por David L. Duffy
A dor é uma experiência que frequentemente associamos à doença humana. Grande parte do nosso medo de adoecer pode estar relacionada à antecipação de um estado doloroso. Imagine ter um ataque cardíaco, uma úlcera duodenal ou artrite; em todas essas três doenças, a dor é uma sensação proeminente. Tão logo sintamos o medo da dor somos condicionados a agir de determinadas maneiras.Primeiramente podemos tentar ignorar a dor. Você já sentiu desconforto estomacal enquanto comia? O que você fez então? Pensou “isso não é nada” e continuou a comer o resto da refeição mesmo assim? E o que aconteceu? Provavelmente a dor se intensificou. Este exemplo ilustra como às vezes comemos demais e como ignoramos o sinal do corpo de que já comemos o suficiente. Nesse caso, a dor é um aviso prévio ao qual devemos prestar atenção.
Em outras situações podemos sentir dor, mas negar sua importância. Uma pessoa com angina pectoris, por exemplo, pode desenvolver dor no peito quando se esforça demais ou está sujeita a estresse emocional. A dor é causada porque o coração recebe oxigênio insuficiente para o trabalho que precisa realizar. Quando esta dor aparece, ela diz a si mesma que pode ser que esteja com "azia", "indigestão" ou "distensão muscular". Ela nega que algo possa estar errado com seu coração. “Não, isso não pode estar acontecendo comigo!" Ela pode continuar por semanas e meses evitando ir ao médico porque não consegue aceitar o fato de que algo possa estar errado com seu coração.
Pode acontecer ainda que acreditemos que a dor é a própria doença. Quando a dor é reconhecida como inimiga, tendemos a procurar maneiras de "nos livrarmos dela".
Somos tentados a procurar analgésicos e outros tratamentos que nos permitam qualquer coisa mas “por favor , livrem-nos da dor!" A artrite é comumente abordada dessa maneira.
Seja como for, quando ignoramos a dor, negamos sua importância ou passamos a considerá-la uma inimiga, estamos nos privando de uma grande oportunidade de melhorar. Algumas pessoas não têm a capacidade de aceitar conselhos e críticas de outros; da mesma forma, quando ignoramos, negamos ou tentamos evitar a dor, estamos nos fechando para a “crítica interna”. O que poderíamos fazer para desenvolver uma melhor capacidade de tolerância e apreciação do significado da dor?
Em primeiro lugar devemos desenvolver respeito por nossos corpos e acreditar na sabedoria do corpo humano. Quando sentirmos dor, prestemos atenção. O corpo pode estar nos enviando uma mensagem importante. Em nossas atividades diárias, sentimos muitas pequenas dores e incômodos cujos significados são auto evidentes: distensão muscular excessiva, exposição à água quente e irritação causada por poeira nos olhos. Pense em como essas pequenas dores e desconfortos são, na verdade, parte dos mecanismos de proteção do corpo. Devemos ser capazes de distinguir dores leves de dores graves. Não é incomum que algumas pessoas expressem medo de doenças interpretando pequenas dores como evidência de doenças graves, como doenças cardíacas ou câncer.
Em segundo lugar, devemos descobrir o que nossos corpos estão tentando expressar através da dor. Para isso, precisamos reconhecer a relação entre causas e efeitos. Podemos abordar essa análise fazendo-nos as seguintes perguntas:
1. O que eu estava fazendo quando a dor começou?
2. Houve sinais de alerta que ignorei?
3. Será que forcei demais a parte do corpo que está sentindo dor? (Por exemplo, dor nas costas por levantar peso, dor de cabeça por cansaço visual, dor de estômago por comer demais.)
4. Meus desejos têm me levado além dos limites razoáveis do meu corpo?
5. Tenho estado emocionalmente abalado(a)?
6. Tenho feito coisas que senti desejo de fazer, mesmo sabendo que não deveria?
7. Tenho dormido o suficiente?
8. Minhas interações com certas pessoas têm sido desagradáveis?
9. Estou sentindo os efeitos do medo, da depressão, da preocupação ou da raiva?
10. Tenho infringido outras Leis da Natureza de alguma forma?
Mesmo quando não entendemos imediatamente o que nossos corpos estão tentando expressar através da dor, se começarmos a analisar a mensagem, estaremos mais receptivos a novas pistas.
Por último devemos aprender a aceitar nossas “críticas internas” e nos esforçarmos para corrigir as falhas que descobrirmos. É preciso coragem para nos confrontarmos. É preciso força para reconhecer nossos erros. É preciso fé para trabalhar em direção a um objetivo sem resultados instantâneos. É preciso paciência para descobrir a verdade interior através de um longo processo de tentativa e erro. É preciso amor e compaixão para nos perdoarmos por nossas tolices, ignorância e talvez até mesmo erros graves.
"Mas por que eu deveria me dar ao trabalho de fazer tudo isso?", você pode perguntar.
Cedo ou tarde, descobriremos que o autocontrole é nossa própria recompensa.
Mas, o mais importante: com esse esforço, desenvolveremos uma maior capacidade de amar e servir aos demais. Trabalhemos, então, por uma quietude interior - uma quietude interior e uma cura interior - aquele silêncio perfeito onde os lábios e o coração estão quietos, e não mais alimentamos nossos próprios pensamentos imperfeitos e opiniões vãs, mas somente Deus fala em nós, e esperemos com sinceridade de coração, para que possamos conhecer a Sua vontade, e no silêncio do nosso espírito possamos fazer a Sua vontade, e nada além disso.
Traduzido da revista Rays from the Rose Cross de janeiro de 1981
QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ
Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Nutrição e Saúde" da revista "Rays from the Rose Cross". Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz" e outros por este blog.
Se você deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui


0 comments:
Postar um comentário