09/04/2026

Um Poema inspirado na Natureza e no Serviço

Poesia de Hendrik Seidi (veja nota final)

Entre montanhas que tocam o céu azul,
Campos do Jordão, um lugar singular.
O frio abraça, o calor da serra a luz,
Natureza dança, um espetáculo a brilhar.


Pinheiros sussurram segredos ao vento,
Caminhos sinuosos revelam encanto.
Na Vila Capivari, o tempo é lento,
Um poema vivo, um eterno encanto.


Flores dançam no jardim da estação,
O aroma fresco preenche o ar.
Em cada rua, uma nova sensação,
Campos do Jordão, sempre a encantar.


Nas alturas da Serra da Mantiqueira,
Campos do Jordão, joia rara a florescer.
No frio que abraça, a magia se intromete,
Em cada recanto, um verso a tecer.


Bosques sussurram histórias antigas,
O silêncio é música nos campos serenos.
O Sol, nos picos, suas cores instiga,
Pintando paisagens, divinos terrenos.


Em Capivari, o charme se revela,
Pelas ruas, o aconchego se derrama.
A arquitetura, como arte singela,
Em Campos do Jordão, a beleza se aclama.


A Rosa Cruz, mistério velado,
Entre símbolos e rituais entrelaçado.
Sabedoria antiga, busca do transcendental,
Em seus ensinamentos, o homem espiritual.


No jardim da simbologia, a rosa floresce,
Conduzindo os adeptos à busca que engrandece.
O cruzamento de caminhos, filosofia a guiar,
O aprimoramento da alma a se revelar.


Silenciosa, a Ordem traça seu caminho,
Entre o esotérico e o oculto, um destino.
Na senda da luz, o Rosacrucianismo se ergue,
Mistério e sabedoria, uma jornada que converge.


Na copa das árvores, passarinhos tecem canções,
Notas delicadas, melodias em todas as direções.
As asas coloridas, dançam no céu sereno,
Um concerto alegre, a natureza em pleno.


Pelos galhos, esquilos ágeis a saltitar,
Pequenos acrobatas, alegria a despertar.
Suas caudas felpudas, como pincéis em movimento,
Na floresta, um espetáculo, um vivo sentimento.



Passarinhos e esquilos, em harmonia a viver,
Criaturas aladas e saltitantes a floresta encher.
Um balé de vida, na sinfonia da natureza,
Um dueto encantador, celebração da beleza.


Santa Teresinha, flor de Lis divina,
Caminho de infância, na fé se inclina.
Doutora do amor, com simplicidade,
Seu "pequeno caminho" guia com humildade.


Em sua cela, uma rosa revelação,
Sinais celestiais, luz em profusão.
Na entrega total, em cada ação singela,
Santa Teresinha, na fé, é a estrela.


Rosa mística, carmelo de oração,
Seu exemplo ecoa, inspira devoção.
Com rosas de amor, na chuva de graças,
Santa Teresinha, em preces se abraça.


Nota: Hendrik Seidi é neto da nossa irmã probacionisa Maria Geralda Moreira Santos que muito colaborou na sede do Centro da Fraternidade Rosacruz Sede Central do Brasil em São Paulo e também na já extinta Casa do Estudante Rosacruz em Campos do Jordão. Várias vezes seu neto a acompanhava desde seus aproximadamente 8 anos em ambos os lugares. Veja explicação das fotos aqui


03/04/2026

PÁSCOA: Nossos Degraus Evolutivos

Por Jonas Taucci

Encontramo-nos de passagem sobre a Terra.

A verdadeira morada do espírito é o Lar Celestial, nossos esforços devem ser dirigidos a isto. O propósito de nossas sucessivas vidas aqui é o amalgamento de nossa vivencias e a finalidade destas, em amadurecimento espiritual: a vida nos ensina lições e assimilando-as iremos em direção da real moradia.

Nosso amadurecimento espiritual determina – concomitantemente - a libertação final de Cristo de sua “prisão terrestre”, a Trajetória Anual do Cristo, sobejamente conhecida pelo aspirante rosacruz. Nesta época do ano as igrejas cristãs enfatizam os sofrimentos do calvário e o sacrifício do Cordeiro (Áries) de Deus em benefício do gênero humano, e sua ressureição. Todos os sermões e liturgias convergem para este tema: É Páscoa.

Meditando sobre o fato ocorrido a mais de dois mil anos atrás à luz dos Ensinamentos Rosacruzes, veremos que aquelas horas de intenso sofrimento, de Cristo no calvário, foram menores se comparadas com o que Ele suporta presentemente.

Carregar aquela cruz de madeira na agitada Jerusalém de vinte séculos passados ouvindo chacotas e insultos são ultrapassados pelo carregar a cruz de toda humanidade; esse madeiro gigantesco impregnado de todas as mazelas humanas.

Sacrifício maior para o Mais Alto Iniciado do Período Solar (Cristo) é permanecer ligado a um planeta como o nosso, de vibrações envoltas em egoísmo, inveja e ódio.

Cristo somente bradará o “Consumatum est” definitivo quando todos nós nos elevarmos espiritualmente e o liberarmos de sua missão na Terra. Na qualidade de seguidores dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, nossa responsabilidade torna-se gigantesca: cumpre-nos viver nossas vidas tão altruisticamente quanto seja possível, nos esforçando a que nenhum pensamento, palavras e ações agreguem baixas vibrações na Terra.

Verdadeiramente, na qualidade de seres humanos, estamos sujeitos a quedas e erros, mas nosso labor consiste em evitá-los, mantendo uma vigilância (Ora et Labora).

Ao cairmos, que não nos falte forças para o soerguimento e ajustamentos apropriados a canais de conduta.


Se a ocasião constitui-se própria para meditarmos como aliviar os sofrimentos do Cristo, também torna-se propícia a participarmos das alegrias da Páscoa: regozijarmos não apenas pelo auxílio Dele, mas também termos a consciência de que preciosas oportunidades de serviço nos são oferecidas diariamente.

Alegremo-nos – muito - por não sermos meros coadjuvantes, mas partícipes do processo da liberação do Cristo de sua jornada à Terra.

A Páscoa assinala a vitória da vida sobre a morte, do espírito sobre a matéria, do altruísmo sobre o egoísmo, da sincera amizade sobre a inveja e do amor sobre ódio.

Muito provavelmente estes preceitos inspiraram Max Heindel a escrever que “Para esses iluminados a Páscoa proporciona uma percepção profunda que todos os homens são peregrinos na Terra: que o verdadeiro lar do espírito é no Reino Celestial: e que para alcançar esse reino todos devem esforçar-se por aprender as Lições da Escola da Vida o mais depressa possível, o que possibilita a cada um buscar a aurora do dia que o libertará permanentemente da escravidão da Terra. Para tais iluminados a Páscoa simboliza a aurora de um dia feliz em que toda a humanidade – como também Cristo – estará permanentemente livre da opressiva confinação à materialidade, podendo então elevar-se aos Reinos Celestiais e tornarem-se pilares da fortaleza na Casa do Pai, onde não mais sairão” (Interpretação Mística da Páscoa – Capítulo I – O Cristo Cósmico).


A MANSÃO DOURADA


Não. Não deixarei mais meus pensamentos
se perderem nos labirintos do desespero.

Minha mente não habitará mais lugares sombrios
onde contendam os que não conhecem Deus.

Meus pensamentos estão construindo uma mansão
ampla, esplêndida e luminosa, com salões dourados.

Pois minha mente está sendo edificada cristicamente,
com tijolos leves de puro cristal.

Meus pensamentos ficarão firmemente ligados 
a Ele, Cristo e habitará a realeza divina.

Ambiente sereno e cheio de paz retrata 
minha mansão dourada onde reina a tranquilidade.


NOTAS

O texto acima retrata uma síntese de artigo publicado no Editorial da revista Serviço Rosacruz (Centro Rosacruz de São Paulo), edição de março/abril de 1987. O poema, autoria de Veda Burnaugh Collins (colaboradora da revista Rays from the Rose Cross), consta na edição de março de 1975, do referido órgão de divulgação dos Ensinamentos Rosacruzes da The Rosicrucian Fellowship, com tradução da Equipe Permanente de Tradutores Probacionistas da Fraternidade Rosacruz.

Ambos, texto e poema, foram lidos – respectivamente - pelos probacionistas Armando Tempera e Ana R. Tempera, no domingo de Páscoa, 31 de março de 1991, no Centro Rosacruz de Santo André.

A Páscoa também deve ser compreendida como RENOVAÇÃO; um ano astrológico termina (Piscis) e outro inicia-se (Áries), já que a Celebração Pascal calcula-se, também, pelo ingresso do Sol no signo ígneo e cardinal de Áries.

A renovação de nossos pensamentos, dizeres e ações temperados com o serviço amoroso e desinteressado aos nossos irmãos, ganha um impulso adicional nesta parte do ano.

Os Ensinamentos Rosacruzes possuem a natureza Aquariana, sendo Urano regente deste signo astrológico e ainda que não tenhamos em nosso Tema Natal a quadratura de Saturno com Urano, Elman Bacher (Estudos em astrologia - volume II capítulo IV – Urano: Liberta!) nos fala de sete conflitos entre este aspecto astrológico citado, tratando-se de um verdadeiro Compêndio Alquímico para que todos nós o realizemos, aludindo isto a uma RENOVAÇÃO:

- Velho contra o novo.
- Escravidão contra transcendência.
- Medo contra libertação.
- Instinto da segurança contra ânsia de aventura.
- Crença e raça contra universalidade.
- Tribo contra indivíduo.
- Ortodoxia contra realização.

Olhemos para o nosso interior, colocando, separadamente, cada um destes sete itens numa balança de dois pratos, separadamente, auferindo-os. Tiremos conclusões, renovemo-nos e, com a aplicação do discernimento, procuremos destilá-los diariamente munidos da fé de que - num futuro dia - vivenciaremos plenamente o que foi dito pelo profeta Isaías (58:10) aproximadamente em 700 A.C.

“Tua vida obscura será como o meio-dia