22/07/2023

Conceito e Fundamentos de Fraternidade

 por José Gonçalves Siqueira

"Os objetos no mundo físico ocultam sempre sua construção ou natureza interna; vemos apenas a superfície" (Max Heindel em Cartas aos Estudantes carta 40)


Partindo desse princípio enunciado por Heindel, de que as causas reais de tudo o que vemos neste plano físico são expressões de forças inteligentes, ocultas à percepção de nossos cinco sentidos, podemos afirmar que a Fraternidade Rosacruz é a projeção de uma causa oculta, que transcende as quatro paredes dos lugares em que seus membros se congregam para fins coletivos e específicos. Originariamente a Fraternidade Rosacruz é uma ideia e como tal, imortal, embora, dentro das concepções humanas, venha passando por transmutações cada vez mais elevadas, suscitadas pela luz de Cristo e dos Irmãos Maiores da Ordem.

Toda ideia leva em si um caráter de totalidade e, portanto, imortal.

Quando dizemos Fraternidade não particularizamos esta ou aquela Sede, senão que pensamos num todo o tronco, os galhos e as folhas formam um todo: a árvore. Assim também, os inúmeros membros, grupos, centros, Sedes Rosacruzes todos e eles pautando suas atividades pela orientação dada a Max Heindel pelos Irmãos Maiores, são, comparativamente, as folhas, ramos e galhos de um tronco, cujas raízes estão fincadas num lugar privilegiado: MOUNT ECCLESIA. Todos somos UM, formamos um TODO, constituído por homens e mulheres que LIVREMENTE aceitaram os encargos e disciplinas requeridos para ser uma folha viva da grande árvore plantada por Max Heindel, um grande JARDINEIRO. Se exprimimos a vida que flui através de cada membro, somos parte integrante. Se desafinamos, cortamos o fluxo da seiva vivificadora que liga todos na mesma ramagem de SERVIÇO coerente.

Como movimento unificador, a Fraternidade Rosacruz não brotou de concepção humana fantasiosa, senão de um arquétipo superiormente concebido por seu fundador: Max Heindel.

Essa ideia, portanto, continua atual e vai se desenvolvendo e adquirindo sua plenitude, à medida em que seus membros, por sua vivência realmente cristã, nela se integrem cada vez mais e se tornem ramos de novas folhas.

Muitos indivíduos querem reformar o mundo, a sociedade; acham arcaicas as religiões e os movimentos que agrupam os seres humanos em bases religiosas, taxando-os de ultrapassados.

Pensam que esta época é de mudanças. Não estamos de acordo. Pensamos que a época, principalmente esta, deve ser de transmutação e não de mudança. O termo mudança subentende quebra de continuidade. Transmutação já é um processo contínuo, como o que se opera na vida humana; um processo de desdobramento onde cada fase da vida se apoia na anterior, onde cada fase é essencial, como degraus para um desenvolvimento futuro.

Portanto, o aspirante rosacruz parte sempre da ideia do que ele pode fazer pela Fraternidade. Sua concepção é parcial ainda, mas é suficiente para compreender que não é apenas teoria, senão que deve enquadrar sua vivência, na esfera individual e coletiva, dentro dos ideais que abraçou. Ele recebe orientação para sua gradual integração na ideia expressa por nosso lema: "Uma mente pura, um coração nobre, um corpo são".

A prática desse lema é o desenvolvimento de um processo de purificação ou de higienização que se realiza paralelamente com uma reformulação racional da dieta alimentar, da vida afetiva e mental do aspirante.

Para aceitar e viver a IDEIA fundamental, concebida pelo fundador da Fraternidade e que representa sua pedra fundamental abstrata, deve o Aspirante aceitar espontaneamente o sacrifício ou renúncia a princípios errôneos de sua vida anterior. Esse processo pressupõe, naturalmente uma transição. Não se trata de uma reforma instantânea, ou anti-psicológica[U1] , mas de uma mudança gradual e firme, de hábitos. É a renúncia da personalidade e enquadramento do indivíduo, como ser espiritual, nas leis naturais. É renúncia ao de que gostávamos, mas que nos ofuscava a mente e nos limitava a expressão superior.

O Aspirante sincero que se dispõe a ampliar sua concepção de Fraternidade até completa integração IDEAL nos princípios de Cristo, é, no dizer de Max Heindel, UM SACRIFICIO VIVENTE. Mas, não terá, acaso, esse conceito, algo de masoquista?

Temos um padrão de vivência que exclui de imediato essa suspeita: CRISTO! Ele é nosso padrão e ideal. Os Irmãos da Rosacruz vivem no integralmente. Max Heindel o atingiu até determinado grau. Quanto a nós, Aspirantes, como "Cristos em formação", estamos sinceramente empenhados em alcançar nesta vida o melhor ponto possível desta gloriosa meta!

publicado na revista Serviço Rosacruz de fevereiro de 1966

Mais tributos a Max Heindel

09/07/2023

A Consciência do Auxiliar Invisível - III

por  Ann Burkhurst (veja notas finais)

Muitos relatos dos mundos internos corroboram as afirmações de Max Heindel a respeito dos vários fluxos, e refluxos e correntes que varrem as regiões do desejo e etérica. Tais correntes não são meramente eletricidade física, como poderiam ser admitidas. Elas são forças da envoltura áurica do globo terrestre e da aura humana. Esses "rios de magnetismo" fluem em todas as direções ao redor do globo, onde os Auxiliares Invisíveis conscientes ou inconscientes neles caminham, atraídos infalivelmente ao longo de linhas definidas de força, em direção específica. 

À medida que se tornam conscientes, como o já citado probacionista, (da parte II) pasmam-se ao descobrir que aquelas correntes magnéticas parecem brotar de sua própria consciência e fluir para dentro ou ao longo do Mundo do Desejo, tal como os rios que desaguam no Oceano. Tais correntes, podemos compará-las às correntes conhecidas como a do Golfo (Gulf Stream) que percorrendo o Atlântico Norte, toca as Ilhas Britânicas, suavizando um clima que de outra forma seria insuportável.

No "Inferno" de Dante,lemos a descrição de dois amantes, no inferno, isto é, nas regiões inferiores do Mundo do Desejo. Lemos que se ouvia um som como o de um mar revolto, porém tal ruído era provocado pelas rajadas tempestuosas do inferno que "com fúria incessante arrebanhavam os espíritos". Assim, como ao prenúncio do inverno os estorninhos são levados em suas asas para outras paragens, da mesma forma aquelas almas são levadas inexoravelmente, para cá e para lá, acima e abaixo. Essas correntes que fluem e refluem tão suavemente em relação ao Auxiliar Invisível, tornam-se violentas e implacáveis nas regiões inferiores do Purgatório, onde elas são a expressão da violência e da paixão.

Max Heindel afirmou que, assim como é próprio da lei natural gravitar em direção à Terra quando em corpo físico, também o é levitar na Região Etérica. Portanto o Auxiliar Invisível rompe as extensões superiores dos éteres como proa de um navio, enquanto vales, colinas, cidades e planícies passam abaixo deles.

Da costa oeste nos vem um relato de uma probacionista que numa manhã viu-se levitando acima de seu corpo, flutuando em direção ao mar dizendo: "lá vou eu, lá vou eu". Porém, vendo que se dirigia em direção ao Oeste, prontamente pensou: "Não, eu quero ir em direção oposta, ao Templo da Rosacruz". Então imediatamente curvou-se para trás como um silfo no ar, movendo-se para cima para baixo, num longo arco de magnetismo. Entretanto pressionado por uma forte atração magnética que parecia vir de fora (por meio do Cordão Prateado, indubitavelmente) sentiu-se então descendo em direção a seu corpo adormecido, despertando momentos depois, sem perda de consciência, mas também sem compreender como entrou no corpo.

Quando nesses voos pelos éteres, é comum o probacionista imaginar-se sozinho, porém isto não acontece, pois há sempre uma vigilância e proteção constantes. Para ele os protetores são invisíveis, visto que agem num nível de consciência mais elevado. Tal fato ratifica a assertiva de Max Heindel, de que parte do trabalho iniciático consiste no esforço para aprender a ascender a níveis mais elevados do que o etérico, depois de ter deixado o corpo físico.

Outro probacionista relata-nos com sentiu-se levitando, porém, ao perceber que regressava ao corpo, reuniu suas forças tentando subir novamente; logo em seguida sentiu, embora nada visse, que mãos poderosas o seguravam pelos pulsos, mantendo-o no ar.

Outro caso que ilustra a fase transitória da consciência, vem dos primeiros períodos da Fraternidade Rosacruz, no tempo de Max Heindel. Esse caso demonstra a relativa inutilidade da fase transitória, mas indica a existência da constante vigilância exercida pelos Mestres Iniciados Irmãos Maiores e sobre aqueles recém despertos para os planos internos.

Um probacionista emigrado para a América, certa noite viu-se desperto nos "éteres", sendo levado por uma magnética atração à cidade onde anteriormente residira, na Europa. Percorreu as ruas antigas e os saudosos caminhos, constatando que diversas mudanças se haviam verificado, desde sua partida rumo à América. Notou inclusive em um certo edifício, um anúncio luminoso, cujos dizeres despertaram sua atenção. Prosseguindo com o seu passeio, começou a sentir-se seguido por alguém. Mais de uma vez volveu os olhos para trás, nada percebendo, entretanto, isto porque seu protetor vigiava-o de um plano superior. Depois de algum tempo regressou ao seu corpo, voltando ao estado natural de consciência. Com o passar dos tempos, surgiu uma oportunidade para que o nosso probacionista visitasse sua antiga cidade, em consciência de vigília. E assim ele pôde confirmar realmente a existência de todas aquelas inovações introduzidas naqueles saudosos lugares, inclusive o anúncio luminoso já mencionado.

Em geral as experiências conscientes verificadas com os Auxiliares Invisíveis, ocorreram perto de meia-noite ou entre a meia-noite e a aurora, depois do trabalho de restauração do corpo, tal como descreve Max Heindel. É provavelmente durante o ciclo da alvorada que o neófito recebe instruções, se ele as desejou, ou então, frequenta classes semelhantes àquelas do Mundo Físico, com a diferença de que nesse plano os ensinamentos são ministrados por meios de métodos extraordinariamente avançados.

Dentro do assunto tratado, uma outra questão merece ser alvo de comentários: o sonho comum, o qual, embora geralmente confuso e vago, algumas vezes relaciona-se com um fato real do qual tomamos conhecimento quando despertamos. Novamente seremos auxiliados a compreender como isso acontece, se recorrermos a uma analogia física.

Comumente, todos nós temos tido sonhos que se relacionam com fatos que acontecem em nosso ambiente físico. Por exemplo: os cobertores podem ter caído da cama, aí então sonhamos que estamos tremendo de frio nas regiões geladas do Polo Norte; um cão uiva sob a nossa janela, sonhamos então que está se perpetrando um assassinato. E assim por diante. Da mesma forma, quando o neófito está dormindo, os eventos do mundo interno estão continuamente pressionando sua mente, e já sensibilizado por força de seus estudos esotéricos, começa a despertar sob suas ações, ao passo que o homem comum, encerrado em sua prisão de carne, repousa a noite inteira em completa inconsciência em relação a esses impactos. Em relação ao neófito, o seu trabalho como Auxiliar Invisível pode ser-lhe mostrado na forma de sonho grotesco, o qual, a despeito de sua natureza, permanece na memória em forma obcecante.

Os sonhos confusos resultam da carência de alinhamento entre os corpos de desejos, vital e denso, e assim permanece o Ego, parte dentro e parte fora desses veículos. Em tais circunstâncias as impressões recebidas dos planos internos ficam falseadas, e mesmo a recordação de uma experiência verdadeira tende a apresentar-se algo vaga ou indefinida. Mas, um acontecimento que se apresenta ante um espírito de pesquisa, com propósitos de autoinstrução, auxiliará a clarear a totalidade do campo do inconsciente, e, de um modo gradativo, certos fatos emergirão do turbilhão dos sonhos, quase de acordo com um modelo, cujo significado é claro e sumamente edificante.

À medida que o probacionista persevera no Caminho, o lento despertar decorrente do desajustamento entre seus veículos é eliminado, e observará que, com o passar do tempo, o seu despertar no corpo será imediato e claro, mesmo ignorando como volta. Pode mesmo acontecer algumas vezes que simplesmente abra os olhos, sem que haja um lapso de consciência.

O Conceito Rosacruz do Cosmos, bem como outras obras de Max Heindel, apresentam ensinamentos que auxiliam o estudante no trabalho de espiritualização da consciência. A Concentração e a Retrospecção, entre outros benefícios, servem para focalizar a consciência no momento da saída e da entrada no corpo. Embora as preferências variem de indivíduo para indivíduo, existem certos temas para meditação que adquiriram um caráter quase universal, sendo um deles o símbolo metafísico do Homem Espiritual, a Pirâmide. Não queremos nos referir à Grande Pirâmide de Gizeh, mas ao sólido geométrico. É particularmente inspirador para a mente imaginá-lo luminoso.

O emblema místico que encimava a torre do Castelo do Graal no Parsifal de Wolfram Von Eschenbach é sumamente edificante. Tal castelo de estilo gótico, encerrava em uma de suas câmaras o Altar do Graal. Ornamentado fulgurantemente com esplendor quase oriental, o Castelo apresentava a sua estrutura com mágica luminosidade, realçando luzes indescritíveis. Os materiais empregados na construção eram de origem celestial, pois os Arquitetos Celestiais trouxeram-nos de planos elevados. O soalho do Templo era feito de ônix, o teto de safira, com joias colocadas em lugar de estrelas dos céus, enquanto em forma espiralada projetava-se acima da grande estrutura uma torre altíssima, em cujo topo estava o Rubi, encimado por uma Cruz de Cristal.

Tomando como tema de meditação essa torre encimada pelo Rubi e este encimado pela Cruz de Cristal, lembramo-nos das palavras de Max Heindel:

" A torre da igreja é larga na base, mas, aos poucos, vai-se estreitando até o cume, onde é um ponto suportando a cruz. O mesmo acontece com o caminho da santidade. No princípio podemos permitir-nos muitas coisas, mas, à medida que avançamos, devemos abandonar, um por um, esses desvios e devotar-nos, cada vez mais exclusivamente, ao serviço da santidade. Por fim, chegará um momento em que este caminho é tão fino como o fio de uma navalha, e aí só poderemos agarrar-nos à cruz. Porém, quando tivermos atingido esse ponto, quando pudermos subir ao mais estreito de todos os caminhos, realmente estaremos preparados para seguir o Cristo além, e servir lá como servimos aqui." (Iniciação Antiga e Moderna, Cap. VI - A Lua Nova e a Iniciação)

NOTA 1- Ann Burkhurst colaboradora da revista Rays from the Rose Cross em vários artigos. Este foi apresentado em duas partes na referida  revista nos meses de setembro e outubro de 1943  Tradução da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil publicada na revista Serviço Rosacruz de novembro de 1966 e fevereiro de 1967. Revisão e atualização da ortografia por Rosacruz e Devoção. Aqui apresentado em três partes. 


A Consciência do Auxiliar Invisível - II

por  Ann Burkhurst (veja notas finais)  
A respeito de sonhos, esclarece-nos Max Heindel:
"Antes de aprender a deixar o corpo voluntariamente, o aspirante deve preparar o corpo de desejos durante o sono, posto que em algumas pessoas esse corpo se organiza antes que a separação do corpo vital possa ser efetuada. Sob tais circunstâncias é impossível trazer de volta à consciência de vigília essas experiências subjetivas. Mas em casos tais, e como primeiro sinal de desenvolvimento, geralmente se nota que todos os sonhos confusos cessam. Então, após algum tempo, os sonhos tornar-se-ão mais vívidos e perfeitamente lógicos. O aspirante sonhará com lugares e pessoas (conhecidas ou não, nas horas de vigília, pouco importa), conduzindo-se de forma razoável como se estivesse desperto. Se o lugar com que sonhou lhe for acessível, quando desperto, da realidade do sonho, poderá obter provas no dia seguinte se tiver anotado algum detalhe físico da cena."

"A seguir descobrirá que pode, durante o sono, visitar qualquer lugar sobre a superfície da Terra e estudá-lo muito melhor do que se lá tivesse ido em seu corpo denso, pois em seu corpo de desejos ele pode entrar em todos os lugares, a despeito de portas e fechaduras. Se persiste, dia chegará finalmente em que não precisará esperar o sono para desfazer a ligação entre os seus veículos, mas poderá libertar-se deles conscientemente." (Conceito Rosacruz do Cosmos, Cap.XVII - subt. Como os Veículos Internos são Construídos - 3ª ed. Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil)


As experiências de muitos probacionistas se enquadram nos "sonhos reais" ou "voos anímicos", Sonhos reais são acontecimentos astrais. Todavia o inteiro despertar depende do desenvolvimento do Soma Psuchicon ou Corpo-Alma que é composto dos dois éteres superiores do Corpo Vital, ou seja o Éter de Luz e o Éter Refletor.

Convém advertir: há um sonho comum em que sonhamos que estamos despertos. Ocorre com bastante frequência. Estamos no leito, dormindo, sonhando que nos levantamos, nos vestimos e estamos prontos para ir ao serviço. Nisso soa pela segunda vez o despertador (na verdade, a primeira vez) abrimos os olhos e, admirados descobrimos que nem nos tínhamos levantado, pois estávamos dormindo. O mesmo pode suceder ao neófito que sonha que está desperto como um Auxiliar Invisível. É o que Du Maurie chama de "sonhos verdadeiros", causados pelo mencionado fato de em algumas pessoas o corpo de desejos organizar-se antes da separação do corpo vital. Naturalmente tais sonhos são reais, acontecimentos astrais, mas o neófito, em tais casos, não está realmente desperto fora de seu corpo. Apenas sonha que o está, como Auxiliar Invisível. Sob tais sutis rendições, como saber se o neófito estava ou não desperto? 

Para responder à essa pergunta devemos fazer outra. Pela manhã, quando você despertou, estava mesmo desperto ou sonhando que o estava? Só poderá perceber a diferença quando se levanta, desperto. Nada sabe a respeito enquanto está sonhando. Isto a precisamente o que acontece em relação à consciência do Auxiliar Invisível. Há definição para a consciência de vigília? É descritível? Não. Apenas podemos mencioná-la, porque é uma experiência conhecida de todos.

Nossa opinião é que a maioria dos Auxiliares Invisíveis operam nesta consciência do sonho verdadeiro. Sonham real e acuradamente que são Auxiliares Invisíveis. Comparamos esse tipo de conhecimento com o do sonâmbulo que sonha que se levantou, vestiu-se e se pôs a descer as escadas. Está ele desperto, consciente, no lato sentido do termo? Naturalmente que não! Ele está apenas sonhando que está desperto. No entanto, está em condições de executor não somente as ações normais, peculiares a pessoas despertas, como também, muitas vezes, a fazer proezas que demonstram coragem e capacidade inexistentes em seu estado normal. Diz Max Heindel que o Auxiliar Invisível, à semelhança do sonâmbulo, é hábil e aparentemente inteligente em seu trabalho, mas, como o sonâmbulo que desperta subitamente, muitas vezes fica paralisado pelo medo, diante de situações imprevistas.

O vago estado do sonâmbulo é também comum ao Auxiliar Invisível que, em sentido oposto, é um sonâmbulo. A diferença é que o Auxiliar Invisível caminha, enquanto sonha, com um corpo que, de fato, se tornou um canal de ação onírica. Tal corpo é o "Soma Psuchicon" (soma psiquismo ou corpo psíquico) a que alude São Paulo, e que os Rosacruzes chamam de "o Corpo-Alma"(saiba mais aqui) Neste ponto surge outra pergunta: Se tal sonho é real, será ele visível a outra pessoa que, desperta embora em seu corpo físico, disponha de capacidade visual para perceber o Mundo dos Desejos? Sim, pode e acontece. Sabemos de exemplos em que o "sonho" de um homem foi visto mentalmente por outro, à distância e no tempo comprovado, pois o sonhador despertou e olhou o relógio.

Porém, mesmo a consciência de sonho real não é a consciência média dos Auxiliares Invisíveis, em sua totalidade. Para alguns, apenas, pois eles são geralmente inconscientes. Sua lembrança, pela manhã, quando despertam, é de que simplesmente sonharam, nada mais. 

Max Heindel disse que a primeira parte (primeiras horas) do período de sono é dedicado à restauração das energias perdidas e preparação para o dia seguinte. Vejamos como ele o descreve:

"O Mundo do Desejo é um oceano de sabedoria e de harmonia. O Ego leva a esse mundo a mente e o corpo de desejos, enquanto os veículos inferiores dormem. Ali, seu primeiro cuidado é a restauração do ritmo e harmonia da mente e do corpo de desejos. Esta restauração realiza-se gradualmente, na medida em que fluem através deles as vibrações harmoniosas do Mundo do Desejo. Há, no Mundo do Desejo uma essência correspondente ao fluido vital que, por meio do corpo Vital, compenetra o Corpo Denso. Os veículos superiores mergulham, por assim dizer, nesse elixir de vida. E, após se fortalecerem, começam a trabalhar sobre o Corpo Vital deixado com o Corpo Denso adormecido. Então o Corpo Vital começa novamente a especializar energia solar, reconstruindo o Corpo Denso, e empregando especialmente o éter químico nesse processo de restauração. 

Esta atividade dos diferentes veículos durante o sono constitui a base da atividade do dia seguinte." (Conceito Rosacruz do Cosmos, Cap. III- subt.  Atividades da Vida: Memória e Crescimento Anímico) - 3ª ed. Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil)

Não nos devemos deter em sonhos comuns, embora vívidos, belos e convincentes, porque são puramente fenômenos astrais, conforme demonstramos no decorrer deste trabalho. A consciência de sonho real e desenvolvimento superior seguinte, que constitui a consciência desperta do Auxiliar Invisível, apresenta muitas armadilhas sobre as quais é de nosso dever prevenir o neófito. Tal advertência é de suma importância porque, de seu conhecimento depende a ativação dos dois éteres superiores, na formação do Soma Psuchicon (Corpo-Alma.)


Max Heindel enfatiza o ponto de que o medo poderá ser eliminado da consciência, pelo amor. Ele confessa haver encontrado nesse medo sério obstáculo nos períodos iniciais de seu trabalho Iniciativo E. recomenda ao estudante probacionista, que pensem bastante várias vezes sobre o trabalho do Auxiliar Invisível, a fim de se irem habituando com a ideia de ficarem ausentes do corpo, sem receios, porque, a estocada do medo corta imediatamente a consciência psíquica, precipitando o neófito de volta ao corpo.

Um probacionista nos conta como, na aurora de um dia, despertou com a recordação fresca e aguda de algum contato com os Irmãos da Rosacruz. Estava perfeitamente consciente e ainda sentia o penetrante perfume de rosas em seu quarto. Enquanto estava deitado, as correntes perfumadas pareciam fluir através de seu corpo, de tal forma que lhe parecia flutuar nelas. Subitamente, porém, viu que "estava flutuando” acima de seu próprio corpo que Jazia no leito. Sentiu a cutilada do medo e teve a consciência de que mergulhava no corpo. "Era como entrar numa nuvem de pontos maiores do que aqueles que vemos no ar. Quando tudo se normalizou, a nuvem se fechou sobre a cabeça, quase como acontece com a água. Ao abrir os olhos se encontrava no mundo físico.

Em outra ocasião, o probacionista mencionado no último parágrafo da primeira parte, despertou completamente consciente em Monte Ecclésia diante do Templo, o qual se apresentava radiante de luz. Tentando aproximar-se foi obstado por uma barreira invisível. Porém nesse momento, a sua atenção foi desviada em direção a um grupo de pessoas que flutuavam (assim imaginou): evidentemente empenhadas no trabalho de cura, visto que reconheceu entre elas, algumas que se dedicavam a tal mister. Todos, inclusive ele, foram impelidos ao longo daquilo que poderia ser designado como um "rio de magnetismo”, rumo ao Norte, em direção à cidade de V.

No caminho, observou que seus companheiros caminhavam e falavam normalmente, entretanto, muitos deles denotavam o olhar vago do sonâmbulo. Não tinham consciência do que estava em derredor, parecendo não notarem que se encontravam fora do corpo físico. O citado grupo e o probacionista consciente do que se passava, chegando à cidade de V., dirigiram-se a uma casa onde uma senhora de meia idade e uma menina os esperavam, sendo que estas também tinham os olhos sonambúlicos, conduziam-se normalmente como seres humanos, sem, contudo, parecerem cientes de que se encontravam fora do corpo nem manifestarem surpresa ante a chegada dos Auxiliares. (continua aqui)

NOTA 1- Ann Burkhurst colaboradora da revista Rays from the Rose Cross em vários artigos. Este foi apresentado em duas partes na referida  revista nos meses de setembro e outubro de 1943  Tradução da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil publicada na revista Serviço Rosacruz de novembro de 1966 e fevereiro de 1967. Revisão e atualização da ortografia por Rosacruz e Devoção. Aqui apresentado em três partes.




A Consciência do Auxiliar Invisível - I

por Ann Burkhurst (veja  nota final 1)

A Fraternidade Rosacruz ensina que os
Auxiliares Invisíveis são aqueles que vivem urna vida digna, de altruísmo, durante o dia, em seus corpos físicos. Aqueles cujo desenvolvimento evolutivo já ultrapassou o do ser humano comum e conquistaram o privilégio de se tornarem úteis, durante a noite, enquanto seus corpos estão repousando, agindo em benefício da humanidade, através da instrumentalidade dos Irmãos Maiores da Rosacruz. Assim, enquanto estão funcionando em seus veículos superiores, poderão ser vistos trabalhando fielmente na Vinha do Cristo.

Os Auxiliares Invisíveis são reunidos em grupos, de acordo com seus temperamentos e habilidades, sob a orientação de outros Auxiliares que são médicos. O trabalho global dos grupos está sob a direção dos Irmãos Maiores, os espíritos propulsores da Equipe.

Max Heindel nos instruiu sobre os dois graus de Auxiliares Invisíveis: os conscientes, e os inconscientes. Estes últimos são os que trabalham inconscientemente nos mundos Invisíveis enquanto seus corpos dormem. A experiência de um Auxiliar Invisível Inconsciente pode ser comparada a um sonho que não é recordado ao despertar. Contudo, é uma experiência perfeitamente real e, como tal, forma parte do panorama da vida e é presenciada pelo Ego quando, no estado post-mortem, revive sua existência inteira. (veja mais informações aqui);

Toda evolução, incluindo a iniciação é um problema de consciência. A lagarta rasteja ao longo do galho, transforma-se em crisálida e finalmente emerge na borboleta alada, fendendo o espaço azul. São três realidades num mesmo mundo. Contudo, sob o ponto de vista de consciência a vida-borboleta passou através de três mundos diferentes. Da mesma forma o Espirito Virginal, existe somente num mundo, o Universo de Deus em sua infinita manifestação. Somos uma ideia espiritual na Mente de Deus, uma criação eternamente perfeita, que foi, é e será. No entanto, à medida que a consciência se desenvolve no caminho da evolução, parecemos passar por vários planos de mundos cada qual representando um estado particular de consciência. De cada plano, como Egos, apreendemos uma infinita variedade de sensações. Sob um aspecto vemos o Mundo de Deus à semelhança do Universo Físico que, aos cinco sentidos, parece algo inerte, sujeito à impiedosa ação das leis naturais e domínio de inteligências cruéis. 

Nesse plano físico estamos envoltas no casulo da materialidade, um corpo inerte. Podemos facilmente imaginar como nele fica cego o espirito, pela facilidade como nos afundamos na inconsciência do sono. Uma das últimas expansões de consciência é aquela que nos dá domínio sobre as horas sombrias da alma, quando o corpo dorme sobre o leito. 

E a expansão de consciência, diz Max Heindel, vem pela prática dos preceitos. 


Em que consiste essa prática? — No uso adequado das leis do pensamento. Ainda é Max Heindel quem nos diz: “A mente é o caminho”. De fato, a totalidade do caminho da iniciação está sob a direção dos Senhores de Mercúrio, cujo trabalho individualização e libertação pela razão se vai tornando cada vez mais potente na evolução humana, na medida em que seu planeta vai emergindo na Noite Cósmica. Daí que o Caduceu seja usado como símbolo de iniciação, pois uma vez que Mercúrio rege o poder da Razão pura (Gemini), bem como a Virgindade do Espírito (Virgo) puro e não contaminado pela materialidade, temos aqui a chave do completo método de desenvolvimento espiritual, tal como nos é dado pela Ordem Rosacruz.

Desnecessário é dizer que a consciência do Auxiliar Invisível, de modo algum é idêntica à do Iniciado. Todavia, é um dos aspectos subsidiários do desenvolvimento ascendente. Não se trata de uma consciência definida. Porém, já é algo maravilhoso para ser grandemente desejado por todo Aspirante a esferas mais amplas de serviço. O Auxiliar Invisível é um aspecto do esforço pelo qual a borboleta emerge com as asas pintadas do casulo da materialidade. Nesse grau temos uma noção de nosso lugar no caminho, percebendo o grau em que a luz se manifesta nos lugares sombrios da alma, durante o sono.

A consciência do Auxiliar Invisível é comparável ao Arco-Íris pelo qual os heróis ancestrais cavalgam para atingir o Valhala (vide nota no final), pois representa uma transição para a consciência espiritual e não a consciência integral em si mesma. 

Há também na consciência do Auxiliar Invisível certa gradação de conhecimento, que poderá ser avaliada quando comparada com a consciência ordinária de vigília. Observe o leitor, fisicamente, como se dá o despertar diário. Um indivíduo se desperta completamente o logo se situa em seu ambiente, reconhecendo-se perfeitamente distinto de tudo que o rodeia. Esse é um extremo. O outro é um completo despertar de consciência noturna do Ser. O Ego fica completamente desperto e consciente durante o sono, podendo observar e raciocinar, conversar com outros Seres Invisíveis, mais ou menos conscientes do que ele mesmo. Pode investigar trechos da superfície Terrena, ver a história em formação no outro lado do mundo. 

Esta última consciência é corno a completa consciência de vigília no mundo físico, porém, em ambiente diferente. "Lá", as leis da natureza nos aparecem como reflexos de nossa própria alma, são fenômenos psíquicos e não fenômenos materiais objetivos. Contudo, operando nesse estado de consciência o neófito está apto a relacionar-se com acontecimentos materiais e viajar para países estrangeiros e mesmo produzir impressões sobre o mundo da matéria. Eis porque o mundo integral da matéria é meramente um efeito de causas operantes nos mundos superiores.

Max Heindel compara o relacionamento de causa e efeito a uma imagem lançada sobre uma tela, por um estereoscópio. Se você muda o "slide", a imagem da tela automaticamente se muda. É inútil tentar mudar a Imagem sem previamente mudar o "slide", porque o "slide'', em tal caso, é o arquétipo ou a causa da Imagem projetada na tela. Ora, as coisas e circunstâncias deste mundo são as Imagens da tela. Por isso devemos aprender a primeiramente olhar o que temos na mente. Ali é que devemos mudar o arquétipo mental. Os mínimos resultados seguirão os efeitos daquela causa. Se o "slide" que introduzimos na consciência é uma imagem do mal e do sofrimento, a imagem, na tela material é correspondente. Esse é o segredo do Auxiliar Invisível a Chave da Iniciação e da Libertação final. 

A consciência do Auxiliar Invisível varia de acordo com o desenvolvimento das qualidades anímicas citadas em "O Conceito Rosacruz do Cosmos: Vida Anímica, Luz Anímica e Poder Anímico (planos superiores do Mundo do Desejo".(Veja Conceito Rosacruz do Cosmos - Cap.I subtítulo: O Mundo do Desejo) .Isso é assim explicado para atender à tendência de separação, de acordo com os conceitos de espaço e tempo que nos limitam neste mundo. Mas, as coisas espirituais têm um sentido global; e é por essa razão que, sempre que possível, o estudo da matemática e da metafísica deveriam ser cultivados.

Quando tenhamos conquistado um completo despertar nos planos internos, não haverá má compreensão a respeito. Mas até lá será comum ocorrer muita confusão e semi despertamentos poderão ser confundidos com verdadeiras experiências conscientes. Embora pareça incrível, é verdade. Muitos Probacionistas, no início de seus trabalhos, não veem a diferença entre um “sonho comum”, um “sonho consciente ou real”, isto é, a experiência de um "passeio" anímico. Certa vez foi feita uma pergunta a uma probacionista sobre seu trabalho nos planos internos, a noite. A descrição que ela fez foi a de um sonho comum ou a de um sonho real (passeio anímico?)

-“Oh, era real. eu sei que era”, - exclamou ela veementemente. - "porque depois fiz uma verificação"

A questão era saber se ela havia estado consciente quando o sonho se realizou, pois, sua descrição era de um sonho real. Mas verificamos que ela não estava consciente nessa ocasião e nem em outras ocasiões, embora conhecesse teoricamente bem estas questões.

A respeito de sonhos, esclarece-nos Max Heindel: (veja aqui a continuação)

NOTA 1- Ann Burkhurst colaboradora da revista Rays from the Rose Cross em vários artigos. Este foi apresentado em duas partes na referida  revista nos meses de setembro e outubro de 1943  Tradução da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil publicada na revista Serviço Rosacruz de novembro de 1966 e fevereiro de 1967. Revisão e atualização da ortografia por Rosacruz e Devoção. Aqui apresentado em reês partes.


Nota 2 -Valhala, Walhala - a muralha citada em O Anel dos Deus que você pode ler no Cap. IX do livro Mistérios das Grandes Óperas (online, veja aqui)  ou adquirir o livro impresso aqui ou ainda se você é Estudante, reveja a lição 29 do Curso Suplementar de Filosofia ( O Anel dos Deuses)

30/06/2023

ORAÇÃO ROSACRUZ: Um Indicativo Iniciático e o Par de Meias

por Jonas Taucci
“Nós também somos aspirantes às iniciações místicas cristãs da Ordem Rosacruz. Como candidatos também devemos enfrentar provas, através das quais crescemos e avançamos. Podemos estar seguros de que estas provas serão tão difíceis como as tarefas de Hércules; mais dificultosas das que foram em épocas anteriores ao nosso.

Em vários pontos dos Ensinamentos Rosacruzes, nos é dito que é mais trabalhoso entrar no caminho da iniciação à medida que o tempo passa.

Isso se deve – em parte – ao fator de, à medida que o tempo avança, o ritmo da evolução acelera-se.

Uma analogia: quando um trem de carga está saindo lentamente de uma plataforma na estação, podemos saltar nele. Mas quando o motor acumula impulso, sua velocidade aumenta lentamente e ao desenvolver grande velocidade, não há como seguir seu ritmo e muito menos saltar sobre o referido trem”. (Agenda 2023 da The Rosicrucian Fellowship – página 168).


Lembro de ter ouvido palestras nos Centros Rosacruz de Santo André e São Paulo – década de 70 – em que antigos probacionistas diziam exatamente desta forma:

“Nossa trajetória evolutiva, do Período Terrestre ao Período de Vulcano, será de menor duração do que a do Período de Saturno ao atual Período Terrestre. Evidente que – em se referindo a tempo – nos reportamos a segundos, minutos, horas, semanas, meses, anos, décadas, séculos, milênios etc. por isso, para uma melhor compreensão, entendamos que os “eons” de tempos a transcorrer do Período Terrestre ao Período de Vulcano, será menor que os “eons” de tempos compreendido entre o Período de Saturno ao Terrestre.”


Isto pode (erroneamente) desestimular o aspirante rosacruz, contudo temos a gama de Ensinamentos da Sabedoria Ocidental que – se vivenciada – nos fará obter a faculdade de “saltar para o trem” ou como diz Mateus em seu Evangelho (11:12):

“...o Reino dos Céus é tomado por esforço, e os que se esforçam apoderam-se dele”.

Evidente tratar-se de um caminho de muitas vidas dedicadas ao Ideal Crístico.

Um exemplo deste comprometimento com a obra de nascimento do nosso Cristo Interno, podemos encontrar na prática da ORAÇÃO ROSACRUZ
.




Florence May Holbrook (1860-1932), uma americana do estado de Illinois, formada em literatura (universidade de Chicago), também professora e diretora em algumas escolas, foi autora de vários livros de literatura educacional.

Escreveu também um poema denominado “Uma Oração” (também foi publicado com um outro título, “Compreensão”) em seis partes.

Max Heindel (Cristianismo Rosacruz – Conferência XVII – O Mistério do Santo Graal), nos fala que esta oração apareceu no London Light e ele a “guardou como um modelo de prece ideal”, sendo incorporada no oficiamento do Ritual Rosacruz do Serviço do Templo.

No mês de julho do ano 1989, quatro quartas-feiras e dois domingos foram utilizadas para a realização de um ciclo de palestras no Centro Rosacruz de Santo André, sobre a ORAÇÃO ROSACRUZ. Tal evento contou com a participação dos probacionistas-palestrantes Antônio Munhoz, José Gonçalves Siqueira (Centro de São Paulo), Antônio Pereira (Centro da Penha), Maria de Lourdes (Centro de Piracicaba), Flávio Zangirolami e o colaborador deste blogue, representantes do Centro Rosacruz de Santo André.

Coube a cada um destes seis probacionistas-palestrantes, dissertaram sobre cada uma das seis partes da Oração Rosacruz, havendo em todas as reuniões um proveitoso debate entre os presentes.

Tal evento foi escolhido – criteriosamente – para ser realizado no mês de julho por se tratar do aniversário de Max Heindel, sendo a ele dedicado este ciclo de conferências.


Abaixo um resumo deste ciclo de conferências.

ORAÇÃO ROSACRUZ
(1)
Não te pedimos mais luz, ó Deus.
Senão olhos para ver a luz que já existe;
Não te pedimos canções mais doces,
Senão ouvidos para ouvir as presentes melodias.

Em nosso interior reside a Luz (potencialidades Crísticas) que será desenvolvida apenas se vivenciarmos os preceitos do Cristo. Ansiamos por ouvir canções mais doces (“música das esferas”), contudo, negamos ouvir a voz dos desassistidos.

(2)
Não te pedimos mais força,
Senão o modo e usar o poder que já possuímos;
Não mais Amor, senão habilidade
Para transformar a cólera em ternura;

Solicitamos forças a Deus, mas não a direcionamos ao semelhante. Pedimos o amor de Cristo, mas não exercitamos a habilidade de sermos amorosos ao próximo, com o agravante da prática colérica (mental e verbal).

(3)
Não mais alegria, senão como sentir
Mais próxima essa inefável presença,
Para dar aos outros tudo o que já temos
De entusiasmo e coragem.

Nossas verdadeiras alegrias, residem em sentirmos o sorriso divino e inefável, emanado pela presença de nosso Cristo Interno, quando nos damos aos outros de uma forma entusiástica. Devemos cultivar a coragem e iniciativa (epigênese) para criar situações de altruísmo, e não apenas quando estas se apresentam.

(4)
Não te pedimos mais dons, amado Deus,
Mas apenas senso para perceber
E melhor usar os dons preciosos
Que já recebemos de Ti.

Há quem peça clarividência, sexto sentido, voos da alma, contudo não colocam à disposição dos famintos, desabrigados e carentes, os dons que que possuem (visão, audição, paladar, olfato e tato). Estes são os iludidos (desprovidos de senso) da espiritualidade.

(5)
Faze que dominemos todos os temores,
Que conheçamos todas as santas alegrias,
Para que sejamos os Amigos que desejamos ser,
Para transmitirmos a Verdade que conhecemos;

A fé e praticidade que Cristo nos outorga, destrona temores. Aqui novamente a referência de excelsas alegrias: o júbilo interno sentido por seguir os ditames de nosso Eu Superior. Sobre amizade, vale ressaltar as palavras de Cristo (um Arcanjo) “Vós sois meus amigos” (Mateus 5:14), dirigida para a onda de vida dos Espíritos Virginais (humanidade, que insiste em não pratica-la entre si). Quão longe se está dos ideais Crísticos...

(6)
Para que amemos a pureza. 
Para que busquemos o Bem.
E, com todo o nosso poder,  possamos elevar todas as almas,
Afim de que vivam em Harmonia e na Luz de uma Perfeita Liberdade.

Aqui a admoestação para que pureza e bem estejam na pauta das pessoas que desejarem o nascimento do Cristo Interno. Somente elevaremos almas de pessoas, com atitudes práticas, mesmo sendo louvável escrevermos e palestrarmos sobre espiritualidade, cursos etc. A iniciação não consiste num vestibular de perguntas e respostas, redação, etc. mas na praticidade dos preceitos Crísticos. Augusta Foss Heindel, disse certa vez que “há pessoas iniciadas costurando pares de meias”. Muito significativo a 6ª e última parte desta Oração, ressaltar primeiramente a pureza e o bem e – posteriormente - a elevação das almas em harmonia, luz e liberdade.


José Gomes da Silva (óculos, falecido recentemente), Flávio Zangirolami, Antônio Munhoz   e Cristovão Martins; Centro Rosacruz de Santo André no encerramento do ciclo de conferências sobre a Oração Rosacruz e a lembrança do fundador da Fraternidade Rosacruz, Max Heindel. Julho de 1989. Foto Rosana Tempera.

Toda a Oração Rosacruz, está direcionada no serviço prestado a nossos semelhantes.

Muito provavelmente este foi o motivo dela ser incorporada no Ritual Rosacruz do Serviço do Templo.

18/06/2023

História de um Auxiliar Invisível

Nota: Esta história, cujo original se encontra na revista "Rays from the Rose Cross" de setembro de 1915 é citada por Max Heindel na resposta da pergunta 44 do livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas . Vol II que você pode ver aqui. 


Geralmente não se aconselha, e nem sempre é conveniente, que os Auxiliares Invisíveis falem de suas experiências, pois isso pode ficar sujeito a informação de falsificação de fenômenos; mas há momentos em que a modéstia deve ser deixada de lado, até certo ponto, para o bem da causa, e a seguinte história do Dr. Stuart Leech, M.D., um de nossos Probacionistas, ilustra o método usado e os resultados obtidos em um caso.

Poderíamos citar centenas de casos semelhantes em que outros órgãos foram restaurados e até mesmo a coluna vertebral corrigida e membros paralisados ​​que se tornaram responsivos à vontade.

No caso relatado pelo Dr. Leech, ele não menciona se o paciente sentiu as manipulações. Este é frequentemente o caso, pois as mãos invisíveis são poderosas quando materializadas dentro do corpo do paciente. Frequentemente também acontece que o paciente vê os Auxiliares Invisíveis no momento de acordar.

O relatório foi originalmente escrito para publicação em uma revista médica. O Dr. Leech dá a seus colegas médicos mais ortodoxos, algumas citações difíceis de serem aceitas pela medicina tradicional, que talvez possam até serem motivos de chacota, mas, ao mesmo tempo pensa: “Ontem eles riam de ideias que hoje são tidas como “estritamente científicas”, talvez amanhã possam vir a acreditar, já que parafraseando Shakespeare: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que se imagina em sua patologia.”


Relato Clínico do Caso (Dr. Stuart Leech)


“O caso ocorreu durante os primeiros dias de janeiro de 1914. Eu atendia um menino de 14 anos de idade, problema abdominal e muito magro. Ele tinha cabelos escuros, olhos castanhos, ossos grandes e físico esguio e era dotado de boa inteligência. Quatro anos antes do presente ataque, ele havia sofrido uma grave crise de apendicite, do qual aparentemente havia se recuperado. Ultimamente ele vinha se mantendo um tanto desleixado quanto a escolha e quantidade de seu alimento e no dia anterior ao presente ataque ele sofreu um acidente ao levantar o feno devido a um escorregão do pé.

Depois de um ou dois dias de sofrimento, fui chamado e encontrei todos os sintomas clássicos de um apêndice já com pus. A comida era interrompida por oito ou dez dias, o proverbial saco de gelo era usado judicialmente e um enema ocasional era empregado.

A temperatura subiu de 99 para 102,5 graus (vide nota) e, por volta do sétimo ou oitavo dia de sua doença, os sintomas tornaram-se tão alarmantes que induzi a família a permitir que eu tivesse o Dr. North como consultor na manhã seguinte.

O Dr. Unus, da mesma cidade, havia atendido o caso quatro anos antes e, na época, insistira em uma cirurgia. Pessoalmente, eu havia realizado algumas cirurgias abdominais, mas geralmente eram feitas como último recurso, e agora parecia que eu me deparava com outro caso em que teria que recorrer ao mesmo procedimento. Esse modus operandi, principalmente em meio a um ataque, não era do meu agrado. Estando na classe de neófitos da Escola da Sabedoria Ocidental, esforcei-me para usar meios incomuns em conjunto com os meios físicos para resolver este caso, como faço em outros. O incomum é a aplicação das leis naturais de um ou mais dos Mundos Superiores.

Para explicar melhor, direi que a Escola de Ciências Naturais dos Rosacruzes nos informa sobre uma série de mundos concêntricos tão reais, se não mais reais, quanto o físico, todos se interpenetrando, ocupando o mesmo espaço, por assim dizer, formando nada menos que sete dimensões do espaço, cada uma sob uma condição vibratória consistente com seu ambiente harmonioso. A Ciência Física relutantemente reconhece e sugere as vibrações mais altas do éter invisível. A Ciência Médica faz o possível para ignorar esses mundos superiores, mas ela usa persistentemente e empiricamente os poderosos alcaloides em suas atividades diárias. Há uma série de comprimentos de onda entre a vibração que causa o som e o que causa a luz, embora desconhecidas para nós, mas produzindo efeitos não menos poderosos. Isso ocorre trilhões e quintilhões de vibrações. A maioria dessas vibrações ignoram nossos corpos físicos densos, vibrando através deles como se eles nunca tivessem existido. Essas vibrações são harmonizadas em divisões, e a mais próxima de nosso mundo químico-físico é a Região Etérica, e podemos concebê-la como uma extensão do plano físico. Sendo mais refinado, está naturalmente sujeito a leis mais elevadas e refinadas.

No entanto, para poder funcionar nesta Região, ou no Mundo do Desejo, é necessária uma organização de substância semelhante. Todo homem tem a estrutura para esta substância oculta em sua constituição física, e existe uma certa fórmula que, se usada sabiamente, desenvolverá esta organização. Anatomicamente falando, faz com que seja feita uma ligação ou conexão fisiológica entre os corpos pituitário e pineal que, respectivamente, governam e harmonizam o desejo com o corpo físico. Quando esse abismo é superado, o Corpo-Alma (veja mais aqui) de vibração mais elevada, pode, à vontade, retirar-se do corpo físico e viajar qualquer distância no Mundo do Desejo.

Se você leitor não quiser seguir adiante com esta minha narrativa, pode pelo menos considerar o fenômeno como uma viagem para a terra dos sonhos; mas lembre-se, que um fato é uma coisa considerável e permanece quer gostemos ou não.

Na noite anterior à consulta física com o Dr. North, o Dr. Unus, o Dr. North e eu partimos para o Mundo do Desejo (Terra dos Sonhos) e nos encontramos ao lado da cama do menino doente sem seu conhecimento ou o de seus pais, que o observavam ansiosamente. Naturalmente, éramos invisíveis para sua percepção física.

Durante esta consulta no Mundo do Desejo, o Dr. Unus deu um passo à frente e agarrou quase violentamente uma parte do órgão doente e jogou-o fora. Sua mão etérica passou direto pelo corpo físico do menino. Em seguida, eu me aproximei da cama e usando as duas mãos, levantei a extremidade do cotovelo do cólon e delicadamente massageei a substância indesejável e irritante. O Dr. North atuou como espectador e, aparentemente deu seu consentimento. Que fique claro que a substância física não é obstáculo para a mão etérica, mas não é incomum que um paciente acorde de seu sono quando a mão invisível está sendo retirada.

Na manhã seguinte a essa consulta no Mundo Invisível, telefonei, como havia prometido, para o consultório do Dr. North e pedi que ele viesse comigo para a consulta física, que havia sido combinada com a família no dia anterior. Para grande espanto da família e para minha própria gratificação, o menino estava livre de dor, de febre e rigidez muscular e, segundo o relato dos pais, sua rápida recuperação começou durante a noite. Já se passaram seis meses desde o ocorrido e o menino continua gozando de uma boa saúde.


Não se deve inferir do exposto que curas instantâneas são efetuadas em cada instância. Esses casos são frequentes entre um bom número de pessoas que se beneficiam da nossa ajuda, mas a grande maioria requer paciente perseverança para alcançar a cura. Se os pacientes forem fiéis em suas assinaturas semanais e obedecerem às instruções com certeza serão beneficiados.

Nota da tradução: Trata-se de graus Fahrenheit 
Em Celsius, a definição da passagem de estado febril para febre que precisa da utilização de medicamentos está entre os valores 37 °C e 38 °C. Em Fahrenheit, acostumou-se a tratar pacientes com medicamentos quando a febre destes chega a valores de 3 dígitos (100 °F = 37,78 °C). É usual encontrar, nos países que usam a medida, enfermeiras falando: "A temperatura já atingiu três dígitos, vamos dar uma medicação". Numa época pré-industrial e antes do aperfeiçoamento do setor de saúde, esta foi uma valiosa informação para enfermeiros e médicos, fato que parece perder a importância com o passar do tempo.
Publicado na Rays from the Rose Cross - setembro de 1915 que você pode encontrar aqui
Tradução por Rosacruz e Devoção

Como um Iniciado Cura um Doente?

Conteúdo do folheto e Serviço de Cura da Fraternidade - veja abaixo
Pergunta: Como um Iniciado cura o doente? Pela invocação de um poder superior ou por sua própria concentração? Há alguma diferença entre os dois métodos? Se houver, qual é?

Resposta: Da forma como a pergunta foi feita, é difícil respondê-la. Embora conheçamos certos métodos de cura, acreditamos também que a escolha é uma questão de temperamento, e os diferentes métodos são provavelmente usados em períodos diferentes por todos os Iniciados conforme a exigência do momento. Sabemos que, em certas ocasiões, Cristo dirigiu-Se ao Pai ao realizar uma cura. Outras vezes, quando Ele se encontrava no meio de uma multidão e alguém O tocava, Ele percebia que esse poder saía d'Ele e, sem dúvida, curava aquele que havia absorvido essa força. Todos os que seguiram Seus passos, evidentemente variaram seus métodos conforme a ocasião. Mas, em última análise, o poder curador é o mesmo, pois ele emana do nosso Pai que está no céu e que é o Grande Médico, e cada Iniciado ou curador absorve tanto do Seu divino poder quanto é capaz de reter, dando-o, em seguida, de acordo com a necessidade de quem recorre a Ele.

Há um artigo: "Como os Rosacruzes Curam os Doentes"(veja aqui) no departamento de "Serviço e Auxílio de Cura", publicado na revista "Rays from the Rose Cross" em Setembro, 1915, que descreve o nosso método e certamente esclarecerá o assunto. (Ver capitulo IX do livro Princípios Ocultos de Saúde e Cura. Na mesma revista, há um artigo de Stuart Leech, M.D. (você pode ver a tradução aqui) mostrando como ele evitou realizar uma operação cirúrgica visitando o paciente à noite, quando estava fora do seu corpo. Ele materializou as mãos dentro do corpo do paciente e extirpou o mal, de forma que, na manhã seguinte, o paciente estava curado sem ter a necessidade de se sujeitar ao bisturi.

Provavelmente esse fato tornará claro que o Iniciado e o Auxiliar Invisível dispõem de um considerável campo de ação e total liberdade para lidar com as condições mórbidas do corpo. Como já foi dito antes, o bálsamo curador vem do nosso Pai que está no céu, e não importa quem realize o trabalho ou que método use para o enfermo recuperar a saúde, a glória e a honra pertencem unicamente a Deus.
 

Pergunta Nº 44 do livro: A Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Vol II de Max Heindel - tradução da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil
(*) - Da edição em inglês

11/06/2023

TERMOS ROSACRUZES - LETRA E

ESCOLAS DE MISTÉRIOS: 

Os ideais a serem desenvolvidos por uma raça são ensinados sempre  primeiramente em uma Escola de Mistérios aos mais avançados entre a humanidade. Nestas Escolas não se ensina um ideal hoje para ser esquecido amanhã. Estes ideais se alojam dentro do Ser dos discípulos de tal maneira que se convertem em parte de sua vida; e mais tarde, estes mesmos discípulos serão os guias e mestres das distintas raças dirigindo seu futuro desenvolvimento. Todo trabalho evolucionário se faz deste modo. Se plantam e ensinam suas fases elevadas em ditas escolas; e quando as massas estejam preparadas, então esses ensinamentos lhes são transmitidos. 

Todas as Escolas Esotéricas são divididas em sete, como são os Raios de Vida, os Espíritos Virginais. Cada Escola ou ordem pertence a um destes Raios, como cada unidade da humanidade. A Escola de Mistérios é colorida pela penetrante influência do Fogo do Pai, a Estrela Pai causa de sua origem. Deve se entender que como o Fogo do Pai não se revela até a última Iniciação, a natureza básica da Escola de Mistérios não se pode dar a conhecer publicamente por estar dominada pelas influências planetárias de sua fonte de origem.

Do livro Dicionário de Termos Rosacruzes, tradução pela Fraternidade Rosacruz – Sede Central do Brasil 

04/06/2023

RAYS FROM THE ROSE CROSS - A fonte aquariana mais que centenária

1913 Junho 2023
por Jonas Taucci
Lançada por Max Heindel e Augusta Foss Heindel, a revista Rays from the Rose Cross completa este mês seu 110º aniversário de lançamento.

Uma “revista do cristianismo esotérico”, assim designada por seus idealizadores, este maravilhoso veículo de divulgação dos Ensinamentos Rosacruzes, propagou - e continua propagando - por todas as partes do mundo, um farol luminoso a ser seguido por todos aqueles que se dispõe a vivenciá-los.

No Brasil, praticamente todos os Centros Rosacruzes retiraram desta revista dezenas de artigos que foram utilizados em palestras durante décadas; o Centro de São Paulo possuía uma equipe permanente de tradutores que vertiam para o português e os distribuíam – fraternalmente - para os demais Centros. A - também maravilhosa - revista Serviço Rosacruz do referido Centro, foi um celeiro destas traduções também.

Com mais de uma dezena de seções (luz mística, astrologia, nutrição e saúde, cura, bíblia, cartas de Max Heindel e infantil entre outras), havia também as ”palavras cruzadas” em alguns números.

Exatamente!

O indicativo para se encontrar as palavras seguiam um critério; familiarizar as pessoas com os Ensinamentos Rosacruzes. Alguns exemplos:

- Atual Período que a humanidade atravessa com 9 letras. (Terrestre).

- Em astrologia, a 8ª superior de Mercúrio com 6 letras (Netuno).

- Nome da cidade onde está localizada a Sede Mundial da The Rosicrucian Fellowship (TRF) com 09 letras. (Oceanside).

Evidente que tudo isto, em idioma inglês.

Havia também a Resenha de Livros, onde obras literárias, filosóficas e religiosas eram analisadas e comentadas à luz dos Ensinamentos Rosacruzes: simplesmente sensacional!

Uma das particularidades da "Rays" constituía-se nas ilustrações de seus artigos; belíssimos quadros de pintura, em sua maioria nos estilos renascentistas e clássicos.


No final dos anos 70, o Centro Rosacruz de São Paulo distribuiu – gratuitamente – dezenas destas revistas aos Consulados e Embaixadas de vários países de idioma inglês (Estados Unidos, Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia e outros), localizados na cidade de São Paulo, no que resultou na visita de representantes destas instituições ao referido Centro. Também diversas escolas de inglês foram agraciadas com esta revista.

Dissemos acima que a Rays from the Rose Cross continua divulgando os Ensinamentos Rosacruzes, e isto é certo: no site da The Rosicrucian Fellowship, há um acervo disponíve
l para consulta desta extraordinária revista, que foi publicada até o ano 2004. (Clique aqui).



Algumas semanas após a Páscoa (abril de 1996), o Centro Rosacruz de Santo André organizou uma palestra (realizada pelos probacionistas Luís Mario Salvini e o colaborador deste blogue), com o peculiar título:

“Onde esteve – e o que fez – Cristo no Sábado de Aleluia”.

Antecipadamente divulgada (jornais), esta conferência contou com a presença de inúmeros segmentos esotéricos, já que o tema despertou curiosidade, tendo inclusive uma equipe da revista Planeta – dedicada a assuntos esotéricos – estar presente, o que resultou na publicação desta revista – por um bom tempo e gratuitamente – a agenda das atividades do Centro Rosacruz de Santo André (rituais, palestras, aniversários e natal).

Posteriormente esta palestra foi realizada também no Centro Rosacruz de São Paulo por este colaborador, sendo realizada na significativa Data de Cura.

Ambas conferências estiveram baseadas no artigo da revista Rays from the Rose Cross (bimensal – março/abril do ano 1996), de autoria de Charles Weber, “O Cristo Ressuscitado no Reino dos Mortos”
.





Como foi dito, este tema suscita muita curiosidade e seria oportuno lermos previamente as citações bíblicas abaixo:

Pois despedaçou as portas de bronze e quebrou as trancas de ferro (Salmos 107:16).

Assim diz o Senhor: Eis que abrirei a vossa sepultura, e vos farei sair dela, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel (Ezequiel 37:12).

Isto é, que o Cristo devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, anunciará a luz ao povo e aos gentios (Atos 26:23).

... porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção (Atos 02:27).

Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? (Romanos 07:24)

Havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele (Romanos 06:09).

...aguardando a adoração de filhos, a redenção de nosso corpo (Romanos 08:23).

Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos (Romanos 08:29).

Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem (I Coríntios 15:20).

Doutra maneira, que farão os que se batizam por causa dos mortos? se, absolutamente, os mortos não ressuscitam, por que se batizam por causa deles? (I Coríntios 15:29).

Por isso diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens. Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até as regiões inferiores da terra? (Efésios 04:08 e 09).

...no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão (I Pedro 03:19).

... pois, para este fim, foi o evangelho pregado também aos mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus (I Pedro 04:06).

Abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram (Mateus 27:52).

Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia (Colossenses 01:18).

E manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe a vida e a imortalidade, mediante o evangelho (2 Timóteo 01:10).

E da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra (Apocalipse 01:05).

E aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno (Apocalipse 01:18).


Muito nos auxiliaria também, na compreensão deste artigo publicado na revista Rays from the Rose Cross, a consulta do Conceito Rosacruz do Cosmos, capítulo XV – Cristo e Sua Missão, parte O Sangue Purificador e Maçonaria e Catolicismo, capítulo VIII – O Caminho da Iniciação.

Através disto, podemos obter um vislumbre do trabalho realizado, e que ainda realiza Cristo, pela elevação da humanidade, sendo que podemos auxiliá-Lo nesta obra, não na forma do que sabemos a respeito do assunto, mas vivenciando o que Ele nos ensinou.

Na íntegra – em espanhol com tradução de um probacionista - este profundo artigo da mais que centenária revista Rays from fhe Rose Cross (clique aqui).


Por orientação da The Rosicrucian Fellowship, oficiemos o Ritual Rosacruz de Junho no dia 20 do mês em referência, nos Centros Rosacruzes ou em nossos lares. Ritual este, extensivo a nossos familiares e amigos. (Clique aqui).