10 de ago. de 2022

IMAGINANDO SAÚDE

A Lei de Atração opera em todos os departamentos da vida e, portanto, mostra que em todos nós não há favoritos nem exceções, reunindo pessoas de caráter similar e também levando-as inevitavelmente a estados de saúde ou de enfermidade por força de condições de existências passadas geradas por pensamentos, palavras e ações.

A mente é o ele entre o Espirito e seus corpos que permitem ao Ego transmitir suas ordens pelo pensamento e pela palavra afim de que se produza a ação. Ela é o elemento focalizador, o elo pelo qual as ideias, envoltas pela imaginação do Espirito projetam-se no plano material. Primeiramente são pensamentos-forma, porém, quando o desejo de realizá-las possibilitam ao homem, vivenciá-las no mundo físico, tornam-se o que designamos como realidades “concretas”.

Embora possamos desejar saúde, somos, ao mesmo tempo, indulgentes com os pensamentos de temor, suspeição, impaciência, ciúmes e ódio.

Tais pensamentos antagônicos manifestar-se-ão como condições desarmoniosas em nossos corpos e em nosso ambiente, assim como contra as pessoas fazendo com que nossas auras se transformem em magnetos atrativos de pensamentos inferiores.

Ao contrário, pela manutenção de pensamentos e desejos reveladores de bondade, simpatia, confiança, fé, esperança e coragem, fazemo-los tornarem-se em realidade “concreta”.

“Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa forma, se há alguma virtude e se há algum louvor nisso pensai” Filipenses 4:8.


QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross" .Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". São distribuídos gratuitamente a todos os que se inscrevem no Serviço de Cura seja Estudantes ou não. Portanto são públicos. Se deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

6 de ago. de 2022

A Lei de Consequência e a Cura

 Sobre a imagem: veja nota final

Os Ensinamentos Rosacruzes às vezes parecem duros porque não são nada aduladores. O consolo fictício de nada serve: não há nada mais saudável do que a verdade. Uma das verdades fundamentais Rosacruzes é a "Lei de Consequência".

São Paulo a expressou perfeitamente em sua Epístola aos Gálatas, capítulo 6, versículo 7: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também colherá." A vida atual do indivíduo é precisamente o fruto dos anos já passados desta vida e das muitas vidas anteriores pelas quais cada um já passou para chegar a este estado físico, mental e espiritual. A vida atual é ao mesmo tempo fruto do passado e semente do futuro para cada um de nós.

Há certas consequências que se seguem aos fatos. Em conformidade com as leis da Natureza física e espiritual, mantém saúde; a desobediência traz enfermidade. Se semeamos ódio, colheremos amarguras; se semeamos bondade, colheremos simpatia e compreensão.

Dois males nunca retificam nada. Colhemos o que semeamos! A razão pela qual não há mais sinceridade, formosura e bondade no mundo e em nossas vidas, é que não temos semeado estas sementes. Lembre-se desta lei em todas as considerações de sua vida:

"COLHEREI JUSTAMENTE O QUE SEMEAR." Isto lhe admoestará contra a indiferença e o descuido. Não podemos desatender as leis de Deus e ficar ilesos.

Nem tudo o que semeamos de bem ou de mal dará seu fruto nesta vida terrena, porém, tarde ou cedo frutificará cada semente.

NOTAS:
Imagem: Capa de um livreto da FRATERNIDADE ROSACRUZ - Sede Central do Brasil da década de 90, cujo conteúdo é uma síntese de vários trechos da literatura de Max Heindel sobre o assunto título.

OBSA Lei de Consequência tem a finalidade de nos fazer conscientes da nossa responsabilidade espiritual e com isso evoluir. Para tanto trabalha conjuntamente com o PERDÃO DOS PECADOS, o que pode ser melhor entendido estudando-se a Evolução da Religião no Cap. XV do Conceito Rosacruz do Cosmos. 

Veja, também nessa estória de Prentiss Tucker (autor de "Na Terra dos Mortos que Vivem") uma forma romanceada de nos mostrar como atua a de  Lei de Consequência conjuntamente com a GRAÇA DIVINA. (VEJA AQUI)

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ


Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross" .Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". São distribuídos gratuitamente a todos os que se inscrevem no Serviço de Cura seja Estudantes ou não. Portanto são públicos. Se deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

POR QUE O FEZ DEUS?

por Prentiss Tucker(*)
"Mãe, por que Deus fez?" Mrs. Ruthers voltou sua cabeça e olhou a Robbie, seu filho de seis anos, sustentado por almofadas em sua pequena cadeira de rodas.

"Por que Ele fez o que, querido?"

"Por que Deus me fez assim, e não como os outros meninos?"

Os lábios da Sra. Ruthers tremeram ao voltar-se de novo ao tanque. Bobbie fez-lhe uma pergunta que havia transtornado sua própria mente muitas vezes e para a qual não havia encontrado resposta. Nasceu e era um bebê reto e forte e assim cresceu durante muitos meses, sendo o orgulho e alegria dela e do seu marido. Logo, por causas que o médico não pôde determinar apresentou-se lhe uma estranha afecção na medula espinhal, a qual se havia piorado até que agora, na idade de seis anos, Bobbie estava completamente paralisado de sua cintura para baixo.


Não muito tempo depois que esta paralisia o atacou, seu pai morreu repentinamente e sem deixar muita provisão para sua mãe e ele mesmo, de sorte que a Sra. Ruthers havia, desde então e com muito trabalho, ganho sua subsistência lavando roupa. Todo o santo dia Bobbie se sentava e a contemplava. Ela tratava de ser alegre, conversar e diverti-lo, ainda que seu coração sofria e seu corpo se sentia fatigado.

Sua pergunta era demais para ela. Ela não podia responder-lhe. Por que, mesmo, havia dado Deus tanto ao rico e tão pouco a ela? Porque havia Ele dado tanta saúde e força a outros meninos, enquanto seu próprio pequeno Bobbie, tão paciente, tão doce, estava condenado a uma morte em vida, sem esperança nem ajuda? Ela, por si, nunca afligiria a ninguém de tal maneira, nem ainda o seu pior inimigo, muito menos a um menino pequeno. Sem dúvida, as pessoas caridosas que a visitavam, lhe diziam que essa era a vontade de Deus e que Ele havia enviado esta aflição porque pensava que era bom para ela. Haviam muitas provas para ensinar-lhe a ser paciente. Por que seu pequeno Bobbie tinha que sofrer deste modo? Se a paciência era uma coisa tão boa para ele, que de todas as maneiras, era paciente por natureza, por que não era enviada uma lição parecida à outros que ela conhecia, e que tinham mais necessidade dela?

"Eu não sei, lindo", respondeu ela. "Talvez algum dia poderemos averiguá-lo, quando vamos ao Outro País ao qual Papai havia ido".

"O outro País". Ela sempre estava falando de "Outro País". Bobbie perguntava-se, se podia chegar a esse País em algum desses grandes automóveis que algumas vezes via passar quando sua cadeira era colocada perto da janela. Seu pai havia ido lá, segundo sabia, e não havia regressado. Também ele se perguntava por que seu pai quis ficar lá e não regressar. Porém, ele não falava disto, porque havia notado que isto fazia sua mãe chorar, mas dizia-se que, algum dia, se chegava a ser grande, sairia de sua cadeira de rodas e começaria a buscar esse Outro País, e ver se podia encontrar seu pai e persuadi-lo a regressar.

Aquela noite sua mãe trabalhou até muito tarde, e ele dormiu profundamente em sua pequena cama quando ela foi se deitar, tendo todo corpo dolorido pelo trabalho do dia, contudo preocupado pela pergunta do seu pequeno, a qual ela não podia responder.

Havia apenas tocado com sua cabeça a almofada, segundo recordava, quando o quarto se iluminou e mirou surpreendida a uma bela mulher parada junto a sua cama.

Era uma mulher a quem nunca havia visto antes, porém seu sorriso era tão doce e bondoso que, quando ela lhe tomou a mão e lhe disse "Vem", à mãe de Bobbie nem ocorreu a ideia de ter medo.

Ademais, a voz desta estranha mulher soava como campainhas de prata, formosa e belamente.

A mãe do Bobbie se levantou, sem nenhum esforço, e ao fazê-lo notou que estava levantando-se, obedecendo a palavra harmoniosa da estranha mulher, sem embargo, seu corpo continuava deitado na cama. Este outro eu dela, o eu que estava levantando-se era um eu diferente, um eu que era mais jovem e mais forte, muito descansada e livre de dor. Olhou para trás por um momento ao eu que estava deitado na cama, e sentiu pena por ele, porque sabia quão cansado e dolorido estava. Porém, estava dormindo agora, enquanto ela - seu verdadeiro eu se sentia tão viva por ela, flutuando e elevando-se para um lugar onde a luz era tão brilhante como se fosse de dia, ainda que ela não pôde ver sol nenhum.

Ao sentir-se flutuando, ligeira e feliz, e cheia de força e com sensação agradável por não ter nenhuma dor nem mal-estar, a Dama começou a falar-lhe, e era como se alguma música bela estivesse sendo tocada ao seu redor. Logo houve outros seres que vinham a flutuar perto delas, seres formosos que lhe sorriam e pareciam ser bondosos e gentis, cheios de amor.

A misteriosa Dama estava lhe dizendo as razões pelas quais sua vida era como era, e por que Bobbie tinha que sofrer como estava sofrendo, e que não era a vontade de Deus este sofrimento, senão a realização de um Grande Plano. Conforme a Dama falava, a mãe do Bobbie começou a compreender. Tudo trabalha de acordo com a Grande Lei, porém, a Grande Lei é uma Lei de Amor e algumas vezes tem que nos produzir sofrimento até que compreendamos que a Lei do Amor é a Lei do Universo. Aprendeu que quando fazemos dano a outros, atraímos sofrimento a nós mesmos em vidas futuras, então, ela soube que numa vida anterior distante, Bobbie havia feito o que não era bom, e isto se refletia sobre ele nesta vida, fazendo sofrer seu próprio corpo.

Começou a ver que o fim de todo sofrimento é bom, ainda quando pode ser duro reconhecê-lo assim, quando estamos sofrendo. Sem dúvida, isto é certo, e desta maneira Deus está transformando o mal em bem, a seu modo próprio e perfeito.

Quando houve compreendido tudo isto, chorou de felicidade, e suas primeiras palavras foram: "Oh, então Deus nos ama apesar de tudo! A Dama olhou-a e sorriu de uma forma doce, porém um tanto triste.

"Sim, Ele a ama certamente", disse a Dama gentilmente, "e vê-la sofrer é algo que O faz sofrer. Porém, agora você compreende por que as coisas são assim, e como terminarão".

Na manhã seguinte, quando a mãe de Bobbie despertou, ela se sentia tão descansada e feliz, que cantou alegremente e tratou de explicar a Bobbie como era, ainda que não pôde recordar de tudo o que a Dama lhe disse. Contou-lhe que a voz da Dama era doce e suave e clara como o som de campainha de prata, e que ela havia lhe explicado por que a gente tem que sofrer (alguns mais que outros). Ainda que ela não pôde recordar toda a explicação, ela sabia, sem dúvida, que havia estado perfeitamente clara para ela, e que tudo era justo, ainda a paralisia de Bobbie. Sabia que alguma vez compreenderia perfeitamente, e saberia o que eles haviam feito em vidas anteriores para acarretar tais sofrimentos. Ao menos pôde ela recordar como, quando as palavras da Dama Misteriosa Ihe haviam feito ver tudo tão claro, ela começou a rir, e estava meio chorosa pela alegria que tudo isto lhe causava.

"Oh! Então é nossa própria culpa, e Deus nos ama depois de tudo!" Por isso havia chorado, e ela pôde recordar em meio das lágrimas e risos e suspiros, e tudo porque ela se sentia feliz de tudo o que a Dama lhe disse.

Ela pôde recordar também em que forma lhe havia sorrido a Dama tão gentil e amorosamente, e que lhe havia dito: "Sim, Pequena Irmã, Nosso Pai nos ama a todos, e o que sofremos não é por Sua Vontade, senão por nossos próprios erros. Não importa quanto nos afastamos de Seu Caminho, Seu Amor está sempre conosco".

Porém, o tempo passou e a paralisia de Bobbie piorou cada vez mais e ambos, ele e sua mãe, souberam que a partida estava perto. Ninguém se atrevia a falar disso por temor de fazer sofrer ao outro, as sim que sempre falavam de outras coisas, e tratavam de rir ainda quando parecesse pouco digno de riso.

Um dia de primavera, Bobbie se despertou de uma sesta no momento mesmo em que sua mãe entrava no quarto com um fardo de roupa. Seguindo-a veio uma bela dama vestida com o mais esquisito traje que ele havia visto alguma vez, e com uma luz que resplandecia em volta dela. Bobbie gritou: "Oh, Mãe! olha" porque ele pensou que sua mãe não conhecia a bela dama que estava atrás dela. 
Então ele estendeu seus braços e exclamou de novo: "Oh, Mãe, olha! A Dama formosa veio contigo". Sua mãe soube num instante o que isto significava, por que quando ela voltou a ver em seu torno, ouvindo a exclamação do Bobbie, não pôde ver nada. Correu e abraçou a seu pequeno Bobbie, enquanto seu coração dava um sobressalto de medo. Tinha medo de deixá-lo ir, ainda que isto significava alívio de dores para ele, e ainda que ela sabia que tão formosa Dama não podia magoar o seu filho.

Quando ela o pegou em seus braços e sentiu seu pequeno corpo tremer, soube que Bobbie havia partido com a Dama - que sua paralisia e dor eram agora coisas do passado. Porém, seu coração penava pela solidão, ainda quando ela estava segura que a Senda do Pai era a melhor.

Tudo foi muito duro para ela. Podia saber que tudo era por algo melhor e de acordo com a Grande Plano, porém, lhe doía o coração e se sentia muito só pela ausência de seu pequeno filho, como se estivesse desamparado. Ele era tudo o que tinha, e agora o havia perdido. O Grande Plano parecia muito frio, sem sentimento e sem coração.

Adormecia essa noite com estes pensamentos de rebeldia em sua mente, e quase com uma censura para Deus em seus lábios. Porém, em seu sonho, a Misteriosa Dama veio outra vez, e com ela estava Bobbie, já não tolhido, senão direito, forte e feliz. A Dama lhe explicou tudo de novo, gentilmente, porém, quando despertou de manhã não pode recordar muito da explicação por causa do júbilo de haver visto a Bobbie tão bem e tão feliz. Sem dúvida, havia algo que ela podia se lembrar, e era a forma em que a Dama lhe havia feito sentir que o Grande Plano não é tão frio nem tão sem coração, senão cheio de amor e de esperança. Isto era um pedacinho do trabalho feito por aqueles que servem ao Rei.

Traduzido da "Rays from the Rose Cross, dez.1929
NOTA: Prentiss Tucker é autor do livro: Na Terra dos Mortos que Vivem que pode ser baixado ou online aqui ou adquirido impresso aqui

23 de jul. de 2022

UMA VIDA SUBLIME

 
A 23 de julho de 1865, nascia na fria Copenhague, capital da Dinamarca, um nobre solar, o menino Carl Louis Von Grasshof.

Quarenta e quatro anos mais tarde, já longe de sua pátria e com o simples nome de Max Heindel, essa predestinada criatura recebia uma sublime missão: ser o mensageiro dos Irmãos Maiores, o transmissor dos Ensinamentos Rosacruzes para o mundo ocidental.

Qual foi o merecimento de tão elevado encargo? Sem dúvida alguma seu indescritível impulso interno de encontrar a verdade, o seu virtuoso caráter e constância, o seu amor para com os seus semelhantes. Mesmo em contato com a mais profunda verdade, não ficou satisfeito enquanto não transmitiu (mesmo sob tremendos sacrifícios) esses luminosos Ensinamentos ao mundo. Foi levada a público a maravilhosa Filosofia Rosacruz, explicando com meridiana clareza os mistérios da vida, dando-nos fé consolo e esperança em uma vida futura.

Que valioso privilégio nos concederam os Irmãos Maiores através de Max Heindel. Ele plantou uma fecunda semente - a Fraternidade Rosacruz - que germinou, cresceu, tornou-se frondosa árvore, floresceu e frutificou. Sob ela nos abrigamos. Suas flores perfumam nossas vidas e seus saborosos frutos alimentam nossa alma.

Bem sabemos e avaliamos a responsabilidade que nos cabe, pois "a quem muito foi dado, muito lhe será pedido". Embora ainda sejamos imperfeitos, podemos nos converter em Auxiliares dos Irmãos Maiores, "Pregando o Evangelho" e "Curando os Enfermos". Que missão mais sublime podemos aspirar do que ajudar as criaturas de Deus e a Evolução do mundo? Riquezas materiais, honras e glórias são bens temporais e efêmeros; porém, os valores espirituais são o tesouro da alma (a traça não rói e a ferrugem não destrói) e jamais os perderemos.

O Conceito Rosacruz do Cosmos e a Bíblia nos ensinam que Cristo abriu o "Caminho" para todos. Suas irradiações espirituais procuram tocar o coração, despertando o Espírito, e impulsionando-o à ação. Esforcemo-nos, pois até o limite de nossas capacidades para nos tornarmos receptivos a essas elevadas vibrações. Harmonizemo-nos com os princípios da nova Era, como Cristo nos ensinou, e como nos foi delineado por nosso Irmão Max Heindel. Elevemos nosso profundo sentimento de gratidão ao Pai Celestial a aos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, pelas bênçãos que recebemos através desse lluminado Amigo.

Mais tributos e biografias de Max Heindel veja aqui

8 de jul. de 2022

FÉ ATIVA

Jesus curando um cego de nascença, El Grecco, 

Conta-se a história de uma vila que sofreu uma seca prolongada. Seus habitantes resolveram se reunir em um descampado para orar pedindo chuva. No tempo marcado todos compareceram, com exceção de uma menina. Pouco depois ela foi vista correndo ao encontro dos outros. Ela atrasou-se, porque tinha voltado à casa para apanhar um objeto que ninguém mais julgara necessário um guarda-chuva. Com que frequência, nós, como todos os habitantes daquela vila, deixamos nossa fé ficar em estado passivo!

Webster define fé como "o reconhecimento das realidades espirituais e dos princípios morais como sendo da mais alta autoridade e de supremo valor". Quem, entre nós, poderia desprezar a importância da fé na prece para obter a cura espiritual? Quais seriam nossas palavras, se tivéssemos de descrever o nosso sentimento interior enquanto oramos ao nosso Pai Celestial pedindo cura espiritual? Estamos indiferentes ou esperançosos, serenos em nossa fé que Deus ouvirá nossa prece? Ou, permitimos a nós mesmos ficarmos passivos e inertes, apenas pronunciando as palavras da prece? Todos sabemos, por certo, que tal estado de letargia interna enquanto oramos, jamais "moverá montanhas".

A fé é sempre ativa, completa em si mesma; ato é atuada nem afetada por nenhuma força nem agente exterior, levando em si mesma sua própria força motriz. Max Heindel em seus escritos, lembra-nos o aviso de São Thiago 2: 17/18: "Assim também a fé se não tiver obras, é morta em si mesma. Dirá, então alguém: "Tu tens a fé e eu tenho as obras: mostra-me a tua fé sem obras e eu, pelas obras te mostrarei a minha fé".

Em todos os casos em que Cristo curou alguém, esta pessoa deveria fazer alguma coisa; tinha de cooperar ativamente com o Grande Curador, antes que sua cura se efetivasse. Em um caso, Ele disse: "Estende tua mão" e quando o homem assim fez, sua mão ficou curada. Em todos os casos houve cooperação ativa da parte daquele a ser curado. Eram obrigações simples, mas assim mesmo, teriam de ser cumpridas para que o espírito de obediência auxiliasse no trabalho de cura. Atualmente essa cooperação ativa é tão necessária para quem espera a cura espiritual, como o foi no tempo de Cristo.

 QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross" .Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". São distribuídos gratuitamente a todos os que se inscrevem no Serviço de Cura seja Estudantes ou não. Portanto são públicos. Se deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

6 de jul. de 2022

SOBRE AS DÍVIDAS DO DESTINO

por Jonas Taucci (*)
Cada um de nós – Espíritos Virginais – forja seu próprio destino consoante seus pensamentos, palavras e ações; ao mesmo tempo possui o livre arbítrio e o poder de recusar a prática de cessar suas mazelas.

Os signos zodiacais, planetas e casas astrológicas são conhecidas como “O Relógio do Destino” e desta forma o horóscopo indica nossas tendências que também podem ser ativadas em tempos específicos (trânsitos, progressões, lunações)

Contudo – e isto é importantíssimo – há um fator que jamais devemos esquecer:

O que um horóscopo não indica é a vontade humana e a dimensão no qual o indivíduo se esforçará ao lidar com as circunstâncias que lhe apresentam.

Apesar do fato de alguma parte do destino que tenhamos criado para nós ser inevitável, possuímos a prerrogativa de mudar um destino conflitante no grau que sejamos capazes, por meio de uma vida de boas ações.

O domínio de si mesmo constitui-se na marca de nossa Divindade e nunca – em hipótese alguma – estaremos predestinados a praticar a maldade, e mesmo o cumprimento de um destino maduro íngreme não obriga, absolutamente a cometermos tais atos.

Egoísmo, inveja, culto à personalidade, ódio etc. não significam automaticamente as mesmas características em vida futura: as experiências purgatoriais expiam nossas mazelas, ou boa parte delas. Desta forma quando numa vida subsequente for dada oportunidades de corrigir erros passados ou sermos provado se aprendemos lições, podemos demonstrar isso por uma postura Crística.

Se assim o fizermos, estaremos dando um grande passo na evolução.

Entretanto, se recusarmos, mais dolorosa será nossa passagem na Região Purgatorial, e lições mais duras em futuras vidas.

Desta forma, lenta, mas seguramente, os Espíritos Virginais se fazem melhor. 
Existe outro ponto importante:

Trata-se de um fato verdadeiro que muitas pessoas que vivem uma vida abnegada ao serviço de seus semelhantes, parecerem possuir uma vida de agruras e dificuldades diversas.

Há um lado oculto nisso:

Estas pessoas estão realizando um trabalho de nivelar os débitos do destino, tanto quanto possam suportar, sob supervisão dos Anjos do Destino, (veja nota final) com a finalidade de acelerar sua evolução; podem passar por situações extremamente penosas, mas estão aliadas ao amor pelo próximo; em vidas futuras terão LUZ EM ABUNDÂNCIA.

Abaixo um excelente tema para meditação:

A grande maioria das pessoas que estudam astrologia, com certeza fez o levantamento do Tema Natal (horóscopo) de parentes próximos (pais, esposa, esposo, irmão, irmã etc.), e desta proximidade pode determinar no comportamento destas pessoas – durante anos e décadas - seus respectivos aspectos astrológicos.

Existe a possibilidade de alguns aspectos (certas conjunções, quadraturas, oposições, ou localização de planetas em signos ou casas) nunca terem sido vivenciados. Muito provavelmente estaremos diante do livre arbítrio desta pessoa, alicerçado numa enorme força de vontade, não determinada pelo astrólogo.

Certamente nosso destino passado, de forma alguma constitui-se no único fator regulador e controlador de nossas vidas, e nunca, sob hipótese alguma devemos nos esquecer da GRAÇA DIVINA (há uma Lição Mensal do Estudante, Oceanside – unicamente sobre este assunto, que será retratada futuramente).

Determinar, num horóscopo, o que se trata de Destino Maduro, superlatividade de livre arbítrio, e a GRAÇA DIVINA, unicamente podem ser determinado por um astrólogo clarividente.

Há aspectos (harmoniosos e conflitantes), localizações planetárias em casas e signos zodiacais, que acompanham a pessoa não apenas em UMA VIDA; unicamente o astrólogo com a qualificação acima, pode determinar isto.

Vemos assim, a complexidade no que se refere a Dívidas do Destino, entretanto tenhamos a certeza de que os ANJOS DO DESTINO (veja nota final) estão supervisionando estas operações.

O MAIS IMPORTANTE: Sob os preceitos do Cristo não são geradas dívidas do destino, ao menos para aqueles que vivenciam estes preceitos.

(*) Palestra realizada nos Centros Rosacruzes de São Paulo e Santo André, no mês de julho, ano 1.986, durante a “Semana Max Heindel”, em homenagem ao fundador da Fraternidade Rosacruz, por ocasião de seu 121º aniversário de nascimento, baseada na Lição Mensal do Estudante – Sede Mundial – Oceanside – Abril de 1.978 – As Operações do Destino.    

NOTA: Saiba mais sobre os Anjos do Destino nos links abaixo:

Uma Pintura Aquariana (aqui) e Anjos do Destino (aqui)

28 de jun. de 2022

Fruto do Espirito

Icone O Semeador 

Cada prece consciente e sincera, cada exercício diário de comunhão com Deus, é uma semente preciosa que plantamos, para uma abundante colheita de bem, porque é amor, paz, paciência, benevolência, bondade, fidelidade, gentileza e autodomínio. Podemos desejar melhores fundamentos para nossa felicidade?

Somos o próprio semeador citado na parábola evangélica. O campo é o nosso íntimo, isto é, o nosso terreno espiritual, o mental, o emocional e o físico. Os frutos são da mesma natureza das sementes que Deus já pôs em nós. E ao ter as nossas próprias colheitas, poderemos reparti-las com os demais. Com a ajuda do nosso Cristo Interno aprenderemos a ser mais amorosos, alegres, pacificadores, pacientes, compreensivos, benevolentes, fiéis, gentis e equilibrados.

Cada dia procuremos exercer uma dessas virtudes, cultivando uma nova mente e um novo coração. E, quando os outros virem em nós essas qualidades, recebê-las-ão naturalmente e sem resistência, sem que lhes digamos nada.

"O fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, benevolência, bondade, fidelidade, modéstia, gentileza e autodomínio ". (Galatas 5: 22, 23).


QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ


Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross" .Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". São distribuídos gratuitamente a todos os que se inscrevem no Serviço de Cura seja Estudantes ou não. Portanto são públicos. Se deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

11 de jun. de 2022

A Vitória que Vence o Mundo: Nossa Fé


Sabemos das lutas que todos nós sustentamos para desenraizar as faltas e os maus hábitos que, estamos convencidos, prejudicam a saúde e destroem a felicidade. Deus não nos livra da tentação porque nunca desenvolveríamos força, a menos que aprendamos a usar o poder que já possuímos e assim o aumentemos.

Confiando em nós mesmos, e nos opondo ao mal de forma decidida nos surpreenderemos com os resultados. 

A pode triunfar sobre qualquer circunstância adversa, e se nos forçássemos em fazer hoje as coisas difíceis, pela FÈ fortalecida na oração, experimentaríamos uma alegria incalculável. Mesmo as pequenas coisas que fizermos ou qualquer ato de abnegação, nos infundiriam um gosto e um gozo na vida, antes desconhecidos.

Enquanto nos esforçamos em vencer as dificuldades e em servir aos demais, a saúde melhorará notavelmente, pelo contentamento e pelas boas obras. Esta é uma Lei Cósmica da Vida: a bondade e o serviço atraem para nós a saúde e a prosperidade.

Em Deus nos movemos e temos o nosso ser, e em conformidade com Suas Leis, encontraremos saúde e paz.

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ


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4 de jun. de 2022

O GUARDIÃO DO UMBRAL

por Jonas Taucci
Numa conversa com o probacionista Antônio Munhoz, no primeiro semestre de 1.988, notamos que palestras sobre o Guardião do Umbral raramente foram proferidas na Fraternidade Rosacruz; pode-se ter sido citado o assunto, mas única e exclusivamente sobre isto, não tenho conhecimento (até os dias de hoje...).

Informações na literatura Rosacruz, também são escassas.


Sugeriu-me organizarmos então, uma palestra sobre o que dispúnhamos sobre isto, que realizamos nos Centros Rosacruzes de São Paulo e Santo André no segundo semestre deste mesmo ano de 1.988.

Aqui, um resumo destas palestras, baseada na Lição Mensal do Estudante acima.

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SEGUNDO SEMESTRE DE 1.988: As palestras nos Centros Rosacruzes de Santo André (Antônio Munhoz, abaixo) e de São Paulo (autor deste artigo, mais abaixo).


(PARENTESES IMPORTANTE)As fotos acima, são de autoria de Alexandre Rodrigues; um dos primeiros probacionistas do Brasil. Este irmão – durante mais de cinco décadas – documentou fotograficamente momentos marcantes de vários Centros Rosacruzes e a Casa do Estudante (cidade de Campos do Jordão), tais como Natal, Páscoa, aniversários, solstícios e equinócios, além da histórica participação da Fraternidade Rosacruz de São Paulo, na Bienal Internacional do Livro.

Carinhosamente o chamávamos de Pulitzer, numa alusão ao nome dado ao prêmio das melhores fotos do ano.

Alexandre Rodrigues
 
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Um assunto que – para alguns aspirantes rosacruzes – causa certo temor, refere-se ao Guardião do Umbral.

Trata-se de uma entidade elemental criada nos planos invisíveis por todos nossos maus pensamentos, palavras e ações durante nossas existências anteriores; teremos que enfrentá-lo - como fato de transformá-lo em um bem espiritual, uma etapa na evolução - em algum momento de nosso caminho rumo a esferas superiores.

Quando o neófito adentra no Mundo de Desejos conscientemente (pela Iniciação), deve estar frente a frente com esta entidade, que representa a somatória de nosso egoísmo, cólera, inveja, luxúria, culto à personalidade etc. que não foram corrigidos e que aguardam sua erradicação.

Deve reconhecer e admitir que esta entidade é parte de si mesmo e prometer ao seu Eu Superior sanar as dívidas representadas por esta horrível forma.

Extremamente difícil (mas uma realidade), crer e aceitar que cada um de nós – no passado – cometeu profundas marcas de maldade e descaso para com nossos semelhantes necessitados e raras boas ações; a consequência óbvia disto foi que os dois éteres inferiores do Corpo Vital (Éteres Químico e de Vida) resultaram em altamente desenvolvidos, e os éteres superiores (Éteres de Luz e Refletor) praticamente “mortos por inanição”.

Passamos todo o intervalo entre vidas terrestres em regiões purgatoriais, expiando maldades pensadas, faladas e praticadas durante a vida física; não havendo Vida Celeste de que se pudesse relatar.

A Bíblia refere-se a isso na Epístola de Paulo aos Efésios (02:01):

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados”

Devido a isto se fez – e faz – necessário a visita anual de Cristo; única forma de subjugar nosso egoísmo mediante o impulso altruístico (Urano), e assim merecer alguma permanência no Primeiro Céu.

O Guardião do Umbral, ainda que sempre presente, não é visível para o homem comum durante os intervalos entre morte e renascimento e, reiterando, em algum momento de nossa jornada evolutiva teremos que – sozinhos – confrontá-lo. Max Heindel, certa vez, tentou auxiliar um jovem neste intento.

Não conseguiu.

Sobre isto, fica a sugestão de leitura do livro A Mensagem das Estrelas, Cap. XXX – O Guardião do Umbral – Horóscopo 02. (Veja nota final)

Este embate, trata-se de uma tarefa individual de cada um de nós, para com seu Guardião do Umbral individual.

Geralmente esta entidade manifesta-se como um ser do sexo oposto; através dele somos sempre tentados a cometer atos que simbolicamente nos expulsam do Jardim do Éden (Iniciação Antiga e Moderna – capítulo V – A Glória de Shekinah – parte A Lua Cheia como um fator de crescimento anímico). (Veja nota final)

Um dos maiores entraves para o embate com o Guardião do Umbral constitui-se no medo.

Este deve ser conquistado prioritariamente, aliado à força de vontade, equilíbrio e persistência. Entretanto, se não obtermos uma fortaleza espiritual não passaremos por esta prova; um bom exemplo disto acha-se no livro Zanoni do inglês Edward George Bulwer Lytton (1.803-1.873) citado por Max Heindel no livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Pergunta 187.(Veja nota final)

Fortaleza espiritual – conscientizemo-nos – não são conhecimentos obtidos através da leitura de livros, cursos, palestras, artigos, conhecimentos esotéricos ou astrológicos etc. e sim na praticidade diária daquilo que Cristo nos ensinou.

A antítese:

Não nos esqueçamos também das palavras de Max Heindel no livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Voluma I – Pergunta 76:

“O Anjo da Guarda não é exatamente uma entidade pertencente a uma evolução superior, mas é a incorporação personificada das nossas boas ações em todas as nossas vidas passadas que, embora invisíveis para nós, estão sempre conosco, impelindo-nos a agir corretamente e a praticar cada vez mais o bem”. (Veja nota final)

O Amor Crístico emanado por cada um de nós e direcionado para com nossos semelhantes, constitui-se na grande solução e faculdade que nos fará vencer o

Guardião do Umbral, nos livrará da carga passada e nos permitirá trabalhar juntamente com os Irmãos Maiores.

Então poderemos estar seguros de que não somente estaremos saldando dívidas do destino, mas também acumulando tesouros no céu.
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NOTAS: Baixe aqui PDF com os textos sugeridos completos

No próximo dia 21 de junho, 06h12m (horário de Brasília), o Sol ingressa no cardinal e aquático signo zodiacal de Câncer.

Por orientação de nossa Sede Mundial (Oceanside), oficiemos dia 20 deste mesmo mês, o Ritual Rosacruz do Solstício de Junho. (veja aqui)

30 de mai. de 2022

Destruindo as Vibrações da Enfermidade

por Max Heindel (*)
A pergunta seguinte foi-nos enviada por um médico osteopata:

Pergunta: Durante uma fase de tratamento, podemos destruir as vibrações da enfermidade para que elas não voltem depois desse tratamento ter terminado?

Resposta: Se lêssemos nas entrelinhas, sentiríamos nesta pergunta duas dificuldades muito comuns na prática da Osteopatia e aos métodos afins de tratamento pela imposição das mãos. Nesse processo há duas operações distintas. Uma, é a de retirar do paciente uma substância venenosa e prejudicial, provocadora da doença; a outra, consiste numa emissão de energia vital realizada pelo próprio médico. Todos que já realizaram esse tipo de trabalho sabem disto, porque foi e é sentido pelos que obtiveram sucesso por essa forma. No entanto, a menos que o médico ou curador estejam transbordando saúde, duas coisas são passíveis de acontecer: ou o miasma humano retirado do paciente poderá afligi-los de modo que, para usar uma expressão comum, "eles passam a assumir o estado" do paciente ou, ao transmitirem uma quantidade expressiva da sua própria energia vital, ficarão completamente exauridos. Ambas as condições podem combinar-se e, então, chega o dia em que o médico ou o curador ficam completamente esgotados e são forçados a repousar.

Curadores magnéticos, considerados não científicos, escapam frequentemente da primeira condição citada "livrando-se do magnetismo", como dizem, mas estão todos sujeitos a um esgotamento. Isso é algo que ninguém consegue escapar, salvo aquele que pode ver o eflúvio etérico que extrai e o fluído vital que transmite. A maioria das pessoas atuam como vampiros quando doentes, e quanto mais fortes e robustas elas normalmente são, pior se tornam quando a doença as derruba na cama. Nunca me senti tão doente como depois de ter tratado um gigante que, ao sofrer de uma intensa inflamação dos rins, ficou acamado por mais de duas semanas. Assistir à sua agonia foi terrível, e dei-me inteiramente a ele, chegando a um estado de esgotamento total. O paciente, no entanto, levantou-se no dia seguinte melhor do que nunca. Tinha-lhe transferido a minha vitalidade, e eu absorvi a sua doença ou, pelo menos, os eflúvios dela, dos quais só consegui me livrar após três dias. Isso aconteceu, claro, antes de eu ter adquirido a visão espiritual.

Desde então, adquiri um conhecimento considerável neste campo, e o consulente achará a seguinte indicação valiosa por evitar essas condições indesejáveis: Primeiro, fixe o seu pensamento firmemente de maneira a não permitir que o eflúvio miasmático que deixa o corpo do paciente penetre em seu corpo além do cotovelo. Segundo, ao ministrar o tratamento deixe o paciente de vez em quando e lave as suas mãos, se possível, com água corrente, mas, de qualquer maneira, lave-as sempre e troque a água tantas vezes quanto possível. A água tem um efeito duplo. Em primeiro lugar, o miasma saindo do corpo do paciente tem uma afinidade com a água. Em segundo lugar, a umidade que fica em suas mãos capacita-o a retirar o miasma do paciente numa medida que, de outra forma, ser-lhe-ia difícil.

O princípio que rege este processo é o mesmo quando pegamos os eletrodos de um acumulador elétrico e colocamo-los na água. Assim, descobrimos que o efeito da eletricidade se intensifica muitas vezes mais se tentarmos tocar a água.

Da mesma forma conosco: seríamos o acumulador elétrico no caso, e nossas mãos estando úmidas iriam atrair o miasma para nós numa intensidade muito maior do que de outra forma. Se as condições não permitirem a obtenção de água, devemos tentar livrar-nos do magnetismo, mas será necessário sermos cautelosos, porque quando lançamos o magnetismo para fora, ele é atraído para a terra por estar sujeito à gravidade. Para a visão espiritual, é um fluido escuro, um tanto preto, semelhante a uma gelatina. Ele fica no solo tremeluzindo e ondulando. Mas, se o paciente aliviado levantar-se da cama onde o tratamento foi feito e for para o local onde este magnetismo foi jogado, o miasma entrará novamente no seu corpo e ele ficará em piores condições do que antes de ter iniciado o tratamento. Portanto, o melhor procedimento é lançar esse miasma para fora da janela, ou ainda melhor, colocá-lo numa lareira e queimá-lo.

Segundo o que foi dito, torna-se evidente que a imposição das mãos é algo que não deveria ser praticado indiscriminadamente por qualquer um que não tenha passado por um período de treinamento numa das várias escolas adequadamente equipadas de Osteopatia, Quiroprática, etc.. Na escola Rosacruz, os Probacionistas que levam vidas dignas são treinados sob a orientação especial dos Irmãos Maiores.

(*) Pergunta 42 do livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Max Heindel

27 de mai. de 2022

O ANTIGO E O NOVO

Cristo na presença de Pilatos, Mihály Munkácsy, 1881

por Gilberto Silos
No entendimento de Marcel Proust, “a verdadeira viagem de descobrimento consiste não em procurar novas paisagens, mas em possuir novos olhos”.

Para o autor de “Em Busca do Tempo Perdido”, é importante o ser humano encontrar e desvendar novos aspectos da realidade que ele já conhece, antes de ficar observando superficialmente as novidades.

Ao homem moderno parece não interessar a procura do transcendente nas coisas, pessoas e fatos do cotidiano. Sua descrença ou desdém por tudo que a visão ilusória de seu ego entende como simples, medíocre ou prosaico, lhe embaça os olhos para a profundidade das coisas. Sedutor é o brilho fugaz da grandiloquência. Enganosa é a importância relativa que lhe é dado perceber pelos seus sentidos físicos, com aval da mente. Muitas vezes tudo não passa de grandiosidade superficial, sem raízes fincadas em essências eternas.

Huberto Rohden nos chama a atenção sobre a necessidade de observar e valorizar essas miudezas do dia a dia no seu belo poema “Fazer Grandemente as Pequenas Coisas”. Dessa valorização podem nascer a paz e o sentido da vida que muitas pessoas procuram.

Isso tudo vale tanto para o homem comum, como para aquele que busca na espiritualidade um sentido para sua vida. “Possuir novos olhos” pode ser o caminho para evitar o engano de imaginar a “verdade” contida apenas no grandioso. “Que é verdade?”, perguntou Pilatos a Jesus e não obteve resposta.

Antes de escolher um novo caminho na espiritualidade, é bom ver com os olhos renovados a estrada já percorrida. Talvez até nos surpreendamos com o que deixamos de perceber: dentro do antigo, um novo caminho, uma verdade até então desconhecida.

A cada instante a vida se renova e nós nos renovamos sem o perceber. Somos o mesmo, e dentro do mesmo, somos outro.

22 de mai. de 2022

DIÁLOGOS POÉTICO-MÍSTICO-GNÓSTICOS - VIII


EXPLICAÇÃO NECESSÁRIA (do autor no início da obra)

Apesar de o autor ser um estudioso da filosofia rosacruz, dada ao mundo por Max Heindel, este trabalho não foi escrito com qualquer pretensão doutrinária de acrescentar alguma nova ideia ou tese na mística ou na gnose, e muito menos a leviandade de corrigir algo. Representa tão-só uma conjugação do espírito poético do autor e da síntese de conhecimentos que foi adquirindo e que os vê e sente, obviamente, a seu modo, na referida forma poética – amiúde também em tom aforístico – e sob a forma de diálogo. O leitor por certo, vai observar que quem assim escreve, para além dos evangelhos e outros textos canónicos também tem dado atenção aos escritos apócrifos que, seja qual for a ideia que se tenha deles, vieram lançar não diremos uma nova visão do cristianismo, mas uma visão porventura mais completa e por isso mais esclarecedora. Possa o amigo leitor, no ambiente poético criado, intuir as verdades (não propriamente aqui explicitadas), mas que existem por todo o sempre na sua objectividade, e que só a nossa muita ignorância lhe dá a subjectividade necessária para ir percorrendo caminho.




2 de mai. de 2022

ECOS DA PÁSCOA

Christos anesti! de Icone Bizantine Arbereshe - Fonte: Facebook (aqui)

por Jonas Taucci (*)
Muito utilizada após o advento da informática, a palavra ÍCONE é derivada do grego EIKON: aquilo que evoca um significado através de uma pintura, símbolo, gravura, signo ou marca.

Este verbete também designa – religiosamente e em sua grande maioria de origem grega e russa - retratos de Deus, Cristo, santos, profetas etc.. Ícones eram conhecidos como “a bíblia dos que não sabem ler”. Sua origem é bastante remota, cerca do ano 988 DC, na Rússia, em seus estilos artísticos mais conhecidos.

Helene Hoerni Jung (1914-2014, a filha de Carl Gustav Jung), em várias de suas obras considera significativa certas cores nos ícones, bem como chaves, objetos, portas, expressões corporais, e que não devemos entender ícone apenas como uma obra religiosa-artística, mas também como sendo mensagens pictóricas para a humanidade. A finalidade de cada ícone, segundo ela, é uma situação humana a ser desenvolvida internamente em cada um de nós.

A Sra. Helene Jung em seu livro “Maria, Imagem do Feminino”, subjetivamente descreve e analisa de forma minuciosa mais de uma dezena de ícones (inclusive o abaixo) sobre a mãe de Jesus: do nascimento de Maria à sua morte, alicerçada em passagens dos evangelhos canônicos e apócrifos, além de orações antiquíssimas.

Ícones são encontradas em igrejas, principalmente ortodoxas, museus e reproduções em várias lojas de artes e livrarias religiosas.
O ícone acima, do russo Andrei Rublev (1360-1430), encontra-se no Mosteiro da Trindade de São Sérgio na cidade de Sagork e retrata o local de sepultamento de Cristo; o famoso pintor certamente se baseou no 16º capítulo do Evangelho de Marcos para realizar esta obra, que nos mostra a pedra removida e o túmulo sem o corpo de Cristo que ressuscitou, além de Maria Madalena, Maria (mãe de Tiago), Salomé e um anjo.

Isto pode ser analisado à LUZ DOS ENSINAMENTOS ROSACRUZES:

Ainda estamos sob as vibrações do última Páscoa, e seria oportuno uma meditação sobre:

-Quais são minhas “pedras internas” a serem removidas para que meu Cristo Interno possa nascer?

- Qual o significado de um "anjo" (divindade) sentado (sobrepondo-se) na pedra (materialidade)?

Em tempos de Páscoa o aspirante Rosacruz vê salientada a realidade de que o mundo espiritual constitui a verdadeira casa do espírito, sendo suas peregrinações na Terra, lições a serem aprendidas e assimiladas, onde o resultado será o ESPÍRITO QUE SE APERFEIÇOOU e se tornará assim um pilar na Mansão do Pai, de onde não voltará as sair.

A cruz representa o símbolo do homem na trilha da evolução: crucificar nossa natureza inferior (egoísmo), negando a si próprio (personalidade), para se libertar da matéria (pedra), e desta forma desabrochar o Cristo Interno (ressurreição).

Após a crucificação, Cristo se tornou o Espírito Planetário da Terra. A pressão da coroa de espinhos e dos cinco ferimentos de seu corpo físico, no sangue que jorrou destes centros vitais, penetrou nosso planeta, libertando Cristo do veículo físico de Jesus, tornando-se assim o Espírito Interno da Terra; neste instante, esta foi permeada com seu veículo de Desejos que assim ”lavou os pecados do mundo”, embora não os de cada indivíduo. Desta forma, purificou-se o corpo de Desejos da Terra, libertando-a das influências maléficas que se haviam acumuladas.

A partir de então, todos os que se esforçarem por purificarem (“remoção de pedras internas”) seus corpos (Denso, Vital, Desejos e Mente) terão acesso ao nascimento de seu Cristo Interno.

Desde a crucificação, a responsabilidade do controle e direção da Terra passou de Jeová para Cristo, e do exterior para o interior de nosso planeta. O véu do Templo foi rasgado (a iniciação abriu-se a todos os dignos de a receber).

Em consequência deste extraordinário sacrifício, Cristo agora vive parte do ano limitado à Terra; cada um de nossos pensamentos, palavras e atos irá aumentar ou diminuir seu sofrimento.

Eis a razão do motivo central de todos os ensinamentos da Fraternidade Rosacruz, ser o de amar e auxiliar nossos semelhantes.

(*) Resumo de uma palestra realizada nos Centros Rosacruzes de São Paulo e Santo André, no ano 2.000 (ano de comemoração do 45º aniversário de fundação destes Centros). Palestra baseada na Lição Mensal do Estudante (Oceanside), dezembro de 1978 – “Cristo, Contexto de Sua Vinda e Missão”.

1 de mai. de 2022

INSPIRADOS PELO AMOR

Uma atitude corajosa e otimista é essencial para manter a nossa saúde, bem como para ajudarmos outros que estejam doentes. Há uma razão científica para isso, mas, só será revelada plenamente pela filosofia oculta.

A energia do Sol flui constantemente em nosso corpo por meio do baço, um órgão especialmente adaptado para a atração e assimilação desse éter universal. No plexo solar esse éter é convertido em um fluído rosado que banha o sistema nervoso. Por melo deste fluído vital os músculos se movem e os órgãos desempenham suas funções vitais. Quanto melhor for a saúde, maior será a quantidade deste fluído solar que poderem" absorver, mas dele só utilizamos uma parte; o excesso é irradiado do corpo em linhas retas. Os germes das doenças não poderão entrar do exterior devido a essas invisíveis rápida torrentes de força e os micro-organismos que entrem no corpo com o alimento são mente expelidos. Não obstante, toda a vez que tivermos pensamentos de medo ou de ódio, o baço funciona mal e deixa de especializar o fluído vital em quantidade suficiente. As linhas de força curvam-se, permitindo assim o acesso fácil aos organismos deletérios que podem então se alimentar nos nossos tecidos, sem nenhuma oposição, causando as doenças.

Além disso, os pensamentos de medo e de ódio tomam forma e com o decorrer do tempo se cristalizam naquilo que nós conhecemos como micróbios das doenças infecciosas são particularmente, a incorporação do medo e do ódio e por isso, só poderão ser vencidos pela força contrária — coragem e amor. Se estamos perto de uma pessoa infectada por doença contagiosa, temendo o contágio, é quase certo atrairmos para nós os micróbios venenosos, mas se pelo contrário, nos aproximarmos de tal pessoa em atitude mental destemida, escaparemos da infecção, particularmente se o fizermos inspirados pelo amor.

 QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross" .Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". São distribuídos gratuitamente a todos os que se inscrevem no Serviço de Cura seja Estudantes ou não. Portanto são públicos. Se deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui