10/06/2020

Um Relato Pouco Conhecido Sobre Max Heindel

por Jonas Taucci

Em meu trabalho profissional – a décadas com livros - tenho minhas preferências literárias: uma delas são as biografias.

A biografia de Max Heindel está amplamente divulgada nas redes sociais, bem como seu Tema Natal (horóscopo). A obra “Memórias sobre Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz”, de Augusta Foss de Heindel, estão entre as mais conhecidas.

Existem também relatos sobre o Sr. Heindel de pessoas que foram contemporâneas do fundador da Fraternidade Rosacruz, um deles é de autoria de Art Taylor: “Max Heindel, tal qual o conheci”.

Mas, o relato que sempre me chamou a atenção, pertence a Sra. Bessie Boyle Campbell, publicado a muitos anos pela ”Rays  from the Rose Cross” (Sede Mundial), e posteriormente traduzido pela Fraternidade Rosacruz de São Paulo. O referido depoimento da Sra. Campbell foi publicado na revista “Serviço Rosacruz”, número 198, de julho do ano 1.975, páginas 141 a 143.

Transcrevo abaixo – na íntegra – este depoimento, acreditando ser a única informação, até onde sei, que aborda a vida anterior de Max Heindel, ainda que resumidamente.

Meu primeiro encontro com Max Heindel foi numa noite de 1.908, em Yakima, Washington, à entrada de um salão de conferências. Eu havia lido no diário local o anúncio de sua conferência sobre “A vida depois da morte”, franqueada ao público. Ora, eu havia sido criada e educada em ambiente estritamente episcopal e os assuntos dessa natureza espiritual eram incompreensíveis por eles.

Perguntei a minha irmã e a minha mãe se podiam acompanhar-me para assistir a conferência, pois o salão em que a mesma se realizaria, ficava numa rua pouco recomendável para uma moça andar só. Não é demais dizer que não me deixaram ir só. Quando cheguei à entrada do salão, defrontei-me com três pessoas. Em que logo reconheci o casal Swigart e o próprio Max Heindel.

Ao contemplar o rosto e a figura de Max Heindel, tive a sensação momentânea de achar-me diante de um sacerdote, embora ele estivesse trajado como qualquer homem de negócios.

Muito tempo depois, durante uma de suas aulas, ele nos contou que em seu anterior renascimento, há trezentos anos, havia sido um sacerdote católico na França.

Fiquei satisfeita ao ver confirmada minha intuição.

Observando o auditório daquele velho salão, onde Max Heindel proferiu a primeira das dez conferências, notei que em sua maioria era composta de mendigos e desocupados, que ali haviam ido, mas para proteger-se do frio e da neve do que propriamente para ouvi-lo.

O conteúdo de sua dissertação estava além de meu alcance de entendimento, não obstante seu forte magnetismo pessoal e a grande eloquência que me levava a crer firmemente em cada palavra que dizia, como grande verdade.

Compreendi que havia ouvido um grande homem, abordando assuntos transcendentais. Senti que nesses ensinamentos havia encontrado o que há tempo buscava.

Muito tempo depois, pergunte-lhe o que era isso: magnetismo pessoal. Ele me respondeu que era um poder obtido mediante atos de bondade, nesta e em vidas anteriores. Explicou-me que é visto pelo místico como uma aura dourada que os grandes mestres costumam pintar ao redor da cabeça dos santos, em suas obras clássicas.

Assisti suas conferências e lições, nessa ocasião, durante seis semanas, recomeçando tempos depois. Ele não havia publicado ainda a grande obra “O Conceito Rosacruz do Cosmos”, pois não havia chegado o ano de 1.909.

Suas conferências e lições eram mimeografadas. Em 1.910 assisti novamente as suas dissertações, já com público numeroso, em Los Angeles. Max Heindel costumava entremear de vez em quando, em suas palestras, com observações engraçadas, alegres e simpáticas.

Outras vezes permanecia muito sério e circunspecto. Ele sentia uma grande compaixão por todas as almas que sofriam. Em 1.911 recebi dele uma carta em que me comunicava iniciado os trabalhos de Cura. Nessa oportunidade eu passava por um precário estado de saúde, internada em um hospital de Pasadena, com febre altíssima. Depois de ler sua amável carta, meu quarto se inundou de luz, e eu senti uma tal exaltação que não posso descrever.

Eu vinha orando intensamente e incessantemente quando isso sucedeu. Na manhã seguinte minha febre havia desaparecida por completo e, depois de alguns dias, achava-me em minha residência restabelecida.

Minha mãe, que também chegou a ser probacionista, passou para o além em 1.915 e Max Heindel veio ao funeral e usou a palavra. Em certo momento ele me disse: “ Bessie, coloque sua cadeira junto ao ataúde para que sua mãe possa sentar-se”.

Ele sorriu diante da cadeira para nós vazia e então lhe perguntei se mamãe se sentia feliz, e ele me respondeu: “ Ela está muito séria e impressionada com a mudança”.

Os trinta amigos que se achavam presentes ficaram muito impressionados ao ouvirem suas palavras.

Mas Heindel sempre irradiava uma dulcíssima simpatia e bondade, em sua habitual humildade.

Sinto que, pela oportunidade de haver conhecido esta grande alma, recebi a maior benção deste mundo, além do conhecimento da verdadeira religião Cristã que me veio à mente e ao coração, por seu intermédio. 

Há quem possa argumentar sobre a mãe da Sra. Campbell estar impressionada ao lado do ataúde de seu corpo denso, e não ser citado a revisão do panorama de sua vida, que deveria estar fazendo, como diz os Ensinamentos Rosacruzes.

No tocante a este fato, indico os livros:

*** “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Volume II – pergunta # 15, de Max Heindel. (veja aqui)

*** “Na terra dos mortos que vivem”, capítulo VII, de Prentiss Tucker.

Edições da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil
Em todas biografias e relatos sobre Max Heindel, sempre encontramos seu comportamento perante seus semelhantes como sendo de um amigo e irmão.

Nós, aspirantes rosacruzes, podemos nos tornar maiores e mais eficientes divulgadores da Filosofia Rosacruz, por meio de uma vida exemplar, de nossa postura, de nossos exemplos, cuja ressonância supera as mais eruditas palestras, os mais profundos conhecimentos e os mais lapidados textos sobre os ENSINAMENTOS DA SABEDORIA OCIDENTAL.

03/06/2020

Ludwig Van Beethoven (1770-2020) Comemorações dos 250 anos

por Delmar Domingos de Carvalho

Quando à noite contemplo extasiado os céus a enorme quantidade de astros que permanentemente bailam em suas órbitas, os chamados sóis e terras, o meu espírito voa para além dessas estrelas distantes, atá à Fonte Primordial, que deu origem a todas as formas e que há-de criar tudo o que será criado.
Beethoven

Beethoven é um dos maiores génios da Humanidade, senão o maior.

Quem como ele foi capaz de subir até à Harpa Celestial, fazendo-a descer até aos corações dos seres humanos?

A Música é a arte suprema, o Som Criador Divino que nos dá paz, alegria, esperança, amor, liberdade.   
    
Quem como Beethoven criou composições geniais, verdadeiros hinos de fraternidade, de liberdade, de harmonia que nos eleva à nossa verdadeira pátria, que nos liberta dos elos que nos escravizam a este mundo cheio de ilusões?

Quem como ele sofreu numerosas amarguras, ingratidões, subindo nas asas do perdão, da música até Deus que muito amava.

A sua surdez física deu-lhe provas muito dolorosas, todavia, será que  como Iniciado Rosacruz não possuía capacidades superiores auditivas? John Russel teve a oportunidade de o ouvir tocar no seu piano, concluindo que entre Beethoven e o piano havia uma íntima união, uma estreita audição, estranha, que levava a que os sons se reflectiam em seu rosto, a sua alma estava muito acima deste mundo físico.

Quando lemos o seu pensamento que serviu de introdução, concluímos que tinha poderes espirituais, que o elevavam muito acima do comum dos mortais. Ele era um filósofo cosmocrata, rosacruciano.

Um dia passeava com a minha querida esposa numa zona verde, em Viena, capital da Música, onde viveu, quando nos surge um “grandioso” monumento em sua honra.

Parámos.

Monumento á Beethoven ( foto do autor do artigo)
Começámos por admirar todo o conjunto, depois acercámo-nos, investigámos cada estatueta que tinha sido esculpida na sua base. Eram nove, alegorias das nove sinfonias. Absorvidos nesta obra maravilhosa, estávamos esquecendo de almoçar!

Uma delas era um cisne. Esta alvinitente ave, símbolo do Iniciado, capaz de voar até às alturas como de mergulhar nas águas, indicava o seu nível evolutivo.

Monumento á Beethoven ( detalhe )
Como sabemos a Nona Sinfonia é o Hino da União Europeia. Foi uma escolha perfeita, falta seguir os elevados ideais contidos nessa obra magistral.

Muito mais havia que falar sobre o seu legado incomensurável, temos de terminar, com as sábias palavras doutro génio rosacruz, o último enciclopedista, Goethe:

“Nunca conheci um artista que tivesse uma tão profunda concentração espiritual aliada a uma enorme grandeza de coração. Por isso, entendo, perfeitamente, que lhe seja dificílimo adaptar-se a este Mundo e às suas convenções.”


Nota de Rosacruz e Devoção: Abaixo parte III e IV da Nona Sinfonia de Beethoven com llegenda em português


01/05/2020

Ao Médico o que é do Médico...


Sempre que Cristo curava dizia: a tua fé te curou, mas em seguida recomendava que o enfermo realizasse algo– vá e banhe-se no Jordão ou não tornes a pecar, etc“ , dando uma indicação da necessidade da ação, que fundamentada com as Leis da Natureza, justificam uma fé inquebrantável.

Max Heindel nos diz: “O processo de cura que se deve aconselhar depende da natureza da enfermidade e do temperamento do paciente. No caso de fratura de uma perna, é evidente que se deve chamar o cirurgião. Se existe alguma desordem interna, um médico de clínica geral é a pessoa indicada. Se por outro lado, for possível chamar um curador mental ou um curador adepto da Ciência Cristã ou qualquer outro de mente espiritualizada, tal pessoa pode auxiliar o enfermo que tenha grande fé, porque, como um diapasão que de determinada nota põe em vibração outro da mesma nota quando se faz vibrar o primeiro, também a pessoa cheia de fé responderá facilmente aos que praticam os sistemas mencionados. Mas quando no paciente falta a fé nesses métodos, é melhor chamar um médico em quem se confie porque tanto a saúde como a doença dependem quase inteiramente do estado mental. Nas enfermidades em que o paciente está debilitado, torna-se hipersensível e jamais deve ser contrariado em suas preferências. Além disso, o que exista de bom em qualquer sistema curativo produzirá no paciente um efeito benéfico ou daninho em proporção exata à fé que tenha no poder curativo desses sistemas...”

“...É nosso dever tomar os remédios prescritos pela pessoa devidamente qualificada ou procurar curar-nos das enfermidades que sofremos por qualquer método que queiramos. Decididamente agiríamos erroneamente se permitíssemos que nosso instrumento físico se deteriorasse por falta da devida atenção e cuidado. É o instrumento mais valioso que possuímos e se não o usamos com circunspeção e não lhe prestamos os devidos cuidados, sofreremos as consequências da Lei de Causa e Efeito por nossa negligência...” 

Max Heindel, Princípios Ocultos de Saúde e Cura, Cap. XVIII
VEJA TAMBÉM: PANACEIA ...

25/02/2020

OS FILHOS DE JACÓ


Pergunta: 
Qual o significado esotérico do emprego dos nomes dos doze filhos de Jacó com relação aos doze signos do Zodíaco? Esses nomes têm relação com os zodíacos da Terra, do Sol, ou com ambos?
 
RespostaSó há um Zodíaco, as doze constelações que chamamos Áries, Taurus, etc. São as estrelas situa­das numa faixa estreita aproximadamente a oito graus de cada lado da elíptica, ou no trajeto do Sol como é visto da Terra. Os doze filhos e uma filha de Jacó são identificados com as doze constelações, porque José menciona que os israelitas, vagando pelo deserto, levavam emblemas destes doze grupos de estrelas nas suas bandeiras. No capítulo 49 do Gênesis e no capítulo 33 do Deuteronômio, mencionam-se as bênçãos derramadas sobre os seus doze filhos. Portanto, torna-se impossível àquele que tem conhecimentos de astronomia não perceber uma similaridade entre a descrição desses filhos e os doze signos do Zodíaco.

Se considerarmos a maneira de erigir o acampamento dos israelitas agrupando as doze tribos em volta do Tabernáculo onde estava o Candelabro de Sete Braços  vemos novamente uma referência à disposição astronômica dos doze signos do Zodíaco fora dos sete planetas, que são as luzes do sistema solar, a Casa de Deus.

A razão espiritual da analogia entre Jacó, suas esposas, seus filhos e o Cosmos, pode ser encontrada no axioma hermético “como é em cima, assim é embaixo.”. Jacó, com suas quatro esposas simbolizam o Sol e as quatro fases da Lua, que são os dadores de vida de tudo que existe sobre a Terra. Os doze filhos e uma filha simbolizam as Hierarquias Criadoras que estavam ativas na evolução do nosso sistema solar e que levaram, não somente a humanidade, mas também todos os outros vários reinos, ao presente estágio evolucionário, e estão trabalhando com todos para desenvolvê-los cada vez mais e torna-los seres espirituais. Foram elas que fizeram o homem à sua semelhança. Ainda hoje, a humanidade está impregnada pelas características dos doze signos celestiais. Os Semitas originais, que deveriam ser os progenitores de uma nova raça, foram divididos em doze classes pelo seu guia, cada classe representando uma das constelações.

PERGUNTA 159 de: A FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS 
Vol I MAX HEINDEL

21/02/2020

Resultados da Morte Súbita


Pergunta: Em novembro de 1917, na revista “Rays from the Rose Cross” foi publicada uma história intitulada: “Defronte ao Pelotão e Fuzilamento”, contando como um espião fora colocado contra o muro e fuzilado. Imediatamente após o ato, ele, em plena posse de sua consciência, conversa com um Rosacruz e, em sua companhia, viaja por milhares de milhas para visitar a sua irmã. Isto não é contrário ao que se ensina na Filosofia Rosacruz? Nela afirma-se que depois que o átomo-semente no coração removido e o cordão prateado rompido, segue-se um período de inconsciência que dura aproximadamente três dias e meio, período em que os espírito revê o panorama da sua vida passada.

RespostaSim, isso é afirmado no “Conceito Rosacruz do Cosmos” e vale para todas as circunstâncias normais. No entanto, a lei da mortalidade infantil também explica que, quando uma pessoa falece sob circunstancias difíceis e trágicas, tais como um incêndio, um acidente ferroviário, ou subitamente de uma queda do alto de um edifício ou de uma montanha, num campo de batalha, ou ainda quando as lamentações dos parentes a redor da cama do recém-falecido tornam impossível a sua concentração no panorama da vida, então, o registro nos dois éteres superiores, o éter de luz e o refletor, e sua amalgamação com o corpo de desejos não ocorre. Nesses casos, a pessoa não perde a consciência, e como não há registro nos veículos superiores, como deveria normalmente acontecer, ela não passa pela fase purgatorial, isto é, não colherá o que semeou, não haverá o sofrimento consequente das suas más ações, nem a sensação de alegria e amor resultantes do bem praticado. Os frutos da vida perderam-se. Para compensar esse desastre considerável, o Espírito, ao entrar na sua nova vida terrena, morrerá na infância, no tocante ao corpo físico, mas o corpo vital, o de desejos e a mente, que não nascem antes que o corpo denso tenha atingido respectivamente os sete, quatorze e vinte e um anos de idade, permanecem com o Espirito que desencarna, pois o que não viveu não pode morrer. Então, no Primeiro Céu, o Espírito permanece de um a vinte anos, e aí será orientado e receberá instruções e lições objetivas sobre o que teria aprendido através do panorama da sua vida passada, se não tivesse sido interrompido pelo acidente que lhe causou a morte. Por isso renasce pronto a assumir o seu próprio lugar no caminho da evolução.

Isso proporciona um manancial imenso em que pensar. A grande porcentagem anual de mortalidade infantil tem sua origem nas guerras passadas. As perdas de vida eram comparativamente pequenas, embora as taxas das baixas registradas nas lutas nacionais devam ter aumentado consideravelmente devido às mortes ocorridas também em duelos, rixas e disputas comuns, onde foram usadas armas mortíferas. Não obstante, a soma total destas perdas parece insignificante se a compararmos com a carnificina incrível que ocorre hoje em dia. Se esta tiver de ser corrigida da mesma maneira, uma futura geração colherá certamente uma safra de lágrimas devido às epidemias que assolarão os lares de seus filhos. Mas, como já apontamos antes, cada lágrima vertida pela perda de algum ente querido está eliminando as trevas de nossos olhos, até o dia que enxergarmos com bastante clareza para poder penetrar o véu que agora nos separa do que chamamos erroneamente de mortos, mas que está na realidade muito mais vivos do que nós. Nessa altura, a vitória sobre a morte será total, e poderemos clamar: 

“Oh Morte, onde está teu aguilhão? Oh Tumba, onde está a sua vitória? ”

PERGUNTA N° 15 DO LIVRO FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS –VOL II


05/01/2020

Sempre Lembrado!


Sempre lembrado desde que este blog nasceu, amanhã dia 6 de janeiro observamos o dia do “passamento” de nosso Amigo e Irmão Max Heindel.

 

A cada ano uma mensagem de gratidão por ter sido ele, o Mensageiro a nos trazer sublimes ensinamentos.

 

Mais uma vez, esta mensagem vem através de uma poesia de nosso Irmão e Amigo Delmar de Carvalho, membro da The Rosicrucian Fellowship desde Portugal.

Outras homenagens: 

https://rosacruzdevocional.blogspot.com/p/max-heindel.html

01/12/2019

Sobre a Arquitetura do Construir Nosso Natal Interno (a prática das artes e do ofício)

por Jonas Taucci

Para uma parte da humanidade o Natal representa a troca de presentes, a alimentação numa ceia farta, árvores e enfeites de natal. Para outras, as (unicamente) informações religiosas, espirituais ou esotéricas.

O fiel aspirante Rosacruz não se enquadra em nenhuma delas!

Esta data evoca o nascimento de Jesus, que cederia seus corpos Denso e Vital para que Cristo aqui estivesse, promulgando assim seu evangelho de amor. Celebramos também – todos os anos – a visita deste mais alto iniciado do Período Solar, o Arcanjo Cristo, auxiliando a humanidade em sua jornada evolutiva.

O Natal assinala o acontecimento anual mais vital para toda a humanidade (Ritual Rosacruz de Dezembro – clique aqui), saibamo-lo ou não. Nossa Sede Mundial nos informa para oficiarmos este Ritual, este ano de 2.019, no dia 20 de dezembro.

Daí a noite de Natal, constituir-se na noite mais santa do ano (Ritual Rosacruz de Natal – cliqueaqui), sendo importante sua leitura e meditação, à meia noite do dia 24 de dezembro, ou próximo a este horário.

Nos – aproximadamente – três anos em que esteve fisicamente conosco, Cristo nos deixou ensinamentos que constituem-se na (literalmente) última palavra em avanço espiritual à humanidade.

Astrologicamente (Elmam Bacher, Estudos de Astrologia – Volume V), a observância do Natal está impressa em nosso Tema Natal (horóscopo), em duas Casas Zodiacais:

*** 11ª Casa - Aquário – Urano – O amigo. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando (João 15:14).

*** 12ª Casa – Piscis – Netuno – A redenção. Aumenta meu amor por ti, Senhor, para que eu possa servir-te melhor cada dia que passa. Faze que as minhas palavras e os ditames do meu coração sejam sempre agradáveis à Tua presença, ó Senhor, minha força e meu Redentor (Oração do Estudante Rosacruz).

Aqui, a sugestão para verificarmos como estão estas nossas Casas Zodiacais:

1) Quais signos estão em suas cúspides.

2) Quais planetas e aspectos estão nestas Casas.

E realizarmos uma seríssima reflexão destas informações, aliadas à tão sublime e pouco praticada mensagem do Anjo, quando do nascimento de Jesus:
O Natal representa as aspirações espirituais mais profundas aqui na Terra; o ponto focal  para a expressão do amor para com  nossos semelhantes.

Uma pergunta importante a cada um de nós:

- Não estaríamos apenas sendo um reservatório de informações dos ENSINAMENTOS DA SABEDORIA OCIDENTAL ?

Não há outra forma de celebrarmos - internamente - o Natal, pulando etapas, onde as principais constituem-se:

- Pessoas chorando, sem terem quem enxuguem suas lágrimas.

- Enfermos em hospitais, casas e ruas, onde ninguém as visitam ou prestam quaisquer tipos de auxílio.

- Maltrapilhos aguardando um agasalho.

- Famintos à espera de um alimento.

- Gemidos solitários de dores (físicas e emocionais), de desassistidos em busca de uma palavra amiga, um abraço e apoio fraterno.

Max Heindel (Iniciação Antiga e Moderna – capítulo II - O altar de bronze e o lavabo), nos fala: “... não é o Cristo externo que salva, mas o Cristo Interno”, e isto adquire-se apenas e tão somente praticando o que ELE nos exorta.

Com certeza existem no mundo pessoas:

*** Muito mais próximas do nascimento de seu Cristo Interno, desconhecendo informações espirituais, contudo praticam um “Natal Interno” diariamente.

*** Outras passam a vida toda (ou várias delas), debruçadas em livros, palestras, artigos etc. mas longe de vivenciarem o que estudam. Perderam a lucidez e tornaram-se embriagadas pelo conhecimento.

Não existe a menor possibilidade de desabrocharmos nossas “sete rosas internas”, apenas coletando informações. Assim, a saudação para as rosas florescerem na cruz de nossos semelhantes, jamais encontrará ressonância (palavra aquariana).

Celebramos, escrevemos e lemos sobre o Natal, proferimos e ouvimos palestras sobre o Natal, mas VIVEMOS O NATAL (todos os dias do ano) praticando o que Cristo nos ensinou?

Artigo baseado numa conferência pública realizada na biblioteca municipal da cidade de Santo André (São Paulo – Brasil), em dezembro de 1.988, onde várias religiões, filosofias e doutrinas expuseram seus respectivos ensinamentos a respeito do natal.

A Fraternidade Rosacruz, se fez presente.

28/11/2019

O Maior Benefício da Gratidão


"Quando termina a existência purgatorial, o espírito purificado ascende ao Primeiro Céu...

...  Aqui o panorama do passado se desenrola de novo para trás, mas então são as boas obras da vida a base dos sentimentos. Ao chegarmos às cenas em que ajudamos a outrem, viveremos de novo toda a alegria que isto nos proporcionou, como também sentiremos toda a gratidão emitida por aqueles a quem ajudamos.

Quando contemplamos de novo as cenas em que fomos ajudados por outros, voltamos a sentir toda a gratidão que emitimos ao nosso benfeitor. Deste modo vemos a importância de apreciar os favores com que outros nos cumularam, porque a gratidão produz crescimento anímico. Nossa felicidade no céu depende da felicidade que tenhamos proporcionado a outros, e do valor que demos àquilo que outros fizeram por nós.

Deve-se sempre recordar que o poder de dar não pertence exclusivamente ao homem rico. Dar dinheiro sem discernimento pode ser até um mal. É um bem dar dinheiro para um propósito que consideremos benéfico, porém um serviço prestado vale mil vezes mais. Como disse Whitman:

"Vede! Não me limito a simples preleções ou a esmolas dar;
Quando dou alguma coisa, a mim mesmo vou-me dar".

Max Heindel, Conceito Rosacruz do Cosmos, Cap. III, subt.: O Primeiro Céu

13/10/2019

A CARTA DA INICIAÇÃO

por Jonas Taucci
Deveria ter 14 ou 15 anos, quando minha avó – russa – pediu-me para postar uma carta no correio, endereçada a seu irmão que residia naquele país. Disse-me:

- Em cerca de 20 dias, chegará a seu destino; tempo necessário para que ele receba minhas felicitações pelo seu aniversário.

Estes tempos passaram. Hoje – via redes sociais, áudio e vídeo – mantenho contato meus parentes na Rússia em tempo real.

Mahatma Gandhi (1.869 – 1.948), disse certa vez, que se tudo o que já tenha sido escrito sobre espiritualidade fosse apagado e restasse “apenas” as Bem-aventuranças proferidas por Cristo, nada estaria perdido.

Tal é a profundidade destas nove (o número da humanidade) admoestações de Cristo (Evangelho de Mateus, capítulo 5), que são intituladas como “A CARTA DA INICIAÇÃO – DEGRAUS DO CAMINHO PARA O REINO DO CÉU , num artigo da revista Rays from the Rose Cross, Oceanside (setembro de 1.984). 

Afirma este texto, que  sua praticidade, em algum momento de nossa existência – presente ou futura – nos levará às esferas elevadas de espiritualidade.

Em consonância a este artigo de nossa Sede Mundial, há um trabalho realizado pelo irmão probacionista Roberto Gomes da Costa, da cidade do Rio de Janeiro, Brasil, que compilou cada “Bem aventurança” à luz dos dizeres de Max Heindel, fundador da Fraternidade Rosacruz, e também com as obras de Corinne Heline (livro Interpretações bíblicas da Nova Era) e John P. Scott (livro Interpretações esotéricas dos quatro evangelhos). Ambos foram membros da Fraternidade Rosacruz.

Vou tentar – resumidamente – descrever esta compilação, com algum breve comentário. Observemos que cada uma das Bem Aventuranças, relaciona-se com uma determinada Hierarquia Planetária. Associemos os dizeres de cada uma destas Bem aventuranças e seus respectivos planetas, com a  casa zodiacal por eles localizados em nosso tema natal (horóscopo).

Teremos assim, uma OBRA ALQUÍMICA para toda a humanidade, contudo obedecendo a individuação de cada um, pois os planetas estarão em casas diferentes para cada pessoa.


Importantíssimo ressaltar que apenas o conhecimento disto, terá o mesmo efeito de enviarmos uma carta - via correio - a um dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, solicitando a iniciação: NULO.

A PRATICIDADE será (sem trocadilho) o “selo” para se alcançar o destinatário (nosso Cristo Interno).

1) Bem aventurado os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Hierarquia Planetária de Mercúrio. Os humildes são aqueles que levam uma vida despojada de todas formas de vaidades adquiridas na Terra; intelectual, financeira etc. e  auxiliam os semelhantes, sabedores que isto representa um caminho ao resplendor dos planos superiores.

2) Bem aventurados os que choram, porque serão consolados. Hierarquia de Vênus. As dificuldades encontradas pelo aspirante em sua jornada evolutiva. Serão abençoados pelo trabalho realizado.

3) Bem aventurados os mansos, porque herdarão a Terra. Hierarquia Planetária da Lua. Quem estuda os Ensinamentos Rosacruz, sabe que as condições da Terra irão – com o passar do tempo – receber mais LUZ CRÍSTISICA, sendo esta Terra a que nós herdaremos. A mansidão (harmonia) interna de cada um de nós, e o reconhecimento de que somos todos pertencentes à onda de vida dos Espíritos Virginais. 

4) Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão fartos. Hierarquia Planetária de Urano. A sublimação de paixão em compaixão, egoísmo em altruísmo, conhecimento em sabedoria. Servir a divina essência oculta em cada semelhante.

5) Bem aventurado os misericordiosos,  porque alcançarão misericórdia. Hierarquia Planetária de Júpiter. O esforço humano em imitar Cristo. É comum associamos a Lei de causa e efeito somente às expiações de nossos erros, mas esta lei opera também na retribuição do bem praticado, o que ocorre no Primeiro Céu após nossa morte. Sejamos benevolentes (misericordiosos) com nossos irmãos.

6) Bem aventurado os puros de coração, porque verão a Deus. Hierarquia Planetária de Marte.  À época dos referidos escritos dos srs. Heindel, Scott e sra. Heline, o planeta Plutão não havia sido descoberto, cabendo a Marte ser o (único) regente do signo de Escorpião. Aqui, a lição da regeneração interna; não poderemos desabrochar nosso Cristo Interno se não desenvolvermos os
atributos do amor, verdade e pureza, uma obra alquímica que devemos realizar em nosso íntimo.

7) Bem aventurado os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Hierarquia Planetária do Sol. A erradicação do orgulho material, intelectual, espiritual etc.  de nossas vidas, contribuirá para a paz (pacificação) interna.

8) Bem aventurado os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Hierarquia Planetária de Saturno. Estarmos no mundo sem a ele pertencermos. Quando adotamos um regime vegetariano, sem álcool, cigarros
e drogas, conjugados por um sentimento e prática de auxiliar os necessitados, muitas vezes somos colocados “à margem da sociedade”.
O caminho torna-se assim, tão fino como o fio de uma navalha, contudo a coroa de espinhos irá se tornar um halo de luz após a iniciação.

9) Bem aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem  vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Regozijai-vos e
exultai, porque é grande vosso galardão nos Céus, pois assim perseguiram os profetas que viveram antes de vós.  Hierarquia Planetária de Netuno.
Quanto mais alto aspiramos e praticamos a espiritualidade, mais seremos alvos de duras críticas. Nosso (ainda em formação) Cristo Interno sofrerá sem dúvidas enormes “flagelos” e será “crucificado”. Se formos persistentes no trabalho alquímico interno , haverá a “ressurreição” (iniciação).

Como estão nossos “selos, envelopes, cartas, agências do correio e destinatário” ?

01/09/2019

Os Ensinamentos Rosacruzes e a Padaria

por Jonas Taucci
Frequento – diariamente – uma padaria localizada próxima de onde moro: ótima em tudo o que faz, geralmente sempre está com capacidade máxima de pessoas em seu (vasto) interior.

Dia desses, encontrei neste local, um casal de amigos que não via desde a muito tempo.  Lhes disse já estarmos no segundo semestre deste ano; o tempo passa célere.

O comentário de meu amigo a isto, foi:

- Quando entendermos que não é apenas um segundo semestre que estamos vivenciando, mas um primeiro semestre que já passou em nossas vidas, iremos – se tivermos uma maturidade espiritual para isso – valorizar o que realmente importa nesta presente existência na Terra, e descartar o que é supérfluo.  

Lembrei-me do livro Filosofia Rosacruz em P&R - volume I - de Max Heindel, pergunta # 15, onde pergunta-se:

- Quando um homem paga aqui suas dívidas, cuida de sua família e vive uma vida honrada, não estará em excelentes condições no outro mundo? 

O Sr. Heindel é objetivo na resposta: NÃO. E prossegue:

O objetivo de nossa estadia aqui na Terra, não deve ser entendido como apenas estes itens, ainda que sejam louváveis: há que se cultivar o altruísmo.

Se formos honestos com nossos semelhantes, feito doações generosas e termos até mesmo construído uma igreja, se não tivermos realizado estes atos com o coração, tornam-se inúteis. Somente quando damos por amor, é que a dádiva nos trará felicidades no outro mundo; não é o valor que damos, mas o espírito que acompanha o ato, é que importa, continua Max Heindel.

E enumera algumas atitudes a serem praticadas:

*** Manifestar verdadeira amizade.

*** Auxiliar as pessoas a terem fé em si mesmas.

*** Colaborar para que se reergam – com novo ânimo – após uma dura queda.

*** Doar-se à serviço da humanidade.

E conclui Max Heindel, dizendo que se a pessoas que formulou a pergunta (# 15 do livro citado), não tiver agido por amor, não estará bem após a morte; sofrerá uma terrível monotonia que o ensinará a preencher a sua vida com algo que tenha real valor; assim em vidas futuras, a sua consciência o estimulará a realizar coisas melhores do que ganhar dinheiro.

O casal de amigos e eu mudamos de assunto, e desta vez falamos sobre os patês maravilhosos que esta padaria confecciona.

Dias depois, lhes enviei uma receita extraída do livro “Cozinha Vegetariana”, que segue abaixo.

Este livro – com mais de 600 receitas (salgadas e doces), -  é de autoria de dedicados irmãos e irmãs da Fraternidade Rosacruz, Sede Central do Brasil e outros Centros, que em 1.981 o escreveram e publicaram (sem trocadilho...) deliciosamente.

Inúmeros de seus exemplares foram presenteados a vários restaurantes vegetarianos na cidade de São Paulo, perfazendo assim uma enorme divulgação dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental à época.


PATÊ FÁCIL DE ESPINAFRE (mais receitas vegetarianas aqui)

INGREDIENTES – 1 maço de espinafre, 2 colheres de manteiga, alho, cebola, 2 gemas, 2 colheres de azeite, cheiro verde e sal do Himalaia.

PREPARO – Depois dos espinafres bem lavados, cozinhe-os sem água em fogo brando. Escorra o líquido e corte-os extremamente miúdos. Doure as cebolas e o alho na manteiga. Junte-os aos espinafres, com o cheiro verde e deixe refogar mais uns minutos com as gemas. Tempere com sal a gosto e azeite.

Dei – ainda – a este casal de amigos, duas sugestões:

1) passar este patê no pão integral de forma, e enfeitar com palmito e tomates em rodelas.
2) convidar-me para a degustação.

Fui atendido em ambos itens, e no segundo levei a sobremesa; sua receita fica para outro texto...