isso não é fácil, pois exige mudanças em nossas vidas e requer tempo, paciência e perseverança. Mas, vivendo em harmonia com a Lei Universal, possibilitamos que nosso Pai, o Grande Médico, restaure a harmonia em nossos corpos, e tal cura é permanente.

Buscamos e estamos manifestando "o Reino dos Céus e sua Justiça e todas as coisas nos serão acrescentadas" — inclusive a saúde. 

Traduzido da revista Rays  from the Rose Cross de novembro/dezembro de 2004

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ


Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross". Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz".

Se você deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

12/07/2026

A SAGRADA CELEBRAÇÃO DO TEMPO

 por Jonas Taucci
A imagem acima - "Consolator" de Carl Bloch - utilizada na revista "Rays" de julho de 2003, nos indica o evangelho de Mateus (11:28) onde Cristo nos convida: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei”.

Não há possibilidade – inequivocadamente - de termos uma comunhão com o Maior Iniciado do Período Solar, sem o nascimento de nosso Cristo Interno.

O Ritual Rosacruz do Solstício de Dezembro chancela isto ao proferir que “É um fato sublime nós sermos Cristo em formação; quanto mais cedo nos convencermos que devemos dar nascimento ao Cristo Interno antes de podermos ver o Cristo exterior, mais depressa chegará o dia de nossa iluminação espiritual”.

O estar cansados e sobrecarregados refere-se ao acúmulo de egoísmo, inveja e demais mazelas que abrigamos: o nascimento de nosso Cristo Interno nos aliviará desta condição e a única forma para isto – mesmo em nossas limitações – consiste em procurar vivenciarmos os preceitos que Ele nos trouxe, durante o tempo em que estivermos aqui na Terra. O convite, saibamos, parte de cada Cristo Interno em formação em cada um de nós, a cada segundo de nossas vidas.

Este fator – o tempo – será a pauta deste artigo.


Em seu evangelho (03:23), Lucas nos informa que o Ministério de Cristo teve início após o batismo no rio Jordão, estando ele com cerca de trinta anos de idade.

Não há relatos na bíblia que Cristo tenha sido crucificado com trinta e três anos, porém neste mesmo evangelho (03: 01 e 02), há informações históricas: (Tibério, imperador de Roma), Pôncio Pilatos (governador da Judeia), Herodes (Tetrarca da Galileia) Filipe (Tetrarca da Itureia), Lisânias (Tetrarca de Abilene) e dos sumos sacerdotes Anás e Caifás. O historiador Flávio Josefo em sua volumosa obra, “História do povo hebreu”, corrobora com estas informações.

Conjugados estes personagens, datas e ocupações na história, realmente Cristo foi crucificado com trinta e três anos, perfazendo desta forma o número da humanidade (3X3=9) a que Max Heindel (Conceito Rosacruz do Cosmos, capítulo XVIII parte Constituição da Terra e Erupções Vulcânicas) classifica como sendo o número da humanidade.

Neste tempo de três anos, Cristo ensinou, curou e nos trouxe Seu Evangelho do Amor.


Max Heindel fundou a Fraternidade Rosacruz em agosto de 1909 vindo a falecer em janeiro de 1919. Foram praticamente uma década de seu tempo dedicado a construção de edifícios, correspondência, hidráulica, eletricidade, revista, horta, pintura, alvenaria e muitos outros afazeres. Ainda que auxiliado por Augusta Foss Heindel e outras pessoas mencionadas no livro “Memórias sobre Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz”, nos ombros deste pioneiro coube dedicar – integralmente – seu tempo nesta Obra.



O artigo abaixo, refere-se a um resumo e síntese da Lição Mensal do Estudante da The Rosicrucian Fellowship, Junho de 1971 “O Pleno Uso do Tempo” palestreada nos Centros Rosacruzes de Santo André, São Paulo e Penha no mês de julho de 1988, ocasião do 123º aniversário de nascimento de Max Heindel, por este colaborador.


O tempo encontra-se entre nossos maiores bens na Terra, contudo também está entre os mais mal-empregados pela humanidade. Se a maioria de nós gastássemos dinheiro, água, combustível, etc. da mesma forma que desperdiçamos o tempo, nos espantaríamos ante a perda resultante. Existe ainda o agravo de não se estar consciente disto

O alimento e outros produtos que consumimos ou utilizamos são finitos; quando se esgota compramos mais, repondo-os de uma forma econômica e consciente das necessidades. O tempo, este não há como repor. Portanto, não nos preocupa gastá-lo como em eletricidade etc. Caso teríamos de pagar por minutos, horas e dias de nossas vidas, certamente o utilizaríamos de uma forma mais sábia.

A famosíssima frase “matar o tempo”, é considerada normal dentro do vocabulário de praticamente todos os povos da Terra. Significa – de forma literal – desfazer do tempo; que ele passe (por quaisquer meios), simplesmente com a finalidade de que um momento posterior possa ser mais rapidamente alcançado, sendo de pouca importância como se transcorra o intervalo que se interpõe.

Frequentemente nos queixamos da “curta duração do dia”, taxando-lhe como de não ser suficiente para com nossos afazeres.

Max Heindel (Filosofia Rosacruz em P&R – volume I resposta à pergunta 49), nos fala da inexistência do tempo nos Planos Superiores. Também o fundador da Fraternidade Rosacruz nos exorta que o tempo é importantíssimo em nossas vidas aqui na Terra:

“Recordamo-nos da preciosidade do tempo e da responsabilidade de como utilizá-lo no melhor proveito para o nosso crescimento anímico, somos responsáveis pelo que temos feito, pelo que deixamos de fazer, numa extensão muito maior do que aqueles que não estão familiarizados com o conhecimento dos propósitos de Deus, o qual nos foi outorgado através dos Irmãos Maiores”. (Carta aos Estudantes # 96 - Aumentar a Vida do Arquétipo).

Jamais haveremos de assimilarmos nossas lições na Terra se não empregarmos sabiamente o tempo e uma ótima sugestão para avaliar se estamos – ou não – utilizando-o desta forma, consiste na plena realização do exercício noturno da retrospecção.


Não se torna fator único utilizar o tempo (para nosso benefício e da humanidade) com ações unicamente físicas, ainda que isto seja muito louvável.


Nos momentos em que estamos nos transportes públicos, aguardando algum atendimento, ou mesmo em casa após termos concluído nossas lidas, podemos, na medida do possível, direcionar nossas orações e vibrações a pessoas necessitadas. Noticiários nos informam diariamente dos mais variados acidentes, conflitos bélicos, catástrofes etc. pelo mundo. Se direcionarmos pensamentos de luz para estas pessoas e locais, estaremos realizando um inestimável bem a elas.

Tais vibrações rodeiam todas estas situações e pessoas, envolvendo-as de fortaleza quando mais necessitam. Há uma possibilidade enorme de nossas orações serem exatamente o que elas necessitam para restaurarem suas esperanças.

Lucas (10: 38 a 42), nos fornece uma verdadeira SAGRADA CELEBRAÇÃO DO TEMPO.

Relata sobre Marta, que hospedou Cristo em sua casa, sendo que tinha uma irmã de nome Maria. Esta - aos pés do Mestre - dedicava seu tempo em ouvi-lo, conquanto Marta ocupava-se de outros afazeres.

Eis aí uma pérola de ensinamento à Luz dos Ensinamentos Rosacruzes para assimilarmos: Maria sintoniza seu tempo com Cristo e Marta o perfila com a materialidade. Há um fator – essencial – nisto que devemos desenvolver em nosso íntimo: provavelmente muitos de nós, se dadas duas opções (ouvir Cristo ou ocupar-se de outras tarefas), optaria pela primeira.

Antes de ouvirmos o Maior Iniciado do Período Solar, saibamos que os desassistidos são “Cristos”, a eles devemos ouvir, doarmos nosso tempo, auxiliando-os e servindo a Divina Essência neles oculta, o que constitui a base da fraternidade (Ritual Rosacruz – Serviço Devocional).

Mateus, em seu evangelho (25:31 a 46) informa que Cristo exortou que o estaremos servindo todas as vezes que fizermos isto para com a humanidade.

Diariamente nos deparamos com “Cristos”.Lhes damos nosso tempo?

Não há como pular etapas: apenas ouviremos Cristo depois de ouvirmos os necessitados.

O pleno uso do tempo requer discrição, direção e meta, a qual deve dirigir-se nossos esforços.

Ele também constitui-se no propósito de sentirmos a alegria da meditação, do encontro entre amigos verdadeiros, de observarmos o sorriso das crianças e da pequena flor silvestre.


Neste mês, dediquemos alguns instantes de nosso tempo, em gratidão (a mãe de todas as virtudes) a Max Heindel, por ocasião de seu 161º aniversário de nascimento.


Foto por Gabriel Meneghello, sobrinho deste colaborador

05/07/2025

UMA LENDA SOBRE A FRATERNIDADE

"Ilustração da revista Rays from the Rose Cross da The Rosicrucian Fellowship, janeiro-fevereiro de 2000
Por Jonas Taucci 

A ORIGEM: Hiram Abiff, o construtor do Templo de Salomão renasceu como Lázaro, que após a sua "ressurreição" (iniciação) por Cristo, conhecemos por João, o evangelista, como revela a ilustração acima e que por sua vez, como Christian Rosenkreuz, fundou a Ordem Rosacruz em 1313, sendo o cabeça dos 12 Irmãos Maiores.

Max Heindel (Maçonaria e Catolicismo) nos fornece maiores e profundas informações.

Um dos Irmãos Maiores foi o Mestre a quem Max Heindel se refere nas suas obras e o orientou a fundar a Fraternidade Rosacruz em 1909.

No ano de 2013, a The Rosicrucian Fellowship mencionou os 700 anos de fundação da Ordem Rosacruz.


O título acima nomeia um artigo publicado na revista Serviço Rosacruz (durante décadas, fiel órgão de divulgação do Centro Rosacruz de São Paulo) em setembro de 1975, o qual reproduzimos abaixo.

Três mendigos - um surdo, um cego e um aleijado - caminhavam próximos da região da Samaria, quando um deles disse:

- Sou surdo.

O segundo falou:

- Sou cego.

O terceiro assim se expressou:

- Sou aleijado.

Então, como sempre andavam juntos, um deles disse:

- Posso ouvir pois tenho vocês dois como meus ouvidos.

E o outro:

- Posso ver pois tenho os olhos de vocês dois.

E disse o último:

- Certamente, vocês são as minhas pernas.

Então os três louvaram a Deus e se regozijaram.

Quando eles se aproximaram de Samaria encontraram um outro mendigo que, leproso, trazia a boca velada e um chocalho na mão.

Ele se manteve afastado e pediu esmola aos três, que responderam:

- Somos mendigos, não temos nada, vamos a Samaria pedir esmolas porque os samaritanos são dadivosos.

Então o leproso chorou e lhes disse:

- Embora não possuam nada, vocês são abençoados porque são três e se auxiliam mutuamente.

Quando ouviram isto, um disse ao outro:

- Nós temos companhia. E comovido por este fato, consentiram a companhia do leproso, dizendo:

- Venha conosco.

O leproso alegrou-se muito ao ouvir isto e falou:

- Vamos então para Belém, porque esta noite tive um sonho anunciando o nascimento do Messias.

O caminho para Belém era pedregoso e difícil. A noite caiu e o cego pode ser guiado na escuridão.

Alcançaram um estábulo em Belém, e recearam em bater. Dentro, José, Maria e o Menino lá estavam. Ouvindo barulho de pés e de conversas, Maria abriu o postigo e perguntou quem eram e o que desejavam, ao que responderam:

- Somos mendigos e soubemos que o Messias nasceu e devido a isto viemos.

Maria perguntou:

- Que presentes vocês trouxeram? Pois ninguém pode entrar sem ofertas.

Os mendigos baixaram seus olhos e responderam que nada tinham para oferecer.

Maria perguntou, então:

- Quem é aquele ali ao lado?

Então um os três disse:

- Nós trouxemos este homem conosco, ele é leproso e samaritano.

Maria abriu as portas; eles entraram e contemplaram o Salvador; o cego recobrou a visão, o surdo ouviu e o aleijado levantou-se.

E olharam para ver o leproso, que também estava curado, mas ele desaparecera em seguida.

Era um anjo do Senhor.



O texto acima transmite – veladamente – a Obra Alquímica a ser realizada pelo aspirante rosacruz.

Mendigo representa pobreza espiritual resultante da surdez daquele que não ouve pedidos de auxílio, cegueira no olhar seus irmãos em dificuldades e nada fazer, impossibilitando-se desta maneira de caminhar (aleijado) na Vinha do Cristo.

Em determinado momento, o aspirante rosacruz inicia a prática da Fraternidade: oferece sua visão, falar e andar aos seus semelhantes, acolhendo também desassistidos (os leprosos, eras vistos com repugnância e excluído da sociedade nos tempos antigos; o chocalho anunciava a sua chegada e presença para que as pessoas de afastassem deles).

Tem início assim a Obra Alquímica (um caminho pedregoso, difícil e percorrido à noite) como refere-se o texto, objetivando o nascimento do Cristo Interno.

Ao chegarem ao estábulo, Maria pergunta quais presentes trouxeram ao recém-nascido, pois sem eles não há possibilidade de entrarem: isto pode parecer um comportamento não condizente ao de Maria (a que Max Heindel afirma ser uma alta iniciada), contudo encerra a primícia de que se não ofertarmos presentes ao nosso Eu Superior, não haverá nascimento de nosso Cristo Interno.

Jesus (adulto) cedeu voluntariamente seus Corpos Denso e Vital a Cristo, e este trouxe à humanidade um fator praticamente inexistente no Velho Testamento; o ALTRUÍSMO que relaciona-se ao signo astrológico de Aquário e ao planeta Urano. Sendo os Ensinamentos Rosacruzes Aquarianos e na eventualidade da não vivencia do ALTRUÍSMO, estamos equivocados ao escolhermos a Fraternidade Rosacruz como uma escola para filiação.

Não há – absolutamente – outra forma do nascimento de nosso Cristo Interno sem a vivência do ALTRUÍSMO: cursos, palestras, artigos, livros, conhecimentos sobre Filosofia Rosacruz e astrologia são, ainda que profundos, meros indicativos para isto.

Existe uma frase atribuída ao filosofo e economista escocês Adam Smith (1723-1790) que amolda-se perfeitamente a isto:

“A ambição universal do homem é colher o que nunca plantou”

Os três amigos, com suas deficiências, auxiliaram-se uns aos outros e aceitaram a companhia do leproso: estas atitudes foram oferecidas ao rebento Jesus, e a partir disto ficaram curados: a elevação espiritual (nobreza interna e não mais a miséria) que ouve, vê e caminha.


Os Reis Magos (Evangelho de Mateus – 02:11), referendando este artigo, ofereceram ouro (Espírito), incenso (Corpo Denso) e mirra (Alma), tendo desta forma acesso ao estábulo para ver Jesus infante. Max Heindel em Filosofia Rosacruz em P&R - volume I - em resposta à pergunta 95, nos transmite um verdadeiro Tratado Alquímico sobre isto.

Quanto ao leproso (aquele que em tempos bíblicos eram excluídos e rejeitados pela sociedade) que foi acolhido, ele representa todos aqueles que necessitam de nossa ajuda, e nos alavancam para uma expansão de nosso Eu Superior, quando os auxiliamos. Contudo a repugnância (egoísmo, orgulho, inveja e indiferença) nos afastam para longe da Senda para o nascimento do Cristo Interno.

O fundador da Fraternidade Rosacruz também nos orienta (Iniciação Antiga e Moderna – Capítulo IV – A Arca da Aliança) que “...o maior heroísmo, o grande martírio é, por vezes, fazer as pequenas coisas que ninguém nota, e sacrificar-se no simples serviço aos outros”


Naquele sábado ensolarado pela manhã, 17 de maio do ano de 1980, partiu do Centro Rosacruz de São Paulo, uma caravana de probacionistas, estudantes, amigos e familiares rumo à Casa do Estudante (na cidade de Campos do Jordão) para um convescote. Muitos foram em seus automóveis, oferecendo lugares a várias pessoas, outros em uma Kombi (lotada e dirigida pelo probacionista Alexandre Rodrigues) e houve quem fosse de ônibus.

No horário do almoço – já encontrando-se todos na Casa do Estudante – quatro dedicadas irmãs preparam um delicioso almoço vegetariano servido aos presentes, a que após isto um maravilhoso passeio ocorreu pela belíssima Campos do Jordão até o final da tarde, estando o sol dando os ares da graça.

Era outono e uma quantidade enorme de folhas - das mais variadas cores - serviam de tapete para ruas, avenidas e praças de Campos do Jordão. A irmã probacionista Ana Rondini Tempera lembrou a estação e a citação de Max Heindel de que “a natureza é a expressão física de Deus” e seu esposo, igualmente probacionista Armando Tempera, inseriu uma fita K7 (estamos em 1980) no “toca fita” de seu automóvel.

Foi ouvida As Quatro Estações do compositor barroco italiano Antonio Vivaldi (1678-1741), evidentemente com o movimento “O Outono”.


Pontualmente as 18:30 horas, já com o retorno de todos os membros da caravana, teve início o oficiamento do Ritual Rosacruz de Cura (nesta data a Lua transitou pelo signo astrológico de Câncer) que foi seguido por palavras de gratidão por tão fraterno encontro rosacruciano, pelo irmão probacionista Antonio Munhoz.

Os irmãos João Pinhata, Joseph Faga e José Augusto Pinto Coelho também fizeram uso da palavra, reforçando o agradecimento aos Irmãos Maiores pela autêntica amizade (atributo aquariano/uraniano) reinante naquele final de semana.

Antonio Pereira finalizou com a leitura do texto “Uma Lenda sobre a Fraternidade” acima exposto, com a referida interpretação.

Terminada as alocuções e após uma ligeira refeição noturna, alguns irmãos regressaram a São Paulo, outros permaneceram até a tarde do dia seguinte (domingo).

Este passeio - com maiores detalhes - foi publicado na revista Serviço Rosacruz do mês de junho de 1980.

Convescotes para a Casa do Estudante, ocorriam com frequência entre as décadas de 60 a 80, transpassados de um profundo teor de companheirismo e sempre acompanhado do oficiamento dos Rituais Rosacruzes.


Este artigo está sendo dedicado ao Fundador da Fraternidade Rosacruz, pelo seu 160º aniversário de nascimento.

MAX HEINDEL - 23 DE JULHO DE 1865 - 23 DE JULHO 2025


22/07/2024

Uma Carta como Tributo


Caros Editores da Rays from the Rose Cross, completarei setenta e seis anos em 21 de janeiro e, em toda a minha vida, ninguém teve a mesma influência sobre meus pensamentos como Max Heindel através de seu livro, O Conceito Rosacruz do Cosmos. Li-o pelo menos cinco vezes, de capa a capa, e em todas as vezes espero ter entendido algo e entendido melhor o que acontece após a morte.

Nasci e fui criada com a firme convicção de que, se morrêssemos repentinamente, sem ter tido oportunidade de orar por perdão, seria jogado no inferno e queimado para sempre. Acho que nunca acreditei nisso. Imaginei que se eu pudesse perdoar outra pessoa pelo que ela poderia fazer comigo, e sendo eu apenas um ser humano neste planeta, como poderia um Deus justo, amoroso e misericordioso fazer menos?

Fiquei fascinada, além do que podem imaginar, quando comecei a ler o “Cosmos”. Abriu-se uma linha de pensamento inteiramente nova, e acredito em cada palavra que Max Heindel escreveu. Secretamente, muitas vezes agradeci a Deus por este livro ter causado tal impressão no momento adequado da minha vida e gostaria apenas que ele tivesse surgido cinquenta anos antes. Minha vida teria sido diferente, tenho certeza.

Todos os que leram este livro maravilhoso deveriam começar desde cedo a transmitir aos seus descendentes a verdadeira razão pela qual temos de viver com os nossos problemas, ou doenças, e até mesmo com os nossos inimigos. Só depois de ler o “Cosmos” é que percebi quantas vezes em minhas outras encarnações devo ter “saído da linha”, e nesta vida presente não tenho ninguém para culpar além de mim mesma. Estou tentando construir uma vida melhor para minha futura reencarnação, cuidando de um homem mental e fisicamente enfermo com quem me casei há quarenta anos. Mais uma vez agradeço a Deus por ter tido contato com o livro escrito por um homem tão brilhante como Max Heindel.
-A.E.B.
Traduzido da Revista Rays from the Rose Cross de abril de 1965, ano do centenário de nascimento de Max Heindel quando  praticamente todos os exemplares da Rays apresentaram um Tributo.  

04/01/2024

2024: O Probacionista Comportamental, A Carta Astrológica e a Lua Nova

Por Jonas Taucci
O mês de janeiro recorda o falecimento de Max Heindel (dia 06) e também deveríamos nos recordar do compromisso que o aspirante rosacruz possui com ele mesmo, de praticar os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental.

Pertencer aos quadros de simpatizante, estudante ou probacionista, está longe de significar uma perfeição comportamental, contudo está muito distante também de ser um mero rótulo.

Olga Guerreiro, foi uma probacionista que colaborou imensamente na divulgação dos ENSINAMENTOS ROSACRUZES.

Em maio de 1970, o editorial da revista Serviço Rosacruz do Centro de São Paulo publicou um artigo seu com respeito ao probacionismo e sua leitura constitui-se em algo – espiritualmente - salutar por parte de todos nós, probacionistas, estudantes e simpatizantes, servindo como meditação e reflexão para este ano entrante.

O texto abaixo está baseado em parte desta publicação que durante muitos anos foi lida ao final das inesquecíveis Reuniões Mensais dos Probacionistas, realizadas no referido Centro, no último sábado (Saturno, provas, provacionismo, probacionis mo) de cada mês.

O estudante Rosacruz, após certo período de estudos (que teve como início basicamente o Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz), ingressa no probacionismo. Estará então consciente do grande privilégio de receber mais Luz Espiritual.

Isto porém, lhe advirá tão somente na consequência proporcional ao cumprimento consciente e correto da responsabilidade que a si mesmo impôs ao aceitar o probacionismo, pois comprometeu-se a amar e honrar o Eu Verdadeiro e Superior, dedicando-se ao serviço amoroso e altruísta.

Esta situação pressupõe orar e vigiar, viver no mundo e não lhe pertencer, desfazer-se gradualmente de todo vestígio de egoísmo, aliado a nunca perder as oportunidades de exprimir elevados pensamentos, palavras e ações.

O trabalho não constitui-se apenas em atividades físicas, senão também em atitudes mentais, emocionais, morais e de caráter.

A menos que pratique o que estudou em direção ao serviço a seus irmãos, os avanços espirituais serão ineficazes e fatalmente se atrofiarão por contrariar as Leis da Natureza.

Tão somente conhecer – ainda que profundamente - Filosofia Rosacruz e Astrologia não são, de forma alguma, requisitos para um amadurecimento espiritual.

A superficialidade em trabalhos de assistência não nos faz avançar no CAMINHO; o labor de fachada retrata-se na 1ª Epístola de Paulo aos Coríntios (13:01), inserido no Ritual Rosacruz do Serviço do Templo:

“Sem amor, é como metal que soa ou sino que tine”.

O probacionista consciente sabe o significado de amar ao próximo e recebe os desafios da vida como oportunidades de exercício anímico.

Ele cultiva a serenidade, reconhece erros próprios num fervoroso arrependimento. Esforça-se na superação de falhas e será sabedor que seu caráter é moldado na tônica da Fraternidade Rosacruz: o servir.

Probacionismo pressupõe VIVER COMPORTALMENTE TAL QUAL”


Há uma luminosidade de alma - a elegância espiritual – que independe de condições sociais, escolaridade e bens materiais; os que humildemente praticam os Preceitos do Cristo e amam seus semelhantes possuem esta elegância interna. Ela é conquistada unicamente em ações aos menos favorecidos.

O que escrevemos e lemos sobre a Filosofia Rosacruz, podemos esquecer.

O que falamos e ouvimos sobre Astrologia, podemos não nos lembrar.

O que praticamos sobre tudo isto, assimilamos, aprendemos e nos elevamos espiritualmente.


Durante muitos anos, coube a mim a responsabilidade de – duas vezes por semana e munido da chave – retirar as correspondências na Agência Central de Correios (cidade de São Paulo) endereçadas ao Centro Rosacruz de São Paulo pela Caixa Postal e levá-las para a Rua Asdrúbal do Nascimento.

Uma quantidade enorme de cartas de praticamente todos os estados do Brasil e vários países eram endereçadas para a divulgadíssima Caixa Postal 7962 da referida agência dos Correios.

A chamávamos, carinhosamente, de “Caixa Postal Rosacruciana 7962”.

Cartas com respostas e solicitações aos Cursos Preliminar, Suplementar, Bíblico, Astrologia, Departamento de Cura, informações gerais, contribuições (datilografadas) para a revista Serviço Rosacruz, cartões de Natal, aniversário, revistas de diversos Centros Rosacruz espalhados pelo mundo, etc..

O montante de cartas era grande e por várias vezes me foi necessário uma sacola para o transporte destas correspondências que eram direcionadas para os respectivos Departamentos: várias equipes davam pronto atendimento e retorno.

Eram tempos da inexistência dos atuais meios digitais de comunicação.

Numa destas vezes - início dos anos 80 - um envelope foi direcionado ao Conselho Esotérico, com remetente da The Rosicrucian Fellowship.

Tratava-se da “Astrological Chart”, diagrama constante no livro acima e que a TRF presenteou o Centro Rosacruz de São Paulo, com tamanho aproximado de uma folha A4.

Um irmão probacionista, já falecido (suas cinzas foram espargidas pelos jardins do citado Centro), custeou centenas de cópias e doou a todos os interessados e Centros Rosacruzes do Brasil (São José dos Campos, Santo André, Piracicaba, Campinas, Penha e Lapa) que realizaram inúmeras palestras sobre o assunto; um valoroso trabalho.

Esta Astrological Chart pode ser vista clicando aqui.

Por volta de dez anos após isto, a TRF enviou novamente ao Centro de São Paulo, um enorme poster da “Astrological Chart”, com informações adicionais: ela pode ser vista clicando aqui.

Mais recentemente, e colorida por um aspirante rosacruz, pode ser vista clicando aqui.

O colaborador deste blogue custeou uma moldura, revestimento de vidro e um suporte neste poster; o Conselho Esotérico fixou-o numa das paredes da recepção deste Centro.


Como temos feito no início de cada ano – e já por longo tempo - abaixo estão calculadas as datas em que ocorrem a Lua Nova para o ano de 2024; entenda-se Lua Nova, além da fase astronômica, como a conjunção exata entre Sol/Lua no mesmo grau de um signo astrológico.

Consultemos nosso Tema Natal (horóscopo), vejamos em que Casa Zodiacal ocorrem estas Lunações; há uma tendência desta Casa ser ativada.

Observemos também se estas Lunações fazem aspectos (conjunção, sextil, quadratura, trígono ou oposição) com algum planeta radical de nosso horóscopo e também com o Meio Céu, Ascendente, Cabeça/Cauda de Dragão ou Roda da Fortuna.

O casal Heindel (Astrodiagnose – Um Guia de Saúde), em várias interpretações de Temas Natais, cita a importância mensal da Lua Nova e seus aspectos com nossos planetas radicais.

Agradeçamos a Deus (e aos Anjos do Destino) por estas experiências – sejam quais forem – solicitando aos Irmãos Maiores para que as possamos assimilar, alavancando assim, um amadurecimento espiritual com isto.

Todo nosso Tema Natal e seus aspectos são Bençãos Divinas nos fornecendo experiências e crescimento anímico: os objetivos de nossos (re)nascimentos na Terra. Dediquemos todos os dias do Ano Novo a amarmos nossos semelhantes e prestarmos auxílio aos desassistidos, tal qual Cristo (o Maior Iniciado do Período Solar, o Mais Alto Arcanjo) nos exortou.


O IMPORTANTE

O horário informado refere-se ao de Brasília e levar em consideração também os aspectos de trânsitos dos planetas com a posição dos planetas radicais, bem como as progressões.

Em 2024 haverá duas Luas Novas no signo astrológico de Capricórnio; janeiro e dezembro.

O MAIS IMPORTANTE

Foi relatado o gigantesco trabalho que a probacionista Olga Guerreiro prestou – durante décadas – para com a Fraternidade Rosacruz.

Há algo que ela realizou, imensamente superior a isto:

- Visitava enfermos em hospitais, residências, creches, orfanatos e não descuidava dos menos favorecidos: seu comportamento divulgava os ENSINAMENTOS ROSACRUZES.

“Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gálatas 06:02).

01/09/2023

23 DE JULHO: O DIA QUE DUROU TRÊS ANOS (Um marco rosacruciano)

Por Jonas Taucci

23 de julho, aniversário de Max Heindel.

Ao final dos anos 70, quando ocupava o cargo de bibliotecário no Centro Rosacruz de Santo André, (re)organizei a sua biblioteca: arrumação, ordem alfabética, assunto, limpeza etc. A quantidade era significativa: todos os livros de Max Heindel e Augusta Foss de Heindel, Elmam Bacher, coleção completa de Shakespeare, Goethe, livros sobre a história da música, artes, história geral, mitologia grega e romana, biografias de grandes compositores da música erudita e operística, escultura, pintura, além das revistas Serviço Rosacruz, Rays From The Rose Cross, e diversas recebidas do exterior (México, Paraguay, Portugal, Cuba e outros países) onde o intercâmbio era enorme.

Numa destas organizações, deparei-me com uma caixa amarela de papel muito resistente e já bem gasta pelo tempo. Tinha uma etiqueta em três idiomas distintos onde identificava ser papel específico para impressão de fotografias.

Ao abri-la, vi uma quantidade significativa de fotos e perguntei ao probacionista Luís Mario Salvini quem eram aquelas pessoas retratadas, locais e datas.

Salvini – ao ver este material – brilhou os olhos, fitou o vazio e me disse:

- Para dizer sobre este material, há que se ter um tempo. Vamos vir até aqui (Centro Rosacruz de Santo André) no sábado pela manhã e te falarei sobre estas fotos, e também a respeito de um dos mais inesquecíveis momentos do rosacrucianismo no Brasil.


A curiosidade sobre aquelas fotos – de minha parte – era enorme e no sábado agendado, lá estávamos sentados na Sala de Visitas do referido Centro.

Meu amigo disse-me que no início dos anos 60, o Centro Rosacruz Max Heindel do Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, aventou a ideia de – no ano de 1965 – realizar um “Congresso Internacional do Centenário de Nascimento de Max Heindel”, e devido a isto, com alguns anos de antecedência, o projeto seria esmeradamente elaborado. Longe de um culto à personalidade ou idolatria à Max Heindel, o duplo objetivo seria:

* Externar gratidão ao fundador da Fraternidade Rosacruz e divulgar os Ensinamentos Rosacruzes.

- Foi mais do que isto, disse Salvini. Muito mais...

Num dos mais aglutinadores eventos rosacrucianos já realizados no Brasil, este Centro Rosacruz edificou uma programação em que, haveria o Congresso no Rio de Janeiro nos anos de 1963 e 1964, para - finalmente – no ano seguinte (1965) culminar com o centenário do nascimento de Max Heindel.

A programação deste Tri-Congresso (ou Conclaves), de maneira resumida, segue abaixo. Luís Mario Salvini não esteve nestes eventos, mas contou-me de relatos de irmãos e irmãs (todos probacionistas) que lá estiveram: José Augusto Pinto Coelho (Centro de São Paulo), Edmundo Teixeira (Centro da Penha), Raul Guerreiro e Olga Guerreiro (Centro de Santo André) e Francisco Phelipe Preuss (Centro Rosacruz da Lapa). As fotos, jornais, revistas etc. dão a dimensão do que foram aqueles três anos consecutivos, numa época em que não existiam os atuais meios digitais de comunicações.

I CONGRESSO INTERNACIONAL ROSACRUZ
RIO DE JANEIRO 1963


Realizado – initerruptamente - entre os dias 20 (domingo) a 27 (domingo) de outubro, contou com a participação de Centros e Núcleos Rosacruzes do Rio de Janeiro, São Paulo, Penha (SP), Lapa (SP), Santo André (SP), Campos do Jordão (SP), Santo André (SP), Porto Alegre e São Leopoldo (ambos do Rio Grande do Sul), Santiago e Valparaiso (ambos do Chile, e devido a isto o Congresso foi Internacional).

Muitos dos organizadores deste Congresso realizaram uma caravana de vários automóveis, percorrendo as principais ruas da cidade do Rio de Janeiro, e ao som de alto-falantes, divulgaram este evento: locais e horários.

Isto nos faz lembrar Max Heindel, que – no início do século passado - percorria ruas, praças e avenidas de diversas cidades, com martelo, pregos e cartazes, fixando em postes as informações sobre onde seriam realizadas suas palestras.

Também jornais e emissoras de rádios – antecipadamente – divulgaram o Congresso que foi realizado em três distintos locais:

1) Na Fraternidade Rosacruz Max Heindel: Na Tijuca, onde palestras foram proferidas conjuntamente com vários números musicais (Haendel, Mozart, Beethoven, Mendelsohn, Faure, Schubert e Purcell), sob auspícios da Orquestra Sinfônica da Fraternidade Rosacruz Max Heindel. Também houve a participação das crianças da Escola Dominical, que entoaram os Hinos Rosacruzes de Abertura, Encerramento, signo do mês (Escorpião), além de duas destas crianças - magistralmente – entoarem a Oração do Estudante Rosacruz.

2) No Palácio da Cultura: Com lotação máxima, a palestra “Sobre Filosofia Rosacruz e a obra de Max Heindel” foi realizada, além da participação da Orquestra Sinfônica da Fraternidade Rosacruz Max Heindel.

Aqui um dado curioso: por estes dias, a cidade do Rio de Janeiro passava por um racionamento de energia elétrica, sendo que algumas noites em que foi realizado o Congresso Rosacruz neste local, houve falta de iluminação elétrica: lampiões foram providenciados e o evento foi realizado com ares de uma atmosfera poética. Há fotos que registra este acontecimento, as quais veremos!

3) Na Penitenciária Professor Lemos de Brito: Houve diversas palestras aos internos, além da participação do Coral da Fraternidade Rosacruz Max Heindel. Vários deles eram estudantes de cursos ministrados pela Fraternidade Rosacruz, e outros tantos se inscreveram após este evento.

Temos a fé e convicção de que os Ensinamentos Rosacruzes foram gravados no Átomo-Semente destas pessoas. Magistral trabalho feito pela Fraternidade Rosacruz: “Porque estive preso, e fostes me visitar” (Mateus 25:36).

Vale dizer que este labor rosacruciano junto a eles, iniciou-se nos anos 50 e foi incluído no centenário de nascimento de Max Heindel.

O Centro Rosacruz de São Paulo, inspirou-se nisto, e – nos anos 60 – realizou palestras em penitenciárias e na (então) Liga Anti Alcóolica. Futuramente será também publicado este sensacional trabalho.

Neste Congresso, digno de nota também ressaltar participações exclusivas no programa radiofônico “Páginas Esotéricas” da Rádio Guanabara, divulgando os Ensinamentos Rosacruzes.


II CONGRESSO INTERNACIONAL ROSACRUZ
RIO DE JANEIRO 1964


Realizado nos dias 24 (sexta feira), 25 (sábado) e 26 de julho (domingo), datas próximas ao aniversário de Max Heindel, com a presença de vários representantes de Núcleos e Centros Rosacruzes do Brasil, nestes dois locais:

1) Palácio da Cultura: Palestra “A Trindade e o homem” no dia 24, também com suas dependências totalmente tomadas. Músicas de Handel e Palmer marcaram presença, com a participação da Orquestra Sinfônica e Coral da Fraternidade Rosacruz Max Heindel.

2) Fraternidade Rosacruz Max Heindel, na Tijuca: Palestras “Sangue, uma essência peculiar” e “Filosofia Rosacruz e a Idade Futura”, dias 25 e 26. Nestas datas, vários números musicais do hinário da The Rosicrucian Fellowship (Songs of Light) foram executados, além de Bach, Wagner e Saint Saens, sob a batuta da Orquestra Sinfônica e Coral da Fraternidade Rosacruz Max Heindel.

Ao final deste Congresso, uma irmã probacionista tomou a palavra:

- Tomemos folego para o ano seguinte, será maravilhoso.


III CONGRESSO INTERNACIONAL ROSACRUZ
RIO DE JANEIRO 1965


A observância exata do centenário de nascimento de Max Heindel, foi neste Congresso realizado entre os dias 24 (sábado) a 28 de julho (quarta feira), com a participação de representantes dos Centros e Núcleos Rosacruzes do Rio de Janeiro, São Paulo, Lapa (SP), Penha (SP), Campos do Jordão (SP), Santo André (SP), Porto Alegre e São Leopoldo (ambos do Rio Grande do Sul), São Luiz (Maranhão) e Salvador (Bahia), e do exterior: Rosário e Formosa (ambos da Argentina), Assunção (Paraguai), Montevidéu (Uruguai) e Valparaiso (Chile).

Este Congresso teve lugar em três locais:

1) Fraternidade Rosacruz Max Heindel do Rio de Janeiro, na Tijuca.
2) Palacio da Cultura.
3) Escola Nacional de Música.

Diariamente, nestes dias informados acima, houve palestras sobre a Filosofia Rosacruz, biografia de Max Heindel e inúmeros concertos musicais à cargo da Orquestra Sinfônica e Coral da Fraternidade Rosacruz Max Heindel. Não faltou também a participação das crianças da Escola Dominical. Raul Guerreiro - com poesias - magnificamente agregou tonalidades inspiradas neste Congresso.

Uma curiosidade deveras interessante e – até onde sei – sem precedentes na história do rosacrucianismo no Brasil:

Numa destas conferências realizadas na Fraternidade Rosacruz Max Heindel, na Tijuca, com início às 20 horas - vários representantes de Centros e Núcleos Rosacruzes do Brasil e exterior usaram a tribuna para, com palavras ternas e de gratidão, agradecer a Max Heindel e os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz por ter legado os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental ao mundo, havendo também números musicais e poesias.

Um probacionista disse após o último palestrante se apresentar:

- Passa um pouco da meia-noite! Iniciamos esta reunião num dia e terminamos noutro !

Houve também um “Almoço Vegetariano de Confraternização Rosacruciana” entre os representantes, acompanhantes e quem estivesse disposto a ir, no restaurante de um hotel do Rio de Janeiro: há fotos que veremos, houve lotação máxima.


ABAIXO: Os irmãos (irmãs) que organizaram e colaboraram neste Tri-Congresso. Peço desculpas se algum nome não estiver presente neste artigo, ou algum fato não ter sido mencionado: foram necessários cerca de nove meses de intensas pesquisas para que ele fosse modestamente feito.

Adela Gonzalez Bogado
Adela J. de Velazco
Alex Osthoff
Angela B. de Peña
Antônia Ghiraldes Alves
Armando Ideali
Carlos Rodolfo Ruiz Dias
Christian Paulina
David Dias dos Santos
Edmundo Teixeira
Emma Gamelli de La Rosa
Eugen Ranevsky
Francisco Phelipe Preuss
Gerardo Paciello
Hélio Conessa
Irene Gomes Ruggero
José Augusto Pinto Coelho
Juan Benvignat Zignone
Juan José Peña
Juana Candia Paciello
Juvenal Nascimento de Araújo
Manuela Laterra de Perez
Maria Rosaria de Medeiros
Maria Stella Tibaú Guimarães
Nelson Hack
Olga Guerreiro
Onofre Schettini Gomes
Oswaldo A. Costa
Pedro Celedon
Raul Guerreiro
Rene Perez
Renner Tonello
Rosa A. Motter
Santino Parpinelli
Sergio Chacon
Valentin N. Embón
Victorino Palomo
Violeta Kundert
Virgílio La Rosa
Yvone Peixoto da Motta

E mais:

* Orquestra Sinfônica da Fraternidade Rosacruz Max Heindel – Rio de Janeiro.
* Coral da Fraternidade Rosacruz Max Heindel – Rio de Janeiro.
* Coral da Escola Dominical (crianças, que hoje provavelmente são avós...) da Fraternidade Rosacruz Max Heindel – Rio de Janeiro.
* Internos da Penitenciária Professor Lemos de Brito, que ao serem visitados, confeccionaram cartões ilustrativos e presentearam os palestrantes-congressistas, congratulando-os.

Assim foi relatada de uma forma resumida, a história destes três Congressos (ou Conclaves) Rosacruzes, que sem dúvida alguma – dado a sua envergadura - foi um marco na história da divulgação dos Ensinamentos Rosacruzes no Brasil, aqui apresentados neste 60º ano de seu início (1963-2023). 


ACIMA: Caixa amarela, original, onde em seu interior esteve por um longo tempo, as fotografias – atualmente em perfeito estado de conservação - dos três Congressos Rosacruzes, e agora de forma inédita amplamente divulgadas.

Estas fotos, físicas, estão sendo enviadas ao Centro Rosacruz Max Heindel, no Rio de Janeiro, concomitantemente com a publicação deste artigo, plastificadas e acondicionadas numa resistente pasta.

Clique aqui para abrir a caixa e ver as históricas fotos


Em uníssono, unamo-nos à nossa Sede Mundial – Oceanside – para no próximo dia 21, oficiarmos o RITUAL ROSACRUZ DE SETEMBRO, que marca o retorno anual de Cristo à Terra.

Este Ritual estará sendo realizado nos Centros Rosacruzes, e pode também ser feito em nossos lares, com a presença de familiares e amigos.

Esforcemo-nos por VIVENCIAR este Ritual todos os dias de nossas vidas.

22/07/2023

Conceito e Fundamentos de Fraternidade

 por José Gonçalves Siqueira

"Os objetos no mundo físico ocultam sempre sua construção ou natureza interna; vemos apenas a superfície" (Max Heindel em Cartas aos Estudantes carta 40)


Partindo desse princípio enunciado por Heindel, de que as causas reais de tudo o que vemos neste plano físico são expressões de forças inteligentes, ocultas à percepção de nossos cinco sentidos, podemos afirmar que a Fraternidade Rosacruz é a projeção de uma causa oculta, que transcende as quatro paredes dos lugares em que seus membros se congregam para fins coletivos e específicos. Originariamente a Fraternidade Rosacruz é uma ideia e como tal, imortal, embora, dentro das concepções humanas, venha passando por transmutações cada vez mais elevadas, suscitadas pela luz de Cristo e dos Irmãos Maiores da Ordem.

Toda ideia leva em si um caráter de totalidade e, portanto, imortal.

Quando dizemos Fraternidade não particularizamos esta ou aquela Sede, senão que pensamos num todo o tronco, os galhos e as folhas formam um todo: a árvore. Assim também, os inúmeros membros, grupos, centros, Sedes Rosacruzes todos e eles pautando suas atividades pela orientação dada a Max Heindel pelos Irmãos Maiores, são, comparativamente, as folhas, ramos e galhos de um tronco, cujas raízes estão fincadas num lugar privilegiado: MOUNT ECCLESIA. Todos somos UM, formamos um TODO, constituído por homens e mulheres que LIVREMENTE aceitaram os encargos e disciplinas requeridos para ser uma folha viva da grande árvore plantada por Max Heindel, um grande JARDINEIRO. Se exprimimos a vida que flui através de cada membro, somos parte integrante. Se desafinamos, cortamos o fluxo da seiva vivificadora que liga todos na mesma ramagem de SERVIÇO coerente.

Como movimento unificador, a Fraternidade Rosacruz não brotou de concepção humana fantasiosa, senão de um arquétipo superiormente concebido por seu fundador: Max Heindel.

Essa ideia, portanto, continua atual e vai se desenvolvendo e adquirindo sua plenitude, à medida em que seus membros, por sua vivência realmente cristã, nela se integrem cada vez mais e se tornem ramos de novas folhas.

Muitos indivíduos querem reformar o mundo, a sociedade; acham arcaicas as religiões e os movimentos que agrupam os seres humanos em bases religiosas, taxando-os de ultrapassados.

Pensam que esta época é de mudanças. Não estamos de acordo. Pensamos que a época, principalmente esta, deve ser de transmutação e não de mudança. O termo mudança subentende quebra de continuidade. Transmutação já é um processo contínuo, como o que se opera na vida humana; um processo de desdobramento onde cada fase da vida se apoia na anterior, onde cada fase é essencial, como degraus para um desenvolvimento futuro.

Portanto, o aspirante rosacruz parte sempre da ideia do que ele pode fazer pela Fraternidade. Sua concepção é parcial ainda, mas é suficiente para compreender que não é apenas teoria, senão que deve enquadrar sua vivência, na esfera individual e coletiva, dentro dos ideais que abraçou. Ele recebe orientação para sua gradual integração na ideia expressa por nosso lema: "Uma mente pura, um coração nobre, um corpo são".

A prática desse lema é o desenvolvimento de um processo de purificação ou de higienização que se realiza paralelamente com uma reformulação racional da dieta alimentar, da vida afetiva e mental do aspirante.

Para aceitar e viver a IDEIA fundamental, concebida pelo fundador da Fraternidade e que representa sua pedra fundamental abstrata, deve o Aspirante aceitar espontaneamente o sacrifício ou renúncia a princípios errôneos de sua vida anterior. Esse processo pressupõe, naturalmente uma transição. Não se trata de uma reforma instantânea, ou anti-psicológica[U1] , mas de uma mudança gradual e firme, de hábitos. É a renúncia da personalidade e enquadramento do indivíduo, como ser espiritual, nas leis naturais. É renúncia ao de que gostávamos, mas que nos ofuscava a mente e nos limitava a expressão superior.

O Aspirante sincero que se dispõe a ampliar sua concepção de Fraternidade até completa integração IDEAL nos princípios de Cristo, é, no dizer de Max Heindel, UM SACRIFICIO VIVENTE. Mas, não terá, acaso, esse conceito, algo de masoquista?

Temos um padrão de vivência que exclui de imediato essa suspeita: CRISTO! Ele é nosso padrão e ideal. Os Irmãos da Rosacruz vivem no integralmente. Max Heindel o atingiu até determinado grau. Quanto a nós, Aspirantes, como "Cristos em formação", estamos sinceramente empenhados em alcançar nesta vida o melhor ponto possível desta gloriosa meta!

publicado na revista Serviço Rosacruz de fevereiro de 1966

Mais tributos a Max Heindel

05/01/2023

Nossa Gratidão em Várias Datas

Hoje, dia 6 de janeiro de 2023 temos um número expressivo de datas comemorativas sobre as quais meditarmos. Além das tradicionais:
Dia em que comemoramos a visita dos Reis Magos e
Dia da Fraternidade Universal

PARA OS ESTUDANTES DA FRATERNIDADE ROSACRUZ AINDA MAIS:

Dia do passamento de Max Heindel (6/1/1919) - nossa constante lembrança e agradecimento. Veja outros tributos aqui

Dia do Serviço de Cura (Lua no signo cardeal Câncer) - veja datas aqui

Dia de Meditação pela Paz Mundial (Lua no signo aquoso ou de água Câncer).- veja datas aqui

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

23/07/2022

UMA VIDA SUBLIME

 
A 23 de julho de 1865, nascia na fria Copenhague, capital da Dinamarca, um nobre solar, o menino Carl Louis Von Grasshof.

Quarenta e quatro anos mais tarde, já longe de sua pátria e com o simples nome de Max Heindel, essa predestinada criatura recebia uma sublime missão: ser o mensageiro dos Irmãos Maiores, o transmissor dos Ensinamentos Rosacruzes para o mundo ocidental.

Qual foi o merecimento de tão elevado encargo? Sem dúvida alguma seu indescritível impulso interno de encontrar a verdade, o seu virtuoso caráter e constância, o seu amor para com os seus semelhantes. Mesmo em contato com a mais profunda verdade, não ficou satisfeito enquanto não transmitiu (mesmo sob tremendos sacrifícios) esses luminosos Ensinamentos ao mundo. Foi levada a público a maravilhosa Filosofia Rosacruz, explicando com meridiana clareza os mistérios da vida, dando-nos fé consolo e esperança em uma vida futura.

Que valioso privilégio nos concederam os Irmãos Maiores através de Max Heindel. Ele plantou uma fecunda semente - a Fraternidade Rosacruz - que germinou, cresceu, tornou-se frondosa árvore, floresceu e frutificou. Sob ela nos abrigamos. Suas flores perfumam nossas vidas e seus saborosos frutos alimentam nossa alma.

Bem sabemos e avaliamos a responsabilidade que nos cabe, pois "a quem muito foi dado, muito lhe será pedido". Embora ainda sejamos imperfeitos, podemos nos converter em Auxiliares dos Irmãos Maiores, "Pregando o Evangelho" e "Curando os Enfermos". Que missão mais sublime podemos aspirar do que ajudar as criaturas de Deus e a Evolução do mundo? Riquezas materiais, honras e glórias são bens temporais e efêmeros; porém, os valores espirituais são o tesouro da alma (a traça não rói e a ferrugem não destrói) e jamais os perderemos.

O Conceito Rosacruz do Cosmos e a Bíblia nos ensinam que Cristo abriu o "Caminho" para todos. Suas irradiações espirituais procuram tocar o coração, despertando o Espírito, e impulsionando-o à ação. Esforcemo-nos, pois até o limite de nossas capacidades para nos tornarmos receptivos a essas elevadas vibrações. Harmonizemo-nos com os princípios da nova Era, como Cristo nos ensinou, e como nos foi delineado por nosso Irmão Max Heindel. Elevemos nosso profundo sentimento de gratidão ao Pai Celestial a aos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, pelas bênçãos que recebemos através desse lluminado Amigo.

Mais tributos e biografias de Max Heindel veja aqui