24/05/2015

Augusta Foss Heindel

Uma lembrança pela Sra. Augusta Foss Heindel que dedicou os últimos 30 anos de sua vida a conduzir praticamente sozinha (no que se refere ao plano físico), a grande obra iniciada por seu marido (Max Heindel).

Nascida em 27 de janeiro de 1865, passou para os planos superiores no dia 19 de maio de 1949, como data mais provável, Algumas biografias informam o dia 15 do mesmo mês e ano.

Biografia, imagens e interpretação do tema natal de Augusta Foss Heindel: clique aqui

Texto completo da Mensagem da Sra.Augusta (referida ma imagem): clique aqui

04/05/2015

Ação e Amor

Veja mais informações sobre a imagem (aqui)
Tagore, o grande poeta e filósofo, afirmou certa vez "que a ação e o amor são os únicos meios pelos quais se pode chegar ao conhecimento perfeito". Em outra ocasião, acrescentou que "a ação só pode ser harmoniosa quando inspirada no amor".

Esses pensamentos de Tagore vieram à nossa mente, bem a propósito de um fato atual: a grande procura de obras tratando de ocultismo, parapsicologia, controle mental, fenômenos paranormais, etc. nas livrarias. Alguns desses livros transformaram-se em autênticos "best-sellers", com índices de vendagem superando a expectativa dos editores.

Analisado sob ângulos convencionais, o fato, em si mesmo, não tem porque surpreender. Afinal, a comercialização de livros, assim como a de qualquer outro produto, depende de uma série de fatores conjugados para alcançar êxito: competente trabalho de "marketing", inteligente e criativa veiculação publicitária, entre outros.

Mas em se tratando de obras versando sobre assuntos transcendentais, a questão demanda uma análise mais profunda. Um tratado de ocultismo, como o CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS, por exemplo, não é um bem de consumo na acepção clássica da palavra. Poucos sentem inclinação para o estudo dos mistérios da natureza. Há, isso sim, uma preferência por amenidades ou leituras "sem compromisso".

Contudo, dia a dia cresce o número de pessoas interessadas em pesquisar o campo do esoterismo. Daí aumentar, também, o interesse das editoras em lançar obras desse gênero no mercado livreiro.

Nota-se - e isso é motivo de regozijo — por detrás de toda essa busca, uma ânsia admirável de penetrar no desconhecido, rompendo as fronteiras do oculto. O homem quer desvendar mistérios. A ciência apesar de seu grande progresso não conseguiu ainda instrumentais suficientes para adentrar outras dimensões. Seus resultados não satisfazem a natureza do homem mais amadurecido para as verdades do espírito.

Por meticulosos que sejamos no estudo de um fato, vão será nosso esforço, se não acharmos e perscrutarmos suas causas, pois a verdade primordial que o caracteriza, encontra-se subjacente em sua origem.

Desta maneira, só nos domínios espirituais podemos defrontar-nos, com as raízes de todos os fenômenos, causadores de tanta perplexidade nos conturbados dias em que vivemos.

Essa busca do conhecimento esotérico, todavia, deve encontrar pausas periódicas em seu desenrolar. Interregnos para meditação e avaliação de motivos. Afinal, o que nos move a estudar matérias tio profundas, de reconhecida aridez para o homem vulgar? Diletantismo? Mera curiosidade? Desejo de satisfazer interesses imediatistas? Ou propósitos elevados?

O que vai determinar nosso êxito é a finalidade com a qual nos propusemos a pesquisar. Se somos diletantes, curiosos ou utilitaristas, quando muito adquiriremos um conhecimento intelectual, livresco, superficial. Distante estaremos da verdadeira sabedoria. Só se pode garimpar o "campo do espírito" com total isenção de interesses. 

Estudando com afinco, movidos por um sincero desejo de ajudar a humanidade, vibraremos em uníssono com o "campo do espírito". Uma afinidade vibratória dessa natureza tornar-nos-á cada vez mais sensíveis e receptivos às verdades cósmicas. Esse amor ao próximo, convertido em ação, abrir-nos-á perspectivas inimagináveis de progresso anímico. Amando e colaborando ativamente no aperfeiçoamento de todas as coisas, gradativamente, nos acercaremos da Divina Fonte, onde nos será oferecido o conhecimento perfeito.
Publicado na revista Serviço Rosacruz, maio de 1976 ( editado )

05/04/2015

A Mulher é a Base da Evolução da Humanidade

por Delmar Domingos de Carvalho
Como é consabido, a luta pela igualdade de direitos entre os dois sexos vem desde tempos imemoriais.

As teorias sobre os regímenes do matriarcado e do patriarcado têm diversas faces. As investigações históricas, sociológicas, antropológicas têm vindo a apresentar várias teorias, diferentes, o que não será de admirar na medida em que cada civilização tem os seus costumes e até na mesma, caso da antiga Grécia, há dinâmicas quase opostas entre Atenas e Esparta.

Como seria o estado da vida social da Humanidade há dois milhões de anos? E antes?

Na sua magistral obra “The Rosicrucian Cosmo-Conception”, a 1ª edição publicada, em Novembro de 1909, nos E.U.A., Max Heindel escreveu que foi “a mulher a precursora da cultura” como cabe-lhe a criação de uma “vida melhor”.

Isto terá sucedido há mais de oito milhões de anos, nos tempos do “Ramapithecus”, ou melhor ainda do “Sivapithecus”?

Na medida em que nos aproximamos da Idade do Aquário, a ciência vai progredindo, novas descobertas serão realizadas, novos fósseis serão encontrados, completando-se o esquema evolutivo hominal. Deste modo, surgiram fósseis como o “Ardipithecus”, descoberto em Quénia, com cerca de 5 milhões de anos; noutras pesquisas, surgem as formas do “Sahelanthropus”, na região do “Sahel”, Saara do Sul, com sete milhões de anos com aspecto dum bípede hominal. Procura-se saber como viveriam, como era a diferenciação entre os sexos, etc.

Porém, como a evolução é permanente e cada vez será mais rápida, estamos chegando ao final de mais uma Época, outros meios de investigação vão ser aprofundados na medida em que os seres humanos evoluírem, por meio duma mente pura e dum nobre coração, aumentando o número de clarividentes voluntários que poderão investigar os registos da Memória da Natureza e deste modo saberemos mais dados do que os que Max Heindel legou sobre o que terá sucedido nesses tempos algo remotos.

18/02/2015

Os Raios do Cristo - Visão Etérica

As belas imagens da Aurora Boreal do vídeo abaixo me lembraram uma conferência de Max Heindel, relatada no livro A Teia do Destino (em algumas traduções – O Véu do Destino), onde nos é explicado a relação da visão etérica e os Raios do Cristo. Abaixo uma boa parte da referida conferência.


O Duo Em Sol Maior tem por meta unir e mostrar o que de mais belo há nos vários gêneros musicais, interpretando as suas músicas na frequência de 432Hz


Os Raios do Cristo - Visão Etéica - Max Heindel
“Investigações recentes vieram demonstrar ainda, que muitas afecções dos olhos, agora em voga entre os homens atuais, são devidas ao fato de que nossos olhos estão mudando. Com efeito, esses órgãos estão se tornando mais sensíveis à oitava superior da visão do que antes, devido a que o éter que rodeia a Terra está se adensando e o ar se rarefazendo mais. Isto é particularmente exato em determinadas partes do mundo, entre outras, o Sul da Califórnia.

Ê notável saber que, em relação ao que acabamos de dizer, a Aurora Boreal está se tornando mais freqüente e seus efeitos mais poderosos sobre a Terra.

Nos primeiros anos da era Cristã, este fenômeno era quase desconhecido, porém, no decurso do tempo, como a onda de Cristo em Sua descida dentro da Terra durante uma parte do ano, infunde mais e mais Sua própria vida dentro da amortecida e pesada massa terrestre, os RAIOS ETÉRICOS VITAIS, tornam-se mais visíveis, a intervalos. Posteriormente far-se-ão cada dia mais numerosos e, atualmente, já começam a mesclar-se com as manifestações elétricas, especialmente com as ondas hertzianas, que por vezes, desaparecem, devido a essas correntes de irradiação.

05/01/2015

O Passamento de Max Heindel

Do livro: Memórias sobre Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz (1)

Max Heindel e a autora partiram de Monte Eclésia no dia 1 de janeiro de 1919, uma quarta-feira, em direção a Los Angeles a fim de colocar anúncio no jornal à procura de um tipógrafo. Encontramos um casal. O homem tinha experiência em linotipo e tipografia, e a mulher conhecia um pouco de encadernação. Regressamos na sexta-feira com o carro carregado de legumes e outras coisas necessárias a uma insti­tuição em rápida expansão e localizada longe da cidade. A viagem ini-ciou-se às 5 horas da manhã, para nos dar tempo de parar num mercado e encher o espaçoso carro com os vegetais que necessitávamos. Chega­mos em casa ao meio-dia, cansados e famintos. Graças a Deus fomos abençoados com um casal na cozinha que aparentemente estava satis­feito em cozinhar e lavar a louça.

Sábado à tarde, dia 4 de janeiro, tínhamos a nossa celebração retar­dada de Ano Novo. Alguns de nossos amigos das cidades vizinhas es­tiveram presentes para celebrar conosco e a biblioteca estava cheia de rostos alegres. Nesta noite, Max Heindel era o mais animado de todos e cantou várias canções com sua profunda e melodiosa voz. Uma canção de que ele gostava muito era "Ben Bolt". No domingo e na segunda-feira ele estava muito quieto e pensativo, trabalhando para organizar os seus papéis. Estava desejoso que a autora lhe fizesse companhia no seu escritório. No seu último dia de vida (6 de janeiro de 1919), por várias vezes pediu à autora, que sentasse ao seu lado para conversar. Quando ela lhe respondia que não desejava atrapalhar o seu trabalho, ele res­pondia: "Mas eu gosto muito de tê-la por perto, adoro suas visitas." Alguns minutos depois das 16 horas ele entrou no escritório dela com uma carta que havia escrito à agente postal. Tratava-se de um requeri­mento para o correio organizar um sistema de entrega diária para Monte Eclésia. Ele sempre fazia questão de ouvir a opinião da autora sobre qualquer coisa que lhe ocupava a atenção.

03/01/2015

A Casa do Estudante Rosacruz inspirou-me

                                                              por Maria Geralda M. Santos
Chove em Campos do Jordão. Uma chuva fina, miúda e constante, umedecendo morosamente a terra. Mesmo assim, algumas árvores mais velhas não resistem e caem expondo suas raízes indefesas, Deixando-nos a lembrança da sua exuberância de antes, formosas e floridas.

Pela manhã sempre a mesma névoa envolvendo árvores e casas ocultando  a beleza natural desta bela cidade.

Como a chuva é leve, alguns sabiás vêm para o jardim e com a terra molhada se alimentam sem grande esforço de algumas minhocas e formigas.

As flores, encharcadas pela água da chuva, têm suas pétalas grudadas umas às outras, fazendo- nos lembrar o olhar humano encharcado de lágrimas.

Cozinhar é realmente uma boa opção! O aroma das geléias doces, chás e sucos quentes amenizam este tempo de involuntária reclusão. É mesmo agradável tomarmos em pequenos goles um delicioso quentão de frutas.

Todas as manhãs a primeira coisa que fazemos é abrir a janela e olhar o tempo. Temos então a surpresa prazerosa de ver que uma clara e densa névoa descia de encontro a terra como se quisesse amorosamente abraçá-la. Lembramos então do dito popular do homem do campo, de Campos do Jordão: “Névoa baixa, sol que racha”.
 primeira quinzena de dezembro de 2013
Prosa declamada na Festa de Aniversario de 59 anos da 
Fraternidade Rosacruz. (21/09/2014) pela autora.

23/12/2014

Uma Imagem da Sagrada Família


A imagem da Sagrada Família é das  mais representativas para o Natal. Ou, pelo menos, isto é definitivamente certo quando nos referimos aos artistas das cores e das tintas.

Desde o início do Cristianismo os pintores, de todas as vertentes e escolas  se empenharam para eternizar  o momento quando, dois Iniciados, como sabemos que eram Maria e José, tiveram em seus braços  a pequena criatura que estava destinada a receber, trinta e três anos mais tarde, no Batismo, Aquele que é o Cristo.

Meus agradecimentos a Irmã Maria Carolina P. Carvalho, dedicada colaboradora  na Fraternidade Rosacruz em São Paulo por muitos anos, que permitiu a publicação desta   aquarela  pintada  por seu  esposo Emídio Carvalho, onde a leveza das três cores - amarela. azul e branca - por si já consideradas "cores espirituais", compõem a Sagrada Família.  

Recebam também meus agradecimentos todos os amigos e irmãos que colaboraram com este blog em diferentes formas, compartilhando, comentando, divulgando, enviando textos e fotos. Gratidão pelo ano que termina! 

“As vibrações espirituais são mais intensas à meia noite da Noite Santa. Nessa noite é mais fácil obter um contato consciente com o Sol espiritual e a retrospecção e as resoluções para o novo ano são mais eficazes.
Vamos unir nossos esforços espirituais concentrados de aspiração e oração para o crescimento individual e coletivo da alma a fim de termos um ano espiritualmente produtivo!”

Um Natal Abençoado a todos e
                                                  "Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz"

14/12/2014

A Origem do Natal

Augusta Foss Heindel

Os materialistas se recusam aceitar o formoso relato sobre o nascimento de Jesus e frequentemente formulam esta pergunta: "Se Cristo veio ao mundo para salvar o homem do pecado e da morte, quem salvará as milhões de almas que estavam em manifestação antes da Era Cristã, que data de cerca de 2000 atrás"?

Disse João Evangelista: "Porque Deus amou de tal maneira o mundo que lhe deu seu Filho Unigênito para que todo aquele que n'Ele crê não se perca, mas tenha vida eterna. Porque não O enviou Deus para condenar o mundo mas para que o mundo se salve por Ele".

Estas palavras de Cristo-Jesus têm dado o que pensar a muitos e até fizeram que alguns se afastassem de sua fé em Deus, pois: como pode alguém acreditar na Paternidade de Deus e Sua Bondade; como pode alguém crer no amor esse grande Espírito e também pensar que Ele deixou de dar o necessário a Seus filhos, em todas as épocas? Quem pode continuar crendo nEle, se foi tão cruel a ponto de enviar Seu único Filho para salvar apenas uma pequena parte de seus outros filhos humanos? Quem pode crer que esse amoroso Pai tivesse permitido que a maioria de seus filhos fossem arrojados às trevas para sofrer eternamente, apenas porque vieram antes de Cristo? (Diante disso, é de surpreender que as religiões de Buda, Mahomé e Zoroastro continuem florescendo, embora reconheçamos que os ensinamentos do Mestre Cristo-Jesus preencham as necessidades da nova onda evolutiva?

Vários estudiosos afirmam que o natal começou a ser celebrado apenas cerca de quatrocentos anos depois de Cristo. De fato, nada existe na história para confirmar que os cristãos tivessem celebrado esse acontecimento nos primitivos tempos do cristianismo. Mas isto é fácil de compreender-se. Até sua oficialização, o cristianismo sofria cruéis perseguições. Ademais, o paganismo fortemente espalhado então, desvirtuaria a pureza de sua apresentação. Os essênios eram devotos e pouco dados a práticas externas, como o faziam os fariseus. Mais tarde, a própria exigência do povo pelo cerimonial estabeleceu essa prática. Vejamos o Velho Testamento e leiamos sobre os grandes festivais promovidos pelo povo naqueles remotos tempos e que correspondem a nossos presentes festejos de Natal e Páscoa de Ressurreição.

Os antigos eram muito dados a cerimoniais. Seus festivais eram religiosamente observados, ainda mais do que as festas religiosas de hoje. Vejamos os festivais dos tempos de Abraão: Moisés deu instruções bem definidas a seus seguidores em relação a essas cerimônias, que deveriam ser levados a cabo com seus ritos religiosos. Moisés é o autor dos cinco primeiros livros da Bíblia (Pentateuco) e seus dez mandamentos são a pedra angular de todas as atuais religiões. Os antigos festivais eram terrivelmente desfigurados com ritos que o homem moderno consideraria repulsivos. Em algumas ocasiões não apenas eram imolados animais no Altar dos Sacrifícios, senão que o próprio sangue humano corria, para apaziguar a fúria dos deuses pagãos. Quase todos os festivais eram oferecidos ao Deus do Sol e muitas das religiões antigas se achavam mescladas com os mitos solares. No solstício de Dezembro quando o Sol chega à sua mais baixa declinação e deve empreender a marcha ascendente rumo ao norte, converte-se num salvador de vidas e então renasce o deus-sol. (Nota:Considerando-se o Hemisfério Norte).

Em algumas das religiões antigas, encontramos o relato da mãe e do filho divino. Na índia, Krishna nasceu como um salvador e seus pais tiveram que fugir de sua terra, devido ao decreto do Rei Karnsa de matar toda criança de sexo masculino recém-nascido. Na história do nascimento de Krishna encontramos os Anjos, os Pastores e os Magos. A história da vida deste deus-sol da índia é muito parecida à de Cristo Jesus.

Na história da Babilônia encontramos o deus do sol, Tammuz, que nasceu de uma mãe virgem. Uma lenda similar é a do deus Apolo. Encontramos, também, o mesmo mistério em relação à data de nascimento desses deuses, que foi igual à de Jesus.

Em todos os relatos dos nascimentos dos grandes Mestres, existe a aparição de um Anjo anunciando a uma Virgem que Deus havia escolhido para mãe de uma divina criança. A história difere mui ligeiramente nas distintas religiões. O idioma, o cerimonial e os costumes é que motivam essas diferenças secundárias.

Afinal, por que a Virgem e um menino divino aparecem nessas religiões antigas, inclusive nas classificadas de pagãs? Isto não é uma prova de que deve existir alguma conexão entre estes mitos, os quais coincidem maravilhosamente com o nascimento do Salvador e com a marcha do Sol através do Zodíaco? Em alguns desses relatos fala-se de um grande silêncio existente em toda a Terra, no momento do nascimento. Tudo era silêncio. Isto é uma realidade no solstício de dezembro(Inverno no Hem.Norte) A vida vegetal parece descansar. A força de Deus se aquieta por algum tempo. A seiva se recolhe nas raízes. Os ramos e os talos se desnudam. A vida dorme e o Sol penetra no reino de Saturno, Capricórnio. A Terra é uma massa vivente que respira, mas nesse tempo parece reter seu alento, como o faz um homem, quando vai realizar um ato muito importante.

O nascimento do sol é como uma exalação da vida do Cristo, sentido por toda a humanidade. O Natal, o nascimento místico, é um período de regozijo para a Terra, bem como e principalmente para a humanidade, porque então os Anjos portam corrente de júbilo.

O mito do sol existente nas religiões antigas, encarado sob o ponto de vista da astrologia e da astronomia, fala-nos do grande Plano Cósmico. O Sol em seu caminho pelos Signos do Zodíaco é uma manifestação atual das glórias do Universo de Deus. Por enquanto é apenas uma manifestação externa de uma verdade maior, o Filho cósmico, o Cristo, por quem flui toda a vida de Deus em favor da humanidade. Ele é o grande portador da vida cujo veículo material nasceu há cerca de 2000 anos. Veio à Terra para que por Seu intermédio pudesse Deus acender no homem a chama do Amor divino, atributo do Segundo Aspecto de da Natureza de Deus. Esse acontecimento ocorreu no mês mais frio e escuro do ano para o Hemisfério Sul. Igualmente nesta época nasce o Sol em seu ascenso ao Norte, brilhante e com mais força e vigor, mais próximo da Terra, para renovar a vida em toda a natureza.

Se examinarmos este grande evento anual do Natal sob os dois pontos de vista, o pagão e o festival do deus-sol em sua jornada pelos signos do Zodíaco e relacionamos com o relato do nascimento do Filho de Deus de uma Virgem, nosso Amor e reverência pelas páscoas modernas em vez de decrescer, aumentarão, mesmo que os textos cristãos ortodoxos afirmem que as festas que se celebravam nos tempos pré-cristãos eram pagãs.

O exposto, que a História nos conta, revela que o homem sempre buscou uma religião. Sua alma sempre ansiou por Deus. Por mais cruel que haja podido ser essa concepção de Deus para o homem, não invalida nem diminui a realidade de Sua existência. Desde a época em que olhos do homem foram abertos para o mundo e o véu do conhecimento de si mesmo foi retirado, ele foi buscando resolver os grandes mistérios da vida. À medida que ele crescer em Sabedoria e compreensão espiritual, a verdadeira luz ser-lhe-á mostrada no caminho, essa luz que esteve escondida nas dobras dos séculos que passaram. Então ele poderá verificar que os deuses, assim como a mente dos homens, crescem junto com as religiões para ganhar em consciência. Assim também deve crescer nosso ideal do Natal, em amor e beleza. Quando o Cristo - menino nasça e se alimente em nossos corações poderemos entender perfeitamente o sentido destes versos de Angelus Silesius:

"Ainda que Cristo nasça mil vezes em Belém, se não nasce dentro de ti, tua alma segue perdida. Olharás em vão a Cruz do Gólgota, enquanto dentro de ti ela não for erguida".

publicado na revista Serviço Rosacruz, dez.,1965

02/11/2014

A Natureza da Oração

 Do livro: A Teia do destino, Max Heindel(*)
O assunto da Oração deve merecer toda a atenção e estudo de todo aquele que aspira à espiritualidade, e confiamos que os conselhos que se seguem possam ajudar aos nossos estudantes em seus esforços neste sentido. Existe uma só força no Universo e esta é o Poder de Deus, que Ele enviou por todo o espaço em forma de Verbo; não uma simples palavra, senão o Fiat Criador, cuja vibração sonora amalgamou a multidão de átomos do caos numa infinidade de figuras e de formas que estão compreendidas entre a estrela do mar e estrela do firmamento e entre o micróbio e o homem, isto é, entre tudo o que constitui e povoa o Universo. À medida que as sílabas e os sons da Palavra criadora foram-se emitindo, uma após outra, no transcurso dos tempos, as diferentes espécies, também, e as mais antigas desenvolvendo-se, tudo de acordo com a harmonia do pensa­mento e do plano concebido pela Mente Divina, antes que a força dinâmica da energia criadora fosse enviada ao espaço.

Este é, pois, o único manancial de força no qual real e verdadeiramente, vivemos, nos movemos e temos o nosso ser, da mesma forma que os peixes na água. Do mesmo modo que o peixe não pode viver nem nadar em terra seca, tampouco nós podemos escapar ou iludir a Deus. Não foi inspirado em mero sentimento poético que o salmista disse; "Para onde irei eu que não esteja diante de Teu espírito, ou onde me esconderei de Tua presença? Se subo aos céus Tu estás lá; se faço minha cama numa caverna, Tu estás ali a fitar-me. Se tomasse as asas da aurora e morasse nas mais distantes regiões do mar, ainda ali Tua mão me guiaria e Tua destra me sustentaria".

Deus é Luz, e nem o mais potente telescópio que pode abarcar milhões de quilômetros no espaço, terá encontrado os limites da luz, porém nós sabemos que se não tivéssemos olhos por meio dos quais percebemos a luz, e ouvidos que registram as vibrações do som, caminharíamos pela terra em eterna obscuridade e silêncio; assim, pois, para perceber a Luz Divina, que só pode iluminar nossa obscuridade espiritual e ouvir a voz do silêncio, que é a única voz que poderá guiar-nos, devemos cultivar nossos olhos e ouvidos espirituais; e a oração, a verdadeira oração científica, é um dos méto­dos mais poderosos e eficazes para encontrar graça diante de nosso Pai, e receber a imersão da luz espiritual, que transforma alquimicamente o pecador em santo e o envolve com o dourado véu nupcial, o luminoso Corpo-Alma. Porém não nos enganemos.

A oração por si só não pode efetuar essa transformação. A menos que nossa vida inteira, tanto despertos como em sono, seja uma oração constante para a iluminação e a santificação, nossas preces jamais alcançarão a Divina Presença para trazerem o batismo do Seu Poder. "Ora e trabalha", a Deus rogando e com o martelo batendo, é um mandamento oculto a que todos os aspirantes devem obedecer sob pena de jamais conquistar grandes progressos. Neste sentido, uma antiga lenda de São Francisco de Assis confirmará o que dissemos; ela reflete a luz desse grande Ser cuja vida foi inteiramente consagrada ao serviço de Deus. Ei-la:

Um dia São Francisco convidou um jovem monge, dizendo-lhe: "Vem Irmão, vamos à cidade pregar ao povo". O jovem monge logo aceitou com alegria, satisfeito com a perspectiva de um passeio com o bem-aventurado padre, pois conhecia o manancial espiritual que ele representava. Assim, pois, dirigiram-se à cidade, passando por várias ruas e praças, absorvidos todo o tempo numa interessante conversação espiritual. Final­mente encaminharam seus passos de regresso ao mos­teiro. Então, subitamente, o leigo percebeu que haviam estado tão profundamente concentrados em sua conversação que haviam esquecido completamente o objetive de sua ida à povoação. Delicadamente observou a São Francisco a omissão, ao que o santo lhe respondeu: "Meu filho, enquanto estávamos passeando pelas ruas da cidade, as pessoas nos observavam, ouvindo trechos de nossa conversa e constatando que falávamos do Amor de Deus e de Seu Filho querido, nosso Salvador. Notaram nossas carinhosas expressões e as palavras de amor e de consolo aos aflitos que encontrávamos, e até a nossa atitude falava-lhes de religião. Assim, pois, Irmão, estivemos pregando durante todo o tempo de nossa presença entre eles, de um modo mais efetivo, espontânea e simples do que se lhes tivéssemos falado horas e horas em praça pública". São Francisco não tinha outro pensamento senão Deus; fazer o bem em Seu nome e, portanto, estava em grande harmonia com a vibração divina. Não nos deve assombrar, pois, quando ele orava constituía-se num poderoso magneto, pela Vida e Luz divinas que compenetravam todo o seu ser.

Nós que estamos empenhados no trabalho do mundo, forçados a fazer coisas que nos parecem sórdidas ou vulgares, pensamos muitas vezes que estamos afastados e impedidos de sentir a luz divina. Porém, se "fizermos todas as coisas como se fossem para o Senhor" e "formos fiéis nas coisas pequenas", veremos que, com o tempo, apresentar-se-ão ante nós oportunidades tais como jamais havíamos sonhado. Assim como a agulha magnética momentaneamente afastada do Norte por uma pressão externa, volta instantânea e ansiosamente à sua posição natural no momento em que se liberta da pressão, assim nós devemos cultivar tal anelo por nosso Pai, que fará com que nossos pensamentos se voltem imediatamente para Ele, quando tivermos terminado nosso trabalho cotidiano no mundo e ficarmos em liberdade de agir segundo nosso próprio impulso. Devemos cultivar um sentimento igual ao que anima os jovens enamorados quando, depois de uma ausência, voltam a encontrar-se e correm a se abraçar extasiados e saudosos. Esta é uma preparação para a oração absolutamente essencial, e, se voarmos em direção a nosso Pai da maneira indicada, a Luz de Sua presença e a doçura de Sua voz nos ensinará e nos acariciará além de nossas mais ardentes esperanças.

Primeira parte de: A Oração É Uma Invocação Mágica do livro A Teia do Destino

28/09/2014

As Festas de Aniversário - 2014 como exemplo

O Vaso "aos pés do Símbolo" uma marca singela 
Nunca postei neste blog nada sobre as festas comemorativas de aniversário do centro da Fraternidade Rosacruz em São Paulo, as quais durante vários anos ajudei a organizar e coordenar. Curiosamente vou registrar a comemoração deste ano, na qual não pude comparecer.

As fotos me foram cedidas por irmãos. Seja como for trata-se de uma tradição. Fundada em 18 de setembro de 1955, desde o seu primeiro ano de vida, a Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil sempre realizou sua festa comemorativa de aniversário, tendo como um momento solene a oficiação do Ritual do Equinócio de Setembro (Primavera no Hemisfério Sul), uma vez que esse centro nasceu dentro da órbita (3 dias antes) do Equinócio. É um momento em que os corações podem comungar no Ideal. Após o Ritual segue-se sempre uma parte artística realizada por irmãos e simpatizantes. Tudo muito simples, como pede nossa organização e onde o importante é a dedicação e o serviço de cada um conforme for o seu talento e o queira ofertar. (Veja no final da postagem, link para fotos da parte artística)

Com o passar dos tempos irmãos e irmãs trouxeram algumas dádivas que foram sendo incorporadas e curiosamente tornando-se tradicionais a despeito dos modernismos.

A primeira é o vaso florido colocado aos "pés do símbolo", segundo me lembro por repetidos comentários feito em todas as festas pelo saudoso irmão José Gonçalves Siqueira.

Depois seguiu-se a distribuição de botões de rosas a todos os presentes, no final do evento. Rosas estas que ficam perto do símbolo durante toda a reunião e portanto levam as vibrações do momento.

As rosas e a caixa com lembranças no templo, próxima ao símbol
Também há cerca de sete ou oito anos por ideia e sempre doação de um irmão, juntamente com as rosas, vai sempre uma pequena lembrança para cada amigo presente, a qual poderá ser utilizada como motivo de divulgação do centro. Abaixo a foto do que foi distribuído neste ano de 2014.

 Os magnetos que foram distribuídos  em um envelope azul
Após a reunião no Templo, na recepção da sede, outra atividade que uma vez iniciada e doada por alguns irmãos tornou-se hábito - o bolo - afinal é um aniversário.

O tradicional bolo de aniversário com seis rosas vermelhas e 1 branca
A última prática inserida, cerca de uns quatro anos, se não erro, e que aliás é muito coerente com nossa filosofia, é o que uma irmã chama de "o cantinho vegetariano" - uma mesa de frutas, lanches e sucos naturais.

Irmãos colaboradores em palestras e outros serviços, no "cantinho vegetariano

Detalhe do "cantinho vegetariano" 
Vista geral na recepção depois da comemoração no templo.
Enfim, as comemorações de aniversário do "corpo" de uma organização como é o centro da Fraternidade Rosacruz em São Paulo, considerem alguns como piegas ou não, constituem a meu ver, um momento onde o grupo responsável, querendo ou não, "deixa dormir" o seu lado objetivo e mental de transmissor de ensinamentos e, vivencia por uns momentos exatamente a palavra que batizou aquilo que estão comemorando: a fraternidade.

Dois irmãos grandes colaboradores na manutenção do "corpo" que está aniversariando
Assim, nesses momentos vemos os atuantes veteranos unidos aos simpatizantes; os entusiastas colaboradores jovens conversando com os idosos já alquebrado pelo serviço, os frequentadores assíduos acolhendo aos visitantes, etc...

Max Heindel nos auxilia no paradoxo - "se o coração pudesse livremente ditar nossas atitudes, a fraternidade universal seria uma realidade."