06/06/2026

UM HOSPITAL DE PLANTAS E FLORES: OS ESPÍRITOS DA NATUREZA

Por Jonas Taucci

Em seus sucessivos renascimentos na Terra, a humanidade trabalha com as formas externas e não possui a consciência do outro lado da vida na natureza que se constitui no interno e oculto para a grande maioria; perdeu-se a clarividência que em um remoto passado podia ver os Espíritos da Natureza e trabalhar conscientemente com eles.


Atualmente somente uns poucos possuidores da visão etérica positiva possuem esta faculdade. Há os que retem a clarividência negativa de vidas passadas e outras, todavia, que desenvolveram esta aptidão de forma positiva nesta época contemporânea.

Com o transcorrer dos anos, décadas e séculos, haverá nascimento de muitas pessoas dotadas da clarividência positiva e as possuirá mesmo na idade adulta, já que as crianças - até uma certa idade -, vê, conversa e brinca com determinados Espíritos da Natureza, que vivem na Região Etérica de nosso planeta, e esta constitui-se o lado interno da matéria”.


Dentro de poucos séculos esta visão – uma extensão da visão física - será um patrimônio na maioria da humanidade.


Estes Espíritos da Natureza realizam trabalhos importantes nas profundezas da terra e sua superfície, plantas, flores, oceanos, rios, ar, água, fogo etc.. Este labor, realiza-se sem que a maioria da humanidade o saiba.Abaixo, um simples bosquejo deste trabalho.


GNOMOS:Suas atividades estão relacionadas, na grande maioria, com o Éter Químico e Max Heindel nos informa que seus corpos são formados, principalmente, deste Éter. Trabalham no elemento terra, pintando as flores, dosando a clorofila na medida certa e adequada no Reino Vegetal, talham os cristais e vivem, aproximadamente centenas de anos, envelhecendo de uma forma não muito diferente dos seres humanos, o que resulta em figuras, animações e desenhos de gnomos das mais diferentes faixas etárias: de jovens a idosos.


FADAS: Pertencem, na realidade, ao grupo dos gnomos, também como campo de ação o elemento terra e - sob a instrução da Onda de Vida Angélica que lhes indicam imagens arquetípicas - realizam seus trabalhos na natureza, com predominância nas flores. 



ONDINAS: Formada em sua grande maioria pelo Éter de Vida, trabalham no elemento água: mares, oceanos, rios, lagos etc. Provavelmente a crença nas sereias originou-se delas. O escritor português Luiz de Camões (1524-1579) em sua monumental obra “Os Lusíadas” faz menção às Tágides, habitantes do rio Tejo em Portugal. As ondinas coordenam o ciclo de evaporação da água em sua liberação como chuva. Vivem mais que os gnomos.



SILFOS: Seus campos de atividades, são o ar, vento, atmosfera. Seus corpos são compostos, em sua maioria, do Éter Luminoso. Os silfos mais graduados coordenam o deslocamento de nuvens e suas robustas faces modelam, momentaneamente, desenhos e figuras nestas nuvens, como que esculturas. Os membros de menor evolução dos silfos, conduzem lufadas e correntes de ar que percorrem a Terra. Vivem milhares de anos.



SALAMANDRAS: Seus Corpos estão compostos, principalmente, do Éter Refletor em conjunto com o Éter Luminoso, a que foi chamado de ”Luz Astral” pelo médico, alquimista e astrólogo suíço Philippus Aureolus Theophastus Bombastus Von Hohenhein (1493-1541), mais conhecido por Paracelso.  Max Heindel o cita em A Mensagem das Estrelas. As salamandras trabalham com o elemento fogo e o calor, sendo também associadas com a eletricidade e as forças magnéticas da Terra. Suas atividades são, principalmente, subterrâneas; erupções vulcânicas e correntes de lava, Nenhum fogo possui a possibilidade de ser acesso sem as salamandras. Em relâmpagos nos céus – para os que possuem a visão etérica – elas podem ser observadas. Não há dúvidas que existem uma quantidade enorme de suas utilidades, advindos do fogo e calor. Desta forma, as salamandras possuem um papel vital e construtivo na evolução da Terra. Vivem milhares de anos, e alguns clarividentes positivos relatam que algumas  delas possuem a forma de lagartos ou labaredas de fogo.



Não somente em nosso plano físico a vida pulsa, mas em todo universo.


As características dos referidos Espíritos da Natureza acima, estão alicerçadas – resumidamente - numa série das Lições Mensais do Estudante da The Rosicrucian Fellowship, durante os meses do ano de 1969, intituladas “Os Habitantes dos Planos”.


Ainda que louváveis os avanços das últimas décadas sobre a preservação da natureza, biomas e meio ambiente (mais comentados do que aplicados), através de leis governamentais, estamos distante de uma situação em que o amor pela natureza, brotará (sem nenhum trocadilho...) do íntimo de cada ser humano  e substituirá  as Leis Ambientais decretadas pelo homem.

  

Aqui, um exemplo.


Cristovam Martins foi um probacionista que durante muitos anos frequentou o Centro Rosacruz de Santo André. 

Morador deste mesmo município, possuía nos fundos de sua casa uma varanda com muitos vasos dos mais diferentes tamanhos; estes abrigavam as mais variadas plantas e flores. Alguns estavam em mesas, outros pendurados em árvores frutíferas e outros ainda em prateleiras.


Na entrada desta varanda, havia uma placa com dos dizeresHospital de plantas e flores - Atendimento Gratuito” envoltas em aleatórias notas musicais desenhadas.


Em uma mesa, havia um “aparelho estereofônico” que reproduzia discos de vinis (os conhecidos - à época - Compactos e Lps) e um gravador portátil para fitas K-7, com idêntica função.


Algumas destas plantas e flores eram suas e de sua esposa. A grande maioria, não.


Durante muitos anos este probacionista manteve uma determinada atividade, voluntária e gratuita.


Tudo iniciou-se quando um vizinho o informou possuir em sua casa, uma planta que se encontrava em precárias condições: ressequida, murcha e com folhas despencando.


Nosso amigo probacionista solicitou então que ele trouxesse a planta – que estava num vaso – para sua residência, e algumas semanas depois a devolveu com a maioria das folhas viçosas, caule ereto e brotos despontando.


Ao ser indagado como conseguiu isto, informou:


Pintara várias garrafas de vidro – incolor - de verde. Dizia ser esta a cor da clorofila, o pigmento encontrado nas plantas que é responsável por captar a  luz solar para realização da fotossíntese, num resumo básico. Afirmava também que Max Heindel e Augusta Foss Heindel associam esta cor com o signo zodiacal de Câncer; o primeiro dos signos aquáticos, num maravilhoso gráfico da relação signos/regentes/metais/cores (A Mensagem das Estrelas – Capítulo III – Você nasceu sob uma boa estrela?).

 

Após isto - estando as garrafas secas - introduzia nas mesmas água para deixá-las, na parte matinal, expostas ao Sol, por algumas horas, tampadas. Depois, eram levadas para sombra com o objetivo de voltaram à temperatura ambiente. Seu estoque destas garrafas verdes com água, era considerável.


Constantemente, Cristovam Martins regava as plantas, contudo, nos dias em que a Lua transitava por signos aquáticos (Câncer, Escorpião e Peixes) o fazia com água das garrafas.


Entrementes, seu aparelho estereofônico ou gravador executava músicas, predominantemente do Período Barroco, inundando a varanda (Hospital de plantas e flores) de composições maravilhosas.


Este concerto musical era intercalado com o chilrear de vários pássaros, pois nosso amigo probacionista colocou vários bebedouros em sua varanda o que resultou na visita diária destes amigos alados. Havia também um chafariz, não muito grande, que  recebia igualmente a visita destes cantores.



Nosso doutor de plantas e flores, diariamente, monologava com elas (da mesma forma que seres humanos falam” com determinados animais: cães, gatos etc.) dizendo-lhe que elas eram importantes para o vaso, para a terra que dava sustentáculo para a sua raiz, importante também para o ar, humanidade e a natureza.


Este tratamento dado para com o Reino Vegetal, foi logo divulgado pelo amigo de nosso irmão probacionista, aos vizinhos, amigos e parentes.


Desnecessário dizer que a partir disto, muitas plantas e flores adoecidas foram levadas à casa de Cristovam Martins, onde a grande maioria foi recuperada e uma minoria não, talvez num paralelo aos enfermos animais e pessoas que são levadas para as clínicas veterinárias e médicas, respectivamente.


Esta foi a origem do Hospital de plantas e flores, que jamais nosso amigo e irmão probacionista cobrou, sendo mantido em atividade por longos anos.


Ao devolver as plantas ou flores para seus donos – recuperadas - lhes dava uma folha de papel onde lia-se:


Comparemos o homem com a flor e perceberemos, então, a grande importância e significado deste emblema, O homem toma seu alimento pela boca, de onde desce. A planta recebe o alimento pelas raízes, forçando-o para cima, O homem reveste seu amor de paixão e tem os órgãos da geração voltados para a terra, escondendo-o com vergonha devido a essa mácula de sua paixão. A planta desconhece a paixão, e realiza a fecundação de maneira mais pura e casta, isto é, ela projeta seus órgãos geradores, a flor, para o Sol,  um espetáculo de rara beleza.  O homem, decaído e passional, exala o mortífero dióxido de carbono, enquanto a casta flor inala esse veneno, transmuta-o e devolve, puro, doce e perfumado, um fragrante elixir da vida”. (Max Heindel - Iniciação Antiga e Moderna – capítulo A Sagrada Glória de Shekinah – parte  A Lua Cheia como um fator de crescimento anímico).

    

Este trabalho realizado por Cristovam Martins, nos faz recordar o Livro de Salmos (capítulo 121), onde podemos – também - entendê-lo revestido da astrologia:



Fica também como informativo – e registro histórico - onde por muitas décadas, farmácias (!) distribuíam no início de cada ano, de forma gratuita, os famosos Almanaques (geralmente patrocinados por determinadas marcas de medicamentos), com diversos assuntos abordados: receitas culinárias, curiosidades geográficas, palavras cruzadas, estórias infantis, etc. Havia ainda uma seção de jardinagem e agricultura, onde as fases da Lua estavam associadas ao plantio, poda e colheita. 



Max Heindel, Filosofia Rosacruz em P&R volume II – Pergunta 108 nos fala das influências astrológicas sobre o Reino Vegetal  e que foi publicado no blogue Rosacruz e Astrologia (veja aqui) 


Sobre música, luz e cor, a vasta literatura rosacruz fornece pérolas de ensinamentos do ponto de vista oculto.


O fundador da Fraternidade Rosacruz, em sua obra Ensinamentos de um Iniciado (capítulo XXIV - O Arco Nas Nuvens - veja nota em sugestões para leitura), faz menção a um livro (“Princípios da Luz e Cor” de autoria do médico americano Edwin D. Babbitt que viveu entre 1828-1905). Trata-se de um fabuloso tratado oculto sobre luz, cores e suas propriedades.

O Sr. Heindel classifica este livro como interessante, outorga a qualificação de clarividente para seu autor e que esta obra, após ser lida, o fez incursionar-se na Memória da Natureza para investigações sobre o referido assunto, como ele mesmo relata em seu livro.


Cristovam Martins, ao tomar conhecimento disto, utilizou-se da EPIGÊNESE para inaugurar o “Hospital de Plantas e Flores” que, absolutamente, brotando (mais uma vez sem trocadilhos...) de seu íntimo colaborou na preservação das mesmas e certamente também no trabalho realizado pelos Espíritos da Natureza.


Dizia sempre que o aspirante rosacruz não deve acomodar-se na aquisição dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental. Há que se ter um propósito nisto: que eles se tornem algo vivente em nosso interior, que neles haja movimento, atividade e ação, direcionados a nos tornarmos servidores da humanidade e a todas as Ondas de Vida que na Terra possuem seus campos de evolução.


Nosso amigo probacionista também enaltecia o trabalho realizado, por alguns anos, na Sede Mundial (Oceanside) pelo Monte Ecclesia Sanitarium: pessoas lá se instalavam por dias, semanas ou meses para o tratamento de certas enfermidades, com o devido acompanhamento de enfermeiras e médicos graduados. Alimentação vegetariana, hidroterapia, fisioterapia, cromoterapia, termoterapia e diatermia com ondas curtas eram utilizados. Na obra Memórias sobre Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz de Augusta Foss Heindel,há este relato (Terceira Parte -O trabalho em Mount Eclésia e os novos prédios - O Sanatório de Monte Eclésia).



 Cristovam Martins possuía outras (maravilhosas) particularidades. Com calçados apropriados era um entusiasta da dança sapateada: sincronizava músicas, sons das batidas dos sapatos no chão e performance corporal que a todos encantavam nos remetendo a Elman Bacher em sua obra Estudos em Astrologia - volume VI capítulos VII (A Dança) e VIII (A Música). Era também um "rádio amador" (rede de comunicação com equipamento condizente que ele possuía) e, até onde tenho conhecimento, pioneirissimamente divulgava os Ensinamentos Rosacruzes entre os anos 60 e início da década de 80 desta forma.



Muita saudade Cristovam Martins deixou aos que lhe conheceram. Certamente também no Reino Vegetal e Espíritos da Natureza...




SUGESTÕES DE LEITURA

1 - O Arco nas Nuvens (Cap. XXIV de Ensinamentos de um Iniciado) também foi pubicado em formato de folheto pela TRF e traduzido pelo Centro de São Paulo. Você pode ver aqui
2 - Revista Rays from the Rose Cross, da TRF : Meses: abril, maio, agosto e novembro de 1933, onde o artigo "As Cores Cósmicas e suas Influências" com autoria de Elois J. Jenssen, nos transmite uma profunda compreensão sobre o assunto.
3 - Revista Rays from the Rose Cross, da TRF: Junho de 1933, artigo " Musicoterapia". A importância da música nos hospitais, saúde, presídios e muitas outras áreas. Também na evolução da humanidade. Os artigos acima descritos, foram traduzidos e palestrados no Centro Rosacruz de São Paulo, em 1982
4 - A Vida Secreta das Plantas (Peter Tompkins e Christopher Bird).
5 - A Vida Secreta das Árvores (Peter Wohlleben).


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