sábado, 5 de janeiro de 2019

Centenário da "passagem" de Max Heindel



SEM PALAVRAS!

Poema e música de Eduardo Aroso que homenageando Max Heindel, nos levam a quatro minutos de reflexão e devoção;

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Filosofando Sobre a Vida

por Gilberto Silos
Você consegue imaginar qual a relação existente entre o surgimento de uma galáxia, o nascimento de uma criança e uma planta brotando? Aparentemente nenhuma. Entretanto, algumas tradições esotéricas afirmam que esses eventos têm um mesmo significado, guardadas as proporções. Independentemente de sua dimensão, resultam de um mesmo processo, regido pelos princípios universais da Criação. Significa que a Divina Força Criadora perpassa não somente os reinos da natureza, como todas as instâncias da vida no Cosmos.

Segundo Joseph Campbell e Mircea Eliade, mitólogos renomados, há mitos sobre a Criação em quase todas as civilizações e culturas conhecidas, das mais primitivas às mais avançadas. São todos a mesma história, contada de diferentes formas: “o Universo foi gerado de uma ´não-coisa`, que alguns chamam de ´Caos`, algo sem um antecedente físico, precedido pelo ´Ser Puro`, a Consciência não-diferenciada, universal. A Criação é o primeiro ato de um grandioso drama cósmico.

A palavra Universo (do latim UNUS + VERSUS), num sentido mais profundo, significa unidade na diversidade. , ou seja , partes diferentes formando um todo harmonioso. Mas nem o UNO nem o VERSO, separadamente, perfazem o Universo integral, esse grandioso Universo que os gregos chamavam KÓSMOS (beleza) e os romanos MUNDUS (pureza).

A Consciência não-diferenciada – Luz Universal e Fogo Divino – emana de Si mesma centelhas separadas que recebem o nome de espíritos. Essas chispas divinas, ao longo de sua jornada evolutiva, constroem e ocupam corpos diferenciados. Neles, manifestam-se em vários planos de existência e estados de consciência; adquirem experiências; desenvolvem sua individualidade e caminham rumo a um estado de Consciência Cósmica.

Esta é a saga da vida ou espírito, que anima todas as formas.

Em muitas línguas, as palavras que indicam ´espírito` e ´sopro` são idênticas. Os mitos da Criação, a partir do ´barro`, supõem que o sopro dentro de nós – a essência do nosso ser, a nossa vida – é um dom divino, uma centelha da Divindade. Max Heindel, místico cristão, afirmou que a vida, agora animando as formas humanas, manifestou-se antes do alento que vivifica as formas dos demais reinos da natureza: “Então, Jeová formou o homem do barro da terra e soprou em suas narinas o alento (nephesh) da vida e o homem foi feito uma alma vivente, ou seja, uma criatura que respirava (nephesh chayim)”.

Não existe algo como ´minha vida`, e nós não temos uma vida. Somos a vida. Nós e a vida somos UM.

Esta é apenas uma reflexão superficial sobre a vida, que é um tema inesgotável e infinito. Como a própria vida.

domingo, 16 de dezembro de 2018

A Guirlanda Com Quatro Velas e as Fases da Vida de Cristo


Você com certeza já reparou naquele círculo verde - a chamada guirlanda - feito de folhas de pinheiro, que se coloca à porta de entrada, na época de Natal. Já pensou em sua origem e alegoria?

Na tradição europeia, essa coroa era constituída de um círculo de folhas frescas de pinheiro, com quatro velas formando um perfeito quadrado no círculo, que se colocava à mesa. Essa prática estava ligada à preparação do intimo de cada membro da família, para a Noite Santa de Natal. Fazia parte ainda dessa tradição outra prática, da qual já falamos aqui nesse blog no artigo "A Preparação para o Natal”, (veja aqui), que consta em fazer a leitura de determinadas passagens da Bíblia nos quatro domingos que antecedem o Natal. Pena que essas tradições lindíssimas não se tenham fixado entre nós!

Mas, voltemos à guirlanda com quatro velas no seu procedimento original, quando a família reunia-se nos quatro domingos anteriores ao Natal:

1-Na primeira reunião (no quarto domingo que precedia o Natal), acendia-se uma vela e era feita a leitura (geralmente pelo chefe da casa) do capítulo 9 de Isaías, acerca da profecia do Messias. Terminada a leitura a vela era apagada para a meditação do trecho lido.

2-Na segunda reunião (terceiro domingo que precedia o Natal) uma segunda vela era acesa e a leitura (geralmente feita pela mãe da família) era de Isaías 40-3 e Malaquias 3:1-3 que indicam a missão do precursor (João Batista).

3-Na terceira reunião (realizada no segundo domingo que  precedia o Natal), um dos filhos (depois de acesa a terceira vela) lia Lucas: 5 a 25 e 39 a 80, sobre Zacarias, lzabel e João Batista.

4-Na quarta e última reunião (o domingo antecedente ao Natal), outro (ou mais de um) membro da família lia Lucas 1:26-38 e 2:1-7 e também Mateus, 1:18-25.

Assim sendo, foram acesas e apagadas (uma de cada vez) todas as velas da guirlanda.

Na noite santa de Natal as quatro velas eram reacesas, juntas, antes da ceia de Natal, enquanto a família cantava "Noite Feliz" e outros cânticos. À meia noite o chefe de família fazia uma prece e a ceia era iniciada.

Sabemos que as folhas perenes do pinheiro é símbolo de vida eterna. Enroladas numa coroa (círculo) formam o símbolo do Infinito, que não tem começo nem fim. O círculo representa também um período completo dos ciclos alternantes. Todo período completo tem um nascimento, crescimento, decadência e morte. Melhor dito, um ressurgir, um crescer até o apogeu, um decréscimo e a volta ao caos, para assimilação e descanso, preparo de um novo período, em espiral mais alta.

Na tradição da coroa com folhas de pinheiros com as quatro velas, há, portanto, uma alusão oculta aos quatro festivais cristãos que marcam a vida de Jesus: A Imaculada Concepção, o Nascimento, o Batismo, a Morte e Ressurreição.

Nós, estudantes da Filosofia Rosacruz, podemos ver ainda nas quatro velas (acesas e apagadas consecutivamente) uma alusão às fases da vida de Cristo, no Seu trabalho sobre a Terra e a Humanidade, realizado ao início das estações do ano, quando o Sol, em seu aparente movimento, entra nos signos cardeais: - dois Equinócios e dois Solstícios. (Saiba mais em o Drama Cósmico)

São vários os símbolos natalinos que acenam para o entendimento oculto que devemos aprofundar acerca das profecias, do precursor e do Messias, como promessas feitas para serem realizadas internamente, até que nossa personalidade iluminada (João Batista) possa conscientemente vislumbrar a Deidade interna e a ela entregar a direção de seu destino.

Adaptado de Símbolos Natalinos Serviço Rosacruz de dez 1976

sábado, 1 de dezembro de 2018

No Natal, Ode ao Reino Vegetal

por Jonas Taucci
O texto abaixo é de autoria do saudoso probacionista Reili José Brighenti (os créditos ele cedeu à Fraternidade Rosacruz), e publicado na revista Serviço Rosacruz do mês de maio de 1.981. Com uma enorme repercussão, foi direcionado à cinemas e teatros em dias movimentados, escolas, bibliotecas, floriculturas e distribuídos em várias bancas de jornais da região do ABC (as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul) e também São Paulo. Estas bancas de jornais introduziram este texto em jornais e revistas que iam sendo vendidas.

No mês seguinte (junho de 1.981), a revista Serviço Rosacruz (re) publicou o texto.

CAMPANHA DE PRESERVAÇÃO À VIDA

Lembrando Abrahan Lincoln, “as árvores sobrevivem sem as cidades, mas as cidades não sobrevivem sem as árvores.”

Dia e noite – nas ruas - milhares de árvores são barbaramente depredadas em atos de vandalismo, por pessoas que não compreendem a falta que elas fazem.

Proteja as árvores plantadas em sua calçada e caso não haja árvores em sua rua, ou falte alguma, solicite à prefeitura.

Quando não for possível a prefeitura plantar, consiga alguma muda e plante você mesmo em locais adequados e autorizados; não custa muito, não é humilhação e será, acima de tudo, um gesto de nobreza ao Reino Vegetal.

Se você, em seus fins de semana, costuma fazer ir a parques, plante as sementes das frutas que você levar, se possível.

Respeitemos a natureza!

Nas datas festivas, assim como natal, ano novo, páscoa etc. substitua – na medida do possível – os presentes e recordações caras e de pouca utilidade por árvores, arbustos, flores ou sementes; são de muito melhor utilidade, custam menos e são, acima de tudo uma demonstração de bom gosto.

Você cuida de seu carro, reserva-lhe um lugar especial em sua casa, dá-lhe teto e proteção, lava-o, abastece e lubrifica-o; acaso você faz o mesmo com o Reino Vegetal?

Compare um local árido e deserto por um cheio de árvores, flores e frutos, e diga honestamente; qual lhe parece dar mais condições à preservação da vida?

Leva avante esta mensagem, faça cópias e envie a amigos; comente acerca desta ideia com os entes queridos, fixe-a em locais visíveis e movimentados como escolas, restaurantes, áreas de entretenimento e lazer, e sua maior recompensa será de haver lutado pela preservação e respeito à onda de Vida Vegetal.

O texto foi escrito a 37 natais atrás...

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

A Fraternidade Rosacruz e a Época de Aquário - Parte II


Retomando o último parágrafo da primeira parte deste artigo, vimos que o homem ocidental propositadamente afastou-se das verdades esotéricas, pois devia mergulhar na conquista científica, religiosa e artística.

A CIÊNCIA, A ARTE E A RELIGIAO eram unidas no passado. Tudo incluía esses três ramos - como nos tempos da Grécia áurea, em que a poesia, a música, a dança, a literatura, a história, a ciência, etc., se reuniam nas atividades humanas, por inspiração das nove musas. (número do homem).

Depois se diversificaram: a religião governou quase sozinha durante a Idade Média, chamada a Idade das trevas, sufocando as demais manifestações, para o desenvolvimento predominantemente religioso. Quando já se tornava prejudicial, a Renascença trouxe a Arte, com a glória de iluminados artistas em todos os seus ramos, até a Idade Moderna. Finalmente rompeu soberana a Ciência, na Idade Contemporânea, amordaçando com mãos de aço as demais manifestações. É a Ciência que dá a última palavra e que merece maior crédito do mundo. Logo descambamos para o materialismo, sob a influência de Augusto Comte, de Freudd, de Karl Marx e outros que, havendo recebido vislumbres da Verdade Universal, desvirtuaram-na quando criaram seus métodos.

Infelizmente acontece isto: a verdade mais alta não pode ser exposta num Cosmos inferior, sob pena de PROFANAÇAO. Por isso o Cristo usou as parábolas e símbolos: para que cada um extraia delas o que seu grau de consciência pode ver e suportar.

Em meados do século passado, o Sol, em seu movimento de precessão dos equinócios, entrou na órbita de influência do Signo de Aquário. Aquário é governado por Urano, descoberto (não por acaso) em 1781, para ir fermentando a consciência do mundo com suas qualidades de Inovação, de Originalidade (Epigênese), Inconvencionalismo (para romper as tradições cristalizadas), Inventiva, Intuição etc. Urano preparou a ciência para a conquista de seu elemento: O ÉTER - que nos levou à conquista do espaço, começando pela máquina a vapor, passou pela eletricidade, telégrafo, telefone, radio, televisão, aviação, radar, foguetes e plataformas espaciais, aproveitamento da luz solar etc. Telescópios poderosos foram perscrutando os espaços siderais, ao passo que os microscópios e aparelhos ainda mais delicados foram penetrando nas partículas menores da matéria, deslumbrando os cientistas com a Realidade de uma Inteligência que agora aprende a descobrir por si só e a venerar. Não há físico que não tenha veneração pelo Cosmos. Não importa o nome que dê, o importante é que ele descobriu algo que assume como “o sabor de uma conquista”. É assim mesmo: as coisas velhas se tornam novas quando são redescobertas pelo despertado Ser.

A psicologia, que começou desastrosamente (em aparência) pelas falhas interpretações de Freud - que não soube verter puramente certas verdades espirituais que captou - encaminha-se a passos largos para o autoconhecimento, sob influência da parapsicologia e de revelações que vão invadindo irresistivelmente a mente dos homens, provindas da Mente Universal.

Neste cenário crepitante e conturbado do mundo, ao inicio do século XX, os Irmãos Maiores da Rosacruz viram chegado o momento de entregar ao mundo uma nova mensagem. E, através de seu iniciado menor, MAX HEINDEL, nos deram o CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS, em 1909. Sob a orientação dos Irmãos Maiores da Ordem, Max Heindel fundou a Fraternidade Rosacruz, após dois anos (1911), para atender à necessidade lógica do povo Ocidental. Todos desejamos saber o razão das coisas. Nossa mente há de ser satisfeita, para que nosso coração comece a vibrar numa fé racional. O materialismo está perigando nossa evolução e todos os meios estão sendo envidados para chegarmos ao meio termo ideal, entre a mente e o coração - esses dois elementos que se devem aprimorar, para chegarmos ao conhecimento e conquista de nós mesmos e alcancemos o despertar de nossa verdadeira natureza.

O Ocidente se assemelha, agora, a um avião de asas desiguais: uma, enorme, da técnica, da ciência, do conhecimento, que se presume, de tal modo que o maior pecado atual é o ORGULHO INTELECTUAL. A outra asa é mirrada, sub-desenvolvida, raquítica, esfomeada: uma asa pequena da fé, da devoção, de conquista interior, do coração. E nosso avião ameaça despencar e arruinar sua tripulação. É urgente desenvolvamos esta asa pequena e estabeleçamos o equilíbrio de nossos voos evolutivos. De nada valem as asas de cera, porque logo se derretem no desafio da subida e nos precipita abaixo.

As asas de cera são os superficiais conhecimentos que adquirimos e não chegamos a vivenciar. Diletantismo espiritual. Curiosidade ocultista de fenômenos que não conduzem ao fim mais alto. É preciso dirigir nossos esforços à realização autêntica para formar a asa pequena. Assim, devidamente apoiados na verdade espiritual, podemos conduzir todas as nossas conquistas para os propósitos evolutivos em vez de subordiná-los aos interesses mesquinhos da personalidade falsa

O homem - esse desconhecido - é a Esfinge, que compõe os quatro signos zodiacais de natureza fixa: o Touro, o Leão, a Águia (escorpião) e Aquário (o homem que engloba os três animais). A esfinge de nossa natureza continua a desafiar-nos: OU ME DECIFRAS, OU TE DEVORO! E os homens se devoram porque não se conhecem: devoram-se pelos infartos, pelos derrames, pela diabetes, úlceras, cânceres e neuroses, que são a consequência inequívoca de suas ignorantes transgressões à Lei da Natureza.

Através da Rosacruz (uma das Sete Escolas), os Irmãos Maiores - aqueles que foram na frente, que chegaram ao cume da Realização e depois voltaram para ensinar o caminho e prevenir os alpinistas sobre os perigos da escalada - oferecem suas mãos, a sua inteligência, o seu amor – pelos Cursos gratuitos por correspondência, de Filosofia Rosacruz, de Astrologia Esotérica, de Bíblia e Cristianismo Esotérico, a todos os interessados.

Somos os seus canais e estendendo a mão direita: chamamo-los IRMÃOS, pelo reconhecimento de que todos somos filhos de um Pai comum - O pai Celestial! Mais que irmãos, preferimos chamá-los AMIGOS!.
Parte I: aqui

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