Christos anesti! de Icone
Bizantine Arbereshe - Fonte: Facebook (aqui)
por Jonas Taucci (*)
Muito utilizada após o advento da informática, a palavra ÍCONE é derivada do grego EIKON: aquilo que evoca um significado através de uma pintura, símbolo, gravura, signo ou marca.
Este verbete também designa – religiosamente e em sua grande maioria de origem grega e russa - retratos de Deus, Cristo, santos, profetas etc.. Ícones eram conhecidos como “a bíblia dos que não sabem ler”. Sua origem é bastante remota, cerca do ano 988 DC, na Rússia, em seus estilos artísticos mais conhecidos.
Helene Hoerni Jung (1914-2014, a filha de Carl Gustav Jung), em várias de suas obras considera significativa certas cores nos ícones, bem como chaves, objetos, portas, expressões corporais, e que não devemos entender ícone apenas como uma obra religiosa-artística, mas também como sendo mensagens pictóricas para a humanidade. A finalidade de cada ícone, segundo ela, é uma situação humana a ser desenvolvida internamente em cada um de nós.
A Sra. Helene Jung em seu livro “Maria, Imagem do Feminino”, subjetivamente descreve e analisa de forma minuciosa mais de uma dezena de ícones (inclusive o abaixo) sobre a mãe de Jesus: do nascimento de Maria à sua morte, alicerçada em passagens dos evangelhos canônicos e apócrifos, além de orações antiquíssimas.
Ícones são encontradas em igrejas, principalmente ortodoxas, museus e reproduções em várias lojas de artes e livrarias religiosas.
O ícone acima, do russo Andrei Rublev (1360-1430), encontra-se no Mosteiro da Trindade de São Sérgio na cidade de Sagork e retrata o local de sepultamento de Cristo; o famoso pintor certamente se baseou no 16º capítulo do Evangelho de Marcos para realizar esta obra, que nos mostra a pedra removida e o túmulo sem o corpo de Cristo que ressuscitou, além de Maria Madalena, Maria (mãe de Tiago), Salomé e um anjo.
Isto pode ser analisado à LUZ DOS ENSINAMENTOS ROSACRUZES:
Ainda estamos sob as vibrações do última Páscoa, e seria oportuno uma meditação sobre:
-Quais são minhas “pedras internas” a serem removidas para que meu Cristo Interno possa nascer?
- Qual o significado de um "anjo" (divindade) sentado (sobrepondo-se) na pedra (materialidade)?
Em tempos de Páscoa o aspirante Rosacruz vê salientada a realidade de que o mundo espiritual constitui a verdadeira casa do espírito, sendo suas peregrinações na Terra, lições a serem aprendidas e assimiladas, onde o resultado será o ESPÍRITO QUE SE APERFEIÇOOU e se tornará assim um pilar na Mansão do Pai, de onde não voltará as sair.
A cruz representa o símbolo do homem na trilha da evolução: crucificar nossa natureza inferior (egoísmo), negando a si próprio (personalidade), para se libertar da matéria (pedra), e desta forma desabrochar o Cristo Interno (ressurreição).
Após a crucificação, Cristo se tornou o Espírito Planetário da Terra. A pressão da coroa de espinhos e dos cinco ferimentos de seu corpo físico, no sangue que jorrou destes centros vitais, penetrou nosso planeta, libertando Cristo do veículo físico de Jesus, tornando-se assim o Espírito Interno da Terra; neste instante, esta foi permeada com seu veículo de Desejos que assim ”lavou os pecados do mundo”, embora não os de cada indivíduo. Desta forma, purificou-se o corpo de Desejos da Terra, libertando-a das influências maléficas que se haviam acumuladas.
A partir de então, todos os que se esforçarem por purificarem (“remoção de pedras internas”) seus corpos (Denso, Vital, Desejos e Mente) terão acesso ao nascimento de seu Cristo Interno.
Desde a crucificação, a responsabilidade do controle e direção da Terra passou de Jeová para Cristo, e do exterior para o interior de nosso planeta. O véu do Templo foi rasgado (a iniciação abriu-se a todos os dignos de a receber).
Em consequência deste extraordinário sacrifício, Cristo agora vive parte do ano limitado à Terra; cada um de nossos pensamentos, palavras e atos irá aumentar ou diminuir seu sofrimento.
Eis a razão do motivo central de todos os ensinamentos da Fraternidade Rosacruz, ser o de amar e auxiliar nossos semelhantes.
(*) Resumo de uma palestra realizada nos Centros Rosacruzes de São Paulo e Santo André, no ano 2.000 (ano de comemoração do 45º aniversário de fundação destes Centros). Palestra baseada na Lição Mensal do Estudante (Oceanside), dezembro de 1978 – “Cristo, Contexto de Sua Vinda e Missão”.




