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09/08/2020

Conscientização

“Assim como há várias estações climáticas durante o ano, há também, em nossas vidas, diferentes estações.


Ocasionalmente, uma estação pode propiciar um crescimento mais acelerado em certos aspectos que outros; podemos ter, durante esse período, maior fluxo de energia vital e criatividade que nos levam a conseguir realizar muitos feitos. Há outros períodos que nos convidam a um recolhimento, um descanso restaurador, no qual permanecemos mais quietos e contemplativos. Mesmo que, aparentemente, nada esteja acontecendo dentro de nós e ao redor de nós, na verdade, está havendo um trabalho e um crescimento, em outro nível, mas não menos importante.


Pelas mudanças que ocorrem em nós e à nossa volta, crescemos sempre, em vários sentidos. Existe um tempo mais dedicado à construção material de nossas vidas, enquanto existe outro para a formação de um maior alicerce espiritual. Um período de descanso e recolhimento é tão importante quanto aquele de grande atividade externa. Nos períodos de quietude, estamos preparando-nos para uma adequada atuação posterior.


Tornamo-nos cada vez mais conscientes de nossa conexão com o espírito de Deus. Deste período de maior consciência espiritual, um novo eu ressurge e ficamos muito mais próximos das promessas divinas que já existem para nós.


Orar, meditar a verdade a nosso respeito, reconhecer a natureza ilusória do erro; abrir-nos à inspiração do Cristo, são os meios d'Ele exprimir-Se em nós para conquistarmos o êxito, a saúde e a prosperidade! ”


Este texto foi extraído de uma circular do serviço de cura da Fraternidade Rosacruz distribuído a qualquer que nele esteja inscrito, seja estudante ou não da organização e por várias vezes foi editado nas revistas “Rays from the Rose Cross”. Nele não se utiliza termos da nomenclatura rosacruz, mas o convite que nos faz de forma clara e direta, pode determinar muito desenvolvimento espiritual, se o aceitarmos.


Assim como é com os indivíduos, assim também com toda a Humanidade. Vez por outra os seres humanos são convidados à aquietação para o bem de sua evolução. Convite não aceito, medidas mais restritivas aparecem. Deve ser o caso dessa pandemia.


Talvez a lição seja para relembrarmos que a fase da busca pela materialidade, pelo progresso exterior está findo, como bem nos mostra o diagrama 8 do Conceito Rosacruz do Cosmos, e mais ainda, porque, como sempre dizia um irmão em suas palestras: “nada e ninguém detém a evolução”.


Mais sobre Consciência e nosso processo evolutivo

A Gravitação Espiritual: 

A Expansão da Consciência

Abaixo o Diagrama 8 do Conceito Rosacruz do Cosmos


29/07/2018

Travessia

Como se vê destacado em vermelho e amarelo diagrama 14, Cristo-Jesus possuía os doze veículos que formam uma ininterrupta cadeia desde o Mundo Físico até o próprio Trono de Deus. Portanto, Ele é o único Ser do Universo que está em contato, ao mesmo tempo, com Deus e com o homem. Cap. XV do Conceito, subt. Jesus e Cristo-Jesus. Diagrama 14 original aqui 

por Gilberto Silos
A peregrinação do Espírito evoluinte é uma longa travessia. Travessia é, também, a vida, o dia, a circunstância...

Em períodos infinitamente grandes até aos mais fugazes, o Eterno espírito está sempre transitando, recolhendo meios para realização de seu destino: a dinamização das faculdades latentes, que o torne à estatura d'Aquele que o emanou.

Em toda a literatura espiritualista, quer esotérica, quer exotérica, figuram sempre, como expressivo símbolo, as travessias: as viagens, o êxodo, atravessar rios e mares, etc. É sempre alegoria de transições de consciência, no processo de expansão do ser e de um povo.

O caminho a percorrer está sempre dentro de nós. Nunca é externo. O exterior é simples meio, para atingirmos o fim, que é a realização interna. O caminho não é marcado por distância, senão por expansão de consciência. Por isso disse o Cristo: "EU SOU O CAMINHO...". Ninguém pode chegar à união com o Pai Universal, com o Criador, senão pelo encontro e expansão do Eu interno. Pelo semelhante atingimos o semelhante. Pelo dessemelhante nos isolamos e nos afastamos: tal é o sentido de religião e de queda: uma questão vibratória.

Deus, no céu (supremo, elevado) é Luz, é Vida (em vibração mais alta). Satanás (o adversário, em nós, a natureza inferior), no inferno (inferior estado de consciência) é treva, é morte.
Na mitologia greco-romana temos o relato do mergulho do espírito na matéria e as transições pelas quais poderá alcançar as delícias de Eliseu — a ilha dos escolhidos e dos heróis — que se distinguiram na batalha da vida, nos desafios da evolução.

Quando Júpiter dividiu seu Reino, coube a Plutão o governo do Hades. Ele raptou Prosérpina (Perséfone) para sua esposa. Hermes (Mercúrio) levava para o Hades os mortos e os entregava às margens do primeiro rio (rio Estige= tenebroso) ao barqueiro Caronte que os atravessava e, na margem oposta os deixava sob a vigilância do cão Cérbero (de três cabeças), para que de lá não fugissem.   Os maus sofriam castigos de remorso e o suplício da Hidra, serpente de 50 cabeças.

O Hades tinha cinco rios: o Estige (tenebroso); Aqueronte (das penas); Flégeton (do fogo); Cocito (dos lamentos) e Lete (do esque­cimento).

Uma interpretação do séc. XIX para a figura de Caronte, provavelmente para uma edição da Divina Comédia, pelo pintor russo Alexander Litovchenko. (Museu de St.Petersburg). 

Mito não é fantasia, e sim uma alegoria. Aqui temos o relato de como a Centelha divina mergulhou no esquema evolutivo, envolvendo-se sucessivamente nos corpos que formou, com auxílio das Hierarquias Criadoras, (Prosérpina raptada às regiões inferiores), unindo-se à Morte (Plutão, regente de Escorpião, correspondente à oitava casa, da morte), isto é, perdendo consciência de Si próprio e identificando-se como um ser humano, aparentemente separado e à parte do Espírito.

Quem nos mantém nessa ilusão é o intelecto condicionado (Hermes), cada vez que renascemos (voltamos aos planos inferiores) e somos vin­culados aos átomos-semente dos três corpos (Cérbero, cão de três cabeças).

Pelo mau uso do sexo (suplício da Hidra, relativa a Câncer, que governa a vida geradora) e ignorantes transgressões (que provocam os remorsos) vamos despertando a consciência pela dor inevitável, (Lei de Conseqüência).

A maioria da humanidade vive mergulhada como num sono (irmão gêmeo da morte, que habitava o Hades) gerando os sonhos (vida irreal) e julgando-se o que não é (Morfeu, o criador das formas nos sonhos). Oportuno é lembrar que, no mito, o sono e seu filho Morfeu trazem na mão uma papoula, da qual se extrai o ópio, símbolo da inconsciência em que mergulhamos.