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09/09/2026

LIBRA: Sua balança, nossas escolhas

Por Jonas Taucci 

“Livre arbítrio não está relacionado em fazer o que quiser a alguém, mas a faculdade de fazê-lo na forma que deve ser feita, de uma maneira justa. Nisto reside, de fato, a liberdade” (MacDonald).

O caminhar do Sol pelo signo astrológico de Libra nos oferece um profícuo tema para reflexão: o equilíbrio entre mente e coração que deve ser aplicado em nossos pensamentos, dizeres e ações. Esta tríade passa pelas nossas escolhas e opções galgadas, sempre, em nosso livre arbítrio.

Nisto consiste a pauta deste mês.


A liberdade que conquistamos por obedecer a lei, constitui-se de grande importância e se optamos por obedecê-la, ela não nos será tolhida e sem dúvida, ser licencioso e insultar as leis da Terra e outras pessoas, fará que percamos nossa preciosa liberdade. O objetivo destas leis constitui-se em dar o direito a sermos livres para a consecução de nossas atividades com segurança.

Também torna-se importante considerar as Leis Divinas, pois elas pavimentam a evolução. Estamos num estado de constante mudança neste sentido e o discernimento entre o justo e injusto, pode mudar o rumo em nossa caminhada espiritual: não há pausa ou descanso no caminho que nos conduz ao nosso Cristo Interno.

Ao compreendermos o que seja correto, devemos trabalhar para com este objetivo e nosso trajeto não será permeado por repetidos erros e também não teremos muito o que corrigir. Desta forma, utilizaremos nosso tempo na Terra trabalhando por uma liberdade de espírito.

Quando um ego está em vias de renascer na Terra, se lhe permite optar (exercer o livre arbítrio, atributo que possui uma dimensão além deste plano físico) entre distintas vidas, sendo apresentado a ele seus fatos principais. Contudo uma vez feita a escolha, não há como ser alterada a opção para a próxima vinda (e vida) na Terra.

Aqui importantíssimos fatores a serem considerados e que não devem ser passado desapercebido: poucas pessoas possuem o desenvolvimento espiritual de, aqui na Terra, possuir a lembrança das vidas optativas que lhe foi mostradas no Terceiro Céu e a que escolheu por renascer na Terra.

Existe a possibilidade – sim - de ao serem mostradas as opções do nosso próximo renascimento (e seus principais fatos) termos optado por uma de íngremes lições e provas, com a finalidade de aprendizado evolutivo.

Isto atesta de que – escolhemos sim – determinadas situações (que podem ser as duras e difíceis) em nossa atual existência por aqui: livre arbítrio, sempre presente. Algumas “abrasadoras travessias pelo deserto” que passamos em certos momentos de nossa vida, não estão necessariamente relacionada como colheita pelo que fizemos em vidas pretéritas, mas como experiências que optamos no Caminho Espiritual.

Max Heindel nos fala (Conceito Rosacruz do Cosmos – capítulo III, O Homem e o Método de Evolução – parte O Terceiro Géu): “Depois de algum tempo, vem o desejo de novas experiências e a contemplação de um novo nascimento”.

Isto invalida argumentos de quem afirma não terem pedido para nascer e valida que postulamos, sim, por experiências na Terra.


Reiterando, Grandes Inteligências selecionam certo número de possíveis existências futuras para um ego: estas lhe são mostradas quando está pronto para renascer na Terra. Este, escolhe as que estão disponíveis no tempo certo deste novo renascimento (nosso Tema Natal) e frequentemente estas opções existem em grande quantidade.

Uma vez feita a escolhe o ego seguirá a diretriz optada, mas não nos deixemos enganar pela ilusão de que o destino decreta a que pratiquemos o mal, pois as Leis Divinas SEMPRE trabalham para o bem e o mal praticado numa vida é o primeiro que se purga após a morte física: somente tendências permanecem. Aversões de praticar uma maldade são consequências do sofrimento vivenciado na Região Purgatorial. A isto, damos o nome de consciência.

Não existe – NUNCA – a obrigatoriedade de fazer o mal, quer por configurações astrológicas, destino ou o nome que se dê a isto. Jamais somos destinados a praticar danos a quem quer que seja e se o fizermos, estará sendo por uma opção nossa. Somos plenamente livres para termos escolhas e justificar desvios de conduta por aspectos astrológicos, representa grave erro.

Também vale ressaltar que os Ensinamentos Rosacruzes são totalmente gratuitos para aqueles que desejarem conhecê-los: filosofia, astrologia, cursos, palestras etc.. e cobrar, lucrar de forma financeira (atualmente o receber pelo monetizar) ou demais formas de remuneração, estão completamente fora dos Princípios Rosacruzes (Max Heindel Ensinamentos de Um Iniciado – capítulo XXVI A Jornada no Deserto).

Procuremos assimilar também o fato de que devemos nos esforçar por “viver a vida”, envoltas em virtudes pautadas naquilo que Cristo nos ensinou, que sabemos e deliberadamente, muitas vezes, deixamos de fazer.

Viver a vida brota do livre arbítrio e manifesta-se como uma ação original, não existente anteriormente e criada por cada um de nós, formadora da base na evolução da Onda de Vida dos Espíritos Virginais.

Os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental promulgam a liberdade pessoal de cada um e ninguém deve – é deveras orientado – a seguir mestres, guias, professores etc. (“do lado de cá e de lá”). Devemos cultivar e praticar nossos Preceitos Altruísticos Internos. Aqueles que aspiram galgar esferas elevadas, não podem depender de outrem (físicos ou não). Somente teremos crescimento espiritual quando não nos apoiarmos em terceiros e cultivarmos nossa Fortaleza Interna, emancipando-nos.

Devemos, também, assumir responsabilidades.

Após a Idade Atlante a humanidade adentrou numa fase evolutiva livre e não mais guiada enfaticamente por Divinas Hierarquias, tendo assim de aprender a ser independente, tomar decisões e conduzir-se por si própria.

Desta forma, muita responsabilidade foi colocada nos ombros de cada membro da humanidade, com o intuito de emancipá-la de qualquer dependência externa de mestres, guias etc. assumindo desta forma decisões próprias e isto é inevitável para aqueles que desejarem galgar degraus na Luminosa Escada que conduz a esferas elevadas de espiritualidade. Não existem elevadores rápidos.


No início de nossa evolução, vivíamos numa “pacífica ignorância”, atrelada a não termos liberdade de ação, já que éramos guiados por Grandes Hierarquias onde, gradualmente para nos auxiliar, lentamente foi “soltando as mãos” da humanidade (cada um de nós, em vidas passadas), tal qual os pais fazem para com os filhos, objetivando ensiná-los a andarem por si mesmos.

Para tornar vivos nossos poderes latentes espirituais, devemos trabalhar e – concomitantemente – orar, pois desta junção manteremos o vínculo, contato e conexão com os Mundos Superiores e receberemos a fortaleza necessária para seguir adiante.

Nosso desenvolvimento, nesta atual fase da evolução, está indissoluvelmente atrelado a iniciativas pessoais epigenéticas que passa pelo serviço abnegado para com a humanidade e demais Ondas de Vida que possuem a Terra como campo evolutivo e isto requer ser livre.

O aspirante dedicado e sincero para com os Ensinamentos Rosacruzes sabe que o maior usurpador de sua liberdade é ele mesmo sendo escravo de seu Eu Inferior (principalmente egoísmo). Paulo nos exorta: “Porque o bem que desejo fazer, me omito e o mal que não desejo praticar, o faço”. (Romanos 07:19).

Esta passagem bíblica está revestida do embate Eu Superior x Eu Inferior ou Joio x Trigo mencionada nos Evangelhos por Cristo.

Evidente que todos nós queremos um alargamento espiritual de nosso Eu Superior que dê nascimento ao Cristo Interno. Grandes Inteligências nos Mundos Superiores também querem esta nossa subida pela Escada Luminosa.

Muito mais do que nós!

Elas sempre estão prontas a nos auxiliar, sem interferir em nossa liberdade e decisões, na Senda Evolutiva.

Contudo não nos esqueçamos de que escolhas e decisões são - SEMPRE – nossas.


OBSERVAÇÕES:

Artigo baseado na Lição Mensal do Estudante da The Rosicrucian Fellowship – Julho de 1956 (Liberdade, o Direito de Ser Livre), e palestrado por este colaborador em setembro de 1988 nos Centros Rosacruzes de São Paulo e Santo André. A citação, no início desta Lição, nos direciona a George Macdonald (1824-1905) religioso, poeta e escritor escocês. Vários de seus dizeres constam em muitas Lições e artigos da revista Rays from the Rose Cross. Foi autor de uma quantidade significativa de livros direcionados a várias faixas etárias (infantis, juvenis e adultos) abordando o respeito para com a natureza, animais, plantas etc..

Suas obras influenciaram, assumidamente, renomados escritores como J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis que nunca ocultaram terem “bebido da literatura de Macdonald”.    

Fica como sugestão alguns de seus trabalhos literários onde a busca do desenvolvimento espiritual - revestida em alegorias - pode ser vislumbrado pelo aspirante rosacruz:

- A Chave Dourada.
- A Princesa Etérea.
- Phantastes.

A referida Lição da The Rosicrucian Fellowship finaliza-se com a exortação:


28/08/2026

O Mito de Scrimmer


A antiga teologia escandinava tinha um mito, segundo o qual, todos os que morriam em campo de batalha (as almas que lutam a batalha da vida valorosamente até o fim) eram levados ao Valhala, onde gozavam da comunhão com os deuses. Mas os que morriam na cama (os covardes, indiferentes e preguiçosos) ou de enfermidade (que se compraziam na prática de atos contrários à Lei), iam ao nefasto Niflheim. No Valhala, os vencedores passavam a alimentar-se esplendidamente da carne de um javali chamado SCRIMNER, que tinha a particularidade de recompor imediatamente os pedaços de carne que lhe cortavam, por mais que lhe tirassem, conservando sempre o corpo intacto e completo.

Scrimner é um símbolo bem expressivo do CONHECIMENTO, pois por muito que dermos do que sabemos aos demais, sempre nos fica o original, aliás reforçado pelo exercício e enriquecido por detalhes que nos vão ocorrendo no esforço de explicação.

Em "Siegfrid, o buscador da verdade" há uma passagem em que ele e seus amigos vão à caçada do javali. Siegfrid persegue e domina o maior deles. Isto significa a maior elevação dele em relação a seus companheiros, pois dominava maior conhecimento.

O símbolo é expressão de uma verdade cósmica e daí ser SCRIMNER tão atual ainda.

Uma parte da humanidade, mercê de seus esforços em vidas passadas, atingiu o privilégio de entrar em contato com conhecimentos superiores, como os ensinamentos transmitidos pelos Irmãos Maiores, em "O Conceito Rosacruz do Cosmos". É um javali de qualidade, à nossa disposição.

Todavia, são ainda poucos os que se tentem atraídos por ela, porque a condição imposta por seu conhecimento à própria consciência do estudante, é a de continuar lutando. para despertar os companheiros que estão dormindo.

Para o estudante rosacruz, o conhecimento é como a fonte que deve correr pelas campinas da vida, fertilizando o mundo e dessedentando pessoas. A água que se estagna, fica poluída e alimenta pestes.

Há pessoas que, mesmo em relação aos conhecimentos superiores como os nossos, se portam como autênticos avaros, para quem o ouro é um fim e não um meio. Essas, anelam ardentemente adquirir conhecimentos e empregam todos os seus esforços para consegui-lo, mas depois o conservam zelosamente. como o avaro, mostrando-o apenas para engrandecer-se. É a sua ruína. pois o conhecimento apenas, infla. Os Irmãos Maiores nos ensinam o equilíbrio entre a mente e o coração, do conhecimento e da virtude, para que ambos se completem e harmoniosamente trabalhem em benefício dos demais Automaticamente, assim, vai se tecendo o "traje dourado das núpcias" de cada um de nós, com o Cristo Interno. Quem procura primeiramente o reino de Deus e Sua justiça, recebe tudo o mais por acréscimo, segundo suas necessidades.

O olho foi feito pela necessidade de vermos a Luz e o aparelho digestivo pela necessidade de assimilarmos e crescermos, Aspiramos o conhecimento e o atraímos; se perdemos a oportunidade sem aprovei-tá la ou a usando mal, responderemos depois por isso, pois, "a quem muito é dado, muito lhe será exigido".

O que não se usa, atrofia, A natureza não admite inatividade. O preço da evolução é o exercício do bem, ou seja a prática. O conheci mento se inclui nessa lei: se não é aplicado, acaba morrendo.

Alguns estudantes, de natureza mística, acham que o conhecimento é dispensável; que a vontade de ajudar e trabalhar pelos outros já nos dá intuição de como realizá-lo. Achamos que o conhecimento ilumina o coração e este orienta o conhecimento para a virtude. Um depende do outro. São os dois polos do servo completo. A verdadeira in-tuição deriva do Mundo do Espírito de Vida da Superconsciência em nós, e pressupõe o desenvolvimento da alma Intelectual, ou seja, do segundo atributo latente em cada homem, do Amor Sabedoria.

Como disse Max Heindel: "O único pecado é a ignorância e a única salvação, o conhecimento aplicado". De fato, VIRTUDE é discernir entre o bem e o mal, preferindo o bem Quem tem virtude realiza o verdadeiro serviço. E o serviço, por corolário, é o que nos leva à realização espiritual.

Talvez não seja fora de lugar transcrever a experiência de Max Heindel, a "prova" a que foi submetido antes que pudesse merecer o privilégio de receber os o ensinamentos contidos em "O Conceito Rosacruz do Cosmos" e tornar-se o iluminado mensageiro dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz. Eis como ele no la conta, em "Ensinamentos de um Iniciado".

“Ignorava que partia para ser submetido a uma prova. Aconteceu quando fui à Europa, em busca de um instrutor. Como supunha, ele realmente era capaz de ajudar-me a avançar no caminho espiritual, mas, quando lhe examinei os ensinamentos até as mais profundas entranhas e lhe fiz admitir certas incongruências que ele não me podia explicar, achei-me no verdadeiro caminho do desespero, preparado para regressar à América. Estava eu sentado no quarto, meditando sobre minha desilusão, quando senti, de repente, que alguma outra pessoa estava presente, e levantei a cabeça. Vi aquele que desde então foi meu Mestre.”

“Com vergonha recordo a grosseria com que lhe perguntei o que queria, e quem o havia mandado ali, pois eu estava profundamente descontente e vacilava muito em aceitar, nas questões que haviam levado à Alemanha”.

“Durante os dias seguintes meu novo conhecido apareceu em meu quarto várias vezes, respondendo a minhas perguntas e ajudando me a resolver problemas que até então haviam sido obstáculos para mim. Porém, minha vista espiritual estava então pouco desenvolvida e nem sempre sob meu controle, de modo que me sentia algo cético a respeito das coisas que ele me explicava. Não poderia ser tudo isso uma alucinação? Discuti essa questão com um amigo. As respostas que me foram dadas, pela aparição, eram claras, concisas e lógicas, no mais alto grau. Limitavam-se sempre e estritamente ao que eu havia perguntado e eram ademais, de uma índole infinitamente superior a tudo que eu era capaz de conceber. Por tais razões, chegamos à conclusão de que a experiência devia ser real”.

“Poucos dias depois meu novo amigo me disse que a Ordem a quem pertencia tinha uma completa solução para o enigma do Universo, de muito mais alcance do que qualquer outro ensinamento publicamente conhecido e que eles mo comunicariam se eu me comprometesse a guardá-lo como um segredo inviolável.”

“Então me dirigi a ele, encolerizado: “Ah! por fim vejo a orelha do diabo! Não! Se tendes o que dizeis e se tal enigma é bom, será bom para o mundo também. A Bíblia proíbe terminantemente que ocultemos a luz e eu não quero fartar-me de conhecimentos, enquanto milhares de almas anelam, como eu, encontrar a solução para seus problemas”. Então meu visitante se retirou e eu tirei a conclusão de que era um emissário dos Irmãos Negros".

“Um mês mais tarde, vendo que não podia obter uma ilustração maior na Europa, decidi voltar, Com esse propósito fui reservar um camarote num vapor para Nova Iorque. Havia muita passagem e tive que esperar um mês para o camarote, Quando voltei à minha habitação, após haver comprado meu bilhete, nela encontrei meu desdenhado Mestre, que outra vez me ofereceu seus ensinamentos, com a condição de eu guardar segredo. Desta vez minha negativa foi bem mais enérgica e indignada do que antes. Mas ele não se foi, senão que disse: “Alegro-me muito de ouvir sua negativa, meu irmão, e espero que você seja sempre tão zeloso na difusão de nossos ensinamentos, sem medo nem súplica, como o foi nesta recusa. Esta é a condição necessária para poder receder os ensinamentos.”

“O modo como recebi instruções para tomar certo trem em certa estação e ir a um lugar do qual nunca ouvi falar, onde encontrei o irmão em carne е osso, соmo fui levado ao Templo (etérico) e nele recebi as principais instruções contidas em nossa literatura, são coisas de bem pouco interesse. O assunto é que, se eu houvesse aceito a condição de guardar segredo de suas instruções, teria sido automaticamente desqualificado para ser mensageiro da Rosacruzes e em tal caso os Irmãos teriam que procurar outro. Assim também, qualquer um de nós se entesourarmos as bençãos espirituais, os ensinamentos superiores que recebemos, seremos provados pela dor. Convém imitar a Terra, na primavera, que tira do seu seio os frutos do espírito, plantados por Cristo durante o inverno.

Só assim receberemos, ano após ano, bençãos mais abundantes e recursos maiores de fazer o bem”.

Aqui termina o relato do Max Heindel sobre sua “prova” e sua advertência a respeito do uso de nossos ensinamentos. Concitamos a todos os caros estudantes e meditarem muito sobre isto e arregaçarem as mangas, cada um fazendo o que puder pela difusão de nossa amada filosofia e praticando o bem que estiver a seu alcance, a fim de que, por exemplos e palavras, possamos todos abreviar o advento da Era da Fraternidade Universal.

publicado na revista Serviço ROSACRUZ de setembro de 1973

12/07/2026

A SAGRADA CELEBRAÇÃO DO TEMPO

 por Jonas Taucci
A imagem acima - "Consolator" de Carl Bloch - utilizada na revista "Rays" de julho de 2003, nos indica o evangelho de Mateus (11:28) onde Cristo nos convida: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei”.

Não há possibilidade – inequivocadamente - de termos uma comunhão com o Maior Iniciado do Período Solar, sem o nascimento de nosso Cristo Interno.

O Ritual Rosacruz do Solstício de Dezembro chancela isto ao proferir que “É um fato sublime nós sermos Cristo em formação; quanto mais cedo nos convencermos que devemos dar nascimento ao Cristo Interno antes de podermos ver o Cristo exterior, mais depressa chegará o dia de nossa iluminação espiritual”.

O estar cansados e sobrecarregados refere-se ao acúmulo de egoísmo, inveja e demais mazelas que abrigamos: o nascimento de nosso Cristo Interno nos aliviará desta condição e a única forma para isto – mesmo em nossas limitações – consiste em procurar vivenciarmos os preceitos que Ele nos trouxe, durante o tempo em que estivermos aqui na Terra. O convite, saibamos, parte de cada Cristo Interno em formação em cada um de nós, a cada segundo de nossas vidas.

Este fator – o tempo – será a pauta deste artigo.


Em seu evangelho (03:23), Lucas nos informa que o Ministério de Cristo teve início após o batismo no rio Jordão, estando ele com cerca de trinta anos de idade.

Não há relatos na bíblia que Cristo tenha sido crucificado com trinta e três anos, porém neste mesmo evangelho (03: 01 e 02), há informações históricas: (Tibério, imperador de Roma), Pôncio Pilatos (governador da Judeia), Herodes (Tetrarca da Galileia) Filipe (Tetrarca da Itureia), Lisânias (Tetrarca de Abilene) e dos sumos sacerdotes Anás e Caifás. O historiador Flávio Josefo em sua volumosa obra, “História do povo hebreu”, corrobora com estas informações.

Conjugados estes personagens, datas e ocupações na história, realmente Cristo foi crucificado com trinta e três anos, perfazendo desta forma o número da humanidade (3X3=9) a que Max Heindel (Conceito Rosacruz do Cosmos, capítulo XVIII parte Constituição da Terra e Erupções Vulcânicas) classifica como sendo o número da humanidade.

Neste tempo de três anos, Cristo ensinou, curou e nos trouxe Seu Evangelho do Amor.


Max Heindel fundou a Fraternidade Rosacruz em agosto de 1909 vindo a falecer em janeiro de 1919. Foram praticamente uma década de seu tempo dedicado a construção de edifícios, correspondência, hidráulica, eletricidade, revista, horta, pintura, alvenaria e muitos outros afazeres. Ainda que auxiliado por Augusta Foss Heindel e outras pessoas mencionadas no livro “Memórias sobre Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz”, nos ombros deste pioneiro coube dedicar – integralmente – seu tempo nesta Obra.



O artigo abaixo, refere-se a um resumo e síntese da Lição Mensal do Estudante da The Rosicrucian Fellowship, Junho de 1971 “O Pleno Uso do Tempo” palestreada nos Centros Rosacruzes de Santo André, São Paulo e Penha no mês de julho de 1988, ocasião do 123º aniversário de nascimento de Max Heindel, por este colaborador.


O tempo encontra-se entre nossos maiores bens na Terra, contudo também está entre os mais mal-empregados pela humanidade. Se a maioria de nós gastássemos dinheiro, água, combustível, etc. da mesma forma que desperdiçamos o tempo, nos espantaríamos ante a perda resultante. Existe ainda o agravo de não se estar consciente disto

O alimento e outros produtos que consumimos ou utilizamos são finitos; quando se esgota compramos mais, repondo-os de uma forma econômica e consciente das necessidades. O tempo, este não há como repor. Portanto, não nos preocupa gastá-lo como em eletricidade etc. Caso teríamos de pagar por minutos, horas e dias de nossas vidas, certamente o utilizaríamos de uma forma mais sábia.

A famosíssima frase “matar o tempo”, é considerada normal dentro do vocabulário de praticamente todos os povos da Terra. Significa – de forma literal – desfazer do tempo; que ele passe (por quaisquer meios), simplesmente com a finalidade de que um momento posterior possa ser mais rapidamente alcançado, sendo de pouca importância como se transcorra o intervalo que se interpõe.

Frequentemente nos queixamos da “curta duração do dia”, taxando-lhe como de não ser suficiente para com nossos afazeres.

Max Heindel (Filosofia Rosacruz em P&R – volume I resposta à pergunta 49), nos fala da inexistência do tempo nos Planos Superiores. Também o fundador da Fraternidade Rosacruz nos exorta que o tempo é importantíssimo em nossas vidas aqui na Terra:

“Recordamo-nos da preciosidade do tempo e da responsabilidade de como utilizá-lo no melhor proveito para o nosso crescimento anímico, somos responsáveis pelo que temos feito, pelo que deixamos de fazer, numa extensão muito maior do que aqueles que não estão familiarizados com o conhecimento dos propósitos de Deus, o qual nos foi outorgado através dos Irmãos Maiores”. (Carta aos Estudantes # 96 - Aumentar a Vida do Arquétipo).

Jamais haveremos de assimilarmos nossas lições na Terra se não empregarmos sabiamente o tempo e uma ótima sugestão para avaliar se estamos – ou não – utilizando-o desta forma, consiste na plena realização do exercício noturno da retrospecção.


Não se torna fator único utilizar o tempo (para nosso benefício e da humanidade) com ações unicamente físicas, ainda que isto seja muito louvável.


Nos momentos em que estamos nos transportes públicos, aguardando algum atendimento, ou mesmo em casa após termos concluído nossas lidas, podemos, na medida do possível, direcionar nossas orações e vibrações a pessoas necessitadas. Noticiários nos informam diariamente dos mais variados acidentes, conflitos bélicos, catástrofes etc. pelo mundo. Se direcionarmos pensamentos de luz para estas pessoas e locais, estaremos realizando um inestimável bem a elas.

Tais vibrações rodeiam todas estas situações e pessoas, envolvendo-as de fortaleza quando mais necessitam. Há uma possibilidade enorme de nossas orações serem exatamente o que elas necessitam para restaurarem suas esperanças.

Lucas (10: 38 a 42), nos fornece uma verdadeira SAGRADA CELEBRAÇÃO DO TEMPO.

Relata sobre Marta, que hospedou Cristo em sua casa, sendo que tinha uma irmã de nome Maria. Esta - aos pés do Mestre - dedicava seu tempo em ouvi-lo, conquanto Marta ocupava-se de outros afazeres.

Eis aí uma pérola de ensinamento à Luz dos Ensinamentos Rosacruzes para assimilarmos: Maria sintoniza seu tempo com Cristo e Marta o perfila com a materialidade. Há um fator – essencial – nisto que devemos desenvolver em nosso íntimo: provavelmente muitos de nós, se dadas duas opções (ouvir Cristo ou ocupar-se de outras tarefas), optaria pela primeira.

Antes de ouvirmos o Maior Iniciado do Período Solar, saibamos que os desassistidos são “Cristos”, a eles devemos ouvir, doarmos nosso tempo, auxiliando-os e servindo a Divina Essência neles oculta, o que constitui a base da fraternidade (Ritual Rosacruz – Serviço Devocional).

Mateus, em seu evangelho (25:31 a 46) informa que Cristo exortou que o estaremos servindo todas as vezes que fizermos isto para com a humanidade.

Diariamente nos deparamos com “Cristos”.Lhes damos nosso tempo?

Não há como pular etapas: apenas ouviremos Cristo depois de ouvirmos os necessitados.

O pleno uso do tempo requer discrição, direção e meta, a qual deve dirigir-se nossos esforços.

Ele também constitui-se no propósito de sentirmos a alegria da meditação, do encontro entre amigos verdadeiros, de observarmos o sorriso das crianças e da pequena flor silvestre.


Neste mês, dediquemos alguns instantes de nosso tempo, em gratidão (a mãe de todas as virtudes) a Max Heindel, por ocasião de seu 161º aniversário de nascimento.


Foto por Gabriel Meneghello, sobrinho deste colaborador

06/06/2026

UM HOSPITAL DE PLANTAS E FLORES: OS ESPÍRITOS DA NATUREZA

Por Jonas Taucci

Em seus sucessivos renascimentos na Terra, a humanidade trabalha com as formas externas e não possui a consciência do “outro lado da vida na natureza” que se constitui no interno e oculto para a grande maioria; perdeu-se a clarividência que em um remoto passado podia ver os Espíritos da Natureza e trabalhar conscientemente com eles.


Atualmente somente uns poucos possuidores da visão etérica positiva possuem esta faculdade. Há os que retem a clarividência negativa de vidas passadas e outras, todavia, que desenvolveram esta aptidão de forma positiva nesta época contemporânea.

Com o transcorrer dos anos, décadas e séculos, haverá nascimento de muitas pessoas dotadas da clarividência positiva e as possuirá mesmo na idade adulta, já que as crianças - até uma certa idade -, vê, conversa e brinca com determinados Espíritos da Natureza, que vivem na Região Etérica de nosso planeta, e esta constitui-se o “lado interno da matéria”.


Dentro de poucos séculos esta visão – uma extensão da visão física - será um patrimônio na maioria da humanidade.


Estes Espíritos da Natureza realizam trabalhos importantes nas profundezas da terra e sua superfície, plantas, flores, oceanos, rios, ar, água, fogo etc.. Este labor, realiza-se sem que a maioria da humanidade o saiba.Abaixo, um simples bosquejo deste trabalho.


GNOMOS:Suas atividades estão relacionadas, na grande maioria, com o Éter Químico e Max Heindel nos informa que seus corpos são formados, principalmente, deste Éter. Trabalham no elemento terra, pintando as flores, dosando a clorofila na medida certa e adequada no Reino Vegetal, talham os cristais e vivem, aproximadamente centenas de anos, envelhecendo de uma forma não muito diferente dos seres humanos, o que resulta em figuras, animações e desenhos de gnomos das mais diferentes faixas etárias: de jovens a idosos.


FADAS: Pertencem, na realidade, ao grupo dos gnomos, também como campo de ação o elemento terra e - sob a instrução da Onda de Vida Angélica que lhes indicam imagens arquetípicas - realizam seus trabalhos na natureza, com predominância nas flores. 



ONDINAS: Formada em sua grande maioria pelo Éter de Vida, trabalham no elemento água: mares, oceanos, rios, lagos etc. Provavelmente a crença nas sereias originou-se delas. O escritor português Luiz de Camões (1524-1579) em sua monumental obra “Os Lusíadas” faz menção às Tágides, habitantes do rio Tejo em Portugal. As ondinas coordenam o ciclo de evaporação da água em sua liberação como chuva. Vivem mais que os gnomos.



SILFOS: Seus campos de atividades, são o ar, vento, atmosfera. Seus corpos são compostos, em sua maioria, do Éter Luminoso. Os silfos mais graduados coordenam o deslocamento de nuvens e suas robustas faces modelam, momentaneamente, desenhos e figuras nestas nuvens, como que esculturas. Os membros de menor evolução dos silfos, conduzem lufadas e correntes de ar que percorrem a Terra. Vivem milhares de anos.



SALAMANDRAS: Seus Corpos estão compostos, principalmente, do Éter Refletor em conjunto com o Éter Luminoso, a que foi chamado de ”Luz Astral” pelo médico, alquimista e astrólogo suíço Philippus Aureolus Theophastus Bombastus Von Hohenhein (1493-1541), mais conhecido por Paracelso.  Max Heindel o cita em A Mensagem das Estrelas. As salamandras trabalham com o elemento fogo e o calor, sendo também associadas com a eletricidade e as forças magnéticas da Terra. Suas atividades são, principalmente, subterrâneas; erupções vulcânicas e correntes de lava, Nenhum fogo possui a possibilidade de ser acesso sem as salamandras. Em relâmpagos nos céus – para os que possuem a visão etérica – elas podem ser observadas. Não há dúvidas que existem uma quantidade enorme de suas utilidades, advindos do fogo e calor. Desta forma, as salamandras possuem um papel vital e construtivo na evolução da Terra. Vivem milhares de anos, e alguns clarividentes positivos relatam que algumas  delas possuem a forma de lagartos ou labaredas de fogo.



Não somente em nosso plano físico a vida pulsa, mas em todo universo.


As características dos referidos Espíritos da Natureza acima, estão alicerçadas – resumidamente - numa série das Lições Mensais do Estudante da The Rosicrucian Fellowship, durante os meses do ano de 1969, intituladas “Os Habitantes dos Planos”.


Ainda que louváveis os avanços das últimas décadas sobre a preservação da natureza, biomas e meio ambiente (mais comentados do que aplicados), através de leis governamentais, estamos distante de uma situação em que o amor pela natureza, brotará (sem nenhum trocadilho...) do íntimo de cada ser humano  e substituirá  as Leis Ambientais decretadas pelo homem.

  

Aqui, um exemplo.


Cristovam Martins foi um probacionista que durante muitos anos frequentou o Centro Rosacruz de Santo André. 

Morador deste mesmo município, possuía nos fundos de sua casa uma varanda com muitos vasos dos mais diferentes tamanhos; estes abrigavam as mais variadas plantas e flores. Alguns estavam em mesas, outros pendurados em árvores frutíferas e outros ainda em prateleiras.


Na entrada desta varanda, havia uma placa com dos dizeres “Hospital de plantas e flores - Atendimento Gratuito” envoltas em aleatórias notas musicais desenhadas.


Em uma mesa, havia um “aparelho estereofônico” que reproduzia discos de vinis (os conhecidos - à época - Compactos e Lps) e um gravador portátil para fitas K-7, com idêntica função.


Algumas destas plantas e flores eram suas e de sua esposa. A grande maioria, não.


Durante muitos anos este probacionista manteve uma determinada atividade, voluntária e gratuita.


Tudo iniciou-se quando um vizinho o informou possuir em sua casa, uma planta que se encontrava em precárias condições: ressequida, murcha e com folhas despencando.


Nosso amigo probacionista solicitou então que ele trouxesse a planta – que estava num vaso – para sua residência, e algumas semanas depois a devolveu com a maioria das folhas viçosas, caule ereto e brotos despontando.


Ao ser indagado como conseguiu isto, informou:


Pintara várias garrafas de vidro – incolor - de verde. Dizia ser esta a cor da clorofila, o pigmento encontrado nas plantas que é responsável por captar a  luz solar para realização da fotossíntese, num resumo básico. Afirmava também que Max Heindel e Augusta Foss Heindel associam esta cor com o signo zodiacal de Câncer; o primeiro dos signos aquáticos, num maravilhoso gráfico da relação signos/regentes/metais/cores (A Mensagem das Estrelas – Capítulo III – Você nasceu sob uma boa estrela?).

 

Após isto - estando as garrafas secas - introduzia nas mesmas água para deixá-las, na parte matinal, expostas ao Sol, por algumas horas, tampadas. Depois, eram levadas para sombra com o objetivo de voltaram à temperatura ambiente. Seu estoque destas “garrafas verdes com água”, era considerável.


Constantemente, Cristovam Martins regava as plantas, contudo, nos dias em que a Lua transitava por signos aquáticos (Câncer, Escorpião e Peixes) o fazia com água das garrafas.


Entrementes, seu aparelho estereofônico ou gravador executava músicas, predominantemente do Período Barroco, inundando a varanda (Hospital de plantas e flores) de composições maravilhosas.


Este concerto musical era intercalado com o chilrear de vários pássaros, pois nosso amigo probacionista colocou vários bebedouros em sua varanda o que resultou na visita diária destes amigos alados. Havia também um chafariz, não muito grande, que  recebia igualmente a visita destes cantores.



Nosso “doutor de plantas e flores”, diariamente, monologava com elas (da mesma forma que seres humanos “falam” com determinados animais: cães, gatos etc.) dizendo-lhe que elas eram importantes para o vaso, para a terra que dava sustentáculo para a sua raiz, importante também para o ar, humanidade e a natureza.


Este “tratamento” dado para com o Reino Vegetal, foi logo divulgado pelo amigo de nosso irmão probacionista, aos vizinhos, amigos e parentes.


Desnecessário dizer que a partir disto, muitas plantas e flores “adoecidas” foram levadas à casa de Cristovam Martins, onde a grande maioria foi recuperada e uma minoria não, talvez num paralelo aos enfermos animais e pessoas que são levadas para as clínicas veterinárias e médicas, respectivamente.


Esta foi a origem do Hospital de plantas e flores, que jamais nosso amigo e irmão probacionista cobrou, sendo mantido em atividade por longos anos.


Ao devolver as plantas ou flores para seus donos – recuperadas - lhes dava uma folha de papel onde lia-se:


“Comparemos o homem com a flor e perceberemos, então, a grande importância e significado deste emblema, O homem toma seu alimento pela boca, de onde desce. A planta recebe o alimento pelas raízes, forçando-o para cima, O homem reveste seu amor de paixão e tem os órgãos da geração voltados para a terra, escondendo-o com vergonha devido a essa mácula de sua paixão. A planta desconhece a paixão, e realiza a fecundação de maneira mais pura e casta, isto é, ela projeta seus órgãos geradores, a flor, para o Sol,  um espetáculo de rara beleza.  O homem, decaído e passional, exala o mortífero dióxido de carbono, enquanto a casta flor inala esse veneno, transmuta-o e devolve, puro, doce e perfumado, um fragrante elixir da vida”. (Max Heindel - Iniciação Antiga e Moderna – capítulo A Sagrada Glória de Shekinah – parte  A Lua Cheia como um fator de crescimento anímico).

    

Este trabalho realizado por Cristovam Martins, nos faz recordar o Livro de Salmos (capítulo 121), onde podemos – também - entendê-lo revestido da astrologia:



Fica também como informativo – e registro histórico - onde por muitas décadas, farmácias (!) distribuíam no início de cada ano, de forma gratuita, os famosos Almanaques (geralmente patrocinados por determinadas marcas de medicamentos), com diversos assuntos abordados: receitas culinárias, curiosidades geográficas, palavras cruzadas, estórias infantis, etc. Havia ainda uma seção de jardinagem e agricultura, onde as fases da Lua estavam associadas ao plantio, poda e colheita. 



Max Heindel, Filosofia Rosacruz em P&R volume II – Pergunta 108 nos fala das influências astrológicas sobre o Reino Vegetal  e que foi publicado no blogue Rosacruz e Astrologia (veja aqui) 


Sobre música, luz e cor, a vasta literatura rosacruz fornece pérolas de ensinamentos do ponto de vista oculto.


O fundador da Fraternidade Rosacruz, em sua obra Ensinamentos de um Iniciado (capítulo XXIV - O Arco Nas Nuvens - veja nota em sugestões para leitura), faz menção a um livro (“Princípios da Luz e Cor” de autoria do médico americano Edwin D. Babbitt que viveu entre 1828-1905). Trata-se de um fabuloso tratado oculto sobre luz, cores e suas propriedades.

O Sr. Heindel classifica este livro como interessante, outorga a qualificação de clarividente para seu autor e que esta obra, após ser lida, o fez incursionar-se na Memória da Natureza para investigações sobre o referido assunto, como ele mesmo relata em seu livro.


Cristovam Martins, ao tomar conhecimento disto, utilizou-se da EPIGÊNESE para inaugurar o “Hospital de Plantas e Flores” que, absolutamente, brotando (mais uma vez sem trocadilhos...) de seu íntimo colaborou na preservação das mesmas e certamente também no trabalho realizado pelos Espíritos da Natureza.


Dizia sempre que o aspirante rosacruz não deve acomodar-se na aquisição dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental. Há que se ter um propósito nisto: que eles se tornem algo vivente em nosso interior, que neles haja movimento, atividade e ação, direcionados a nos tornarmos servidores da humanidade e a todas as Ondas de Vida que na Terra possuem seus campos de evolução.


Nosso amigo probacionista também enaltecia o trabalho realizado, por alguns anos, na Sede Mundial (Oceanside) pelo Monte Ecclesia Sanitarium: pessoas lá se instalavam por dias, semanas ou meses para o tratamento de certas enfermidades, com o devido acompanhamento de enfermeiras e médicos graduados. Alimentação vegetariana, hidroterapia, fisioterapia, cromoterapia, termoterapia e diatermia com ondas curtas eram utilizados. Na obra Memórias sobre Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz de Augusta Foss Heindel,há este relato (Terceira Parte -O trabalho em Mount Eclésia e os novos prédios - O Sanatório de Monte Eclésia).



 Cristovam Martins possuía outras (maravilhosas) particularidades. Com calçados apropriados era um entusiasta da dança sapateada: sincronizava músicas, sons das batidas dos sapatos no chão e performance corporal que a todos encantavam nos remetendo a Elman Bacher em sua obra Estudos em Astrologia - volume VI capítulos VII (A Dança) e VIII (A Música). Era também um "rádio amador" (rede de comunicação com equipamento condizente que ele possuía) e, até onde tenho conhecimento, pioneirissimamente divulgava os Ensinamentos Rosacruzes entre os anos 60 e início da década de 80 desta forma.



Muita saudade Cristovam Martins deixou aos que lhe conheceram. Certamente também no Reino Vegetal e Espíritos da Natureza...




SUGESTÕES DE LEITURA

1 - O Arco nas Nuvens (Cap. XXIV de Ensinamentos de um Iniciado) também foi pubicado em formato de folheto pela TRF e traduzido pelo Centro de São Paulo. Você pode ver aqui
2 - Revista Rays from the Rose Cross, da TRF : Meses: abril, maio, agosto e novembro de 1933, onde o artigo "As Cores Cósmicas e suas Influências" com autoria de Elois J. Jenssen, nos transmite uma profunda compreensão sobre o assunto.
3 - Revista Rays from the Rose Cross, da TRF: Junho de 1933, artigo " Musicoterapia". A importância da música nos hospitais, saúde, presídios e muitas outras áreas. Também na evolução da humanidade. Os artigos acima descritos, foram traduzidos e palestrados no Centro Rosacruz de São Paulo, em 1982
4 - A Vida Secreta das Plantas (Peter Tompkins e Christopher Bird).
5 - A Vida Secreta das Árvores (Peter Wohlleben).


02/05/2026

O Renascimento tem Duas Fases


A necessidade de renascimento tem duas fases, uma física e uma espiritual. Se os componentes minerais de nosso corpo não se cristalizassem, e assim fosse pois possível conservar-nos jovens e flexíveis durante milhões de anos, não nos seria necessário renascer. Poderíamos aprender as lições da vida durante uma sequência indefinida de anos. Mas devido à nossa ignorância e abuso de nosso corpo, ele não dura em média mais que setenta anos, e, em muitos casos não mais que a metade da idade acima. Portanto, se tivéssemos somente uma curta vida de 30 ou 40 anos, não seríamos capazes de aprender todas as lições que nos são ensinadas em nosso meio. Isto seria pois, um desperdício de energias. Nós, como seres humanos, não pensamos em construir uma escola modelo e equipá-la com todo o material necessário, para ensinar alunos e graduá-los depois de apenas um dia de aulas. Isso seria exatamente semelhante a um sistema cósmico que exigisse a presença dos alunos nas escolas da vida durante somente um dia-vida. Quando termina o primeiro dia de aulas, os alunos são enviados ao lar a fim de assimilar a lição e preparar-se para a aula do dia seguinte, isso durante muitos dias e anos.

Do mesmo modo, as Hierarquias Divinas que guiam nossa evolução enviam-nos à Escola na Terra cada dia-vida. Ao terminá-lo, somos chamados ao nosso lar celestial para descansar e prepara-nos para a aula do seguinte dia-vida. Se o período escolar fosse de apenas. um dia, seria impossível a um professor fazer entrar toda a sabedoria a ser ensinada na escola, na cabeça de qualquer aluno, mesmo que ele fosse um gênio. Mas, essa mesma sabedoria, ao ser ministrada em muitos dias sucessivos, durante anos e anos, consegue ser captado pelo mesmo aluno, Semelhantemente acontece na escola da vida: a sabedoria e o amor cósmicos não podem ser ensinados em pouco tempo. Leva muito tempo, pois as qualidades divinas não são cogumelos que crescem durante uma noite. Elas assemelham-se ao carvalho vigoroso que exige anos para desenvolver-se, porém seu vigor e força não são nem remotamente aproximados pelo cogumelo.

Além disso, a constituição e condição dos mundos espirituais tornam-se desproporcionais às fases de progresso que o homem deve aprender no mundo físico. Atualmente, o homem está desenvolvendo a mente pelo uso do pensamento correto, que deve ser transformado em ação correta, e isso pode ser feito mais apropriadamente num reino onde as condições sejam fir-mes e rígidas. Quando um inventor visualiza uma máquina ou um aparelho, ele pode trabalhar esplendidamente, em sua mente, porém as rodas que giram maravilhosamente no mundo mental (onde a interpenetração é lei), muitas vezes. atrapalham umas as outras quando o modelo físico é feito. Isto mostra que seu pensamento estava errado, e é obrigado a trabalhar e corrigir o projeto ou a abandoná-lo. Assim as condições físicas agem como um corretivo, e mostrando os enganos tornam possível a evolução de um pensamento correto que se transformará numa máquina que trabalhe. Da mesma maneira, um homem que empreende um projeto pensa nele em detalhes. e como funcionará. Mas, o desenvolvimento subsequente mostrará que geralmente calculou mal, Desse modo ele verá onde errou, e terá uma oportunidade de corrigir.

Essas coisas não podem ser aprendidas no mundo espiritual, onde se saj pela janela ou pela chaminé tão facilmente como pela porta, pois tudo é fluido e plástico. Sendo divinos, temos infinitas possibilidades latentes; somos deuses em formação. O pensamento é um poder criador, e a menos que aprendamos como usá-lo de ma-neira correta, ele será uma maldição em lugar de uma bênção, tan-to para nós quanto para as criaturas a quem devemos ajudar em eras futuras. Seremos então incapazes de auxiliá-los na criação de veículos adequados, tal como fomos e estamos sendo ajudados por outros seres superiores a nós na escala da evolução. Criaríamos então, monstruosidades. A escola terrena é pois, uma necessidade absoluta para ensinar-nos a pensar corretamente, e portanto a criar corretamente tanto na substância cósmica mais pura quanto na mais densa em que teremos de trabalhar.

publicado na revista Servço rosacruz de  maio de 1974