19/07/2026

A Chave de Todas as Curas

 por Max Heindel

Lembrando o aniversário de nascimento de Max Heindel, que ocorrerá nesta semana,  aproveito para postar a tradução desse artigo de sua autoria que foi publicado na seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross". Esta tradução é da "Rays" de novembro/dezembro de 2004, mas o mesmo artigo consta também em exemplares dos anos 50 e 73 da mesma revista. Mais "tributos" a Max Heindel aqui.

Em algum momento, estive entre os doentes e muitos dos que me rodeavam estavam gravemente aflitos. Falavam constantemente sobre remédios, alimentos, climas e vários tratamentos, em um ou mais dos quais buscavam a cura.

Isso é natural; não pareceria razoável que um sofredor negligenciasse o uso de meios físicos nos quais ele tivesse fé. Existem medidas físicas que aliviarão qualquer enfermidade e ajudarão a efetuar uma cura e, se não as empregarmos, seremos negligentes em nosso dever.

Mas, é correto um paciente depositar toda a sua fé em algo externo a si mesmo para a cura? 

Não acreditamos que seja. Acreditamos que ele é responsável por sua condição e que a cura deve vir principalmente como resultado de seus próprios esforços, sejam eles conscientes ou inconscientemente empregados.

A doença de qualquer natureza é evidência de discórdia —desarmonia.

Mostra que violamos uma Lei da Natureza; pecamos. Muitas vezes não conseguimos nos lembrar de uma transgressão proporcional à gravidade de nossa doença. A Astrologia Médica nos dará Luz. 

Sabemos que é possível elaborar o horóscopo de um bebe assim que ele nasce e identificar as partes vulneráveis do seu corpo, suas tendências a certas doenças. A hereditariedade, por si só, não explicará satisfatoriamente essas tendências. Não acreditamos que um Deus justo permitiria que qualquer alma nascesse com predisposição a certas doenças, a menos que as merecesse.

O bebe não pecou nem violou as Leis da Natureza nesta vida. Parece haver apenas uma resposta razoável para o que o faz nascer com essas tendências: pecou em uma vida passada. Nessa vida anterior, ele tinha certas ideias falsas e distorcidas, que incorporou a este corpo ao renascer.

Construímos nossos próprios corpos e os construímos de acordo com nossos pensamentos e ideias anteriores. Aprendemos a construir certo construindo errado. Só atraímos harmonia — saúde — na medida em que a manifestamos anteriormente.

Se pecar ou violar as Leis da Natureza é a causa da doença, o remédio é evidente.

Devemos mudar nossa vida. Devemos viver em harmonia com Deus — o Bem — a Lei Universal. Devemos buscar sinceramente conhecer onde erramos. Devemos nos esforçar para controlar as fraquezas que trouxeram discórdia ao nosso corpo. E se crescemos até a maturidade, sabemos quais são essas fraquezas, pois elas já se manifestaram como tentações ou transgressões nesta vida.

Cristo ensinou o perdão dos pecados. Ele nos ensinou que, se aprendêssemos nossas lições, a Lei não permitiria que transgressões anteriores — pecados — reagissem sobre nós e nos fizessem sofrer. Ele poderia nos perdoar e "apagar o registro do ato"; isto é, se tivéssemos mudado nossa vida e houvesse pouca chance de cometermos a mesma falta novamente.

Nesse ensinamento reside uma grande esperança para nós.

Acreditamos que, para curar qualquer enfermidade, o meio mais eficaz, além de usar todas as medidas físicas em que temos fé, é buscar, com afinco e em oração, nossas fraquezase erradicá-las.

Para alguns de nós, isso não é fácil, pois exige mudanças em nossas vidas e requer tempo, paciência e perseverança. Mas, vivendo em harmonia com a Lei Universal, possibilitamos que nosso Pai, o Grande Médico, restaure a harmonia em nossos corpos, e tal cura é permanente.

Buscamos e estamos manifestando "o Reino dos Céus e sua Justiça e todas as coisas nos serão acrescentadas" — inclusive a saúde. 

Traduzido da revista Rays  from the Rose Cross de novembro/dezembro de 2004

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ


Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross". Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz".

Se você deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

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