22/08/2026

Conversas sobre Saúde

Por Gerald B. Bryan D.C.

Nota: Os artigos abaixo foram extraídos de uma série do mesmo autor para a seção Healing da revista "Rays", decadas de 1930/31.

Lendo alguns anúncios de saúde esta manhã, nos perguntamos por que algumas pessoas doentes jamais conseguem se curar. Afinal, existe uma “cura” para cada doença - um remédio para isso, uma pílula para aquilo, uma dieta para essa outra e um exercício para aquela outra.

Isso nos leva a observar que, se os anúncios fossem verdadeiros, haveria uma humanidade saudável povoando este nosso planeta.

Conquistar saúde não é tão fácil assim. Muitas vezes é uma luta árdua, e algo precisa ser estimulado internamente antes que possamos alcançá-la.

Existe um princípio em cada um de nós que luta contra os ataques do nosso ambiente:

Uma partícula de poeira entra no olho e, imediatamente, esse princípio protetor envia fluido para lá, numa tentativa de expulsá-la. Um vapor tóxico entra pelas narinas e espirramos. Bactérias entram por uma lesão na pele e a natureza responde enviando um aumento no fluxo sanguíneo, repleto de pequenos policiais de formato peculiar em uniformes brancos, para cercar os invasores.

A natureza é uma lutadora “peso-pesado” quando atacada, mas às vezes as probabilidades são muito desfavoráveis ​​e é necessário ajuda externa. Certos recursos podem ajudar a virar o jogo, mas o trabalho real é feito pelo princípio protetor, seja qual for o nome que lhe demos.


Publicado na revista Rays from the Rose Cross de agosto de 1930 




A Teoria dos Germes

Um correspondente pergunta se acreditamos no fato de os germes causarem doenças.

Vamos ilustrar com um caso real.

Duas pessoas bebem água de um riacho poluído. Uma desenvolve febre tifoide; a outra, não. Por que o bacilo da febre tifoide causou a doença em um indivíduo e em outro não?

Há muitas respostas para essa pergunta.

Alguns dirão que, na pessoa afetada, o revestimento intestinal era permeável e permitiu a entrada do microrganismo. Outros darão a explicação de que, devido a uma subluxação na coluna vertebral, havia uma inervação deficiente no intestino, o que tornou possível a febre tifoide. Outros serão sucintos em afirmar que uma pessoa tinha predisposição à febre tifoide e a outra não.

Ainda há os que argumentarão que a natureza queria fazer uma pequena limpeza no organismo e a febre tifoide foi o meio para isso.

Outros discorrerão sobre causas mais remotas do que as anteriores, causas estas, relacionadas a certas influências astrológicas que tornariam uma pessoa mais susceptível à doença do que outras.

A Providência Divina também aparecerá como explicação, tornando-se a única culpada da doença e, para outros ainda a afetação pelo bacilo seria resultado de uma condição pessimista ou pensamento negativo.

Muitos explicarão que influências hereditárias ou baixa resistência são a causa de alguns ficarem “sujeitos” aos germes. E assim, segue a lista interminável de explicações

Parece ao autor de “Conversas sobre Saúde” que não se pode atribuir estritamente uma única causa, mas sim uma combinação de causas, embora haja, sem dúvida, uma causa desencadeante.

Encontrar a causa primordial de uma doença é como tentar descobrir o que veio primeiro, o ovo ou a galinha.

Em algum ponto da vida do indivíduo, uma cadeia de causas foi iniciada. Possivelmente, influências hereditárias tiveram algo a ver com isso e conferiram ao indivíduo uma predisposição a determinada doença. Então, sem dúvida, erros na alimentação, hábitos de vida, preocupação e depressão contribuíram para forjar a cadeia de causas a tal ponto que, quando a pessoa tivesse contato com um ambiente insalubre, a doença era manifesta.

Em outras palavras, quando a resistência vital do corpo estava tão baixa a ponto de permitir a entrada de germes da febre tifoide, a pessoa contraía a referida enfermidade.

Podemos resumir o problema afirmando que, embora as bactérias sejam a causa principal de algumas doenças, geralmente existe uma vitalidade reduzida que possibilita a entrada delas no organismo.

Acreditamos na teoria dos germes até certo ponto e pensamos que devemos tomar todas as precauções razoáveis ​​para nos protegermos de infecções. Mas a melhor proteção é viver de forma a fortalecer as forças vitais do corpo, o que tornará o perigo de infecção improvável.

O germe que causa pneumonia está frequentemente presente no nariz e na boca de pessoas saudáveis, mas só consegue causar pneumonia quando a resistência vital do corpo está comprometida.

Publicado na revista Rays from the Rose Cross de abril de 1931

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