02/05/2026

O Renascimento tem Duas Fases


A necessidade de renascimento tem duas fases, uma física e uma espiritual. Se os componentes minerais de nosso corpo não se cristalizassem, e assim fosse pois possível conservar-nos jovens e flexíveis durante milhões de anos, não nos seria necessário renascer. Poderíamos aprender as lições da vida durante uma sequência indefinida de anos. Mas devido à nossa ignorância e abuso de nosso corpo, ele não dura em média mais que setenta anos, e, em muitos casos não mais que a metade da idade acima. Portanto, se tivéssemos somente uma curta vida de 30 ou 40 anos, não seríamos capazes de aprender todas as lições que nos são ensinadas em nosso meio. Isto seria pois, um desperdício de energias. Nós, como seres humanos, não pensamos em construir uma escola modelo e equipá-la com todo o material necessário, para ensinar alunos e graduá-los depois de apenas um dia de aulas. Isso seria exatamente semelhante a um sistema cósmico que exigisse a presença dos alunos nas escolas da vida durante somente um dia-vida. Quando termina o primeiro dia de aulas, os alunos são enviados ao lar a fim de assimilar a lição e preparar-se para a aula do dia seguinte, isso durante muitos dias e anos.

Do mesmo modo, as Hierarquias Divinas que guiam nossa evolução enviam-nos à Escola na Terra cada dia-vida. Ao terminá-lo, somos chamados ao nosso lar celestial para descansar e prepara-nos para a aula do seguinte dia-vida. Se o período escolar fosse de apenas. um dia, seria impossível a um professor fazer entrar toda a sabedoria a ser ensinada na escola, na cabeça de qualquer aluno, mesmo que ele fosse um gênio. Mas, essa mesma sabedoria, ao ser ministrada em muitos dias sucessivos, durante anos e anos, consegue ser captado pelo mesmo aluno, Semelhantemente acontece na escola da vida: a sabedoria e o amor cósmicos não podem ser ensinados em pouco tempo. Leva muito tempo, pois as qualidades divinas não são cogumelos que crescem durante uma noite. Elas assemelham-se ao carvalho vigoroso que exige anos para desenvolver-se, porém seu vigor e força não são nem remotamente aproximados pelo cogumelo.

Além disso, a constituição e condição dos mundos espirituais tornam-se desproporcionais às fases de progresso que o homem deve aprender no mundo físico. Atualmente, o homem está desenvolvendo a mente pelo uso do pensamento correto, que deve ser transfor

mado em ação correta, e isso pode ser feito mais apropriadamente num reino onde as condições sejam fir-mes e rígidas. Quando um inventor visualiza uma máquina ou um aparelho, ele pode trabalhar esplendidamente, em sua mente, porém as rodas que giram maravilhosamente no mundo mental (onde a interpenetração é lei), muitas vezes. atrapalham umas as outras quando o modelo físico é feito. Isto mostra que seu pensamento estava errado, e é obrigado a trabalhar e corrigir o projeto ou a abandoná-lo. Assim as condições físicas agem como um corretivo, e mostrando os enganos tornam possível a evolução de um pensamento correto que se transformará numa máquina que trabalhe. Da mesma maneira, um homem que empreende um projeto pensa nele em detalhes. e como funcionará. Mas, o desenvolvimento subsequente mostrará que geralmente calculou mal, Desse modo ele verá onde errou, e terá uma oportunidade de corrigir.

Essas coisas não podem ser aprendidas no mundo espiritual, onde se saj pela janela ou pela chaminé tão facilmente como pela porta, pois tudo é fluido e plástico. Sendo divinos, temos infinitas possibilidades latentes; somos deuses em formação. O pensamento é um poder criador, e a menos que aprendamos como usá-lo de ma-neira correta, ele será uma maldição em lugar de uma bênção, tan-to para nós quanto para as criaturas a quem devemos ajudar em eras futuras. Seremos então incapazes de auxiliá-los na criação de veículos adequados, tal como fomos e estamos sendo ajudados por outros seres superiores a nós na escala da evolução. Criaríamos então, monstruosidades. A escola terrena é pois, uma necessidade absoluta para ensinar-nos a pensar corretamente, e portanto a criar corretamente tanto na substância cósmica mais pura quanto na mais densa em que teremos de trabalhar.

publicado na revista Servço rosacruz de  maio de 1974

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