06/01/2013

700 ANOS - O AGRADECIMENTO

por Jonas Taucci
Orando aos Irmãos Maiores, Max Heindel e Augusta Foss Heindel

A Ordem Rosacruz foi formada no ano de 1.313 por Christian Rosenkreuz; o Cristão Rosacruz.

Desde então, e até o início do século XX , grandes nomes contribuíram – de forma velada - para a divulgação dos Ensinamentos Rosacruzes, entre eles; Paracelso, Comenius, Bacon, Helmont, Jacob Boehme, Shakespeare, Wagner, Goethe (todos eles citados em nossos livros).

Em 1.909, Max Heindel – fiel mensageiro dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz – funda a Fraternidade Rosacruz, onde através de livros, cursos, palestras, seminários, etc, os Ensinamentos Rosacruzes são amplamente divulgados publicamente.

Neste ano de 2.013 temos então, a observância de 700 anos de formação da Ordem Rosacruz.

Elevemos nossas orações de gratidão aos Irmãos Maiores , Max Heindel e Augusta F. Heindel.

Sejamos merecedores deste sagrado e sublime Ideal Rosacruz, servindo amorosa e desinteressadamente aos nossos semelhantes. Unamo-nos à oração abaixo.

AOS IRMÃOS MAIORES


Almas incansáveis que trabalham arduamente
tanto de dia como à noite para preservar o vínculo.
Aquele ( vínculo ) que mantém unido o homem à Deus.
Trabalham com amor, e servem livremente.
Trabalham por todos, não unicamente por ti nem por mim,
e não pedem nada em troca.

O homem pode tropeçar e cair,
se cansar, ser débil, e não responder ao chamado.
Mas, os Irmãos Maiores, aqueles luminosos faróis de Luz,
vêm com prontidão para auxiliar aqueles que choram à noite.
Trabalham sem descanso.

Quão maravilhosos são Eles, com objetivos altruístas.
Seu único objetivo é ajudar o homem a evoluir. Eles nos
ensinam sempre gentilmente, nunca pedindo algo em troca,
unicamente a nos auxiliar em nosso caminho.

Eles são a inspiração do homem, Luz que nos guia.
Estes Irmãos maravilhosos, que trabalham dia e noite ,
sacrificando-se, não somente por você ou por mim,
mas dando-se Eles mesmos à toda humanidade.

(tradução livre do inglês)

Fontes consultadas e sugeridas : Serviço Rosacruz de setembro/1982,  setembro/1983, março/  1985, Conceito Rosacruz do Cosmos ( capítulo XIX – Christian Rosenkreuz e a Ordem dos Rosacruzes  ), Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Volume II –  perguntas 73 e 142, Maçonaria e Catolicismo capítulo IV – Moldando o Mar Fundido, e  artigo de nossa Sede Mundial, em Oceanside: 

http://www.rosicrucian.com/zineen/pamen010.htm


23/12/2012

Meditação na Noite de Natal

por Eduardo Aroso
Uma semente te deixo,
Pérola devocional.
Aqui fica o meu espírito,
O espírito de Natal.

Cada dia, todo o ano,
Reacende tu a chama,
Sou o teu Cristo Menino,
A cada hora te chama.

Cada acção seja boa,
Reflectindo o firmamento.
Crescendo eu, tudo toma
O mais santo alimento.

Eu sou a Luz do Mundo,
Eu sou a Luz Dourada,
Eu sou o advento
De nova caminhada.

Nesta noite tão serena
Num instante pára o vento.
Cantam anjos de alegria
Por mais este nascimento.

Sou o Cristo de Aquário,
Amor total que vem,
No Natal do futuro
Toda a Terra será Belém.

do livro: CAMINHO PARA A ROSA, Eduardo Aroso
publicado pelo Centro Rosacruz Max Heindel, MINDE, Portugal, 2008

06/12/2012

Três Cidades Que Hospedaram O Cristo


Três pequenas cidades podem orgulhar-se de haver hospedado o Cristo — a maior Luz que a Terra jamais conheceu: Belém, Nazaré e Cafarnaum.

Cafarnaum significa "cidade do Consolador". Ficava no território da tribo de Neftali, limítrofe do da tribo de Zabulon. Mateus aproveitou-se disso para aplicar a Cristo o trecho de Isaías (8:23 a 9:1): "No passado, o Senhor humilhou a terra de Zabulon e a terra de Neftali? no futuro glorificará o caminho do mar, a outra margem do Jordão e a Galiléia dos gentios: o povo que caminhava nas trevas viu grande luz; sobre os habitantes da terra das sombras uma luz brilhou".

O "caminho do mar" ia de Damasco ao Carmelo, através do Jordão (também chamada "Peréia", do grego peran, que significa "além", e que hoje é denominada "Transjordânia"). A Galiléia dos gentios é a cidade de Cafarnaum, porque nela havia grande mistura de judeus e gregos e constituía um forte entreposto comercial, com ligações por terra e mar com os distritos circunvizinhos e que demandavam Horã, Tiro, Sidon, Síria e Egito. Daí serem tidos os cafarnaítas, pelos ortodoxos da Judéia, como "livres-pensadores" e como "heréticos sincretistas". Mas justamente por isso o terreno era fértil para a pregação de Cristo, com almas sinceras, sem hipocrisia, podendo manifestar livremente suas crenças.

Dentre as interpretações bíblicas, a que se relaciona com a Astrologia espiritual diz que Jacó tinha 4 esposas (Lia, Raquel e suas duas amas) que representam as 4 fases da Lua. Com elas gerou 13 filhos, sendo uma filha, Diná, que representa o único signo feminino: Virgo. Dois filhos, Simeão e Levy, representam o signo de Gêmeos; e os demais 10 filhos, os outros signos do zodíaco. A região de Neftali está ligada a Capricórnio; Neftali era um dos filhos de Jacó, representado por uma corça que partia em corrida até vencer um ano (iniciado pelo solstício de dezembro). Deduzimos, pois dentro dessa simbologia, que Neftali era um lugar de provas, de séria concentração e de análise, atributos saturninos valiosos na evolução espiritual.
publicado na revista Serviço Rosacruz de novembro de 1977

07/11/2012

CAMINHO PARA A ROSA

por Eduardo Aroso
CAMINHO  PARA  A  ROSA 

O caminho para a Rosa
Começa na sombra que oprime.
Mas há luz mais adiante
E a alma se redime.

O caminho para a Rosa
Nasce da dor do peregrino
Que morre e volta a nascer
Pra que o amor possa vencer.

E há a solidão
Deserto essencial
Onde se prova o caminhante.


do livro: CAMINHO PARA A ROSA, Eduardo Aroso
publicado pelo Centro Rosacruz Max Heindel, MINDE, Portugal, 2008
Mais artigos e poesias de Eduardo Aroso - aqui

27/10/2012

Não Resistais ao Mal

Sue Goske
Ao adentrar o pátio externo do Tabernáculo do Deserto a pessoa encontrava, primeiramente, o Altar dos Sacrifícios. Em nossos tempos, quando o aspirante põe o pé no CAMINHO, conhece,  de imediato, o passo inicial: a purificação. Em seu ardor desejará, sem dúvida, superar logo todos os obstáculos à sua caminhada. Aspirará a vencer o mal. Porém, antes de iniciar suas tentativas, deverá conhecer as técnicas, por assim dizer, que lhe assegurarão êxito em seu empreendimento.

Tudo existe como VIBRAÇÃO. A natureza de um objeto ou ser é determinada pelo seu peculiar tipo de vibração. Chamamos de "bom" tudo o que vibra em harmonia com as Leis da Natureza: colaboração, unidade, enfim, todo elemento conducente ao bem do conjunto.

O ato praticado através de motivação altruísta gera uma vibração harmoniosa com o todo. O mal é uma vibração discordante. Insofismavelmente, o mal, e o bem criam, de maneira diferente, a discórdia e a harmonia. O egoísmo é, realmente, ego-destruição. Enquanto o homem viver em desacordo com a Natureza, por ignorância ou propositadamente, terá de sofrer. Não vencerá as Leis da Natureza: elas é que o vencerão. E das dores e sofrimentos padecidos formar-se-ão pérolas de sabedoria. O homem compreenderá que não pode desafiar as forças superiores. Dessa maneira, o mal colabora para um bem final. Através dos efeitos da discórdia em sua vida, o ser humano aprende a amar a harmonia.

Os aspirantes da Antiga Dispensação obedeciam à Lei pelo medo. O Cristo trouxe a Lei do Amor à humanidade. O medo e o amor são duas vibrações bem diferentes. O aspirante moderno tem a possibilidade de efetuar a trans­mutação em seu próprio ser polo PODER DO AMOR. Cristo Jesus nos ensinou a chave oculta do método a ser empregado: "Não resis­tais ao mal". A resistência é composta por fricção, luta e intensa oposição. Essas vibrações não se harmonizam com a meta do aspirante: o equilíbrio. Ele poderá descobrir, até com certo espanto, que não possui armas para batalhar contra o mal. Foi isso que aconteceu com Amfortas, personagem de "Parsifal" tentou destruir Klingsor por meio de uma força que só devia ser usada para curar. Eis aí uma pista esclarecedora das causas profundas da derrota sofrida por Amfortas: usou um poder sagrado que lhe fora confiado, de maneira indevida. Tentou destruir e não curar. O uso pervertido acarretou-lhe a perda daquele maravilhoso dom. É particularmente significativo que ele colheu exatamente o efeito de suas próprias intenções: um ferimento sem cura, até a remissão completa do mal gerado.

Podemos, então, interpretar o princípio de "Não resistais ao mal" por "Não resistais à vibração desarmoniosa; transmutai-a em harmonia". Se a vibração de Amfortas fosse constituída de perdão, amor e sabedoria,  não teria investido contra o mago negro Klingsor. Não seria prejudicado e poderia sujeitar os poderes maléficos do mago negro pela nota-chave amorosa do poder de Cristo, cuja vibração mais elevada é capaz de transmutar o mal em bem.
traduzido da revista Rays from the Rose Cross, nº desconhecido
publicado na revista Serviço Rosacruz, julho de 1977

12/10/2012

O Valor da Humildade

por Delmar Domingos de Carvalho
Ele que é o mais alto Iniciado
Da onda de vida dos arcanjos,
Ser poderoso e Iluminado
Muito acima dos anjos.
 
Tinha Poder para vencer
Todos os exércitos, todos os militares,
Mas não o podia exercer
Senão o plano cósmico, ia pelos ares.
 
Humildade está nos Servidores,
Como está nos sábios verdadeiros,
E não na maioria dos doutores,
Nem nos que estão cheios de dinheiros,
 
Muitas das vezes obtidos
Por meios ilícitos e até legais!
E nos que estão vendidos
Aos poderes efémeros, brutais.
 
A Humildade está na Pureza
E por Ela a Deus verão
Na Sua infinita Fortaleza.
Enche o meu pobre coração.
 
Poesias e Artigos do escritor Delmar Domingos de Carvalho: clique aqui

30/09/2012

A Vontade e a Razão


Tem sido dito que a inclinação do homem para o mal é mais forte do que para o bem. Indubitavelmente isto é certo no presente estado evolutivo da humanidade.

Quando o aspirante sincero se propõe à reforma de hábitos, sente agudamente a luta entre o espírito e a carne, que lhe ruge no peito com aquela violência que Paulo descreve ao desafogar seus íntimos sentimentos, dizendo como a carne pelejava contra o espírito em seu coração e como fazia o mal que não queria fazer e omitia o bem que desejava realizar.

É uma luta gigantesca, a da construção silenciosa do templo interno. E só com a ajuda da razão podemos vencê-la, como disse João, 8:32: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".

No homem comum, os princípios espirituais não se desenvolveram suficientemente para dar-lhe consciência de si e isto mostra que o "conhecer a verdade" equivale a conhecer a si mesmo". Apesar das tendências animais serem proporcionalmente mais fortes que as inclinações espirituais, há uma luz divina e eterna, dentro de nós, atraindo-nos poderosamente à Sua busca. Se resistimos a esse íntimo apelo e preferirmos dirigir-nos ao mal, essa atração não deixará, contudo, de existir. Mas também nunca poderemos alcançar a razão perfeita das coisas e de nós mesmos, se não nos dirigirmos a esta Chama interna, o Cristo interior. O homem só poderá ser completamente livre quando sua razão vibrar uníssona e harmoniosamente com a razão divina interna, que por sua vez vibra com a razão universal. Portanto, o homem só pode ser livre se obedecer à Lei, não por temor, como os antigos, mas pelo conhecimento elevado de que a razão de Deus é amorosa e justa.

Até que cheguemos lá, vamos plantando em nossa alma um número infinito de sementes. de bem e de mal, donde surgirão belas plantas e plantas disformes. O calor necessário para o seu crescimento vem do fogo que se chama vontade. Se a vontade é boa, desenvolverá plantas belas, se é má, plantas disformes. Logo, o passo atual do homem é a purificação da vontade, cultivando-a para que se converta numa potência espiritual e o único meio para purificar a vontade é a ação. Para, consegui-lo, as ações têm de ser boas, até que o agir bem seja mera questão de hábito. E o hábito se estabelece quando na vontade não haja mais desejo de agir mal.

Cristo nos está ajudando, com sua descida anual à Terra, até à segunda volta, a formar o corpo espiritual, o corpo-alma, que nos possibilitará a transição do ar. Por isso nos afirmou que aparelhará lugar. E Paulo completa: “os que vivem em Cristo”. 

Esta realmente é a condição. E, se por um lado temos livre arbítrio para desleixar tão importante trabalho evolutivo, (pois, na medida que evoluímos, influímos em todo o nosso ambiente, ajudando a apressar o novo advento) também podemos aplicar-nos conscientemente a esse trabalho, como fazem os autênticos aspirantes rosacruzes.

Não há lugar, pois, a comodismos, a procrastinações, irresponsabilidades e indiferença. A cada um será dado segundo seu mérito individual e não pelos que os "mestres" externos e humanos possam prometer.

Do editorial da revista Serviço Rosacruz de março de 1964 

17/09/2012

Acrosofia

 
Ah! tu podes ter sido programado,
Pois teu cérebro é computador.
Podes ser enfeitado, diplomado,
Bem sei que tudo tem o seu valor.

Mas o saber que é tanto desejado,
Não é sujeito ao tempo destruidor,
É do homem que foi santificado,
Em diro aprendizado pela dor.

Descobre o teu mistério e te conquiste
Com verdadeira e sã sabedoria,
Pois este é o desafio que persiste...

Vai pelo amor que abre o coração...
Conhecer a ti mesmo é acrosofia,
É a senda própria da iluminação.
Antonio Ribeiro de Mattos,
Estudante da Fraternidade Rosacruz em São Paulo

Publicado no Ecos da Fraternidade Rosacruz – Sede Central do Brasil -


23/08/2012

O Significado dos Mitos

por Gilberto Silos
 
Max Heindel afirmou que o Mito foi o recurso utilizado pelos Divinos Guias da Humanidade para orientá-la em sua infância espiritual. O vocábulo Mito origina-se do grego Mvthos que quer dizer relato. É um relato em linguagem simbólica, capaz de projetar os arquétipos de verdades espirituais na consciência humana. Em sua obra "Mistérios das Grandes Óperas", Max Heindel revela o significado oculto de vários mitos oriundos da Europa setentrional.

Os mitos confundem-se com as próprias religiões. Todas as grandes religiões mediterrâneas e asiáticas possuem sua mitologia. A Bíblia, tanto quanto outros livros sagrados, contém mitos.

Os mitos contam histórias sagradas, fatos ocorridos em tempos imemoriais. Relatam como graças aos Seres sobrenaturais uma realidade passou a existir, como algo começou a ser. São geralmente, uma narrativa de uma criação, seja do Cosmos, seja de uma cultura, uma nação ou um comportamento. Explicam não apenas a origem do mundo, dos animais, das plantas e da humanidade, mas também de todos os acontecimentos através dos quais o homem converteu-se no que é hoje.

Como os mitos transmitem arquétipos de verdades cósmicas, é comum encontrarmos o mesmo relato em civilizações e religiões diferentes, que se desenvolveram em épocas distintas e locais bem diferentes uns dos outros. É o caso do mito da Sagrada Família. O mesmo enredo da história cristã de Maria, José e Jesus se repete em tempos e épocas diferentes. Na antiga religião egípcia fala-se do salvador, o deus sol Horus, filho de Isis (uma virgem) e Osiris. No norte da Europa, Baldur, filho da virgem Freya, nasce entre animais, numa estrebaria, sendo conduzido às montanhas para fugir dos perigos que o ameaçavam. Saga idêntica é a de Krishna, na índia e Quetzacol entre os astecas, na América pré-colombiana.

São muito comuns, também, entre várias civilizações os mitos do "fim do mundo". A Bíblia fala de Noé e de como ele sobreviveu ao Dilúvio. Em outras culturas o mundo foi destruído por um cataclismo e a humanidade aniquilada, com exceção de um casal ou de alguns sobreviventes. Esses mitos transmitem a ideia de que o mundo tanto quanto o homem devem recriar-se e regenerar-se ciclicamente. Mostram o final de um ciclo já exaurido em suas possibilidades evolutivas e o início de um novo, com lições inéditas para a humanidade. Essa ideia de que o Cosmos encontra-se ameaçado se não for recriado inspirava a principal festividade dos índios californianos.

A função do mito é de revelar arquétipos, dando significado ao mundo e à existência humana, mostrando, também a sacralidade inerente a todas as coisas.
publicado no ECOS da Fraternidade Rosacruz, set,out 1993 - Sede Central do Brasil

05/08/2012

Do Amor e do Ser (17)

por Eduardo Aroso (*)
Alguém já disse que a nossa época «é o tempo dos atrasados», isto é, por estranho que pareça, todas as oportunidades de evolução, embora dadas a todos, hoje são manifestamente oferecidas aos atrasados da humanidade: desde os mais pobres aos políticos e plutocratas, mas que ainda vivem apenas na esfera do sensível. Todas as energias e atenções estão voltadas para aqueles que se satisfazem com o conforto, os bens (ainda que necessários), em suma para «o que é de César», desde a sociedade até às igrejas instituídas que, como bem observou Max Heindel, já não podem dizer ao doente «levanta-te e anda».

Quanto aos mais adiantados, ninguém os ouve na televisão, na imprensa, salvo as possibilidades de os termos na internet, o único canal de liberdade. Todas as atenções se voltam para as banalidades diárias, extravagâncias, em suma para os heróis do efémero.

 Quem entre o público dirige a sua atenção para alguém que fale de um assunto elevado? Como diz um amigo meu, mesmo se começasse a escutar quem suportaria esse sábio por mais de um minuto?

 É que, geralmente, tais homens falam de assuntos de sempre (podendo, é claro, ser vistos de outro modo), de leis criadas por Deus, de princípios da Natureza que não se compadecem com modas. E isto não está no gosto das massas nem de uma grande parte dos chamados intelectuais, porque todos querem a excitação do corpo de desejos. Este é o nosso veículo mais difícil de dominar, e aqui deparamos com o cerne da diferença que separa o esoterismo ocidental do oriental: para os ensinamentos ocidentais o corpo de desejos – de onde vem todo o incentivo para a acção - não deve ser anulado («matar o desejo»), mas educado e por fim dominado.
(*) Escrito em 29-7-2012), publicado no Grupo Fraternidade Rosacruz Max Heindel (Facebook)