29/04/2026

CANAIS PERFEITOS

Leia Marcos, 2 (1-12) no final do texto

Cristo Jesus foi o maior curador de todos os tempos, o canal mais perfeito para a força de cura que já se manifestou na Terra e o instrumento físico mais sublime através do qual a Luz, a Vida e o Amor do Pai puderam se expressar.

Quão reconfortantes são Suas palavras: "Aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e as fará maiores do que estas..." Sua admoestação aos Seus seguidores para que também "curassem os enfermos", e Sua promessa de que imitaríamos e superaríamos os "milagres" que Ele realizou, são fontes de inspiração para todos nós. Seguir Seus passos e tornar-se canais radiantes de luz e cura deve ser o objetivo de todo aspirante espiritual.

Se quisermos ser curadores no verdadeiro sentido da palavra, precisamos de conhecimento. A aquisição e o uso correto do conhecimento são passos essenciais no processo de cura. Muitos fatores estão envolvidos nesse trabalho. As leis que operam nos planos físico, emocional, mental e espiritual influenciam o bem-estar tanto do paciente quanto do curador. Ao meditarmos e buscarmos essas leis, a compreensão virá. Nossa consciência, intuição e percepção interior se desdobrarão gradualmente e, com o tempo, nos tornaremos os canais de cura autoconscientes que desejamos ser.

Mas, o conhecimento, por mais importante que seja, não basta. Ao conhecimento deve-se acrescentar o amor - o fermento que o transforma em sabedoria. O amor é mais do que um sentimento ou uma emoção. É um princípio concreto, o Princípio Crístico ou Princípio do Amor-Sabedoria do Pai, e um poder divino que está latente em todos nós. O amor é a influência sustentadora, preservadora e protetora de toda a criação. A cura está centrada e contida no amor.

À medida que desenvolvemos o poder do amor dentro de nós, crescemos em graça e na capacidade de estender a mão, abençoar e curar os outros.

Em Ensinamentos de um Iniciado, Cap. XXII, Nosso Trabalho no Mundo, parte III lemos:

...” qualquer que seja o estado de abatimento do resto do corpo denso, determinados centros, frágeis em termos de saúde e em grau variável segundo o desenvolvimento espiritual da pessoa, ficam obstruídos em grau crescente de acordo com a gravidade da doença. Isto acontece principalmente no centro principal entre as sobrancelhas. Aí está enclausurado o espírito, às vezes a tal ponto, que perde contato com o mundo exterior, e seu progresso está tão voltado para sua própria condição que somente a completa ruptura do corpo denso poderá libertá-lo. Isso pode ser um processo demorado. Neste decorrer do tempo, a desarmonia planetária, que causou a doença inicial, já poderá ter passado, mas o sofredor é incapaz de aproveitar essas condições de melhora. Em tais casos, é necessária uma efusão espiritual especialíssima para levar a mensagem à alma:"Teus pecados estão perdoados".Quando isso for ouvido,a pessoa poderá responder à ordem:"Toma tua cama e anda".

Cristo Jesus foi capaz de realizar Seus milagres de cura porque incorporava em Si a síntese das vibrações estelares podendo emanar a verdadeira influência corretiva necessária em cada caso específico. Devido ao Seu sublime desenvolvimento ao sentir a desarmonia da pessoa doente Ele sabia como neutralizá-la, obtendo com isso resultados imediatos

Obviamente, ainda não somos capazes de realizar tais milagres de cura. Uma sabedoria muito maior deve ser adquirida, sabedoria essa que será colhida proporcionalmente à medida que crescemos nas qualidades de pureza e serviço.

Os poderes de Cristo se manifestam plenamente apenas naqueles que são canais de pureza absoluta, e que estiverem dispostos a utilizarem tais poderes altruisticamente em favor de seus semelhantes

A pureza é subjacente a regeneração; a regeneração é a base da cura. A regeneração é realizada com a “elevação” e transmutação da. força criadora.

A humanidade regenerada um dia levitará a Terra, libertando Cristo de seu cativeiro anual. Então os seres humanos tornar-se-ão canais perfeitos da força de cura.

Traduzido da revista Rays from the Rose Cross de dezembro de 1975

Nota: Marcos (2:1-12)

¹ E alguns dias depois entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa.

² E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta cabiam; e anunciava-lhes a palavra.

³ E vieram ter com ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro.

E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico.

E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados.

E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo:

Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?

E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações?

Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda?

¹ Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico),

¹¹ A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa


QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross". Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". 

Se você deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

28/04/2026

O que acontece com a alma do animal depois de sua morte


PERGUNTA:
Quando morre um cachorro ou um gato de estimação, o espírito-grupo, ao qual pertence, morre ao mesmo tempo? O que acontece com a alma do animal? O amor e o cuidado humano recebido por ele não o ajuda na sua jornada ascendente?

RESPOSTA: Quem fez a pergunta demonstra que não tem uma idéia muito exata do que seja um espírito-grupo. O nosso corpo é composto de inúmeras células, cada uma tendo a sua própria vida celular, mas estando todas elas sujeitas à nossa própria inteligência central. Também o espírito-grupo de uma espécie de animais é uma entidade espiritual pertencente a uma evolução distinta, tendo um corpo espiritual composto de vários espíritos animais em evolução. Ele envia, de tempos em tempos, estes espíritos animais para reencarnarem nos corpos de animais de sua espécie, um espírito em cada corpo. Na hora da morte, eles voltam para o espírito-grupo, tendo adquirido um grau de consciência mais elevado do que possuíam na ocasião do nascimento. Isso ajuda o espírito-grupo a evoluir e, em retribuição, ele governa os espíritos dos animais separados em sua espécie. Como todos os outros espíritos, um espírito-grupo não pode morrer. É o guardião dos espíritos de animais e, na medida que eles evoluem, o corpo espiritual do espírito-grupo sofre uma metamorfose. Quando os espíritos dos animais separados evoluírem o bastante, eles tornam-se seres humanos individualizados, mas continuam sob a tutela do mesmo espíritogrupo, da mesma forma que vemos nações ou raças sob o domínio de um espírito de raça. Não se tornamseus próprios donos até que tenham evoluído o bastante para não haver mais laços familiares ou de nação.

Essa é a razão pela qual Cristo disse: ―a menos que o homem deixe pai e mãe, ele não poderá seguir-me, pois o pai e a mãe são corpos são amarras e obstáculos. Os espíritos não têm pai nem mãe, no final, são todos um.

Quanto ao que acontece com a alma do animal na hora da morte, podemos dizer que depois de sair do corpo, ele volta para o espírito-grupo, e o amor e o cuidado que lhe dedicamos favorecerá grandemente a sua evolução, pois enquanto os animais selvagens agem inteiramente sob as diretrizes do espírito-grupo através daquilo que chamamos instinto, os animais domésticos mostram atualmente uma capacidade de pensamento acima da sua evolução normal.

Adquiriram essa capacidade por nosso intermédio, baseados no mesmo princípio de que quando temos um cabo altamente carregado de eletricidade e o colocamos próximo a outro não carregado, este ficará carregado de eletricidade numa voltagem inferior. De maneira similar, o animal em contato com seres humanos não é capaz de pensar por si, mas, aprende a fazê-lo graças a essa proximidade. Podemos inferir que esses animais domesticados chegarão, com o tempo, a tornar-se os professores dos seus irmãos menos evoluídos.

Pergunta nº 169 do ivro "Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I de Max Heindel

16/04/2026

Os Guardiões do Templo


“Não sabeis vós que sois templos de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” - 1 Coríntios 3:16.

Somos, de fato, Templos de Deus, e é nosso dever e privilégio manter esse templo puro, santo e saudável. Não queremos nele mercadores gananciosos, egoísmo, intolerância e doenças. Sabemos como é importante nos mantermos longe do que embrutece ou nos torna menos sensíveis ao que é elevado e mais suscetíveis a doenças; portanto, dedicamos todos os dias um tempo ao estudo e à meditação a fim de nos aproximarmos das “coisas” do Espírito. Mas se agirmos de forma contrária às Leis de Deus (em atos ou palavras), falharemos em desenvolver e expandir nossa sensibilidade e consciência. Ao contrário, criaremos condições que darão origem a desequilíbrios em um ou mais de nossos veículos.

Há elementos em nossas vidas que são tão comuns e difundidos que mal percebemos sua insalubridade. As notícias de violência, por exemplo, na televisão (agora também na internet); o apelo ao sensacionalismo e à vulgaridade em vários meios de comunicação; as fofocas que ouvimos e até sem querer ajudamos a espalhar.

Todas essas coisas contaminam nosso templo corporal, tornando-o menos adequado como morada do Espírito. Em consequencia, nossa resistência a várias doenças é diminuída pela absorção passiva e até mesmo pela nossa contribuição inconsciente a influências negativas.

"Não se enganem: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá" (Gálatas 6:7).

Esses versículos que Paulo escreveu aos seus amigos na Galácia nos dizem claramente que, se semearmos para a carne, colheremos corrupção; mas se semearmos para o Espírito, colheremos recompensas de natureza espiritual.

Nosso templo brilha com a luz da pureza e da saúde, ou a névoa do desejo materialista o ocupa e o envolve?

A escolha é sempre nossa. 

Traduzido da revista Rays  from the Rose Cross de janeiro/fevereiro de 1996

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross". Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". 

Se você deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

09/04/2026

Um Poema inspirado na Natureza e no Serviço

Poesia de Hendrik Seidi (veja nota final)

Entre montanhas que tocam o céu azul,
Campos do Jordão, um lugar singular.
O frio abraça, o calor da serra a luz,
Natureza dança, um espetáculo a brilhar.


Pinheiros sussurram segredos ao vento,
Caminhos sinuosos revelam encanto.
Na Vila Capivari, o tempo é lento,
Um poema vivo, um eterno encanto.


Flores dançam no jardim da estação,
O aroma fresco preenche o ar.
Em cada rua, uma nova sensação,
Campos do Jordão, sempre a encantar.


Nas alturas da Serra da Mantiqueira,
Campos do Jordão, joia rara a florescer.
No frio que abraça, a magia se intromete,
Em cada recanto, um verso a tecer.


Bosques sussurram histórias antigas,
O silêncio é música nos campos serenos.
O Sol, nos picos, suas cores instiga,
Pintando paisagens, divinos terrenos.


Em Capivari, o charme se revela,
Pelas ruas, o aconchego se derrama.
A arquitetura, como arte singela,
Em Campos do Jordão, a beleza se aclama.


A Rosa Cruz, mistério velado,
Entre símbolos e rituais entrelaçado.
Sabedoria antiga, busca do transcendental,
Em seus ensinamentos, o homem espiritual.


No jardim da simbologia, a rosa floresce,
Conduzindo os adeptos à busca que engrandece.
O cruzamento de caminhos, filosofia a guiar,
O aprimoramento da alma a se revelar.


Silenciosa, a Ordem traça seu caminho,
Entre o esotérico e o oculto, um destino.
Na senda da luz, o Rosacrucianismo se ergue,
Mistério e sabedoria, uma jornada que converge.


Na copa das árvores, passarinhos tecem canções,
Notas delicadas, melodias em todas as direções.
As asas coloridas, dançam no céu sereno,
Um concerto alegre, a natureza em pleno.


Pelos galhos, esquilos ágeis a saltitar,
Pequenos acrobatas, alegria a despertar.
Suas caudas felpudas, como pincéis em movimento,
Na floresta, um espetáculo, um vivo sentimento.



Passarinhos e esquilos, em harmonia a viver,
Criaturas aladas e saltitantes a floresta encher.
Um balé de vida, na sinfonia da natureza,
Um dueto encantador, celebração da beleza.


Santa Teresinha, flor de Lis divina,
Caminho de infância, na fé se inclina.
Doutora do amor, com simplicidade,
Seu "pequeno caminho" guia com humildade.


Em sua cela, uma rosa revelação,
Sinais celestiais, luz em profusão.
Na entrega total, em cada ação singela,
Santa Teresinha, na fé, é a estrela.


Rosa mística, carmelo de oração,
Seu exemplo ecoa, inspira devoção.
Com rosas de amor, na chuva de graças,
Santa Teresinha, em preces se abraça.


Nota: Hendrik Seidi é neto da nossa irmã probacionista Maria Geralda Moreira Santos que muito colaborou na sede do Centro da Fraternidade Rosacruz Sede Central do Brasil em São Paulo e também na já extinta Casa do Estudante Rosacruz em Campos do Jordão. Várias vezes seu neto a acompanhava desde seus aproximadamente 8 anos de idade em ambos os lugares. Veja explicação das fotos aqui


03/04/2026

PÁSCOA: Nossos Degraus Evolutivos

Por Jonas Taucci

Encontramo-nos de passagem sobre a Terra.

A verdadeira morada do espírito é o Lar Celestial, nossos esforços devem ser dirigidos a isto. O propósito de nossas sucessivas vidas aqui é o amalgamento de nossa vivencias e a finalidade destas, em amadurecimento espiritual: a vida nos ensina lições e assimilando-as iremos em direção da real moradia.

Nosso amadurecimento espiritual determina – concomitantemente - a libertação final de Cristo de sua “prisão terrestre”, a Trajetória Anual do Cristo, sobejamente conhecida pelo aspirante rosacruz. Nesta época do ano as igrejas cristãs enfatizam os sofrimentos do calvário e o sacrifício do Cordeiro (Áries) de Deus em benefício do gênero humano, e sua ressureição. Todos os sermões e liturgias convergem para este tema: É Páscoa.

Meditando sobre o fato ocorrido a mais de dois mil anos atrás à luz dos Ensinamentos Rosacruzes, veremos que aquelas horas de intenso sofrimento, de Cristo no calvário, foram menores se comparadas com o que Ele suporta presentemente.

Carregar aquela cruz de madeira na agitada Jerusalém de vinte séculos passados ouvindo chacotas e insultos são ultrapassados pelo carregar a cruz de toda humanidade; esse madeiro gigantesco impregnado de todas as mazelas humanas.

Sacrifício maior para o Mais Alto Iniciado do Período Solar (Cristo) é permanecer ligado a um planeta como o nosso, de vibrações envoltas em egoísmo, inveja e ódio.

Cristo somente bradará o “Consumatum est” definitivo quando todos nós nos elevarmos espiritualmente e o liberarmos de sua missão na Terra. Na qualidade de seguidores dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, nossa responsabilidade torna-se gigantesca: cumpre-nos viver nossas vidas tão altruisticamente quanto seja possível, nos esforçando a que nenhum pensamento, palavras e ações agreguem baixas vibrações na Terra.

Verdadeiramente, na qualidade de seres humanos, estamos sujeitos a quedas e erros, mas nosso labor consiste em evitá-los, mantendo uma vigilância (Ora et Labora).

Ao cairmos, que não nos falte forças para o soerguimento e ajustamentos apropriados a canais de conduta.


Se a ocasião constitui-se própria para meditarmos como aliviar os sofrimentos do Cristo, também torna-se propícia a participarmos das alegrias da Páscoa: regozijarmos não apenas pelo auxílio Dele, mas também termos a consciência de que preciosas oportunidades de serviço nos são oferecidas diariamente.

Alegremo-nos – muito - por não sermos meros coadjuvantes, mas partícipes do processo da liberação do Cristo de sua jornada à Terra.

A Páscoa assinala a vitória da vida sobre a morte, do espírito sobre a matéria, do altruísmo sobre o egoísmo, da sincera amizade sobre a inveja e do amor sobre ódio.

Muito provavelmente estes preceitos inspiraram Max Heindel a escrever que “Para esses iluminados a Páscoa proporciona uma percepção profunda que todos os homens são peregrinos na Terra: que o verdadeiro lar do espírito é no Reino Celestial: e que para alcançar esse reino todos devem esforçar-se por aprender as Lições da Escola da Vida o mais depressa possível, o que possibilita a cada um buscar a aurora do dia que o libertará permanentemente da escravidão da Terra. Para tais iluminados a Páscoa simboliza a aurora de um dia feliz em que toda a humanidade – como também Cristo – estará permanentemente livre da opressiva confinação à materialidade, podendo então elevar-se aos Reinos Celestiais e tornarem-se pilares da fortaleza na Casa do Pai, onde não mais sairão” (Interpretação Mística da Páscoa – Capítulo I – O Cristo Cósmico).


A MANSÃO DOURADA


Não. Não deixarei mais meus pensamentos
se perderem nos labirintos do desespero.

Minha mente não habitará mais lugares sombrios
onde contendam os que não conhecem Deus.

Meus pensamentos estão construindo uma mansão
ampla, esplêndida e luminosa, com salões dourados.

Pois minha mente está sendo edificada cristicamente,
com tijolos leves de puro cristal.

Meus pensamentos ficarão firmemente ligados 
a Ele, Cristo e habitará a realeza divina.

Ambiente sereno e cheio de paz retrata 
minha mansão dourada onde reina a tranquilidade.


NOTAS

O texto acima retrata uma síntese de artigo publicado no Editorial da revista Serviço Rosacruz (Centro Rosacruz de São Paulo), edição de março/abril de 1987. O poema, autoria de Veda Burnaugh Collins (colaboradora da revista Rays from the Rose Cross), consta na edição de março de 1975, do referido órgão de divulgação dos Ensinamentos Rosacruzes da The Rosicrucian Fellowship, com tradução da Equipe Permanente de Tradutores Probacionistas da Fraternidade Rosacruz.

Ambos, texto e poema, foram lidos – respectivamente - pelos probacionistas Armando Tempera e Ana R. Tempera, no domingo de Páscoa, 31 de março de 1991, no Centro Rosacruz de Santo André.

A Páscoa também deve ser compreendida como RENOVAÇÃO; um ano astrológico termina (Piscis) e outro inicia-se (Áries), já que a Celebração Pascal calcula-se, também, pelo ingresso do Sol no signo ígneo e cardinal de Áries.

A renovação de nossos pensamentos, dizeres e ações temperados com o serviço amoroso e desinteressado aos nossos irmãos, ganha um impulso adicional nesta parte do ano.

Os Ensinamentos Rosacruzes possuem a natureza Aquariana, sendo Urano regente deste signo astrológico e ainda que não tenhamos em nosso Tema Natal a quadratura de Saturno com Urano, Elman Bacher (Estudos em astrologia - volume II capítulo IV – Urano: Liberta!) nos fala de sete conflitos entre este aspecto astrológico citado, tratando-se de um verdadeiro Compêndio Alquímico para que todos nós o realizemos, aludindo isto a uma RENOVAÇÃO:

- Velho contra o novo.
- Escravidão contra transcendência.
- Medo contra libertação.
- Instinto da segurança contra ânsia de aventura.
- Crença e raça contra universalidade.
- Tribo contra indivíduo.
- Ortodoxia contra realização.

Olhemos para o nosso interior, colocando, separadamente, cada um destes sete itens numa balança de dois pratos, separadamente, auferindo-os. Tiremos conclusões, renovemo-nos e, com a aplicação do discernimento, procuremos destilá-los diariamente munidos da fé de que - num futuro dia - vivenciaremos plenamente o que foi dito pelo profeta Isaías (58:10) aproximadamente em 700 A.C.

“Tua vida obscura será como o meio-dia