Muito a refletir e também, sentir, em apenas duas estrofes .
19/05/2019
05/05/2019
O Aquarianismo de "O Pequeno Príncipe"
por Jonas Taucci
Faz poucas semanas, a convite de uma escola de Ensino fundamental e médio de São Paulo (Brasil), realizei uma (gratuita) palestra sobre o livro “O Pequeno Príncipe” do francês Antoine de Saint-Exupéry (1.900-1.944), nas dependências de seu enorme e belíssimo teatro.
Esta instituição de ensino adotou esta obra literária, e seus alunos a estão lendo para uma prova em breve. Teatro lotado, uma excelente interação por parte de professores, corpo docente da escola e alunos, foi algo marcante naquela uma hora e quinze minutos de apresentação.
Estes alunos, após o término da palestra e de uma dinâmica, me disseram que o desenho que mais os chamaram a atenção, foram os dois desenhos referentes a jiboia engolindo o elefante, onde os adultos o veem como um chapéu.
Estes alunos, após o término da palestra e de uma dinâmica, me disseram que o desenho que mais os chamaram a atenção, foram os dois desenhos referentes a jiboia engolindo o elefante, onde os adultos o veem como um chapéu.
Recordei de imediato, o artigo publicado na revista Serviço Rosacruz, de outubro de 1.975 (desconheço o autor), sobre o significado esotérico e simbolismos do livro “O Pequeno Príncipe”.
A grande maioria das pessoas, enxergam apenas o externo e a aparência deste mundo, enquanto algumas poucas observam o interno e a essência. Estas, crescem com uma insatisfação à superficialidade e partem na busca de elevação (Exupéry era aviador), sendo está uma vida de solidão quanto a materialidade (em boa parte do livro, o deserto é o cenário).
O asteroide (corpo denso) onde o Pequeno Príncipe mora, chama-se B-612, cuja somatória resulta em nove, o número da humanidade, e há nele três vulcões (Corpos vital, de desejos e a mente).
Neste mesmo asteroide, nosso herói remove os baobás (nossas mazelas) e cuida de uma rosa (o desabrochar de nossas faculdades latentes), representando assim um trabalho alquímico a ser realizado pelo aspirante rosacruz.
Em determinado momento, o Pequeno Príncipe diz:
- Quando terminamos de fazer nossa higiene, pela manhã, é necessário fazermos, cuidadosamente, a higiene do planeta.
Este livro foi lançado primeiramente nos Estados Unidos em 1.943, e na França, somente três anos depois. Ambientalistas atuais, dizem que Exupéry já demonstrava à aquela época, uma preocupação com a saúde de nosso planeta, sinalizando uma advertência ecológica!
Se traçarmos uma linha condutora – e cronológica - onde mitos e contos revelam verdades espirituais em suas entrelinhas, resumidamente teremos:
*** MITOLOGIA – Deuses, homens, semideuses.
*** CONTOS INFANTIS – Alguns autores e personagens: Charles Perrault (1.628-1.703), Wilheim Grimm (1.786-1.859) e Hans Christian Andersen (1.805-1.875). Cinderela, Branca de Neve e os sete anões, A gata borralheira, João e o pé de feijão, O gato de botas etc.
Lembro-me de inúmeras conversas que tive com o saudoso irmão probacionistas José Gonçalves Siqueira, sobre este assunto e o livro “A psicanálise dos contos de fadas” do autor Bruno Bettelheim.
Max Heindel, inicia seu livro “Princípios Rosacruzes para a Educação da Criança”, com a frase: “Talvez não haja assunto tão importante quanto a educação de crianças”
Torna-se perfeitamente lógico, haver livros infantis mais recentes e atuais, onde seus personagens, fatos e narrativas, possuem – ainda que veladamente, E CADA VEZ MAIS NÍTIDOS – ensinamentos aquarianos, pelo fato deste signo, por precessão dos equinócios estar se avizinhando. Seria “O Pequeno Príncipe” um destes livros?
Também vale ressaltar as palavras de Cristo:
Também vale ressaltar as palavras de Cristo:
03/04/2019
Sobre a Extraordinária Vida Crística de uma Veterinária Ateia
por Jonas Taucci
Talvez por trabalhar a anos
em pesquisas de livros, com catalogação aproximada em torno de um milhão cento
e quinze mil, em vários idiomas, uma amiga de minha família procurou-me
recentemente, contando haver um sério problema com sua filha:
- Ela é formada em veterinária, vegetariana, possui sua clínica e
consultório próprio, atende também - uma vez por semana – gratuitamente. Participa
de trabalhos voluntários para cuidar de animais abandonados.
Possui ainda o
projeto de criar um “hospital vegetal”, onde cuidará de árvores, plantas,
flores definhadas etc., com música (!), terra adubada, luz solar, água energizada
com instrumentos musicais, poda e... amor.
É uma ótima
filha, irmã, esposa, mãe e amiga, sempre dedicando sua vida ao auxílio dos
desassistidos, visitando enfermos em hospitais. Contudo, ela é ateia. Você
teria algum livro para me indicar, nas áreas religiosa, espiritualista ou
esotérica para que eu possa dar lhe dar? Estou preocupada!
Respondi a esta senhora,
que sua filha é um exemplo para toda a humanidade, e deixo claro que não estou
promovendo qualquer apologia ao ateísmo, contudo as palavras de Cristo (Mateus
7:21), determina o tom:
“Nem
todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que
faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”.
Vivemos em uma época em
que, “meia dúzia de toques” em nosso celular, nos levará a várias
religiões, seitas doutrinas, e – para nós, aspirantes rosacruzes - a todos os
livros escritos por Max Heindel.
Conhece-los, nos fará alcançarmos o nascimento de
nosso Cristo Interno?
Absolutamente, não.
Em Cartas aos
Estudantes Max Heindel nos diz:
Impactante a frase do Sr. Heindel?
Aqui – também – nenhuma
apologia a não se ler, mas o que estamos efetivamente fazendo com o
conhecimento lido? Satisfazendo nosso apetite intelectual?
O profeta Jeremias (650
A.C. – 586 A.C.), nos revela uma das mais sublimes exaltações que existe com
respeito ao nosso Eu Superior, sua expansão em nosso ser, e consequentemente o nascimento
do Cristo Interno.
“Bendito o homem
que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore
plantada junto às águas, que estende suas raízes para o ribeiro e não receia
quando vem o calor, mas a sua folha fica verde, e, no ano de sequidão, não se
perturba, nem deixa de dar fruto”. (Livro de Jeremias 17:08).
Basta - apenas - substituir
a palavra “Senhor” por “Eu Superior”, e teremos uma citação
iniciática:
“Bendito o homem
que confia no seu Eu Superior e cuja esperança é o seu Eu Superior. Porque ele
(o Eu Superior) é como a árvore plantada junto às águas, que estende suas
raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica
verde, e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto”.
*** Bendito, bênçãos ao
homem que confia e deposita esperança em seu Eu Superior: a prática do que se aprende.
*** Torna-se sempre
alimentado pela iluminação, estendendo essa luz a todos seus corpos (denso,
vital, de desejos e mente).
*** Este, não receia quando
se aproxima as adversidades, pois confia em sua origem divina, sabedor da
existência das leis do renascimento, causa/efeito e principalmente sua
prerrogativa epigenética.
*** Mesmo em períodos
difíceis, não abandona sua assistência aos seus semelhantes e demais reinos da
natureza.
*** Agindo desta forma,
produz – internamente – frutos doces e saborosos (o desenvolvimento
espiritual).
Um dos maiores sintomas da
ignorância constitui-se na ilusão do conhecimento.
02/04/2019
A Missão de Cristo e Seu Derramamento de Sangue
PERGUNTA: A missão de Cristo não poderia ter sido cumprida sem um método tão drástico como o da crucificação?
RESPOSTA: Poderia ter sido cumprida sem o método específico da crucificação, mas era uma necessidade absoluta que o sangue fosse derramado. Há vários graus de mestres e cada um requer diferentes condições para o cumprimento de sua tarefa. Alguns mestres, como Moisés e Buda, vêm para uma determinada nação e ajudam-na, eles mesmos desenvolvendo-se através desse trabalho. Os dois mestres mencionados acima atingiram um ponto tal em seu desenvolvimento, que seus corpos se tornaram luminosos. Ouvimos dizer que o rosto de Moisés chegou a brilhar tanto, que ele necessitou usar um véu.
Buda tornou-se luminoso no momento da sua morte. Cristo atingiu o estágio da luminosidade no momento da Sua transfiguração. Torna-se muito significativo que a parte mais importante do Seu trabalho, Seu sofrimento e morte, ocorreram após o evento da transfiguração. E enquanto tornou-se necessário para Moisés, Elias, Buda e outros mestres anteriores renascer repetidas vezes, a fim de carregar os pecados do seu povo, Cristo apareceu apenas uma única vez num corpo físico e não necessitará novamente usar tal veículo. Quando o espírito deixa o corpo de forma natural, leva consigo certas impurezas ao retirar-se lentamente do sangue coagulado. Mesmo num corpo tão puro quanto o de Jesus havia impurezas. A morte violenta, que fez o sangue fluir intensamente, liberou o Ego de Cristo do sangue num movimento brusco, abandonando toda impureza existente, de forma que Cristo emergiu do corpo de Jesus imaculado e sem os laços do destino que geralmente acompanham a vida no corpo denso.
Embasados no mesmo princípio, reconhecemos que embora atualmente ocorram guerras lamentáveis do ponto de vista humano, também é patente para o ocultista que elas purificam o sangue da raça, de modo que a humanidade se torna gradualmente menos violenta e mais espiritual. Podemos ainda dizer que também nisso se reflete a característica redentora do sacrifício dos animais. Quando a
humanidade passou pelo estágio animal, não possuía sangue vermelho repleto de paixão como nossos animais têm hoje. Não éramos tão evoluídos. Os animais de hoje, embora inferiores em evolução, encontram-se numa espiral mais elevada. Enquanto estamos sofrendo sob a Lei de Consequência, por termos de vencer as nossas paixões com a nossa própria força de vontade, os animais estão sendo ajudados e mantidos sob controle pelos seus espíritos-grupo. Quando atingirem o estágio humano no Período de Júpiter, tornar-se-ão uma humanidade superior, livre das paixões que fizeram deste mundo um lugar tão desolador. Desta forma, a natureza sempre transmuta qualquer mal que possamos cometer num bem mais elevado.
Respondendo à pergunta, podemos dizer que, no caso de Cristo, a morte violenta foi necessária porque capacitou o Espírito Cristo a retirar-se do corpo de Jesus sem reter quaisquer das impurezas inerentes ao veículo meramente humano.
Pergunta 101 do livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I Max Heindel
25/03/2019
Significado Esotérico dos Dois Ladróes
PERGUNTA: Qual o significado esotérico dos dois ladrões e da cruz?
RESPOSTA: Contrariamente à opinião geralmente aceita, os quatro Evangelhos não são absolutamente a biografia de Jesus, o Cristo. São fórmulas iniciáticas de quatro diferentes Escolas de Mistérios. Para encobrir o seu significado esotérico, a vida e o ministério de Cristo foram também entremeados. Isso pôde ser feito porque todos os iniciados, sendo individualidades cósmicas, têm experiências similares. Sabemos que Cristo falava à multidão por parábolas, mas o significado oculto delas era explicado aos Seus discípulos em particular. Paulo também “dava leite para os fracos e carne para os fortes”. Jamais pretenderam transmitir os símbolos ocultos para as pessoas comuns, ou fazer da Bíblia ”um livro aberto de Deus”, como muitos atualmente acreditam.
Ao ler na Memória da Natureza descobrimos que, quando da crucificação, não houve apenas dois, mas vários crucificados. Naquela época, a pena capital era imposta pelas mínimas transgressões e muitos sofreram essas mortes bárbaras. Deste modo, aqueles que pretendiam encobrir o significado oculto dos Evangelhos, precisavam encontrar algo com que preencher a narrativa e velar as circunstâncias realmente vitais da crucificação.
A história relativa aos ladrões é, portanto, um incidente verdadeiro, não possuindo nenhum significado esotérico.
Pergunta 99 do livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I Max Heindel
24/03/2019
Expansão de Consciência
Uma mensagem do ECOS da The Rosicrucian Fellowship, década de 80 (*)
Como Aspirantes sinceros e humildes temos plena consciência de nossos muitos defeitos. Como alcançar o crescimento anímico é o objetivo de nossos esforços diários, porque é este crescimento anímico que aumentará a nossa consciência. Frequentemente sentimos que não podemos nos concentrar ou meditar de forma correta ou tão profundamente como desejaríamos porque influências externas nos perturbam, e com facilidade pensamos que a tarefa de Aspirante é demasiada para nós. É então que somos tentados a fugir ao compromisso de nos desenvolvermos espiritualmente. Mas sabemos que o crescimento anímico não se acumula “fugindo da vida” ou das nossas obrigações para com a sociedade e para com o mundo físico. A consciência se produz pela guerra entre o Corpo de Desejos (que constrói) e o Corpo Vital que destrói). O Espírito renasce para obter experiência e esta só se pode alcançar pelo contato com nossos semelhantes no Mundo Físico de ação e reação.
A razão para a edificação de nosso intricado sistema de veículos eficientes durante a involução, foi para obter consciência própria pelo uso destes veículos conscientemente. Durante nossa jornada evolucionária, conseguimos poder anímico que é o alimento que o Espirito requer. Desde o princípio este nosso espírito foi uma parte de Deus, e agora, como sempre, “ vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” em Deus, porém, tem que se converter em um espírito humano, individualizado, consciente. Como tal, no devido tempo, deve dar-se conta de sua própria história passada, suas possibilidades atuais e suas futuras potencialidades.
Cristo advertiu a seus ouvintes: “Se, tu, portanto, perfeito como teu Pai é perfeito nos Céus”. Ele sabia que nenhum de Seus ouvintes possuía a perfeição de Deus no tempo em que Ele lhes falou, porém, que é possível ao homem conseguir. Por Suas palavras desejava “impressionar” e recordar à humanidade que, pelo esforço constante e pelo exercício da vontade, o homem poderá alcançar a perfeição. Ele quis elevar aos não sensitivos porque Ele sabia que nosso adormecido espírito tem que ser despertado, frequentemente por dolorosas experiências.
Reunimos material para o crescimento de nossa alma através de nossas experiências diárias. Como tratamos estes acontecimentos que enfrentamos em nossa existência diária, será nossa contribuição individual para com a vida. Cada um de nós experimentou um meio ambiente distinto e se equipou com um átomo-semente mais ou menos poderoso no começo da vida, e, por conseguinte a reação de cada um, é diferente, individualizada, e assim enriquecerá a obra da vida. Carecemos de poder suficiente apreciável sobre os sucessos com que temos de nos defrontar em nossa jornada desde o berço ao túmulo, porém, podemos determinar COMO reagir ante eles. Temos liberdade em demonstrar, face aos problemas da vida, debilidade ou valor ao enfrenta-los. Nesta luta divina, a alma é enriquecida e a quinta-essência deste crescimento anímico é extraído vida após vida, armazenando-se como poder vibratório. Este poder reunido pelo Espírito durante muitas vidas é o que sentimos quando nos colocamos em contato com nossos semelhantes. É o poder vibratório que com frequência cria imediato gostos ou aversões. O poder anímico se imprime em nossa própria alma e sentimos o seu efeito.
Richard Wagner, em sua Ópera Parsifal, teve um esplêndido êxito ao dar-nos um quadro revitalizado da velha lenda que fala da jornada do homem através da vida conforme enfrenta os perigos e domina as tentações. Finalmente, chega à conclusão de sua pesquisa com a alma enriquecida e sua alma expandida. Quando, pela primeira vez, Parsifal aparece em cena, é puro e sem malícia e, surpreendemente inocente. Deseja ser de alguma utilidade no Castelo do Graal, porém, antes de o conseguir, tem que enfrentar as realidades da vida e do mundo com seus perigos, porque tem que aprender a discernir. Este é o único meio de verificarmos onde somos débeis. Parsifal em sua inocência passa através de seus encontros com as donzelas e a tentadora Kundry sem prejudicar-se. Em seu doloroso encontro com Kundry obtém novo conhecimento que resulta em maior consciência. Parsifal viaja através do mundo, encontra sofrimentos e fadigas, e, agora quando retorna ao castelo do Graal está em condições de ajudar e seus esforços são aceitos prazerosamente, porque tem o domínio de si mesmo. Parsifal diz a seus amigos: “Vim através dos erros e sofrimentos, através de muitos fracassos e incontáveis angústias. Isso deveria dar a todos aqueles “QUE PROCURAM” novo alento para fazer o seu trabalho no mundo, sabendo que nada se perde e que todo esforço sincero é válido.
A essência de nossas experiências, vida após vida, se acumula e não se perde. O amor e entendimento adquirido fará nossa jornada para o alto mais feliz e mais proveitosa a todo aquele que tentar.
(*) Tradução da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil publicada na revista Serviço Rosacruz, agosto de 1982
TERMOS ROSACRUZES - LETRA M
MEMÓRIA DA NATUREZA
Quando o investigador ocultista deseja estudar um acontecimento do passado da humanidade, pode facilmente chamar ante sua mente a imagem desse acontecimento existente na Memória da Natureza. Há na Natureza uma “gravação” de nosso passado que abarca até mesmo mínimos detalhes. O clarividente treinado, que pode ler na Memória da Natureza, pode observar as diversas vidas de um homem, como se uma película cinematográfica se desenvolvesse ante ele no sentido inverso. Veria primeiramente a vida atual do homem em questão, depois seu nascimento, sua estadia nos mundos invisíveis, depois a morte de sua vida anterior, o panorama que por si mesmo se desenvolveu em sentido inverso, passando, se houve, a idade adulta, a juventude, a adolescência e a infância até o nascimento, e assim sucessivamente através das diversas vidas.Do livro Dicionário de Termos Rosacruzes, tradução pela Fraternidade Rosacruz – Sede Central do Brasil
07/03/2019
Tratado Esotérico sobre a Geladeira
por Jonas Taucci
Os Ensinamentos Rosacruzes
estão alicerçados no Cristianismo Esotérico, onde não devemos nos esquecer –
por mais conhecimentos e informações que possamos obter – as palavras do
Cristo:
“Aquele que quiser ser o maior entre vós, seja
o servo de todos”
Evangelho de Lucas (04:21 a
30), palavras de Cristo:
- No tempo do profeta
Elias, não choveu por muito tempo, houve fome e muitas viúvas em Israel. Porém
apenas uma viúva, em Serapta (Sidônia), recebeu a visita de Elias, que a
alimentou. (I Reis Capítulo 17)
- No tempo do profeta
Eliseu, havia muitos leprosos em Israel, contudo nenhum deles foi curado, mas
sim Naamã, de nacionalidade síria. (II Reis Capítulo 05).
A fome (espiritual) e a
cura ao leproso (purificação/iluminação), vieram às pessoas que não pertenciam
à comunidade judaica, nem a Israel. Possuir o “carimbo” de pertencermos a uma
religião, doutrina, filosofia, seita etc. não significa – em termos de avanço
evolutivo espiritual - absolutamente nada.
Naamã banhando-se no Jordão (II Reis, 5:10-14). Gravura, autor desconhecido.
Fonte Wikimmedia Commons
Das palavras de Cristo
acima, tira-se uma das lições mais importantes (senão a mais...), para o
aspirante rosacruz:
Pertencermos à Fraternidade
Rosacruz e sabermos – sobejamente - seus livros, cursos, textos, palestras
etc., não se constitui numa garantia de crescimento e desenvolvimento
espiritual. Com certeza, há pessoas muito mais dimensionadas dentro da escala
evolutiva, que, por praticar - talvez ainda que inconscientemente - os
Ensinamentos Rosacruzes, avançaram mais na Senda, não conhecendo absolutamente
nada sobre estes ensinamentos...
Pode surgir a retórica:
- Procuro estudar e
aprender estes Ensinamentos Rosacruzes, para os colocar em prática,
conscientemente.
Surge a réplica:
- Estamos realmente fazendo
isso, ou apenas cultuando e idolatrando nossos conhecimentos, pensando em si
próprio?
Tudo o que nos pertence,
por excesso, pertence (ou deveria pertencer...) aos necessitados.
*** A quantas andam as
roupas em nossos armários?
*** Como está o abastecimento
de nossa geladeira?
*** Temos remédios que
perderam o prazo de validade?
***Quanto tempo dedico a
meu próximo, efetivamente, visitando pessoas enfermas e necessitadas?
Há um outro fator –
importantíssimo, atrelado a este princípio:
Atualmente fala-se muito de
desapego. Desapego não significa abster-se das coisas físicas, na verdade
significa estas coisas não possuírem as pessoas.
No informativo de nossa
Sede Mundial (Oceanside), bimestre janeiro/fevereiro deste ano de 2.019, há uma
admoestação (literalmente, e sem trocadilhos) CRUCIAL:
- ... não se chega à
iniciação sentado numa poltrona dando conselhos ou falando da vida alheia. Se
valorizamos o que aprendemos, pratiquemos essas verdades, tornando-se canais
autoconscientes para o bem e esforcemo-nos em fazer a diferença em nossa vida,
comunidade e mundo.
Muitos sonham em visitar o
Templo Rosacruz (etérico).
Poucos possuem um lampejo
ao semelhante, ao visitar sua geladeira...
01/02/2019
Sobre Aquário, Urano e Probacionismo (Tríade Rosacruciana)
por Jonas Taucci
Em momento algum da
história da Fraternidade Rosacruz, seus ensinamentos foram tão divulgados como
no presente. Isto deve-se às redes sociais, youtube, whatsapp, e-mails,
blogues, facebook etc. O canadense, e autor de vários livros sobre comunicação
de massa, Marshall Mcluhan (1.911-1.980), informou a décadas passadas, que
haveria num futuro não muito distante, o que chamou de “aldeia global” em termos de informação e
comunicação. Utilizo-me destes meios também na divulgação dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental.
Em momento algum da
história da Fraternidade Rosacruz - penso - formam-se tão poucos probacionistas
em consonância com a
quantidade de divulgação e respectivo acompanhamento dos Ensinamentos
Rosacruzes, como na atualidade.
Paradoxo?
Neste início de
fevereiro, em que o Sol transita pelo signo de Aquário, seria oportuno algumas
reflexões.
O Caminho da Iniciação Rosacruz consiste em sete passos, a saber:
Fica evidente, haver uma
enorme desproporcionalidade entre a divulgação dos Ensinamentos Rosacruzes, e o ingresso ao probacionismo das
pessoas que acompanham estas divulgações.
Primeiramente, há que se respeitar – e
disso não devemos abdicar – o sacrossanto livre arbítrio das pessoas em
desejarem ou não serem probacionistas e consequentemente seguirem os passos
seguintes.
(Os probacionistas podem
divulgar este seu grau a público, contudo, a partir do seguinte, discipulado,
não. A intimidade espiritual é preservada pelo aspirante Rosacruz a partir
disto).
Max Heindel nos revela
existirem sete Escolas de Mistérios no mundo. A Fraternidade Rosacruz é uma
delas, e seu caminho iniciático consiste nas etapas acima descritas.
Todas!
A palestra (final de
janeiro do ano 1.983, Sol em Aquário), realizada pelo probacionista Luís Mario
Salvini, do Centro Rosacruz de Santo André, foi proferida na Biblioteca
Municipal da cidade do mesmo nome, sendo baseada no artigo “Os sete pecados capitais do mundo moderno”, autoria de
Christine Lindemann - publicada na revista Serviço
Rosacruz, setembro de 1.982, e também na obra de Max Heindel, Ensinamentos de um iniciado –
capítulo XX - Nosso trabalho no mundo, Parte I.
Vou resumi-la:
Os Irmãos Maiores,
realizaram um estudo retrospectivo da linha de pensamento da nossa era,
abrangendo talvez o estudo de milênios anteriores, desta forma, tornaram-se
aptos a obterem uma concepção apurada da direção que provavelmente tomariam as
mentes das gerações futuras e determinar suas necessidades espirituais.
O Sr. Heindel, nos
informa que a conclusão tirada pelos Irmãos Maiores foi a detecção dos grandes
pecados de nossa época (ou pecados capitais modernos):
Tornam-se claras nas palavras
de Max Heindel no referido livro, a necessidade do (fiel) aspirante rosacruz,
de sublimar estes três
itens.
*** ORGULHO INTELECTUAL -
Não evoluímos espiritualmente, porque sabemos intelectualmente os Ensinamentos
Rosacruzes; nem mesmo por divulgarmos ou acompanharmos suas divulgações pelas
redes sociais ou quaisquer outros meios.
Somente a vivência e aplicação diária
destes Ensinamentos, alavancará o nascimento de nosso Cristo Interno. O
fundador da Fraternidade Rosacruz, em vários de seus livros, faz esta
admoestação, aventando mesmo a possibilidade do “Conceito Rosacruz do Cosmos” (obra básica),
ser um fracasso, se esta obra
estiver sendo absorvida
apenas em sua intelectualidade. A idolatria às nossas próprias conclusões e
ditames, constitui-se num dos obstáculos gigantescos nesta obra alquímica de
transmutação do nosso orgulho intelectual em sabedoria.
*** INTOLERÂNCIA - Basta
darmos uma olhada nas redes sociais (ou mesmo nos diálogos verbais entre as
pessoas) e veremos a quantas andam a temperatura (e rimando, postura) sobre
política, racismo, sexo e religião, apenas para citar estes quatro exemplos,
pois há outros. O ódio, muitas vezes
ocupa uma posição de destaque, ainda que pessoas não admitam isso (muitas
admitem!).
Paulo em sua Carta aos
Colossenses (3:13), nos fala de “... suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos
mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também
perdoai vós”.
Há um trabalho hercúleo a
ser realizado nesse sentido, onde não avançaremos um milímetro – em termos
espirituais – antes que esta obra interna seja feita, independentemente da
quantidade de conhecimento que possamos ter.
*** IMPACIÊNCIA DIANTE
DAS LIMITAÇÕES E RESTRIÇÕES – Inexiste ser humano que não se depare com
limitações e restrições; fazem parte do projeto de evolução e no seguir na
caminhada de nascimento ao nosso Cristo Interno.
A)
Porque determinadas limitações e restrições estão presentes na vida de uma
pessoa, e a outras, não?
B)
Como meu Tema Natal, pode fornecer respostas a isso?
C) As
Leis de Causa e Efeito estão atuando neste sentido? De que modo, e como faço
para transmutar estas situações?
D)
Quais casas de meu horóscopo, os exercícios de Concentração e Retrospecção,
(uma das fórmulas alquímicas para sublimarmos os “três pecados capitais
modernos”) se fazem mais necessárias?
São boas perguntas que
devemos fazer a nós mesmo, não nos esquecendo de que os mesmos Irmãos Maiores
que realizaram o estudo retrospectivo da linha de pensamento da nossa
humanidade - citado acima - são os mesmos que idealizaram e transmitiram à
humanidade estes dois exercícios (Concentração e Retrospecção), através de Max
Heindel.
Devemos observar, tirar
conclusões a estas perguntas; vermos a impaciência diante das limitações e
restrições por outra ótica, iniciar um processo de alquimia interna a isto, e
não nos lamentarmos diante delas.
Foi o que Cristo nos
ensinou ao dizer que “ao te ferir
numa face, oferece-lhe também a outra” (Lucas 06:29).
(Quando – fisicamente – sofre-se uma
agressão numa face, e vira-se a outra, o ângulo de visão física, muda. Esqueçamos este lado físico das palavras Cristo, Ele
não pregou o masoquismo, e sim a Sabedoria
de olharmos as “agressões
situacionais” que a vida nos apresenta, de um outro ângulo).
Reiterando, todos
possuímos o livre arbítrio de sermos ou não probacionistas, contudo, somente os passos acima, completos,
levam à Iniciação Rosacruz (uma das sete Escolas de Mistérios), de acordo com
as informações de Max Heindel.
Cabe a cada um o direito
de decidir (ou não) o que deseja para si...
06/01/2019
Centenário da "passagem" de Max Heindel
SEM PALAVRAS!
Poema e música de Eduardo Aroso que homenageando Max Heindel, nos levam a quatro minutos de reflexão e devoção;
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