22/04/2018

A Conquista da Liberdade



Dentro de cada ser humano há um impulso para a liberdade. Manifesta-se às vezes como um alegre convite para "subir um degrau acima". Este impulso interno tem sido chamado "o descontentamento divino", que incita ao espírito conquistador a seguir adiante, para cima e para sempre. Este impulso é também responsável por nosso progresso no caminho espiral da evolução. Veja letra do hino ao signo de Àries, signo que representa o começo de um novo ciclo. (aqui)

Provavelmente não há maneira melhor de determinar até onde chegou alguém no caminho espiritual, do que considerando o grau de sua aspiração à liberdade, indicado pelo zelo com que se esforça em sua vida diária a fim de alcançar tal liberdade.

Mas aqui necessitamos decidir exatamente o que queremos dizer com a palavra liberdade. Liberdade de que ou para que? É uma interrogação lógica. Existem dois pontos de vista principais que podemos usar para obter uma perspectiva satisfatória deste polêmico tema.

02/04/2018

O Significado da Cruz

PERGUNTA: Qual o significado da cruz? Será simplesmente um instrumento de tortura como se ensina geralmente na religião ortodoxa?

RESPOSTA: Como todos os outros símbolos, os significados da cruz são vários. Platão revelou um destes significados ao afirmar “A Alma do Mundo está crucificada”, isto é, temos quatro reinos no mundo o mineral, o vegetal, o animal e o humano.

O reino mineral anima toda substância química de qualquer classe que seja, de forma que a cruz constituída por qualquer material é primeiramente um símbolo desse reino.

O braço vertical inferior da cruz é um símbolo do reino vegetal, porque as correntes dos espíritos grupo que vivificam as plantas vêm do centro da terra, onde estes espíritos-grupo se localizam elevando-se em direção à periferia do nosso planeta e ao espaço.

O braço superior da cruz é o símbolo do homem, porque as correntes de vida do reino humano fluem para baixo, vindas do Sol, através da espinha vertical. Assim, o homem é a planta invertida, pois da mesma forma que a planta absorve seu alimento pela raiz, fazendo-o fluir para cima, o homem também ingere a sua alimentação pela cabeça, dirigindo-a para baixo. A planta, casta, pura e desprovida de paixão, dirige seu órgão criador, a flor, franca e castamente em direção ao Sol, algo realmente lindo e encantador. O homem dirige o seu órgão gerador ardente de paixão em direção à terra. Inala o oxigênio, dador da vida, e exala o tóxico gás carbônico. A planta absorve o veneno exalado pelo homem, construindo seu corpo com ele, devolvendo-lhe o elixir da vida, o oxigênio purificado.

Entre os reinos vegetal e humano encontra-se o animal com a espinha horizontal, e nesta espinha as correntes de vida do espírito-grupo animal movimentam-se à medida que giram em volta do nosso globo. Consequentemente, o braço horizontal da cruz é o símbolo do reino animal.

No esoterismo, a cruz nunca foi considerada como um instrumento de tortura, e só a partir do sexto século é que representou-se o Cristo crucificado em quadros. Antes daquele período, o símbolo do Cristo era uma cruz e um cordeiro repousando aos seus pés para transmitir a ideia que, no momento em que Cristo nasceu, o Sol no equinócio vernal atravessava o Equador no signo de Áries, o Cordeiro. Os símbolos das diferentes religiões sempre foram concebidos desse modo. No período em que o Sol, por precessão, cruzou o equinócio vernal do signo Taurus, o Touro, uma religião surgiu no Egito, onde se cultuava o touro Ápis, de modo semelhante e com o mesmo espírito que nós cultuamos hoje o Cordeiro de Deus. Numa época bem mais remota, ouvimos falar do deus escandinavo Thor conduzindo suas cabras gêmeas através do céu. Isso ocorreu no período em que o equinócio vernal se encontrava no signo Gemini, os Gêmeos. Na época do nascimento de Cristo, o equinócio vernal estava aproximadamente a 7 graus de Áries, o Cordeiro e, por esse motivo, o nosso Salvador foi chamado Cordeiro de Deus. Houve uma polêmica nos primeiros séculos a respeito de ser o cordeiro o símbolo do nosso Salvador. Alguns alegaram que o equinócio vernal no momento do Seu nascimento estava realmente no signo Pisces, os Peixes, e que o símbolo do nosso Salvador deveria ter sido um peixe. É em memória dessa controvérsia que a mitra de bispo assume ainda o formato da cabeça de um peixe.

Pergunta 100 do livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I Max Heindel