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04/04/2021

Um Debate Esotérico e as Credenciais Rosacruzes


O Centro Rosacruz de Santo André – numa época em que não existiam os atuais avanços da informática – possuía uma característica marcante: além de suas palestras (presenciais, evidente) em seu Centro, divulgava os Ensinamentos Rosacruzes em escolas, teatros, cinemas, jornais, faculdades, revistas, rádio e também em bibliotecas públicas. A facilidade de ser convidada ou oferecer suas palestras nestes locais e serem aceitas, era algo inexplicável: fluía de uma forma natural naqueles anos 60, 70 e 80.


A Biblioteca Pública da cidade de Santo André, convidou (abril de 1.983) representantes de várias associações esotéricas para um debate, onde cada representante teria certo tempo para expor um assunto de sua escolha. O objetivo seria um estudo comparativo. Neste debate os representantes dissertaram sobre vida pós morte, vegetarianismo, astrologia, o homem e seus corpos, bíblia, lei de causa e efeito, a missão do Cristo e outros temas.

 

O probacionista Luiz Mario Salvini representou a Fraternidade Rosacruz, e me convidou a auxiliá-lo; a exposição foi sobre a EPIGÊNESE, baseada na Lição Mensal do Estudante de nossa Sede Mundial (Oceanside) de janeiro e fevereiro do ano de 1.971.

 

Após cada dissertação, houve trocas de perguntas e comentários entre os participantes, num clima extremamente fraterno. E houve algo curioso:

 

Nenhum dos representantes tinha o menor conhecimento sobre o assunto tratado pelos membros da Fraternidade Rosacruz.

 

Talvez nem mesmo muitos de nós – aspirantes rosacruzes – nos damos conta da importância do fator epigenético no processo de nossa evolução espiritual.

 

Pelo menos a importância em sua totalidade. Desconheço outra fonte (religiosa, filosófica ou esotérica) que forneça informações tão amplas sobre este assunto.

 

Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental nos transmite existir um terceiro fator além dos conhecidos Involução/Evolução: A EPIGÊNESE, ou a faculdade do espírito que lhe permite escolher um caminho completamente novo e independente.

 

A epigênese é uma extensão, desejo e iniciativa de trazer à existência algo que não existia antes. Longe de ser simplesmente uma seleção entre cursos de ação, trata-se da vontade de inaugurar algo novo e este fator é essencial para o nosso progresso espiritual. Trata-se também de um impulso do espírito que assim vivifica a vida.   

 

Quando damos importância às Leis de Causa e Efeito e ignoramos a faculdade da epigênese, colocamo-nos numa situação de não exercitar nossos fatores de iniciativa e também a de termos uma vivência espiritual estéril.  Se o desenvolvimento que estamos tendo nesta atual vida está baseado apenas em condições já existentes e mesmo latentes em nosso interior, estaremos estagnados e seremos - no máximo – um bom imitador.

 

Quando a epigênese não é exercitada, nos apequenamos espiritualmente; todos somos células do corpo de Deus, partes Dele, e podemos expressar seu aspecto Criador de diversas maneiras.

 

Importante !

A epigênese não é algo colocado em prática por nós apenas neste plano, na Terra; Max Heindel (Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo III – O homem e o método de evolução – parte O segundo céu), nos informa que a oportunidade de exercer a epigênese também se encontra nesta região. Fica sugestão para leitura.


Há um outro (importantíssimo) fator a ser considerado quanto a epigênese: não devemos classificar quadraturas, oposições, certas conjunções e posições planetárias em horóscopos como terríveis e imutáveis infernos.

Também há pessoas que consideram o propósito da vida como um período de quitar dívidas geradas em existências anteriores e aprender algumas lições. Isto produz uma enorme monotonia existencial!

 

Ainda que de uma forma diminuta com relação a de Deus, o fator CRIADOR deve por nós ser exercido.

 

Reiterando; foi uma enorme surpresa tanto para os representantes das correntes esotéricas que compareceram, como para o público em geral que lotaram as dependências da Biblioteca Pública do município de Santo André, o assunto apresentado pelos membros da Fraternidade Rosacruz.

 

Várias pessoas visitaram os Centros Rosacruzes de Santo André e São Paulo, inscrevendo-se no Curso Preliminar; sendo que no primeiro centro foi realizada uma palestra sobre a EPIGÊNESE, poucas semanas após este debate na biblioteca, conforme registro fotográfico abaixo.


Artigo por Jonas Taucci

 


25/10/2020

O Dia em que a Fraternidade Rosacruz foi ao Cinema

Jonas Taucci 

Criada por volta de 1.895, a indústria cinematográfica leva entretenimento a milhões de pessoas em todo o mundo.

 

Contudo, apenas uma minoria consegue captar em certos atores e personagens, determinados arquétipos ou simbolismos transmitidos a aqueles que possuem aptidão para isso.

 

Aqui, alguns exemplos:

 

- Lon Chaney (1.883-1.930) – Filho de pais surdos, este ator notabilizou-se por criar uma técnica própria de maquiagem e de atuar em filmes onde seus personagens possuem deficiências físicas; um bom exemplo é “O corcunda de Notre Dame” (baseada na obra literária “Notre Dame de Paris” de Victor Hugo), de 1.923, onde a compaixão para com nossos semelhantes é transmitida.

 

- Bing Crosby (1.903-1.977) – Além de (ótimo) ator de cinema era (excelente) cantor; Na sua voz, a canção “White Christmas” foi ouvida – segundo estatísticas – por mais de dois bilhões de pessoas durante gerações. Astrologicamente com o ascendente em Libra e signo solar Tauro, Crosby, vivenciou o canto. Possuía ainda Vênus no signo de Gemini (comunicação através das expressões artísticas). Suas atuações em filmes, personifica sublimações/regenerações da inveja em amor ao semelhante.     

 

- Clark Gable (1.901-1.960) –Possuía Vênus (amor), Júpiter (benevolência) e Saturno (responsabilidade) em Capricórnio; arquétipos de personagens que interpretou em vários de seus mais de 60 filmes.

 

Em nossos dias – e desde algumas décadas – inúmeros filmes cinematográficos abordam temas como; vida após a morte, Leis do Renascimento e Causa/Efeito, clarividência, astrologia etc. sendo que vários atores (as) – em suas vidas pessoais – declaradamente dizem serem vegetarianos.

 

Elmam Bacher (Estudos de Astrologia), nos informa que certos atores não são – de forma alguma – meros entretenimentos cinematográficos, e cita os atores acima.  (Volume VII, capítulo II, Filmes Cinematográficos).

 

José Gonçalves Siqueira, probacionista da Fraternidade Rosacruz, disse certa vez, a anos, que no decorrer das décadas vindouras, iriamos ver os Ensinamentos Rosacruzes nitidamente em vários segmentos e departamentos da vida, sem necessariamente estarem sendo classificados como tal.

 

Com lançamento em dezembro de 1.940, e produção dos estúdios Disney, o filme (uma animação onde músicas eruditas e ações são conjugadas) “Fantasia”, é visto até os dias de hoje. Nele podemos observar determinadas músicas/cenas, em nítida afinidade com os ENSINAMENTOS DA SABEDORIA OCIDENTAL:

 

- Tocata e Fuga em Ré Menor (Johann Sebastian Bach, 1685-1750). A relação som/forma.

A) “No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus” (Evangelho de João, 01:01).

B) “...como acontece com os esporos ou a areia que formam figuras geométricas à vibração e um arco de violino sobre um prato de bronze” (Max Heindel em Ensinamentos de um iniciado, capítulo XXII, Nosso Trabalho no Mundo).

 

- O Aprendiz de Feiticeiro (Paul Dukas, 1865-1935). O despreparado neófito incursionando no Mundo de Desejos. (Max Heindel em Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I / pergunta #187).

 

- Sagração da Primavera (Igor Stravinsky, 1882-1971). - Conceito Rosacruz do Cosmos (Max Heindel).  Capítulo XII / Evolução da Terra, Época Hiperbórea.

 

-  Sinfonia nº 6, Pastoral (Ludwig Van Beethoven, 1770-1827). A muito utilizada frase utilizada pela Fraternidade Rosacruz: A natureza sendo o símbolo visível de Deus.

 

- Valsa das Flores, da Suíte Quebra Nozes, (Piotr Ilitch Tchaikovski, 1840-1893). Ritual Rosacruz de Junho; “...os pequenos Espíritos da Natureza que representam tão importante papel no serviço do mundo...esses pequenos servidores reúnem-se para o Festival das Fadas...”.

 

- Uma Noite no Monte Calvo (Modest Mussorgsky, 1839-1881). O Eu-Inferior.

 

- Ave Maria (Franz Schubert, 1797-1828). O Eu-Superior.

 

O (gigantesco e não mais existente) cine Tangará, na cidade de Santo André – SP – Brasil, possuía capacidade de 3.100 pessoas por sessão, sendo que em filmes famosos, exibiam-se três sessões diárias.

 

Foi o que ocorreu naquele domingo, dezembro de 1.980, quando seu cartaz anunciava “Fantasia” de Walt Disney.

 

Irmãos da Fraternidade Rosacruz – Centro de Santo André, revezaram-se nos horários de início das três sessões, distribuindo folhetos com informações sobre suas atividades, cursos, livros, palestras etc. e revistas Serviço Rosacruz, do Centro de São Paulo.

 

Perfez-se dessa forma uma divulgação muito grande dos ENSINAMENTOS DA SABEDORIA OCIDENTAL, que resultou numa enorme procura aos Centros de Santo André e São Paulo, de pessoas interessadas.


Desnecessário dizer que na última sessão, e com ingressos antecipadamente adquiridos, grande parte dos membros do Centro Rosacruz de Santo André assistiram ou (reviram) esta magnifica produção cinematográfica. A amizade rosacruciana era vivenciada também fora da Fraternidade Rosacruz; sábados à tarde ou feriados eram preenchidos com chás com bolo nas casas de seus vários membros, num autêntico rodízio de amizade cordial, sincera e fiel. O companheirismo era exercitado sobremaneira (e no trocadilho, com sobremesa).

 

A amizade rosacruciana não era restrita apenas as atividades presenciais dentro dos Centros Rosacruzes. 


Apesar desta divulgação ser – até onde tenho conhecimento – única em termos de cinema e com grande alcance à época, sabemos que ao membro da Fraternidade Rosacruz cabe uma responsabilidade enorme: vivenciar aquilo que aprende e divulga, caso contrário estaríamos praticando a hipocrisia e perdendo rumo no que tange ao nascimento de nosso Cristo Interno.

 

Vinda da Alemanha para o Brasil - início dos anos 50 - Sofia Schrah, ingressou na Fraternidade Rosacruz, onde se tornou probacionista, dedicando longos anos de trabalho ao Centro Rosacruz de Santo André.

 

Lembro-me que, em certa palestra sobre o famoso axioma hermético “Homem conhece a ti mesmo” (Templo de Apolo, em Delfos, Grécia), esta irmã disse:

“Se quiseres te conhecer, observa com - muitíssima - atenção tuas práticas diárias com relação aos semelhantes, e de forma alguma com aquilo que acumulastes em termos de conhecimentos. Desta forma te conheceras...“

Método infalível!

 

OBSERVAÇÃO:

Dos anos 50 à meados dos 70, as LIÇÃO MENSAL PARA OS ESTUDANTES, de nossa Sede Mundial (Oceanside), era em formato de livreto (acima), não havendo tradução para o português, e um mesmo assunto sendo tratado vários meses. Muitas destas Lições, foram utilizadas em palestra nos Centros de Santo André e São Paulo, sendo também publicadas na revista Serviço Rosacruz.

 

SUGESTÕES:

- A Preparação do Ator e também A Construção do Personagem (ambos de Constantin Stanislavski).

- História do Cinema Mundial (Fernando Mascarello).

- Filmes do chamado “expressionismo cinematográfico alemão” (décadas de 10 a 30 do século passado), diretores Fritz Lang, Friedrich Murnau, Robert Wiene, Paul Lani, entre outros. 

- O exercício de retrospecção (íntimo de cada um de nós).