19/07/2024

A CURA DAS MEMÓRIAS


Frequentemente descobrimos que para que ocorra uma cura física é necessário antes uma “cura das memórias”.

Muitas vezes, as condições de doença começam com alguma dor ou mal, real ou imaginário, que chega até nós através de outra pessoa. Na verdade, o único poder que alguém ou alguma coisa tem sobre nós é aquele que permitimos que ela tenha. Culpar o outro é inútil.

Há um velho ditado que diz: “Talvez não possamos evitar que os pássaros voem sobre nossas cabeças, mas não precisamos permitir que construam ninhos em nossos cabelos”. Quando permitimos que as palavras ou ações de outra pessoa nos perturbem a ponto de nos fixarmos nelas e de nos irritarmos interiormente, permitimos que a "construção do ninho" tenha início.

Quando guardamos essas coisas na memória, sentindo novamente a dor, alimentamos o “ninho” construído. Daí, logo nascem os filhotes – e  descobrimos que a doença aparece no corpo.

Às vezes, a dor (das memórias) parece grave e achamos difícil esquecer e perdoar. Mas, quando percebemos que pode ser literalmente uma questão de vida ou morte para nós, então, vemos a importância de limpar os velhos detritos e começar de novo.

Se realmente desejamos nos livrar dessas memórias que minam a vida, temos a ajuda de todas as Forças do Bem. Com firme determinação e com propósito sincero, oremos para que a Luz e o Amor de Cristo nos preencha e demos graças por esta oportunidade de crescer e desenvolver o reto pensar.

Sabemos quão poderosos são nossos pensamentos e desejamos ardentemente aprender a direcioná-los para canais de retidão. Assim, com a ajuda do nosso Salvador, nos esforcemos para limpar os velhos “ninhos” de nossos cabelos, lavando-os na corrente fluida do Amor. Comecemos de novo, procurando substituir as velhas memórias por novos pensamentos de bênção, amor e compaixão, agradecendo por mais uma lição aprendida.

Traduzido da revista Rays from teh Rose Cross, jan/fev de 1982  por Rosacruz e Devoção

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross" .Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". São distribuídos gratuitamente a todos os que se inscrevem no Serviço de Cura seja Estudantes ou não. Portanto são públicos. Se deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

13/07/2024

O Silêncio Curador


O Sagrado silêncio, familiar aos corações aflitos quando em oração sincera, pulsa com poder de cura. Nesse momento podemos entrar com fé e ação de graças no lugar secreto do Altíssimo, e elevar nossos corações na quietude vibrante pela cura e ajuda que Nele há em abundância.

"Ore a seu Pai que está em secreto e seu Pai que vê em secreto o recompensará abertamente."

Através da quietude reverente nos sintonizamos com o inegável conhecimento de uma Presença Curadora, e todo aquele que for abençoado com o poder interior de uma fé viva pode entrar sozinho para participar de um poderoso refrigério. Paz e poder envolvem tal adorador como uma vestimenta brilhante.

Há um abraço compassivo para aqueles que buscam a misericórdia do Pai. Suas necessidades - trancadas nos lugares ocultos do coração e da mente - são recebidas por Ele; transformadas pela emoção do Seu amor, tornando-os revigorados e às vezes, até curados.

O perdão está naquela Santa Presença, acalmando e elevando os corações contritos. A decisão para viver em retidão; para vencer pela luz da sabedoria de Deus; para deixar com Cristo os fardos grandes demais para serem suportados, é recebido com alegria. Um brilho nascido da angústia e da dor envolve os corações e os preenchem com a bem-aventurança da unidade com Ele.

Ao voltarmo-nos para a quietude espiritual do lugar secreto do Altíssimo, devemos aceitar destemidamente a verdade de nossas próprias responsabilidades nas coisas que sofremos. Nesta aceitação, e na subsequente obediência às leis de Deus, as mentes são aquietadas, os corações respondem à paz, as vidas tornam-se recriadas e completas. 

Um serviço maior em Sua vinha glorifica a vida.

Traduzido da revista Rays from teh Rose Cross,março de 1962 por Rosacruz e Devoção

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross" .Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". São distribuídos gratuitamente a todos os que se inscrevem no Serviço de Cura seja Estudantes ou não. Portanto são públicos. Se deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

08/07/2024

Curar A Si Mesmo: Nossos Passos Preparatórios Para Curar Aos Demais

Cristo curando dez leprosos, autor desconhecido. Fonte da imagem: veja aqui

por 
David L. Duffy, M.D
. (*)

Quando olhamos em nosso entorno, não podemos deixar de ver a grande quantidade de sofrimento provocado por doenças e enfermidades. Todos os anos, bilhões de dólares são gastos em exames médicos, medicamentos e hospitalizações. Ano após ano, mais pessoas adoecem e o custo dos cuidados médicos continua a aumentar. Como a humanidade pode aliviar esse sofrimento? O que nós, como indivíduos, podemos fazer para ajudar?

Os Ensinamentos Rosacruzes nos dão uma compreensão da natureza da doença. O ser humano é um ser espiritual que possui um corpo denso, um corpo vital, um corpo de desejos e uma mente. Assim como existem leis da natureza que governam o movimento dos planetas, existem leis que governam a saúde e o bem-estar espiritual. Por ignorância, a humanidade desobedece a estas leis e provoca as condições que reconhecemos como doença mental, discórdia emocional e doença física. O ser humano melhorará o seu estado de saúde quando compreender as leis da natureza e trabalhar em harmonia com elas. Até que a humanidade seja totalmente transformada para este estado superior de consciência e autocontrole, haverá sofrimento e doenças. Para ajudar a aliviar este sofrimento, Cristo nos mostrou o caminho pregando o evangelho e curando os enfermos. Sigamos Seu exemplo.

Embora possa haver um número infinito de experiências que preparam um determinado indivíduo para se tornar um curador, concentrar-nos-emos em quatro passos preparatórios:

entendimento, purificação, dedicação e compaixão.


ENTENDIMENTO

Antes de podermos pregar o evangelho, devemos aprender a compreender as leis da natureza que dizem respeito à saúde. Através da ciência moderna sabemos muito sobre as manifestações físicas das doenças. O diagnóstico de doenças baseia-se na acumulação de experiência no reconhecimento de padrões específicos de sintomas e sinais de doença. No entanto, a medicina moderna ainda falha no reconhecimento da causa espiritual subjacente às diferentes moléstias. Através das nossas próprias observações podemos aprender muito sobre saúde e doença.

Com que frequência nos envolvemos em atividades prejudiciais à nossa saúde? Quando nossos pensamentos e humores são pessimistas, raivosos ou deprimidos, enviamos através de nossos corpos os destrutivos glóbulos brancos do sangue. Também desperdiçamos energia e podemos nos desligar do fluxo vital do éter. Quando comemos mais alimentos do que o nosso corpo necessita, desperdiçamos energia digestiva e sobrecarregamos o nosso corpo com materiais indesejados.

Quando entendemos a Lei de Causa e Efeito, percebemos que as limitações que os homens experimentam nesta vida estão enraizadas nas atividades de vidas passadas. É da natureza da evolução despertar o homem para as verdades espirituais através de um processo lento, mas contínuo. Compreender a Lei de Causa e Efeito nos ajuda a cooperar com o Pai em Sua obra de cura.

A astrologia é uma ferramenta maravilhosa no estudo dos princípios de saúde e cura. O horóscopo natal retrata as tendências de uma pessoa para a doença, fornece informações sobre as causas e mostra o caminho para a restauração da saúde.

PURIFICAÇÃO

Existe um paradoxo no processo de purificação. Quando começamos a obedecer às leis da saúde, podemos ficar doentes. Neste momento crítico é tentador abandonar o caminho da saúde. O processo de purificação é um teste à nossa verdadeira compreensão da doença e da saúde.

Quando mudamos as nossas atitudes, hábitos e dieta, o nosso corpo responde eliminando as toxinas e resíduos há muito mantidos inativos dentro de nós. Esta eliminação envolve os sintomas da doença, mas representa o desconforto da limpeza. A purificação da mente, do corpo e do espírito é uma aceitação voluntária da dor resultante de nossas violações anteriores das leis da natureza. Em vez de amaldiçoar os sintomas e procurar suprimi-los, deveríamos aceitá-los alegremente como uma dívida que desejamos saldar.

Cada corpo tem seu padrão individual de cura de acordo com a vitalidade, o grau de toxicidade e a força de vontade da pessoa. Algumas dívidas são totalmente pagáveis ​​na vida presente e outras não. Nenhum esforço é desperdiçado. Cada passo em direção à purificação é apreciado pelos Irmãos Maiores.

A purificação nos envolve em nossa própria experiência de cura de nós mesmos. Quando vivenciarmos a doença como um processo espiritual em direção a uma saúde melhor, seremos mais capazes de ajudar os outros com amor e convicção.

A purificação não termina com a melhoria do corpo físico. É uma luta de longo alcance para limpar os nossos pensamentos e desejos, para que um dia possamos colmatar o abismo entre as nossas mentes e os nossos corações. Nosso exercício noturno de retrospecção é útil ferramenta nesta luta. Recebemos experiências diárias para testar a pureza do nosso ser.

DEDICAÇÃO

Embora possamos ser saudáveis, fortes e conhecedores dos princípios da saúde e da cura, não podemos nos tornar curadores a menos que desejemos sinceramente fazê-lo. Quando nos envolvemos em ajudar os outros, descobrimos mais profundamente o propósito da vida. Nosso objetivo não é a nossa própria longevidade ou a longevidade de outrem. Podemos descobrir que ajudar os outros prejudica a nossa própria saúde. Nosso objetivo não é ajudar os outros a ganhar saúde, tornando-os obedientes aos nossos comandos. O ser humano deve poder aprender por tentativa e erro e o livre arbítrio deve ser respeitado. Podemos descobrir que as pessoas que desejamos ajudar ignoram as nossas sugestões ou até mesmo rejeitam a nossa ajuda. Ao sermos colocados em situações em que somos chamados a irradiar o nosso amor e a partilhar a nossa força vital com os doentes e aflitos, dedicamo-nos a uma elevação espiritual da humanidade que não é medida pelo sucesso material. Nossa dedicação é compartilhar a obra de Cristo no mundo para o bem de nossos semelhantes.

COMPAIXÃO

Quando compreendermos mais sobre a natureza espiritual da saúde, quando começarmos a incorporar esses princípios em nossas vidas e quando nos envolvermos no ensino desses princípios a outras pessoas, poderemos descobrir em nós mesmos alguns sentimentos negativos e desconfortáveis ​​em relação à essas mesmas pessoas que procuramos ostensivamente ajudar. Podemos tornar-nos críticos de suas fraquezas; da forma como cegamente ficam doentes, ou ainda da sua falta de resposta à nossa ajuda e sugestões. Podemos nos tornar críticos que policiam e punem os infratores.

Quando a crítica e a raiva surgirem em nossos corações, reconheçamos a fonte desses sentimentos. A astrologia nos diz que quando os outros despertam em nós sentimentos negativos, muitas vezes são um reflexo de nossas próprias inseguranças e fracassos do passado.

Quando começamos a superar nossas próprias fraquezas, podemos nos tornar impacientes com todos aqueles que ainda não superaram as mesmas falhas que reconhecemos em nós mesmos

Sejamos tolerantes com as fraquezas dos nossos semelhantes. Evitemos as críticas destrutivas que surgem dos nossos próprios sentimentos negativos.

Quando pudermos dedicar-nos sinceramente ao serviço aos outros de forma amorosa, de maneira positiva, sentindo a alegria de dar sem esperar nada em troca, sempre pacientes e tolerantes enquanto eles lutam por uma vida melhor, então conheceremos o significado da compaixão.

Tornar-se um curador é um processo semelhante à Iniciação. É um privilégio que conquistamos. É a realização de uma capacidade que desenvolvemos dentro de nós mesmos. Um despertar que dá alegria aos Irmãos Maiores. 

É uma bênção participarmos da obra de Cristo.

Traduzido da revista Rays from the Rose Cross, dezembro de 1979 por Rosacruz e Devoção

05/07/2024

O cálice, o pão e o vinho

A Ùltima Ceia - William Blake
por Gilberto Silos

Os Evangelhos, muito mais que um conjunto de quatro narrativas sobre a vida de Jesus de Nazaré, são diferentes sistemas de iniciação cristã. As “Bodas de Caná”, por exemplo, relatadas no Capítulo 2 de João, fazem parte desse conjunto. Não se trata de uma simples cerimônia de casamento, mas de uma alegoria ao matrimônio místico do Eu Superior com o eu inferior

Foi nesse evento bíblico que Cristo “transformou a água em vinho”. Isso pode intrigar a mente dos estudantes do esoterismo cristão. Afinal não se aconselha o aspirante à vida superior a abster-se de tabaco, carnes e bebidas alcoólicas?

O vinho era o elemento simbólico da Antiga Dispensação, prevalecente na época jeovística. Com o advento da Época Ariana ele substituiu a água, até então utilizada nos templos de iniciação da Atlântida.

Até meados da Época Atlante o espírito humano não era plenamente consciente de seu corpo físico e muito menos do ambiente que o rodeava. Sua consciência estava enfocada nos planos espirituais.

Um novo ciclo deveria iniciar-se, em condições tais que o espírito pudesse aprender as lições pertinentes ao mundo material. Para fazê-lo deveria esquecer sua origem espiritual e concentrar seus esforços na nova realidade que se lhe descortinava. Com esse propósito, as Grandes Hierarquias introduziram o vinho em sua dieta, como fator capaz de obscurecer-lhe a memória de sua origem divina e dos mundos que conhecia.

A conquista do mundo material faz parte do plano de evolução da raça humana. As antigas religiões ensinavam a Doutrina do Renascimento. Deixavam claro a seus seguidores que o progresso do ser humano se realizava por meio de experiências vividas em sucessivos corpos, em tempos e contextos diferentes. Não havia, então, necessidade de acelerar o processo evolutivo, pois tudo ocorreria de forma natural e orgânica. Isso pode ser coerente com o pensamento oriental, mas não com a natureza mais dinâmica dos povos do Ocidente.

Diante dessa realidade, as Hierarquias Divinas utilizaram o vinho como meio para apagar da memória do homem o fato dele renascer periodicamente em corpos diferentes e da existência dos planos invisíveis da natureza. Dessa forma, na Antiga Dispensação a água era utilizada nas cerimônias dos templos, mas o vinho passou a ser consumido em larga escala pelo homem comum.

O vinho, resultado da putrefação e fermentação do fruto da videira é um espírito. Os gregos lhe deram o nome de Baco, donde o termo bacanal para designar as orgias regadas a bebida e sexo na antiguidade. Com o advento do cristianismo inaugurou-se uma nova Dispensação. Esse sistema iniciático não comportava mais o uso da carne e principalmente do vinho na dieta humana. Assim foram instruídos os primeiros iniciados da Dispensação Cristã. Nas Bodas de Caná, ao transformar a água em vinho o Cristo estava apenas mantendo a ordem até então vigente.

Entretanto, para muitos ainda parece contraditório o fato de Cristo ter celebrado com vinho a Última Ceia. Não há fundamento bíblico para tal suposição. Os relatos evangélicos não a confirmam. Segundo Lucas e Marcos, Cristo incumbiu a seus mensageiros de irem a certa cidade buscar um homem que carregava um cântaro com água. Nenhum dos Evangelhos afirma ser vinho o seu conteúdo. E, segundo Max Heindel, a investigação na Memória da Natureza revela o uso de água e não de vinho.

O emprego da água na Última Ceia harmoniza-se astrologicamente com o início de uma nova Era. Por precessão o Sol já se encontrava nos últimos graus de Áries, e seu próximo trânsito seria pelo signo aquático de Peixes.

Manifestava-se um novo tempo, onde os ideais mais elevados seriam simbolizados pelo pão e pela água, evidenciando, assim, a relação Peixes-Virgem. Na Santa Ceia, Cristo partiu o pão, feito do grão imaculadamente gerado, diferente da carne que alimenta as paixões.

A Igreja Católica oferece aos seus fieis a água benta na entrada do templo e o pão no altar, no momento da comunhão.

O cálice oferecido à humanidade quando dos primórdios da época Ariana não continha a essência da pureza. A palavra pronunciada pelo ser humano tornou-se um conjunto de sons desprovido de vida e energia.

Quanto ao cálice da época futura, a Nova Galileia, ele será um órgão etérico formado na cabeça e na garganta, gerado pela força sexual não utilizada. À visão espiritual, aparece como a haste de uma flor ascendendo desde a parte inferior do tronco. Será um órgão criador, capaz de pronunciar a palavra de poder e infundir vitalidade em formas inertes.

O órgão mencionado pode ser construído por meio do serviço amoroso e desinteressado e pela pureza de vida. É uma prerrogativa daqueles que abraçam a vida superior, atuando durante a noite como Auxiliares Invisíveis, estando fora do corpo. É quando se ensina a “palavra de poder” com o propósito de regenerar tecidos e sanar enfermidades.

Com o passar do tempo a perspectiva é de rejeição gradual do vinho por parte do ser humano, sensibilizando sua consciência e o despertando do longo “sono letárgico” provocado por essa bebida. Paulatinamente recobrará a memória de sua origem e de sua herança divina.

03/07/2024

Métodos Futuros de Cura

por Edward Bach (*)
A verdadeira paz da Alma (Espírito) e da mente está conosco quando estamos progredindo espiritualmente, e ela não pode ser obtida apenas pelo acúmulo de riqueza, não importa quão grande seja. Mas os tempos estão mudando e há muitas indicações de que esta civilização começou a passar da era do puro materialismo para um desejo pelas realidades e verdades do universo. O interesse geral e rapidamente crescente demonstrado hoje pelo conhecimento das verdades suprafísicas, o número crescente daqueles que desejam informações sobre a existência antes e depois desta vida, a fundação de métodos para vencer doenças pela fé e por meios espirituais, são sinais de que as pessoas da atualidade vislumbraram a realidade da vida.

Assim, quando chegamos ao problema da cura, podemos compreender que esta atividade também terá de acompanhar os tempos e mudar os seus métodos, saindo do materialismo grosseiro para uma ciência baseada nas realidades da Verdade, governada por um Ser Divino e por leis que governam nossa própria natureza.

A cura passará do domínio dos métodos físicos de tratamento para a prática da cura espiritual e mental, que, ao trazer harmonia entre a Alma (Espírito) e a mente, erradicará a causa básica da doença, e então permitir que os meios físicos sejam usados ​​conforme possa ser necessário para completar a cura do corpo.

Assim, a abolição das doenças dependerá da percepção da humanidade com relação à verdade das leis inalteráveis ​​do nosso Universo e a consequente adaptação, com humildade e obediência a essas leis, trazendo assim a paz entre a sua Alma (Eu Superior) e ela mes

*) Do livro Cuide-se a Si Mesmo
Traduzido da revista Rays from the Rose Cross, novembro de 1953,  por Rosacruz e Devoção

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross" .Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". São distribuídos gratuitamente a todos os que se inscrevem no Serviço de Cura seja Estudantes ou não. Portanto são públicos. Se deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

30/06/2024

"Essa Coisa Perigosa"

 
Poderá você ministrar uma mente doentia; arrancar da memória uma tristeza enraizada; apagar os problemas escritos no cérebro, e, com algum doce antídoto para o esquecimento, limpar o peito carregado daquela coisa perigosa que pesa no coração? (Shakespeare em Macbeth)

Nesta magistral citação, Shakespeare, através de seu personagem Macbeth nos fala da dificuldade de limpar nossa mente de memórias dolorosas e de outros hábitos errôneos de pensamento.

O ser humano normalmente vive através daquilo em que concentra sua atenção, mental ou emocional. Em outras palavras, se identifica com o que pensa e sente. Ele pode, por exemplo, viver as experiências mais fantásticas, assistindo a imagens projetadas em uma tela e entrando nos “estados de espírito” ali retratados. Ao concentrar-se em uma peça teatral torna se parte da ilusão ali representada.

O mesmo vale para praticamente todas as outras experiências de vida, que são apenas um jogo de parábolas, talvez mais personalizado. Quanto mais poderosa for a experiência, mais profunda será a impressão na memória. Ao nos concentrarmos em uma fase desagradável da vida ou, na memória dela, a pessoa entra imediatamente naquela esfera e vive continuamente todos os problemas registrados no cérebro e na alma. Assim, este estado de espírito pode tornar-se um hábito e um inferno criado por nós mesmos, uma “coisa perigosa” para o nosso bem estar.

Deve ser entendido claramente que em todos assuntos temos o privilégio de fazer uma escolha. Podemos abandonar uma situação infeliz e optar por criar uma situação mais positiva. Esta escolha deve ser definida, simples e direta para ser eficaz.

Isso é o que Cristo Jesus quis dizer quando disse: “Pedi e recebereis”. Pedir significa escolher por pensamento e ação a coisa desejada. Tão certo quanto a noite segue o dia, uma escolha definitiva acontecerá.

O “doce antídoto para o esquecimento” para os males mentais é, portanto, colocar o grandioso poder de Deus dentro de nós para trabalhar de maneira construtiva. Pelo poder da vontade, a mente pode concentrar-se nas realidades saudáveis ​​e que florescem a alma, limpando "o seio entupido daquela substância perigosa".

Traduzido da revista Rays from teh Rose Cross, agosto de 1979  por Rosacruz e Devoção

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

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28/06/2024

A Paciência como Agente de Cura

Tela bordada em ponto cruz por nossa irmã Maria Amélia, esposa do saudoso irmão probacionista Delmar de Carvalho
 
Quem nunca experimentou aquela sensação de rebaixamento, afundamento e diminuição conhecida como desânimo? Aquele desânimo e humilhação de si mesmo que parece separar de nossas vidas tudo o que consideramos querido e desejável. Tantas almas resolutas e progressistas são prejudicadas e atormentadas por este sentimento de inadequação ou inutilidade, que realmente, abençoado é, aquele que nunca passou por isso.

Mas, para aqueles de nós que sofrem assim, há, pelo menos, uma luz no horizonte: somos levados a um esforço maior através da nossa miséria e somos salvos da armadilha do contentamento interior prematuro e da autossatisfação, que nos leva parar de lutar e descansar sobre os nossos "louros" antes da tarefa que nos foi atribuída estar concluída. Em vez disso, devidamente armados com fé e propósito, sabendo que os testes não são infortúnios, mas parte do processo de treinamento e desenvolvimento necessários para converter os homens na matéria de que os deuses são feitos, acolhemos cada rejeição como um tratamento purificador e fortalecedor, preparando-nos para maiores realizações.

Mas alguns dirão: “Não é fácil ser paciente e fiel quando se sofre de desânimo”. Claro que não é. Não é fácil exercer a vontade sob tais condições adversas, mas vale a pena, pois a fé na Lei nos permite superar tais experiências dolorosas e estaremos então em posição de aspirar e trabalhar em direção a situações mais próximas de nosso ideal. Além disso, a fé baseada na Lei imutável de Deus torna-se conhecimento, e o conhecimento abre totalmente as janelas de nossas mentes, libertando-nos de velhas condições desconfortáveis.

Agora, vejamos melhor por que deveríamos sempre lutar para, literalmente, nos erguermos, “pelos nossos próprios recursos”, saindo de um pântano de desânimo ou depressão, no qual podemos ter escorregado descuidadamente. Quando bem analisado descobrimos que o desânimo é uma abordagem negativa da vida e um companheiro desconfortável. Quando alguém cede e permanece em uma condição mental desanimadora por causa de aparentes fracassos, entra, pelo menos temporariamente, na destrutiva corrente mental do pessimismo.

O desânimo repele as coisas boas e, assim como o pessimismo, atrai o indesejável. Ambos nascem da impaciência. Devemos aprender e aceitar o fato de que todas as coisas boas devem primeiro limpar o lixo, que nós mesmos colocamos em nosso caminho. Trabalhando assim, com fé no resultado, ficamos protegidos do desânimo arrebatador.

Por outro lado, nossos ensinamentos nos esclarecem que em qualquer situação desagradável devemos procurar as causas e estabelecer uma corrente oposta de vibração. Assim se alguém se sente infeliz e miserável, deve procurar a causa do problema. Se for descoberto que é resultado de uma dieta errônea, mude-a. Torne-se ativo fisicamente. Saia para o sol. Vá dar um passeio ou visitar alguém que gosta e que estimule o bom humor. Se a análise mostrar que a condição pessimista é causada apenas pela depressão mental, então devemos recusar-nos a aceitá-la e forçar as nossas mentes, através da força da vontade, a concentrar-nos em coisas agradáveis. Contemos nossas bênçãos (todos nós as temos) e lembremos dos intervalos felizes e pacíficos de nossas vidas.

Seamos determinados em definir o cenário de nosso próprio humor, ciente no conhecimento de que cada Ego está exatamente onde pertence neste momento, e que cada Ego acabará por se tornar o que realmente deseja ser. Certifiquemo-nos de que, se desejamos crescer e progredir, as oportunidades nos serão dadas tão rapidamente quanto pudermos aproveitá-las. Mas recusemos ser impacientes, uma das causas do desanimo, e aprendamos a esperar com paciência - como Deus espera pelo desenvolvimento do ser humano.
Traduzido da revista Rays from the Rose Cross de abril/maio de 1988

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross" .Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". São distribuídos gratuitamente a todos os que se inscrevem no Serviço de Cura seja Estudantes ou não. Portanto são públicos. Se deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

14/06/2024

CANAIS DE CURA

por E. Hansen

Curar é uma palavra mágica. Uma palavra capaz de fazer soar uma corda dentro de todos os corações. Quem, dentre nós, nunca sentiu interiormente um movimento de piedade e desejou possuir mãos com o dom de curar? Que coração não se comoveu ante a possibilidade de suprimir a dor, o sofrimento e a enfermidade, obstáculos a limitar a livre expressão de nossos irmãos? Tantos pediram este poder divino em suas orações. Tão poucos se dão conta do que pedem e do sacrifício que isso encerra.

Através das idades, o gênero humano vem buscando incessantemente a fórmula mágica - a panaceia (veja mais informações neste artigo)- para remover os males do corpo e da mente. Durante a marcha dos séculos apareceram curadores divinos que verdadeiramente procuraram extrair a água da "Fonte da Cura", oferecendo-a aos sofredores.

Estes curadores, todavia, não eram a fonte, nem a água. Eram unicamente canais, instrumentos para a condução da Graça Divina à humanidade enferma. O maior curador de todos os tempos foi Cristo Jesus, o canal mais perfeito que já caminhou sobre a Terra. Foi o mais exaltado instrumento através do qual a Luz, a Vida e o Amor do Pai puderam encontrar expressão. Amiúde dizia: "Não sou Eu, mas o Pai em Mim que faz as obras". Ele mesmo nos deixou a promessa de que faríamos tudo o que fez. Ressaltou a possibilidade de convertermo-nos em canais por onde possam expressar atos de misericórdia e cura. 

Nota da edição: O belo poema abaixo de autoria de John Greenleaf Whittier, dedicado a um jovem médico, mostra-nos claramente essa possibilidade, se resolvermos realmente colocar em prática os ensinamentos. Por essa razão tomei a liberdade de inserí-lo.

The Healer

So stood of old the holy Christ
Amidst the suffering throng;
With whom His lightest touch sufficed
To make the weakest strong.

That healing gift He lends to them
Who use it in His name;
The power that filled His garment's hem
Is evermore the same.

For lo ! in human hearts unseen;
The Healer dwelleth still,
And they who make His temples clean
The best subserve His will.

The holiest task by Heaven decreed,
An errand all divine,
The burden of our common need
To render less is thine.

The paths of pain are thine.
Go forth With patience, trust, and hope;
The sufferings of a sin-sick earth
Shall give thee ample scope.

Beside the unveiled mysteries
Of life and death go stand,
With guarded lips and reverent eyes
And pure of heart and hand.

So shalt thou be with power endued
From Him who went about
The Syrian hillsides doing good
And casting demons out.

That Good Physician liveth yet
Thy Friend and Guide to be
The Healer by Gennesaret
Shall walk the rounds with thee. —

Para seguirmos Seus passos, tornando-nos canais radiantes de luz e força curadora, devemos aspirar a ser curadores. A aquisição do conhecimento, embora se constituindo em um mero princípio neste trabalho, é um passo necessário. Do devido uso do conhecimento surge o poder. A aquisição do conhecimento constitui sempre um prelúdio para sua utilização. Aqueles que assistiram aos cursos ministrados durante a Escola de Verão em Mount Ecclesia, puderam obter um vislumbre dos muitos fatores requeridos pelo trabalho de cura. Ensinou-se-lhes como as leis operam sobre os planos físico, mental, emocional e espiritual. À medida que se medita sobre eles as “Portas da Inteligência” começam a abrir-se, ampliando nossa consciência. Desenvolvem, também, nossa intuição e percepção interna, convertendo-se, gradativamente, em uma ferramenta mais eficiente, um instrumento mais útil para conduzir a "água da vida" aos outros. Mas, para que nos convertamos realmente em verdadeiros canais de cura, um preceito deve ser entendido e consolidado em nosso interior: "o Cristo" - o Senhor da Cura é a encarnação do Princípio do Amor Divino. E se desejamos aprender a curar, cumpre-nos, antes de mais nada, aprender a amar. O amor não é meramente um sentimento, nem uma emoção, mas um princípio atual, um poder divino latente em cada um de nós. É a influência que sustém, preserva e protege toda a criação. E, naturalmente, toda cura está contida no amor. É fácil ver em proporção ao nosso desenvolvimento do Princípio de Cristo - poder do amor dentro de nós e abençoar. -se crescemos em graça e habilidade para curar.

Cristo Jesus, como sabemos, produziu milagres na arte de curar, era possuidor da habilidade de curar instantaneamente aqueles que mereceram essa bênção. Como se verificaram esses milagres? 
Max Heindel nos oferece uma explicação iluminadora:

Esta referência às vibrações planetárias em relação à cura é um ponto vital a ser considerado na arte de curar. Portanto, contemplemos as estrelas, pois ali se encontra a Escritura de Deus estampada. Ali, no firmamento, existem verdades sagradas ocultas, reveladas apenas àqueles que aspiram a ler as inscrições estelares.

Na ciência da astrologia, a sexta casa associa-se à enfermidade e à saúde. O regente natural deste departamento da vida é Virgo, a Virgem Imaculada, o símbolo da pureza, do discernimento e do serviço. O Maior de todos os curadores nasceu da Virgem. À medida que crescemos em qualidade de serviço e pureza, apressamos o nascimento do Cristo-Menino dentro de nós. Enquanto não houver o nascimento Crístico em nós, não poderemos converter-nos em curadores afortunados. Está aí uma lição ensinada por Virgo.

Observemos agora o signo que rege a cura. Vejamos o dinâmico Escorpião representado pelo escorpião, a serpente e a águia. A serpente representou sempre a força criadora: envilecida converte-se em escorpião ou degeneração. Elevado e transmutado, porém, transforma-se no símbolo da águia, a regeneração (veja este interessante artigo É interessante observar uma característica das pessoas de Escorpião: possuem uma habilidade natural para curar.

Nos velhos livros de astronomia a constelação de Escorpião abrangia também a de Libra. Assim, Virgo e Escorpião permaneceram lado a lado nos céus. Depois, parte da constelação de Escorpião serviu para formar os pratos da balança (Libra). Isto, em si mesmo, é muito significativo. Em um lado dos céus estrelados permanecia Virgo, a Imaculada Virgem; no outro está Escorpião. E reluzindo entre eles, em refinada beleza, estão os pratos de Libra, formando uma verdadeira ponte de amor, harmonia, beleza, equilíbrio e proporção unindo os dois signos representativos da saúde e cura.imagem

Que formosas lições podemos aprender contemplando esses signos zodiacais. As Hierarquias celestiais expressando-se através deles nos ajudarão a desenvolver poderes divinos, convertendo-nos em canais individuais de cura. Encontramos a pureza, o discernimento e o serviço simbolizados por Virgo devendo mesclar-se com o amor, beleza e equilíbrio de Libra, além de combinar-se com o poder de Escorpião. Com esse ideal como nossa meta- pois sem ideais elevados não faríamos nenhum progresso - nossos corpos se transformam em canais radiantes, tornando-nos dignos de confiança e capazes de fazer bom uso do poder curador. Em nossa contemplação dos símbolos celestiais destacamos Libra, a ponte celestial entre Virgo e Escorpião. No palácio de Libra mora o amor, o princípio crístico - a chave mágica para a verdadeira cura.

Como seus companheiros naturais notamos a beleza, a harmonia, a música, o equilíbrio, a justiça e a proporção.

Libra carrega os pratos da alegria e da tristeza. Se cruzarmos sem perigo a ponte de Libra, conduzindo desde Virgo à terra misteriosa de Escorpião (cura), devemos primeiramente equilibrar tais pratos. Em um deles permanece Vênus - o regente deste signo - símbolo da alegria. No outro encontramos Saturno - exaltado em Libra representando a tristeza. Este equilíbrio da alegria e tristeza em nossas vidas pessoais encerra uma poderosa lição e um grande desafio.


Não se pode encontrar uma melhor descrição desse equilíbrio que nas palavras do poeta Khalil Gibran:

"Vossa alegria é vossa tristeza descoberta."
"E do manancial onde aflora vosso riso, jorram amiúde vossas lagrimas." "E como mais poderia ser?" "Enquanto se aprofunda vossa tristeza, mais alegria poderá obter." "Alguns dirão: "A alegria é maior que a tristeza; "E outros afirmarão: "A tristeza é maior."

"Porém, eu vos digo que são inseparáveis.

"Juntas vêm, e enquanto uma permanece só à mesa, "Recorde que a outra está dormindo em vosso leito. "Certamente estais suspensos, como os pratos, "Entre vossas alegrias e tristezas."


Somente quando aprendermos a equilibrar alegria e tristeza em nossas reações às experiências da vida, poderemos adentrar a casa do tesouro de Libra. Assim, ao delinearmos, individualmente, o modelo de nossas vidas, investimo-nos das qualidades positivas exemplificadas por esses nobres signos. Ao fazê-lo, capacitar-nos-emos para a missão de Curadores Divinos. Esforcemo-nos em converter-nos não em curadores, mas em canais puros, através dos quais o poder de cura do nosso Pai Celestial possa fluir. Cristo nos ensinou isto na expressão: "Não se faça a minha vontade, mas a Sua, Pai". Assim não correremos o risco de fazer uso indevido desse poder celestial.

Um poeta desconhecido nos enseja a chave nestas palavras:

"Se possuis o coração compassivo,
O cérebro onisciente, a mão que cura,
A sempre radiante coroa de sabedoria e amor,
Se podes obter tudo isto e ser um Deus,
Não busques a fama: unicamente o Serviço Amoroso 
Obtém este poder."

Estas últimas palavras nos deixam entrever o segredo da cura, como pode ser observado nos céus: serviço (Virgo) no amor (Libra); este dom pode ser adquirido (Escorpião).

Os céus indicam o caminho da cura. Nós, aspirantes à vanguarda do trabalho espiritual, podemos e devemos nos converter em uma verdadeira legião de luz - canais de luz - pois como Filhos de Deus, temos o privilégio de apressar o dia quando o "Sol da retidão levantar-se-á com a Cura em suas asas".

Publicado na Revista Serviço Rosacruz, outubro,1976

10/06/2024

A Universalidade do Espírito

O Poema completo pode ser visto aqui
Na revelação do grande Plano Cósmico tal como foi dado a conhecer a Max Heindel, vemos como a Época Ária caracteriza-se pelo pluralismo racial, religioso, cultural e filosófico.

O perigo consiste em os grupos de egos se segregarem e se prenderem em um único ideal nacional, filosófico, religioso ou étnico, retardando assim suas experiências.

Há grande perigo quando o indivíduo se mantém dentro de conceitos limitados da verdade e sua devoção a uma religião ou filosofia se converte em cego fanatismo conducente a guerras religiosas ou ódios internacionais.

Max Heindel contrapõe a esse espírito separatista seu belo poema "Credo ou Cristo": "Todas as religiões são dádivas abençoadas de Deus. Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida, por Deus mandado para aliviar o que leva pesado fardo e dar paz ao triste, ao pecador e ao que luta. Eis que o Espírito Universal veio a todas as igrejas, não a uma apenas. No dia de Pentecostes uma lingua de chama, como um halo, brilhou sobre todos os apóstolos".

Os grandes mensageiros sempre estiveram em sabedoria e amor muito além daqueles a quem ensinaram. Tiveram que transformar conceitos espirituais abstratos em ensinamentos simples e acessíveis ao povo.

Como o tempo, os discípulos, apóstolos, sacerdotes e escribas começaram a interpretar, analisar, comentar esses ensinamentos simples, até que sua original simplicidade desapareceu, dando lugar a confusões e divisões. Dessa maneira,as religiões institucionais, exotéricas, acabaram por ocultar a luz dos verdadeiros ensinamentos.

Cada buscador da verdade ao invés de criticar, procura despojar as religiões que o antecederam e os revelou em um nível mais elevado da espiral ascendente. Ele nos legou a oração perfeita e exemplos vivos de pureza, compaixão e amor.

As sagradas escrituras não só ensinam o universalismo dos princípios cristãos, como também atestam a universalidade do próprio espírito. Todas as divisões, portanto, não partem do Eu superior, mas da transitória personalidade.

 Editorial do ECOS da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil, Julho/Agosto 92

03/06/2024

NUTRIÇÃO ESPIRITUAL: primeiro requisito para fortalecer a Vontade

Sobre a imagem veja detalhes aqui:
por H.P.
Para o alívio espiritual de todas as doenças, podemos considerar como primeiro requisito, a eliminação de todos os pensaments negativos da mente, incluindo medo, ressentimento e interesse próprio.

Pensamentos de benevolência devem ser estabelecidos voltando-se toda a atenção para Deus – o perfeito amor. Como cada necessidade já é conhecida, o louvor à vida de Deus e a ação de graças pelo privilégio de expressá-la são mantidos na mente e irradiados com a ajuda de orações edificantes de amigos amorosos. Esta concentração de “carvões curativos” pode ser considerada um fogo espiritual purificador comparável ao fogo que purifica o corpo físico.

Que bem faz este fogo espiritual? Limpa a alma. A alma, somos ensinados, é o alimento do Espírito. Tal limpeza também prepara o caminho, quando necessário, para as ministrações misericordiosas dos Auxiliares Invisíveis em alívio do veículo físico. Uma vontade disciplinada, então, depende da força espiritual do indivíduo, fornecida pela essência da alma de seus bons pensamentos e ações. Quando o Espírito é alimentado com o puro alimento da alma, sua nutrição é ideal e a força espiritual aumenta. 
Sob a direção de um Espírito assim preparado, a vontade encontra poder para permanecer resoluta em admitir apenas pensamentos construtivos na mente.

As orações de apoio dos amigos serviram ao seu propósito, e é neste ponto que podemos declarar ao médico que está tratando da parte física: “A crise passou”. A paz de uma mente cheia da Lei Divina resulta em paz de alma, fornecendo a nutrição espiritual ideal para um Espírito forte e pacífico. Com um Espírito forte que governe com firmeza e persistência, a vontade pode se desenvolver de forma constante desde seus primeiros degraus até alcançar a graça de aceitar e obedecer às leis de Deus.

Traduzido da revista Rays from teh Rose Cross, março de 1987 por Rosacruz e Devoção

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross" .Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". São distribuídos gratuitamente a todos os que se inscrevem no Serviço de Cura seja Estudantes ou não. Portanto são públicos. Se deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui