22/03/2013

Sem Calvário Não Há Domingo da Ressurreição


O caminho até o Calvário tem de passar pelo Jardim de Getsêmani, cenário do grande conflito com a dor e a aceitação derradeira. Aqui tem lugar a batalha final se tivermos suficiente valor para tomar nossa Cruz no sofrimento aceito e seguir até a Ressurreição através do Calvário. Estivemos muitas vezes no Horto de Getsêmani pedindo: "Que este cálice de dor acabe", mas a dor não irá embora nem o Poder Curador do Pai se filtrará em nós até que elevemos nossas consciências para dizer com e como Cristo: "Não seja feita a minha vontade, mas sim a Vossa".

Quando esse momento chega, avançamos para enfrentar triunfalmente qualquer prova, na firme convicção que este é um meio para alcançarmos um fim glorioso. Um processo regenerativo que nos irá emancipar em um ritmo crescente de todos os males de que a carne é herdeira, a crucificação de nossa personalidade que, de forma correspondente, libertará o nosso espírito. Em cada prova sentiremos o sabor do Calvário, em cada vitória nos aproximaremos da Ressurreição.

Através de vidas incontáveis nos profundos mistérios de nosso ser, o Cristo de nossa própria divindade foi sepultado, amarrado e esquecido dentro de nós, enquanto nos inclinávamos somente aos interesses materiais. Agora, sentimos que estamos insatisfeitos e agoniados por esse modo de viver e estamos dispostos a carregar a cruz. Pensamentos, sentimentos, atos passados e presentes são utili­zados para crucificar nossa personalidade e fazer que o ser espiritual que há em nós, o Cristo Interno, se eleve em Esplendor e Poder dentro de nossas almas, para que possamos converter-nos em novas criaturas n'Ele, vitoriosas sobre a vida transitória e herdeiras das ocultas riquezas do Céu.

Somente assim poderemos chegar a ser participantes conscientes das maravilhosas experiências do Domingo da Ressurreição, dessa grande libertação, desse poder espiritual avassalador que nos faz penetrar na Paz. Então, estaremos unidos conscientemente a Ele, que nos perdoará de todas as faltas, curará nossas enfermidades e dará descanso às nossas almas.

"Que Seu Calvário se torne em um Domingo de Ressurreição Triunfante"

Traduzido da revista Rays from the Rose Cross e  publicado na revista Serviço Rosacruz de março de1966

02/03/2013

O Teste do Aspirante

Artigo traduzido revista Rays from the Rose Cross
As tentações do Caminho são, do ponto de vista espiritual, de­graus necessários na escalada e não obstáculos penosos como mui­tos pensam. No processo de trans­mutação da nossa natureza infe­rior nos é revelado se há necessi­dade de mais "destilação". As par­tículas de egoísmo, gula, medo, vaidade e materialismo ainda existentes em nós, vibram em unísso­no com o mal da tentação. Amfortas não teria sido seduzido por Kundry se a sua natureza inferior não contivesse vibrações inferiores, semelhantes. O raio "lazer" da verdadeira sabedoria espiritual lhe teria permitido ver a ilusão criada pelo mago negro ao redor de sua serva Kundry.

Às vezes o mal pode assumir aparências atraentes, mas nunca as vibrações elevadas do bem. É por isso que devemos observar. É por isso que aprendemos a discri­minar. É por isso que devemos tes­tar todas as coisas. Enfrentando nossas experiências com o nome e a Luz de Cristo, a vibração do mal não poderá resistir. Klingsor temia o puro e ingênuo Parsifal. Fomos exortados pelo Mestre a tornarmo-nos como crianças. A ciência nos legou o axioma: "Do nada, nada se produz". O mago, tanto quanto o alquimista, neces­sitam de um núcleo ao redor do qual possam efetuar seu trabalho. Não havia núcleo da maldade em Parsifal. Nem vibração de vaida­de, impureza, desejo egoísta. Não existia do material que Klingsor pudesse ampliar e... aproveitar.

Por isso, quando nós, alquimistas espirituais, vigilantemente procurarmos a "Divina Essência", o bem, o "NÚCLEO--DEUS" cm toda parte, poderemos ampliar essa vibração em nós. As­sim, no devido tempo, todo o mal existente será transmutado em bem.

Esse princípio vibratório foi as­sim expresso por Lao-Tse. Quem possuir o Segredo da Vida não cai vítima do rinoceronte e do tigre, c não necessita de armas quando entra num acampamento ocupado por gente hostil; porque o rinoce­ronte não encontra um lugar para lhe fincar o corno; o tigre não tem onde cravar a sua garra e o solda­do a sua flecha. Ele não possui nenhum ponto pelo qual a morte possa entrar".

A Transmutação

Na fase final de sua própria transmutação, o possuidor do Se­gredo da Vida — a Pedra Filosofal — controla o seu meio-ambiente imediato, de dentro para fora. Co­mo o seu núcleo vibratório é de "vida", não se torna vítima da vi­bração do medo e não receia a ani­mosidade alheia, porque se considera UM com tudo e projeta oratoriamente esse estado.

A "Luz Branca" contém, como sabe o aspirante, todas as cores primárias. "Deus é Luz e se andamos na Luz como Ele na Luz está, seremos fraternais uns com os ou­tros". Quando seguimos o Cristo convertemos as trevas em luz, a separatividade em unidade, a bai­xa vibração em vibração elevada, a paixão em compaixão. A pedra tosca de nossa natureza se torna polida pelo serviço. Converte-se na PEDRA que transmuta em ouro tudo o que toca.

Porém, há provas no percurso, em todos os níveis de realização espiritual. Até o Cristo foi tentado, para servir-nos de exemplo. Dian­te do poder, riqueza e conforto, de um lado, e a angústia, sofrimento e a cruz, do outro estamos certa­mente longe de fazer a nossa esco­lha tão facilmente como Ele a fez.

Os "testes" servem para verifi­car se a nossa escala de valores está bem "calibrada". Movidos por intenções puras para com o resto da humanidade e fiéis às Leis da Natureza, podemos dizer como Cristo-Jesus: "Seja feita a Tua vontade e não minha". Quan­do tentados a usar poderes espiri­tuais para proveito próprio, em tempos de perigo, falaremos como o Cristo-: "Afasta-te Satanás”.

O Cristo não veio para resistir ao mal, ou destruí-lo repentina­mente. Limpou com Seu próprio sangue as vibrações inferiores do corpo de desejos da Terra, a fim de que a nossa evolução não so­fresse solução de continuidade. Mi­rando-nos em Seu exemplo, procu­raremos transmutar o mal em bem, empenhar-nos-emos sincera­mente em encontrar e reconhecer as boas qualidades alheias, amaremos nossos “inimigos” e oraremos pelos nossos perseguidores porque o MAL não pode tolerar o AMOR. Não pode penetrar o círculo formado pela devoção e caridade. Tampouco passa através do dourado manto Nupcial, tecido através de uma vida de serviço. Como Parsifal, serermos protegidos contra os avanços de Klingsor, vestindo toda a “armadura de Deus”, usando a “lança” em sua devida e justa finalidade.
Tradução feita por Raymonde Goldenberg - publicada na revista Serviço Rosacruz, julho,1977 

11/02/2013

O Quadro do Auxiliar Invisível


Artigo traduzido e sintetizado da revista Rays from the Rose Cross
No Departamento de Cura em Mount Ecclesia, Oceanside, nossa Sede Mundial, encontra-se exposto o quadro O Auxiliar Invisível”. Quadro este, inspirado, desenhado e pintado por uma colaboradora da Sede Mundial, no ano de 1936: Mary Hanscom.
A face do Auxiliar Invisível foi o resultado de uma experiência da referida colaboradora quando esta tinha nove anos de idade (nove, o número da humanidade). Suas mãos - estendidas e abertas – são o símbolo inequívoco do serviço amoroso e desinteressado para com os outros (Ritual Rosacruz do Serviço do Templo).

A Lua Nova (astrologicamente uma conjunção do Sol/Lua), significa o momento em que o aspirante rosacruz pode avançar com melhor proveito para converter-se num Auxiliar Invisível (sugerimos consultar o livro Iniciação Antiga e Moderna de Max Heindel ).

Os pássaros representam a sua faculdade de deslocamento pelo planeta Terra. As crianças são indicações de egos; portando simbolizam a Lei do Renascimento.

A Rosa Branca, situada no coração ilustra o que nos é dito no Ritual Rosacruz do Serviço de Cura : “A Rosa Branca e pura é o simbolo do  coração do Auxiliar Invisível”.

Sua aura é o resultado do serviço amoroso e desinteressado aos outros.
Abaixo uma poesia enaltecendo esses Compassivos Seres - os Auxiliares Invisíveis, de autoria de Eduardo Aroso, em seu livro: "Caminho para a Rosa" (publicação do Centro R+C Max Heindel, MINDE, PORTUGAL, para os seus membros, 2008),
Aos Auxiliares Invisíveis

Hoste gloriosa,
asas de amor;
bálsamo de luz
a quem é sofredor.


Vinde e trazei
a compaixão;
a quem vive
na escuridão.


Vós sois a lua,
o sentimento; 
e o sol que infunde
saúde e alento.


Olhai e vede
quem chora mais.
Ensinai-lhe o caminho
que leva ao Pai.


Aqui e no além
a Obra não cessa;
divina evolução
sem vagar nem pressa.

Servidores cuidando
da Seara de Cristo.
Entre homens e anjos
é menor o abismo.

Vinde, vinde,
afrouxar o véu,
que impede de ver
 
a luz do Céu.

03/02/2013

Dois Caminhos

por Gilberto Silos
Os ensinamentos rosacruzes nos dão conta de que há dois caminhos conducentes à Inicação: um místico e outro ocultista. Representam duas naturezas distintas, duas tendências. Aqueles que optaram pela senda mística são os devotos, os religiosos contemplativos, cujas ações e mode de ser são ditados pelo coração. O intelecto é a expressão natural do ocultista, homem de ação por excelência, realizador, dinâmico, racional. Na literatura esotérica, os místicos são chamados de Filhos de Seth ou da água; aos ocultistas dá-se o nome de Filhos de Cain ou do fogo.

Todo ser humano, quando adentra o caminho iniciático, enquadra-se em uma das correntes acima. Mas, essa situação tende a sofrer modificações à medida que o individuo evolui espiritualmente. Essas transformações encontram-se estreitamente ligadas ao emprego das forças criadoras.

Nas pessoas mundanas, a maior parte da força criadora é utilizada na gratificação dos sentidos. Ocorre justamente o oposto com os seres espiritualizados, conscientes de que o uso dessa energia só é legítima na função de procriar. Como o espiritualista dirige seus esforços de uma maneira inegoísta, na construção de um mundo melhor, sente pouca propensão ao ato sexual. Assim a essencia da força criadora não utilizada toma um rumo ascendente, perpassando o coração e a laringe, ou a medula espinhal e a laringe, ou ambos ao mesmo tempo, fluindo diretamente entre o corpo pituitário e a glândula pineal para um ponto da raiz do nariz chamado “o vigilante silencioso”. Ali, o mais elevado Espírito tem o seu assento.

As correntes não seguem exclusivamente uma das vias. Percorrem as duas, passando por um volume maior em um deles, consoante a tendência do aspirante. No ocultista a corrente flui especialmente pela medula, atinge o cérebro e com pouca intensidade passa pelo coração. No místico a direção é inversa, porquanto a força sexual não empregada é positiva no coração e negativa no cérebro.

Quando o aspirante em sua ascese evolutiva atingir o grau de Adepto estabelecer-se-á um equilíbrio perfeito entre essas tendências. O objetivo da Fraternidade Rosacruz é, justamente, proporcionar ensinamentos capazes de satisfazer a ambas as classes. Porém, seus esforços dirigem-se mais aos ocultistas.

Tudo isso, entretanto, nada mais é que um pré-requisito para o trabalho consciente a ser realizado nos planos internos. A possibilidade de obtenção do conhecimento direto nos mundos suprafísicos resulta de uma preparação de ordem moral. O aspirante há que despojar-se de todos os vícios, maus hábitos físicos e morais, etc.. Sem esse esforço jamais dará passos seguros no caminho do progresso espiritual.

Não esqueçamos que na Escola Rosacruz essa preparação baseia-se em linhas científicas e racionais. A leitura edificante, a oração, o serviço amoroso prestado aos demais, a música elevada, as artes em geral, o estudo de obras esotéricas, os exercícios, tornam o indivíduo sensível, responsivo às vibrações espirituais superiores. A educação ou exercitamento esotérico abre a visão enterna do aspirante. Na época oportuna ser-lhe-ão ministrados exercícios para organizar um veículo apto para entrar conscientemente nos planos internos.

A Fraternidade Rsoacruz, fundada no início do século passado por Max Heindel, é, por assim dizer, “o cursinho”, a escola preparatória para o ingresso na Ordem Rosacruz. A Ordem, sim, é uma Escola Iniciática.

A verdadeira iniciação não é um cerimonial como julgam os menos avisados. Nada encerra de exterioridades, nem sequer é realizada aqui, na região Química do Mundo Físico. É uma experiência interna, um processo espiritual inimaginável para quem não estiver preparado.

O inicador, geralmente um Irmão Maior, já desenvolveu a consciência que prevalecerá no Período de Júpiter. Sendo assim, ele não se comunicará através de palavras, mas sim por meio de imagens vivas que projetará na consciência do candidato. Ninguém, cujo esforço torna evidente seu progresso espiritual, passa despercebido ao Mestre. O amor, o altruísmo, a pureza física e moral fazem aumentar a luminosidade do corpo-alma, atraindo o iniciador. A iniciação aos Mistérios da Rosacruz é o resultado infalível do merecimento. Nada mais pode ensejá-la. Nada.
Publicado na revista Serviço Rosacruz, julho, 1982
 

24/01/2013

Mesmer e o Magnetismo

por Delmar Domingos de Carvalho

        Mesmer e o magnetismo,
    Um médico iluminado,
           Unido ao rosacrucionismo,
                                         Foi odiado e amado!         
                                                              

                      Os escolásticos nada entenderam;
                     Foi vítima das suas perseguições;
Com Mozart criaram
          Frutuosos elos de ligações,
                                                                    
 
      Entre a Arte e a Ciência
     Para ajudarem a curar
                       O que não é capaz a “ vã ciência”
 E deste modo ajudar
 

                               Por instrumentos musicais inovadores
O alívio dos doentes
             Graças a eflúvios curadores
      Aplicados em pacientes.
 

   Em Viena foi visitado
                    Pelo mais elevado Irmão Maior,
     Tendo Mozart mudado
                   Para o caminho do Cão Maior!

Poesias e Artigos do escritor Delmar Domingos de Carvalho: clique aqui

15/01/2013

Sobre os Essênios

por Jonas Taucci
No Conceito Rosacruz do Cosmos lemos que Jesus foi educado pelos essênios, e que estes constituíam uma terceira seita na Palestina, além das duas mencionadas no Novo Testamento – os fariseus e os saduceus. Os essênios formavam uma ordem extremamente devota, muito diferente dos saduceus materialistas e completamente oposta aos hipócritas e vaidosos fariseus. Evitavam toda menção de si, de seus métodos de estudo e de seu culto. A esta última particularidade deve-se o fato de nada se saber deles, nem serem mencionados no Novo Testamento (Conceito Cap.XV – subtítulo Jesus e Cristo Jesus).

No ano de 1923, o húngaro Edmond Szekely obteve permissão para pesquisar os arquivos da biblioteca do Vaticano, e qual não foi sua surpresa ao traduzir uma obra antiquissima (primeiro século D.C.) chamada de O Evangelho Essênio da Paz que falava sobre os essênios e suas características. Este livro acha-se traduzido em vários idiomas, inclusive o português.

Anteriormente (em 1880) o inglês Gideon Ouseley, traduziu do aramaico, a língua que Jesus falava, um manuscrito sobre os essênios chamado de O Evangelho dos Doze Santos.

Em ambas obras, ficamos sabendo vários detalhes sobre a comunidade dos essênios:

🔅eles eram vegetarianos e afirmavam que a matança dos animais, mesmo para a alimentação, é condenável.

🔅 usavam um calendário solar, de 364 dias (os judeus utilizavam calendário lunar – alusão à Jeová, deus de raça).

🔅 tinham um enorme respeito pela natureza e cuidavam de hortas e pomares irrigados pelas águas das chuvas que eram recolhidas em cisternas.

🔅vestiam-se de branco, praticavam a oração constantemente e acreditavam nas leis do Renascimento e Consequência.

🔅as suas tarefas eram distribuídas criteriosamente: plantar, irrigar, colher e visitar pessoas enfermas.

🔅suas refeições eram realizadas em completo silêncio, precedidas e seguidas de agradecimento a Deus pelo alimento vindo da terra, a qual consideravam como algo vivo.

🔅pregavam uma vida humilde, e invocavam a Deus como um Pai celestial.

🔅afirmavam que os vícios trazem muitos prejuízos à saúde.

🔅 apregoavam a paz, a tolerância e a caridade para com todos.

Max Heindel – um iniciado de quarto grau – possuía a faculdade de investigar na Memória da Natureza, e as informações que nos deixou no Conceito Rosacruz do Cosmos, estão perfeitamente de acordo com as descobertas sobre os essênios.

Publicado no ECOS da Fraternidade Rosacruz – Sede Central do Brasil, julho/agosto, 2001
Nota: Os dois livro acima citados sobre os essênios podem ser encontrados em formato pdf em vários sites.
 

07/01/2013

Sobre o Trabalho de Cura

 
Segundo as Santas Escrituras, o homem foi criado no Jardim do Éden, no sexto dia da criação, correspondente ao Período Terrestre.

Sabemos que o homem foi criado espírito e desde então vivemos — como Espíritos Virginais — desenvolvendo-nos física e mentalmente, até encontrarmo- nos agora dotados de um corpo maravilhoso e uma mente admiravelmente sensível. Temos vindo como crianças, renascendo e desencarnando inúmeras vezes. Tal como a noite precede o dia, assim sucedem-se, alternativamente, nascimento e morte. Quando ocorre esta última, o espírito retorna ao seu lar celeste para renovar-se e poder regressar ao mundo terrestre, a grande escola experimental da vida. Mas, sempre revestido de nova personalidade, recordando-se raríssimas vezes de sua anterior existência.

E como ocorre comumente em toda escola, sempre há estudantes cujo aproveitamento é maior do que o dos demais. Alcançam então um grau de desenvolvimento espiritual, a ponto de não regressar ao mundo material. Encontram-se prontos a prosseguir sua jornada em esferas mais elevadas ou celestiais. Entre eles, alguns optam por deter-se em sua caminhada, com o objetivo de ajudar a humanidade menos evoluída. Doze deles são chamados de "Irmãos Maiores", um dos quais exerce especial influência em nosso Serviço de Cura, no Templo da Fraternidade Rosacruz.

Os Auxiliares Invisíveis são Probacionistas da Fraternidade Rosacruz. Cada noite, enquanto seus corpos descansam adormecidos, eles atendem aos enfermos sob o cuidado e orientação dos Irmãos Maiores. Vale acrescentar, que podem fazê-lo quando tornam-se merecedores de tal privilégio por terem vivido durante o dia conforme as Leis Divinas.

Solicita-se ao paciente assinar a chamada "carta semanal" com tinta lavável, porque desta forma o eflúvio de seu corpo impregna o papel, proporcionando aos Auxiliares Invisíveis indicações precisas sobre seu estado de saúde. Recomenda-se fazê-lo cada semana, nas datas indicadas como sendo de cura, porque esta é a chave que eles podem utilizar para trabalhar sobre o corpo do paciente. Por conseguinte, o ato da assinatura constitui uma verdadeira solicitação de ajuda, dirigida diretamente aos Auxiliares Invisíveis. Portanto se o enfermo compreender isso, jamais o fará mecanicamente, nem se esquecerá de fazê-lo nas datas indicadas. Este deve ser um ato sincero, simples, pleno de fé e profunda devoção.

Para encerrar, esclarecemos que não adoramos aos Irmãos Maiores, nem aos Auxiliares Invisíveis, pois eles são seres humanos. Só a Deus devemos reverenciar e dirigir nossas preces, invocando sempre o nome de Cristo-Jesus.
da Revista Serviço Rosacruz, outubro, 1974
Relacionados:
 

06/01/2013

700 ANOS - O AGRADECIMENTO

por Jonas Taucci
Orando aos Irmãos Maiores, Max Heindel e Augusta Foss Heindel

A Ordem Rosacruz foi formada no ano de 1.313 por Christian Rosenkreuz; o Cristão Rosacruz.

Desde então, e até o início do século XX , grandes nomes contribuíram – de forma velada - para a divulgação dos Ensinamentos Rosacruzes, entre eles; Paracelso, Comenius, Bacon, Helmont, Jacob Boehme, Shakespeare, Wagner, Goethe (todos eles citados em nossos livros).

Em 1.909, Max Heindel – fiel mensageiro dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz – funda a Fraternidade Rosacruz, onde através de livros, cursos, palestras, seminários, etc, os Ensinamentos Rosacruzes são amplamente divulgados publicamente.

Neste ano de 2.013 temos então, a observância de 700 anos de formação da Ordem Rosacruz.

Elevemos nossas orações de gratidão aos Irmãos Maiores , Max Heindel e Augusta F. Heindel.

Sejamos merecedores deste sagrado e sublime Ideal Rosacruz, servindo amorosa e desinteressadamente aos nossos semelhantes. Unamo-nos à oração abaixo.

AOS IRMÃOS MAIORES


Almas incansáveis que trabalham arduamente
tanto de dia como à noite para preservar o vínculo.
Aquele ( vínculo ) que mantém unido o homem à Deus.
Trabalham com amor, e servem livremente.
Trabalham por todos, não unicamente por ti nem por mim,
e não pedem nada em troca.

O homem pode tropeçar e cair,
se cansar, ser débil, e não responder ao chamado.
Mas, os Irmãos Maiores, aqueles luminosos faróis de Luz,
vêm com prontidão para auxiliar aqueles que choram à noite.
Trabalham sem descanso.

Quão maravilhosos são Eles, com objetivos altruístas.
Seu único objetivo é ajudar o homem a evoluir. Eles nos
ensinam sempre gentilmente, nunca pedindo algo em troca,
unicamente a nos auxiliar em nosso caminho.

Eles são a inspiração do homem, Luz que nos guia.
Estes Irmãos maravilhosos, que trabalham dia e noite ,
sacrificando-se, não somente por você ou por mim,
mas dando-se Eles mesmos à toda humanidade.

(tradução livre do inglês)

Fontes consultadas e sugeridas : Serviço Rosacruz de setembro/1982,  setembro/1983, março/  1985, Conceito Rosacruz do Cosmos ( capítulo XIX – Christian Rosenkreuz e a Ordem dos Rosacruzes  ), Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Volume II –  perguntas 73 e 142, Maçonaria e Catolicismo capítulo IV – Moldando o Mar Fundido, e  artigo de nossa Sede Mundial, em Oceanside: 

http://www.rosicrucian.com/zineen/pamen010.htm


23/12/2012

Meditação na Noite de Natal

por Eduardo Aroso
Uma semente te deixo,
Pérola devocional.
Aqui fica o meu espírito,
O espírito de Natal.

Cada dia, todo o ano,
Reacende tu a chama,
Sou o teu Cristo Menino,
A cada hora te chama.

Cada acção seja boa,
Reflectindo o firmamento.
Crescendo eu, tudo toma
O mais santo alimento.

Eu sou a Luz do Mundo,
Eu sou a Luz Dourada,
Eu sou o advento
De nova caminhada.

Nesta noite tão serena
Num instante pára o vento.
Cantam anjos de alegria
Por mais este nascimento.

Sou o Cristo de Aquário,
Amor total que vem,
No Natal do futuro
Toda a Terra será Belém.

do livro: CAMINHO PARA A ROSA, Eduardo Aroso
publicado pelo Centro Rosacruz Max Heindel, MINDE, Portugal, 2008

06/12/2012

Três Cidades Que Hospedaram O Cristo


Três pequenas cidades podem orgulhar-se de haver hospedado o Cristo — a maior Luz que a Terra jamais conheceu: Belém, Nazaré e Cafarnaum.

Cafarnaum significa "cidade do Consolador". Ficava no território da tribo de Neftali, limítrofe do da tribo de Zabulon. Mateus aproveitou-se disso para aplicar a Cristo o trecho de Isaías (8:23 a 9:1): "No passado, o Senhor humilhou a terra de Zabulon e a terra de Neftali? no futuro glorificará o caminho do mar, a outra margem do Jordão e a Galiléia dos gentios: o povo que caminhava nas trevas viu grande luz; sobre os habitantes da terra das sombras uma luz brilhou".

O "caminho do mar" ia de Damasco ao Carmelo, através do Jordão (também chamada "Peréia", do grego peran, que significa "além", e que hoje é denominada "Transjordânia"). A Galiléia dos gentios é a cidade de Cafarnaum, porque nela havia grande mistura de judeus e gregos e constituía um forte entreposto comercial, com ligações por terra e mar com os distritos circunvizinhos e que demandavam Horã, Tiro, Sidon, Síria e Egito. Daí serem tidos os cafarnaítas, pelos ortodoxos da Judéia, como "livres-pensadores" e como "heréticos sincretistas". Mas justamente por isso o terreno era fértil para a pregação de Cristo, com almas sinceras, sem hipocrisia, podendo manifestar livremente suas crenças.

Dentre as interpretações bíblicas, a que se relaciona com a Astrologia espiritual diz que Jacó tinha 4 esposas (Lia, Raquel e suas duas amas) que representam as 4 fases da Lua. Com elas gerou 13 filhos, sendo uma filha, Diná, que representa o único signo feminino: Virgo. Dois filhos, Simeão e Levy, representam o signo de Gêmeos; e os demais 10 filhos, os outros signos do zodíaco. A região de Neftali está ligada a Capricórnio; Neftali era um dos filhos de Jacó, representado por uma corça que partia em corrida até vencer um ano (iniciado pelo solstício de dezembro). Deduzimos, pois dentro dessa simbologia, que Neftali era um lugar de provas, de séria concentração e de análise, atributos saturninos valiosos na evolução espiritual.
publicado na revista Serviço Rosacruz de novembro de 1977