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11/01/2026

A Plenitude é Semelhança com Deus

por H.P.
Uma vez que descobrimos que a palavra "curar" significa tornar são -  são e íntegro - a cura espiritual passa a ser o estabelecimento da plenitude em nosso nível mais elevado de ser.

Compreendendo que o homem é um Espírito, possuindo alma e corpo, com a importante adição de uma mente que conecta o Espírito aos seus veículos, os estudantes dos Ensinamentos Rosacruzes consideram o homem um ser quádruplo. Ele possui algum grau de consciência em todos os quatro níveis e, portanto, pode buscar alívio da dor e de outros problemas em qualquer um dos quatro níveis de sua consciência. O método Rosacruz de cura reconhece e coopera com os melhores esforços para o alívio em qualquer nível, mas concentra a atenção na cura duradoura e mais permanente para a experiência negativa, que é o alinhamento perfeito do indivíduo como um todo com seu Pai-Deus.

Deus, nosso Pai, é TUDO. Portanto, Saúde e Plenitude são qualidades de Deus. A fé nessa verdade nos capacita a aceitar nossa relação de filiação com Deus e nosso poder para alcançar a semelhança com Deus. Ao aspirar a isso, o homem aprende cada vez mais sobre a Lei do Amor, pela qual nosso Pai celestial nos dá a vida e o Seu Espírito habita em nós para inspiração, instrução, correção, consolo e orientação.

Como a Lei do Amor de Deus é o "Bom Pastor" para todos aqueles a quem Deus concedeu o rico dom da vida, segue-se que a plenitude é a herança de todos os seres humanos. A fé em nosso Pai-Deus e em nosso relacionamento divino com Ele torna-se, então, nosso principal requisito para a cura, pois a fé nos conduz à ação cooperativa necessária no processo de purificação.

Além disso, a fé em Deus e em nossa herança como Seus filhos fortalece uma fé inabalável em Sua Lei, por meio da qual nosso Criador expressa Seu infinito amor por nós. Em João 14, encontramos a promessa de Cristo Jesus de que aqueles que amam a Deus não seriam deixados desamparados. Um "Consolador", o Espírito Santo, viria e habitaria com eles.

Eles podiam confiar plenamente no Espírito Santo de Deus que habitava neles. Isso é igualmente verdadeiro hoje para aqueles que amam a Deus e que agem fielmente de acordo com a Sua orientação. -

Somente Deus pode curar. É o Espírito de Deus em nós, esse "Núcleo da Bondade" dentro de cada ser humano, que possui o poder de cura. Para a plenitude em todos os níveis do nosso ser, então, precisamos da união com o Espírito de Deus, sempre presente, onipotente e onisciente.

Isso nos leva a uma compreensão mais clara da injunção: "Médico, cura-te a ti mesmo". De fato, estamos aprendendo a fazer isso em grau notável a cada dia. Contudo, quando o "Bom Pastor" nos chama repetidamente para uma mudança de pensamento e escolhemos ignorar o conselho, a obstinação se instala e a separação da plenitude começa. Quando permitida a continuar, o Espírito e a alma se afligem. Então, assim como em cima, também embaixo. Quando tal desunião persiste nos planos superiores, ela acaba se manifestando como desequilíbrio e dor no corpo físico denso.

Quando consultados, os médicos que estudam as doenças do corpo físico encontram um nome para nossa enfermidade e tratam o corpo para o efeito de nossa vontade. O tratamento de nosso mal-estar nesse nível, porém, consiste em tratar apenas o efeito, não a causa. Portanto, é prática dos estudantes do método da Fraternidade Rosacruz recorrer primeiro a Deus, a Fonte de todo o bem, em busca de alívio e cura.

O desejo sincero pela plenitude aprimora grandemente nossa percepção interior; nosso "aparelho auditivo" espiritual é reparado. Então, o conforto e a orientação que nos chegam continuamente podem ser melhor compreendidos, interpretados com mais precisão e a ação correta implementada. Pacientemente, o "Consolador" aponta para a vontade própria, exortando-nos a ouvir e obedecer à sabedoria disponível em cada pessoa. De acordo com nosso sincero desejo de caminhar na luz dessa presença, nossa faculdade perceptiva se aguça. Ouvimos os sussurros do Espírito Santo; obedecemos a essa orientação interior; e, proporcionalmente, desfrutamos de graus cada vez maiores de plenitude. 

Traduzido das revistas Rays  from the Rose Cross de novembro e de dezembro de 1966


QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross". Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". 

Se você deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

02/05/2021

Ser Corajoso (e a Saúde)

A atitude otimista e corajosa é essencial à conservação da própria saúde, como também para se poder auxiliar aqueles que se encontram enfermos. Esta afirmação tem fundamento científico, mas somente pela filosofia oculta é que temos a prova cabal.

"A energia solar flui continuamente para dentro do nosso corpo através do baço, órgão especializado na função de atrair e especializar esse éter universal. No plexo solar esse éter transforma-se num fluído de cor rosa, atravessando o sistema nervoso todo. Por meio dele os músculos são movimentados e os órgãos executam as suas funções vitais. Quanto melhor se encontra o nosso estado de saúde tanto maior é a qualidade desse fluído solar que somos capazes de absorver. Entretanto, do absorvido, somente uma parte é utilizada, e o excesso é irradiado do corpo seguindo direções retilíneas. Devido a essas correntes invisíveis de força os germes de enfermidade não conseguem penetrar em nós, e os micro-organismos que os conseguem, associados aos nossos alimentos, são expelidos logo em seguida. Não obstante isto, ao emitirmos pensamentos de medo, aborrecimento ou de ira, o baço se fecha cessando então de especializar o fluido em quantidade necessária. Então as linhas de força se encurvam, dando acesso fácil aos organismos deletérios, que transformam os tecidos em seu pasto, originando assim a enfermidade".

Além disso, "os pensamentos de medo e de ódio tomam forma, e no decorrer do tempo se cristalizam naquilo que conhecemos como bacilos. De modo especial, os bacilos de enfermidades infecciosas são a incorporação do medo, da tristeza e do ódio, portanto são vencidos pela força oposta: a coragem, o amor, a alegria.

Quando nos aproximamos de uma pessoa contaminada com uma enfermidade contagiosa medrosos e trêmulos, é certo que dirigimos contra nós mesmos os venenosos micróbios portadores da morte. Se.de outro modo, dela nos aproximarmos plenamente livres de medo, escaparemos da infecção, particularmente se formos levados por amor".

 QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross". Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". 
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01/05/2021

O Espírito Crístico e a Panaceia

Do livro: CARTAS AOS ESTUDANTES - carta 21

O Conceito Rosacruz dos Cosmos relata como desde Noé até Cristo, sob o regime de Jeová, o egoísmo arraigou-se no seio da humanidade. Ao homem foi dito: "Os Céus. são do Senhor, e a terra foi dada aos filhos dos homens." Assim, o homem viu-se in­clinado à busca de posses materiais, perdendo todo o sentido dos gloriosos tesouros, frutos do sacrifício próprio. Consequentemente, sua vida espiritual tornou-se cada vez mais estéril, seu progresso anímico decaiu, e não fora um novo impulso teria fenecido com­pletamente. Então, o Espírito Cósmico de Cristo, "O REDENTOR", iniciou seu trabalho benfazejo, 'logrando aces­so à terra mediante o sangue de Jesus, vertido no Gólgota. 


Presentemente, o Espírito de Cristo encontra-se tra­balhando desde o interior de nosso globo para atenuar sua cristalização. Uma enorme infusão espiritual fez-se sentir no Gólgota, a ponto daquela in­tensidade de luz cegar as pessoas mo­mentaneamente. Desde então, o prin­cípio do altruísmo começou a manifes­tar-se na raça humana. Paulatinamen­te, vamos deixando de lado nosso in­teresse puramente pessoal, acumulan­do tesouros espirituais mediante nosso labor em benefício do próximo. A vinda de Cristo livrou uma parte da humanidade de ser segregada a outra lua. Disto fomos salvos graça ao sacrifício do Espírito Cósmico de Cristo. Tal sacrifício não significa Sua morte, segundo se entende vul­garmente, mas a penetração de uma vida superior na terra permitindo-nos viver mais abundantemente no espí­rito.


Nesta vinda de Cristo à terra, observamos uma analogia entre ela e a administração da Panaceia Espiri­tual, de acordo com o axioma "COMO É NO MACROCOSMOS, TAM­BÉM É NO MICROCOSMOS". Em cada célula do corpo humano existe uma vida separada (da célula). Mas, acima de tudo isto encontra-se o Ego, dirigindo e governando todo o conjunto celular, de forma a man­ter sua harmonia. Durante certas en­fermidades de duração muito prolon­gada, o Ego se concentra demasiada­mente sobre a moléstia, interrompen­do sua missão de vivificar plenamen­te as células. Isto cria uma espécie de inação mental tornando em muitas circunstâncias impossível eliminar a enfermidade, reencetando as atividades celulares. 


Esta revitalização celular é trabalho da Panaceia Espiritual. Assim como a admissão do Cristo à Terra dissipou a tendência criada pela lei inexorável pendente sobre a huma­nidade como um "pano mortuário", assim também, quando se aplica a Panaceia, a vida de Cristo nela contida, infiltrando-se em cada célula do pa­ciente, devolve-lhe a vida e saúde, imprimindo-lhe novo ritmo. Que 'Deus nos dê o privilégio de fazer chegar essa bênção até a humanidade enfer­ma.


QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esta carta também faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross" .Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". São distribuídos gratuitamente a todos os que se inscrevem no Serviço de Cura seja Estudantes ou não. Portanto são públicos. Se deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

28/08/2020

O CENTENÁRIO DO TEMPLO ROSACRUZ (OCEANSIDE - 1.920 - 2.020) Suas Indeléveis Marcas

Templo de Cura
Templo de Cura da The Rosicrucian Fellowship

 por Jonas Taucci

Neste Ano de 2.020, temos o centenário de fundação do Templo Rosacruz, na cidade de Oceanside, estado da Califórnia, Estados Unidos.

 

Na quarta-feira, 12 de dezembro de 1.990, o Centro Rosacruz de Santo André, promoveu palestra nas dependências da Biblioteca Municipal da cidade de Santo André (SP-Brasil), que esteve a cargo dos irmãos probacionistas Luiz Mario Salvini e a mim.

 

Intercalamo-nos, naquela noite, para tecer comentários sobre o (então) 70º aniversário da inauguração do Templo Rosacruz.

 

Vou tentar, até onde minha memória recordar, dissertar sobre esta palestra, no que concerne os motivos de escolha do “local” e “data” de sua fundação e consagração.

 

Possa o transcrito abaixo servir de reflexão e meditação sobre este assunto, principalmente neste seu tão significativo 1º centenário.

 

LOCALIZAÇÃO

 

Muitas pessoas, através dos anos, indagam sobre o motivo de Max Heindel ter escolhido esta cidade para ser o local de nossa Sede Mundial, e no ano seguinte ao seu falecimento, ser ali assentado o Templo Rosacruz.

 

Ao receber e escrever, na Alemanha em 1.907, a maior parte dos ensinamentos contidos na obra “Conceito Rosacruz do Cosmo”, dada pelos Irmãos Maiores, Max Heindel foi orientado pelos mesmos, de que esta obra seria ampliada e reescrita na América, uma vez que ele - Max Heindel – estivesse na “atmosfera elétrica” daquele país.

 

No livro “Astrodiagnose Um Guia de Saúde”, o casal Heindel nos informa que Aquário/Urano regem os éteres, sendo este signo elétrico.

 

Augusta Foss de Heindel relata que ao ver – pela primeira vez – o terreno onde seria construído a Sede Mundial (e consequentemente o Templo Rosacruz), Max Heindel disse imediatamente:

 

- Ah, este é o lugar!

 

Certamente, “algo” motivou o Sr. Heindel a dizer, entusiasticamente, esta frase naquele local.

 

No Dia de Ação de Graças - 19 de novembro de 1.914 -  o fundador da Fraternidade Rosacruz, disse em Oceanside:

 

- “... Há seiscentos anos, um posto avançado dos mistérios se fixou na Alemanha e a Ordem Rosacruz começou a ensinar aos poucos que estavam então preparados. Hoje, aquele posto avançado já realizou o seu seu trabalho na medida do possível, naquela parte do mundo.  Um outro posto avançado foi designado para as costas do Oceano Pacífico, aqui na costa oeste do nosso continente...”

 

A Fraternidade Rosacruz foi fundada na cidade de Seattle (estado de Washington), em 08 de agosto de 1.909, contudo sua Sede Mundial e Templo Rosacruz, localizam-se em Oceanside, estado da Califórnia.


Sobre a imagem: vide nota da edição no final do texto


Elmam Bacher, em sua monumental obra “Estudos de Astrologia”, tece comentários sobre o Antigo Egito, afirmando: “uma característica desta civilização antiga e iluminada, foi que os Sacerdotes Iniciados e Reis-Sacerdotes, não foram apenas simplesmente governantes de seus súditos, eles eram Pais-Espirituais”.

 

E revela:

 

“Os americanos progressistas desta época, trazem sua descendência evolutiva desde renascimentos egípcios antigos”.

 

DATA DE FUNDAÇÃO

 

Ano de 1.920.

Em 29 de junho iniciaram-se os trabalhos de construção do Templo Rosacruz, a pedra fundamental foi colocada na data do aniversário de Max Heindel (23 de julho) e sua inauguração e consagração deu-se na “noite mais santa do ano” (Ritual Rosacruz de Natal); a noite de 24 de dezembro.

 

A sucessão de eventos, na ordem abaixo descrita, nos dá um vislumbre das vibrações emanadas na naquela sacra noite:

 

A) Probacionistas reuniram-se para o oficiamento do Ritual Rosacruz de Lua Cheia. Um coral em procissão, adentrou ao Templo, entoando a música “Vinde vós, os fiéis cheios de fé”

 

B) Ao órgão, a maravilhosa passagem “Cavaleiros do Santo Graal”, da ópera “Parsifal”, de Richard Wagner.

 

C) Todos os presentes cantaram a música “Noite Feliz”, seguida de leitura das Sagradas Escrituras, com referência à Imaculada Conceição e ao nascimento de Jesus (que cederia seus Corpos Denso e Vital a Cristo).

 

D) Com sugestivo nome, a música “Abrem-se os portais do Templo”, foi entoada.

 

E) A Sra. Augusta Foss de Heindel, proferiu uma exortação, sobre o “propósito da obra e da necessidade da consagração pessoal, despertando em todos uma sincera resolução de persistir nos esforços pela espiritualização, por Cristo e pela humanidade”.

 

F) Uma seleção de músicas, à flauta, ecoou pelo Templo, e após isso se fez ouvir a canção “Pequena cidade de Belém”.

 

G) Em absoluto silêncio, os presentes retiraram-se do Templo, ao som do “Hino Rosacruz de Encerramento”, executado ao órgão.

 

Desde então – e por uma centena de anos - milhares de Rituais Rosacruzes foram e estão sendo oficiados neste local ( Lua Nova, Lua Cheia, de Cura, Rituais Solsticiais e Equinociais) em consonância com eventos astrológicos, fomentando assim uma Egrégora, que sem dúvida alguma, está sendo utilizada pelos Irmãos Maiores na elevação da humanidade.  

 

Inequivocamente podemos – todos e em qualquer época – contribuir para com esta Egrégora, VIVENCIANDO os Ensinamentos Rosacruzes, e não apenas os conhecendo.

 

Alguns Centros Rosacruzes, espalhados pelo mundo, em dezembro (acertadamente) organizam a comemoração (aberta do público) do NATAL, em data próxima - geralmente num sábado ou domingo anterior - a este sagrado evento, intercalando números musicais, poesias, oficiamento do Ritual Rosacruz de Dezembro, leituras devocionais, comentários ao Cristo e sobre o Templo Rosacruz, em Oceanside.

Inaugurado e consagrado na “noite mais santa do ano” a um século...

 

SUGESTÕES DE LEITURA

 

- Estudos de Astrologia, de Elmam Bacher, Volume V – Capítulos II e VII.

 

- O Faraó Alado, da autora inglesa Joan Grant, livro citado e elogiado por Elmam Bacher.

 

- Memorias sobre Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz, de Augusta Foss de Heindel. À época da palestra, em 1.990, este livro ainda não estava traduzido para o português (Memoirs about Max Heindel and The Rosicrucian Fellowship). Atualmente existe a tradução – na íntegra – e publicado graças a dedicados probacionistas.

 

- Iniciação Antiga e Moderna, de Max Heindel, Capítulo III – Sala Leste do Templo – Parte: A Mesa dos Pães da Proposição.

 

- Cristianismo Rosacruz, de Max Heindel, Conferência IX – As Alegorias Astronômicas da Bíblia.

 

- Coletânea de um Místico, de Max Heindel, Capítulo XXIV – O Objetivo da Fraternidade Rosacruz.

 

- Conceito Rosacruz do Cosmos, de Max Heindel, Capítulo XII – A Evolução na Terra / Parte: A Época Ária.

 

- Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, de Max Heindel – Volume II – Pergunta 145, (ler rodapé da página, ao final da resposta, complemento importantíssimo).


- Mistério das Grandes Óperas, de Max Heindel – Capítulo VII, Parsifal.

 

- Escala Musical e o Esquema de Evolução, por um estudante rosacruz – capítulo IV – A Correlação da Música com o Deus Solar.

 

- Lições Mensais de Filosofia ao Estudante, de nossa Sede Mundial, Oceanside, anos 60’.

 

- Bíblia, Antigo Testamento – Salmos 148:03.

 

-  Ritual Rosacruz de Natal  e  RitualRosacruz de Dezembro.


28/06/2020

Pensamento Binário

   por Gilberto Silos

Quando à humanidade acenderam-se as primeiras luzes deste século uma esperança nos animava. Era a de que se descortinaria um mundo de mentes abertas e receptivas a novas ideias. O século passado, a despeito do grande avanço da ciência e da tecnologia, foi um período dividido por intolerâncias e guerras. Os “ismos” provocaram muito sofrimento.

Para nossa frustração o terceiro milênio começou sob o signo da intolerância e do radicalismo. Isso ocorre principalmente nos campos religioso e ideológico. Qualquer nova ideia, antes de ser imparcialmente examinada, já recebe um rótulo. Não é recebida com o espírito desarmado. Há uma predisposição maniqueísta de, antecipadamente, aceitá-la ou rechaçá-la. Nesse aspecto ainda temos muito que evoluir.

Max Heindel, fundador de The Rosicrucian Fellowship, já no início do século passado, abordava esse assunto em seu livro “O Conceito Rosacruz do Cosmo”. Heindel escreveu que “quando uma nova ideia ou filosofia se apresenta ao mundo é encarada de forma diferente pelas mais diversas pessoas. Algumas se apoderam avidamente de qualquer novo esforço filosófico, procurando ver em que proporção lhe serve de apoio às suas próprias ideias. Para essas, a filosofia em si mesma é de pouca valia. Terá valor se reforçar as suas ideias. Outras adotam uma atitude crítica tão logo descobrem que a obra contém alguma coisa a cujo respeito nada leram nem ouviram falar anteriormente, ou sobre a qual ainda não lhes ocorrera pensar. E provavelmente repelirão como extremamente injustificável a acusação de que sua atitude mental é o cúmulo da auto-satisfação e da intolerância. Ambas mantêm-se na sua própria luz. Suas ideias pré-estabelecidas as torna invulneráveis aos raios da verdade. A tal respeito uma criança é precisamente o oposto dos adultos, pois não está imbuída do sentimento dominador de superioridade, nem inclinada a tomar aparência de sábio ou de ocultar, sob um sorriso ou um gracejo, sua ignorância sobre qualquer assunto. É ignorante com franqueza. Não tem opiniões preconcebidas nem julga antecipadamente; portanto, é eminentemente ensinável. Encara todas as coisas com essa formosa atitude de confiança a que denominamos “fé infantil”, na qual não existe dúvida, conservando os ensinamentos que recebe, até comprovar-lhes a certeza ou o erro.”

Neste novo século o prejulgamento e o pensamento dogmático ainda conservam sua vitalidade. James W. Jones, em sua obra “A Descoberta do Verdadeiro EU”, revela que “quando peço aos meus alunos na universidade a me declararem o que pensam da palavra religião, suas respostas quase que invariavelmente caem em duas categorias: ‘coisas em que devo acreditar ou regras que devo obedecer’. ”

Onde, então, estão a liberdade de pensamento e a prerrogativa de múltiplas escolhas? E o sagrado direito de mudar de opinião quando a razão ou a consciência entendem que é necessário?

O pensamento binário é o obstáculo a ser vencido se desejamos um mundo mais livre.

03/07/2019

COM A “PALAVRA”, A SABEDORIA


por Jonas Taucci
(PREAMBULO - Se formos a uma praia, e colocarmos um punhado de água na palma de uma de nossas mãos em forma de concha, estaremos vendo nesta quantidade de água marítima – metaforicamente – a vida. Todo os oceanos e mares do mundo, representam a VIDA).

Max Heindel (Conceito Rosacruz do Cosmos – capítulo V -  A relação do homem com Deus - diagrama 06 - veja abaixo), nos fala que no mundo mais elevado do 7º Plano Cósmico, habita o Deus de nosso Sistema Solar e os Deuses de todos os outros sistemas solares do universo, estes grandes Seres também são de manifestação tríplice, semelhantemente ao Ser Supremo. Seus três aspectos são:

1) Vontade.
2) Sabedoria.
3) Atividade.

Evidente, estes três atributos estarem “adormecidos” em nosso interior, e num longínquo dia no futuro, serão despertados

Falemos sobre a Sabedoria.

Esta, não deve ser – de forma alguma – estar associada à conhecimento, aquisição de informações, por mais profundas que possam ser, de qualquer religião, seita, doutrina, filosofia etc.  Trata-se aqui de colocar à serviço da humanidade, o que – na literatura, palestras, textos etc. – aprendemos (muitas vezes apenas “decoramos”).

O Sr. Heindel, nos alerta do perigo que possa residir no (simples) conhecimento. A acomodação alicerçada no “Eu sei, logo (espiritualmente) evoluo”. A sabedoria não está associada em absolutamente nada exterior, constitui-se num dos três sagrados atributos descritos acima, conquistado apenas pelas nossas ATITUDES: o trabalho do dia a dia, e principalmente em nossos relacionamentos com os semelhantes.

A passagem do livro de Provérbios (08: 22 a 36), abaixo, nos dá uma dimensão extraordinária sobre o que realmente representa a SABEDORIA; trata-se exatamente de sua voz, sua “palavra”, ecoando em todo nosso ser, através de nossas inúmeras existências aqui na Terra.   

Leiamos, da forma como se nosso - particular - Cristo Interno (SABEDORIA), estivesse se dirigindo a cada um de nós.

" O Senhor me criou como o princípio de seu caminho, antes das suas obras mais antigas; fui formada desde a eternidade, desde o princípio, antes de existir a terra.

Nasci quando ainda não havia abismos, quando não existiam fontes de 
águas; antes de serem estabelecidos os montes e de existirem colinas, eu nasci.

Ele ainda não havia feito a terra, nem os campos, nem o pó com o qual formou o mundo.

Quando ele estabeleceu os céus, lá estava eu, quando traçou o horizonte sobre a superfície do abismo, quando colocou as nuvens em cima e construiu as fontes do abismo,quando determinou as fronteiras do mar para que as águas não violassem a sua ordem, quando marcou os limites dos alicerces da terra, eu estava ao seu lado, e era o seu arquiteto; dia a dia eu era o seu prazer e me alegrava continuamente com a sua presença.

Eu me alegrava com o mundo que ele criou, e a humanidade me dava alegria.

Ouçam-me agora, meus filhos: Como são felizes os que guardam os meus caminhos!

Ouçam a minha instrução, e serão sábios. Não a desprezem.

Como é feliz o homem que me ouve, vigiando diariamente à minha porta, esperando junto às portas da minha casa.

Pois todo aquele que me encontra, encontra a vida e recebe o favor do Senhor.

Mas aquele que de mim se afasta, a si mesmo se agride; todos os que me odeiam amam a morte".

Estamos apenas “decorando” os Ensinamentos Rosacruzes, ou praticando SABEDORIA?

02/06/2019

“POR QUE AMAMOS CACHORROS, COMEMOS PORCOS E VESTIMOS VACAS”

por Jonas Taucci
Recentemente fui convidado a realizar uma (gratuita) palestra, em certa associação de proteção aos animais, nesta cidade de São Paulo (Brasil).

Enalteci o trabalho realizado por esta associação, e as demais que cuidam e orientam neste sentido, ressaltando que - do ponto de vista rosacruz - os animais constituem-se numa onda de vida, possuindo os corpos denso, vital e de desejos.

Também disse sobre o avanço nas últimas décadas - através de ONGs e trabalho voluntário - do cuidado aos animais. Quase ao final da palestra, perguntei aos presentes (cerca de 120 pessoas), quem adotou em sua vida o regime alimentar isento de carnes.

Apenas cinco pessoas!

Inqueri não ser uma incoerência defender certos animais, alimentar-se de outros, e utilizar utensílios, adornos etc. de penas e couro. Ofereci a sugestão de leitura, do livro o qual nomeei este artigo (autoria de Melanie Joy, editora Cultrix, 198 páginas).

Melanie é ativista em defesa dos animais, e cunhou a palavra “carnismo”, que descreve a terrível (e também financeira) produção e consumo da carne.

Nesta obra, a autora, diferente de outros livros que defendem o vegetarianismo, nos relata porque – tragicamente - a humanidade utiliza a carne como alimento, e como podemos fazer opções mais conscientes. 

Mas a humanidade caminha(!) de incoerência pós outra, havendo outras mais graves.

A 1ª Epístola de João, 04:20 (o mais identificado dos doze discípulos de Cristo, com os Ensinamentos Rosacruzes), nos fala, da frase mais impactante de toda a história da humanidade, no meu modo de entender.  Lemos:

 
Estas palavras de João, foram inseridas no Ritual Rosacruz do Serviço do Templo, devendo ser vivenciadas por todos aqueles que desejam realizar um trabalho alquímico, que nos levará ao nascimento de nosso Cristo Interno.

Na condição de um alto iniciado, e ter sido o “discípulo amado” de Cristo, podemos dimensionar a estatura espiritual de sua sabedoria. Apenas o conhecimento dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, ainda que largamente, não nos fará avançar a esferas elevadas da espiritualidade; somente a sua persistente aplicação, diariamente, alcança este intento.

Como andam nossas incoerências?



(Poema de Ella Wheller Wilcox, americana, tendo vivido entre 1.850 a 1.919, citada na literatura rosacruz, e atualmente na defensoria dos animais por muitas associações e ONGs).

26/05/2019

A Única Salvação é o Conhecimento Aplicado


A preocupação dominante nas grandes metrópoles é encontrar meios de humaniza-las. Nos vastos centros urbanos emergem as mais contraditórias paisagens, os mais chocantes contrastes, os mais intricados e aparentemente insolúveis problemas. Por suposto, seus reflexos fazem-se sentir nas pessoas, traumatizando-as, neurotizando-as, gerando toda a sorte de enfermidades.

Deverá ser eternamente assim? Não haverá uma saída? Vejamos.

Se a vida nas palpitantes urbes apresenta uma série de inconvenientes, em contrapartida oferece uma gama valiosíssima de experiências, impossíveis de serem encontradas em outros lugares. A experiência traz consigo um conhecimento real, comprovado, não haurido livrescamente. A fonte maior dessas experiências é o relacionamento humano. Através do relacionamento promove-se um importante e rico intercâmbio de valores culturais, morais e espirituais. Só assim tomamos conhecimento e sentimos mais intimamente os problemas dos outros. O contato com os seres humanos faz-nos recordar sempre a humanidade existente dento de nós mesmos. Nós podemos prescindir disto, a menos que sejamos frios e duros blocos de concreto, como os que compõem a paisagem cinzenta das megalópoles.

Em o “Conceito Rosacruz do Cosmos” Max Heindel assinala que a “única salvação é o conhecimento aplicado”. Se a cidade grande enseja multivariadas experiências – e decorrente conhecimento – por que não aproveitamos as mesmas para humanizá-la, tornando-a um lugar aprazível, mais habitável? PODEMOS E DEVEMOS FAZÊ-LO.

O homem isolado é uma impossibilidade. Não podemos fugir à interdependência no relacionamento diário. Este enfatiza a necessidade e mar o próximo, mormente porque o próximo dos outros somos nós mesmo. A competição desenfreada, o temos de ser passado para trás, a pressa em fazer alguma coisa ou chegar a algum lugar, tão característicos dos grandes centros, promove uma angustia devoradora. Afinal o h homem é uma vítima da cidade, ou de si mesmo?

O ser humano descarrega sua insatisfação acusando uma cidade de ser desumana, quando, realmente, ele é que a torna assim pela sua vivencia egoísta. Nós a envolvemos com nossos sentimentos e pensamentos, e estes, em sentido coletivo, imprimem-lhe as características básicas, gerando inclusive seu destino. A cidade em que vivemos, é, de certo modo, uma soma do que somos. A menos que, pensemos e ajamos sempre visando o bem comum, continuaremos a fazer parte da “indesejável” paisagem do lugar em que vivemos.

Uma comunidade urbana é, em essência, algo maravilhoso. É o campo de evolução onde os seres humanos coexistem em torno de necessidades, de ideias e ideais. As experiências que ensejam devem, antes de mais nada, apurar a sensibilidade de seus habitantes em relação às suas belezas e aos anseios do próximo. A experiência deve conduzir o homem à maturidade. Mas, é mister identificar este termo no seu sentido mais profundo. “Alcançar a maturidade”, como definiu Weissman, não significa envelhecer. É passar da arrogância, cavadora de abismos, para a humanidade unificadora; da indiferença para o amor; da inveja para a gratidão; da insegurança para a tranquilidade. É aumentar em si os impulsos construtivos, livrando-se dos sentimentos destrutivos.

Assim a maturidade há de acompanhar a purificação de sentimentos, tornando-nos verdadeiramente cristãos na vida comunitária.

Amemos nossas cidades, amando e servindo seus habitantes.

Editorial da revista Serviço Rosacruz, maio de 1976

03/04/2019

Sobre a Extraordinária Vida Crística de uma Veterinária Ateia

por Jonas Taucci
Talvez por trabalhar a anos em pesquisas de livros, com catalogação aproximada em torno de um milhão cento e quinze mil, em vários idiomas, uma amiga de minha família procurou-me recentemente, contando haver um sério problema com sua filha:

- Ela é formada em veterinária, vegetariana, possui sua clínica e consultório próprio, atende também - uma vez por semana – gratuitamente. Participa de trabalhos voluntários para cuidar de animais abandonados.

Possui ainda o projeto de criar um “hospital vegetal”, onde cuidará de árvores, plantas, flores definhadas etc., com música (!), terra adubada, luz solar, água energizada com instrumentos musicais, poda e... amor.

É uma ótima filha, irmã, esposa, mãe e amiga, sempre dedicando sua vida ao auxílio dos desassistidos, visitando enfermos em hospitais. Contudo, ela é ateia. Você teria algum livro para me indicar, nas áreas religiosa, espiritualista ou esotérica para que eu possa dar lhe dar? Estou preocupada!

Respondi a esta senhora, que sua filha é um exemplo para toda a humanidade, e deixo claro que não estou promovendo qualquer apologia ao ateísmo, contudo as palavras de Cristo (Mateus 7:21), determina o tom:

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”.

Vivemos em uma época em que, “meia dúzia de toques” em nosso celular, nos levará a várias religiões, seitas doutrinas, e – para nós, aspirantes rosacruzes - a todos os livros escritos por Max Heindel.

Conhece-los, nos fará alcançarmos o nascimento de nosso Cristo Interno?

Absolutamente, não.

Em Cartas aos Estudantes Max Heindel nos diz:


Impactante a frase do Sr. Heindel?

Aqui – também – nenhuma apologia a não se ler, mas o que estamos efetivamente fazendo com o conhecimento lido? Satisfazendo nosso apetite intelectual?

O profeta Jeremias (650 A.C. – 586 A.C.), nos revela uma das mais sublimes exaltações que existe com respeito ao nosso Eu Superior, sua expansão em nosso ser, e consequentemente o nascimento do Cristo Interno.

“Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde, e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto”. (Livro de Jeremias 17:08).

Basta - apenas - substituir a palavra “Senhor” por “Eu Superior”, e teremos uma citação iniciática:

“Bendito o homem que confia no seu Eu Superior e cuja esperança é o seu Eu Superior. Porque ele (o Eu Superior) é como a árvore plantada junto às águas, que estende suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde, e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto”.

*** Bendito, bênçãos ao homem que confia e deposita esperança em seu Eu Superior: a prática do que se aprende.

*** Torna-se sempre alimentado pela iluminação, estendendo essa luz a todos seus corpos (denso, vital, de desejos e mente).

*** Este, não receia quando se aproxima as adversidades, pois confia em sua origem divina, sabedor da existência das leis do renascimento, causa/efeito e principalmente sua prerrogativa epigenética.

*** Mesmo em períodos difíceis, não abandona sua assistência aos seus semelhantes e demais reinos da natureza.

*** Agindo desta forma, produz – internamente – frutos doces e saborosos (o desenvolvimento espiritual).

Um dos maiores sintomas da ignorância constitui-se na ilusão do conhecimento.