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07/10/2026

Acervo Fotográfico: Fraternidade Rosacruz

Por Jonas Taucci

Sabemos a respeito de vários acontecimentos do passado, devido ao fato de que nos foram deixados - de uma forma ou outra – registros documentais: os hieróglifos egípcios, tabletes cuneiformes (Sargon) citados por Augusta Foss Heindel na obra Astrologia e Glândulas Endócrina, terracota na China etc..

Este artigo nos apresenta uma pequena parte da história da Fraternidade Rosacruz no Brasil, filiada à The Rosicrucian Fellowship, através de fotos.


- Somente conta histórias quem as possui. E a Fraternidade Rosacruz tem muitas a contar!

Esta frase do irmão Alexandre Rodrigues (um dos primeiros probacionistas do Brasil) era sempre proferida - com sua máquina fotográfica em mãos - nos Centros Rosacruzes de São Paulo, Santo André, Penha, Lapa, São José dos Campos e Casa do Estudante (cidade de Campos do Jordão) por ocasião do Natal, Páscoa, aniversário, Ação de Graças e muitas outras reuniões. Foi responsável pelo registro de diversos momentos inesquecíveis.

Ouvi aqueles seus dizeres pela primeira vez no final dos anos 70 após uma Celebração Natalina no Centro Rosacruz de São Paulo. Estávamos na diminuta Sala de Visitas (uma pequena mesa de centro e quatro cadeiras) próximo de um balcão de madeira onde os irmãos probacionistas Fouad Sayão e esposa Júlia Letaif Sayão atendiam as pessoas. Não haviam os andares superiores.

Aquela frase do irmão Alexandre povoou meus pensamentos por muitos anos.

Ao ser convidado pela irmã probacionista Maria Lázara Franzini, em 2013, para colaborar com artigos neste blogue, aceitei e ofereci a sugestão para que também fotos antigas dos Centros acima citados fossem publicadas periodicamente e comentadas. O que foi aceito, e tem sido assim desde então.

Minha inspiração para isto – confesso – são oriundas de duas fontes:

A obra “Memórias de Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz” de Augusta Foss Heindel, onde aproximadamente uma centena de fotografias, nomes de várias pessoas (também o cãozinho Smart devidamente fotografado ao lado de Max Heindel) e informações sobre a história da fundação da The Rosicrucian Fellowship estão registradas, constituindo assim um precioso legado histórico-fotográfico.

Também a revista Rays from the Rose Cross que, através décadas, publicou belíssimas fotos. Em sua edição de agosto/1984 (75º aniversário de fundação da TRF) há muitas retratando a história de nossa Sede Mundial.


Fotografias possuem a propriedade de informação: pessoas, locais, datas, eventos etc..

Um exemplo disto está acima, onde há uma série de particularidades. Anteriormente ao ano de 1955 (fundação dos Centros Rosacruzes de Santo André e São Paulo), grupos de pessoas, algumas probacionistas, reuniam-se em suas residências para estudarem os Ensinamentos Rosacruzes.

Muito provável que a referida foto seja uma das primeiras que retrate isto.

Vemos o probacionista Edmundo Teixeira fazendo uso da palavra, não sendo identificadas as outras pessoas e muito possivelmente na casa do também probacionista João Dodero, na cidade de São Caetano do Sul.

Há também algo que deve ser ressaltado nesta imagem: vemos pendurado um estojo onde guardava-se as máquinas fotográficas da época. Isto revela – conjuntamente com a foto em si - o fato de se dar importância para com os registros, desde os primórdios do rosacrucianismo (TRF) no Brasil.


Alguns créditos e agradecimentos se fazem necessários neste artigo.

Os irmãos probacionistas Armando Tempera e esposa Ana R. Tempera (cofundadores dos Centros Rosacruzes de Santo André e São Paulo) também, ao logo das décadas, realizaram um maravilhoso trabalho fotográfico resultando numa quantidade considerável de fotos que registraram diversos eventos em Centros Rosacruzes. Sua filha, Rosana Tempera, disponibilizou todo este acervo para ser publicada neste artigo, enriquecendo-o historicamente. A gratidão é imensa. Também a irmã probacionista Maria Lázara Franzini cooperou substancialmente com seu arquivo de fotos. O acervo deste colaborador foi igualmente utilizado.

Após um exaustivo e longo trabalho de elaboração (cerca de dois anos) este Acervo Fotográfico está agora sendo disponibilizado, com mais de uma centena de fotos; algumas – em seus versos - foram anotadas à época, datas, locais, evento e nomes das pessoas. Outras não, o que dificultou a identificação. Contudo acredito que o mais importante seja o trabalho, companheirismo, dedicação, terna amizade de todos os envolvidos em prol da FRATERNIDADE ROSACRUZ.

A isto, sim, devemos ver nas fotos.

Como registro histórico, no que se refere a fotografias, o ano de 1985 marcou o 30º aniversário de fundação dos Centros Rosacruzes de Santo André e São Paulo. Externando amizade e companheirismo, o Centro de Santo André doou seu Acervo Fotográfico a coirmã aniversariante: dezenas de fotos, a maioria em P&B.

Atualmente existem as fotos digitais que – não há dúvidas – serão substituídas por meios mais avançados. Que surjam outros Acervos Fotográficos ou o nome que se dê.

Há também um outro Acervo Histórico muito mais completo do que está sendo apresentado neste artigo: A MEMÓRIA DA NATUREZA.


O link História Fotográfica da Fraternidade  Rosacruz (aqui) nos apresenta fotos dos Centros Rosacruzes de Santo André, São Paulo e Casa do Estudante (Campos do Jordão). Também de várias pessoas que assentaram tijolos na construção da história da Fraternidade Rosacruz - sob égide da The Rosicrucian Fellowship - no Brasil e que abrange várias décadas.

Neste mês de outubro lembramos o lançamento da Pedra Fundamental da construção da TRF em Oceanside (28 outubro de 1911). Consta em seu Calendário de Eventos desde então.

Um belo sincronismo para a divulgação deste Acervo Fotográfico!

          

08/08/2026

AVE AGOSTO - 117º aniversário de fundação da The Rosicrucian Fellowship

 Por Jonas Taucci

Agosto nos evoca a fundação da The Rosicrucian Fellowship (08 do referido mês em 1909) na cidade americana de Seattle (estado de Washington). Pouco depois iniciou-se a construção da Sede Mundial em outra cidade, Oceanside (estado da California).

Antigos probacionistas do Centro Rosacruz de São Paulo, diziam ser deveras interessante Seattle ter abrigado a fundação da TRF, pois este nome presta homenagem ao homônimo chefe indígena (1786-1866) das tribos Duwamish e Suquamish, daquela região.

Fontes documentais da história informam que Seattle, ao saber do interesse governamental americano em comprar áreas naquela localidade, mostrou-se surpreso pois – relatava detalhadamente - terras, animais, rios, peixes, árvores, pássaros, ar etc. não se vende ou compra-se, acrescentando também que devemos respeitar e amar a natureza.

Seus dizeres quanto a isto - para muitos - trata-se de um do primeiros Tratados Ecológicos conhecidos, sendo também inspiração musical, poética e adotado em escolas de diferentes graus em todo o mundo ao longo do tempo.

Abaixo, um resumo da Carta de Seattle (como é conhecida) que, com tradução do irmão probacionista Reili José Briguentti, foi lida no Centro Rosacruz de Santo André, pela também probacionista, irmã Rosalina Martinelli no dia 8 de agosto de 1984, quarta feira, onde observou-se o exato 75º aniversário de fundação da The Rosicrucian Fellowship (Jubileu de Diamante).



CARTA DE SEATTLE

“O grande chefe de Washington mandou dizer que deseja comprar a nossa terra. Ele assegurou-nos também de sua amizade e benevolência.

Porém, vamos pensar em tua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, virão com armas e a tomarão de nós. O grande chefe em Washington pode confiar no que digo, pois minhas palavras são como as estrelas - elas não perdem o brilho.

Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia é-nos estranha.

Nós não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água. Como podes então comprá-los de nós? Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias arenosas, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. Sabemos, vocês não compreendem o nosso modo de viver e não respeitam a natureza.

Sua ganância empobrecerá a terra e vai deixar atrás de si os desertos. A vista de suas cidades é um tormento para os olhos de meu povo. Mas talvez isso seja assim por sermos selvagens que nada compreende, segundo vocês.

Não se pode encontrar paz nas cidades do seu povo. Não há um lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem da primavera ou o tinir das asas de insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é para mim uma afronta contra os ouvidos.

E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo, à noite? Nós preferimos o suave sussurro do vento sobre o espelho da água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia com aroma de pinho.

O ar é precioso porque todos dele necessitam - animais, árvores, humanidade. Não parece que vocês se importem com o ar que respiram.

Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: Seu povo deve tratar os animais como se fossem seus irmãos.

Sou um selvagem e não compreendo que possa ser certo de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias, abandonados por vocês que os abatiam a tiros disparados do trem.

Não compreendo como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso do que um bisão. O que é o homem sem os animais? Se eles acabassem, os homens morreriam de solidão espiritual porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar à humanidade.

Tudo está relacionado entre si. O que fere a terra fere também os filhos da terra. Os nossos filhos viram seus pais serem humilhados na derrota.

Não tem grande importância onde passaremos nossos últimos dias: eles não serão muitos. Mais algumas horas ou invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra restará para chorar um povo que foi poderoso e cheio de confiança como o nosso.

De uma coisa temos certeza – talvez vocês saibam algum dia - o nosso Deus é o mesmo Deus de vocês!

Julgas, talvez, que o podes possuir da mesma maneira como desejas possuir a nossa terra.

Não podes.

Ele é Deus da humanidade inteira. E quer bem igualmente ao meu povo como ao teu. A terra é amada por Ele e causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo seu Criador.

E sobre as águias? Terão ido embora. Restará o adeus à andorinha e o começo da luta para sobreviver. Talvez compreenderíamos se conhecêssemos com o que sonha seu povo, se soubéssemos quais as esperanças que transmitem aos seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar os desejos para o dia de amanhã.

Mas nós somos selvagens. Os sonhos de vocês são ocultos para nós. E por serem ocultos, temos de escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos, é para garantir as reservas de terra que nos prometeste.

Lá talvez possamos viver os últimos dias conforme desejamos.

Depois do último homem ter partido e a sua lembrança não passar de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueças como era a terra quando dela tomaste posse. E com toda tua força, o teu poder, e todo o teu coração conserva-a para teus filhos e a ame. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus de vocês. Esta terra é querida por Ele.

Nem mesmo teu povo pode evitar o nosso destino comum".



Nesta mesma reunião, os irmãos probacionistas Ana R. Tempera e Armando Tempera – com tradução de Álvaro V. Ramos declamaram, alternadamente, cada uma das estrofes do poema abaixo, publicado da revista Rays from the Rose Cross (julho de 1980), não sendo informado o autor.


OS ROSACRUZES E SEU TRABALHO

Os ROSACRUZES constituem uma irmandade dedicada ao desenvolvimento das faculdades do homem, ao conhecimento das leis mais profundas e ao estabelecimento de uma Fraternidade Cristã sobre a Terra.

Os ROSACRUZES perfazem uma Ordem Secreta, todavia atuam externamente por meio de indivíduos e grupos. A Fraternidade Rosacruz é uma destas organizações. Ela foi criada para tornar os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental acessível a todos que buscam respostas para os mistérios da vida e do ser humano.

Os ROSACRUZES trabalham especificamente com os povos do ocidente e seus métodos de desenvolvimento espiritual são concebidos para atender as necessidades intelectuais e religiosas dessas pessoas.

A ESCOLA ROSACRUZ visa emancipar o indivíduo das dependências de fatores externos e alcançar, por sua vez, uma confiança plena em seu Deus Interno.

OS IRMÃOS DA ROSACRUZ trabalham para promover um desenvolvimento equilibrado entre mente e coração, razão e intuição. Eles se empenham em restabelecer a unidade dos três campos da expressão humana: arte, ciência e religião.

A ORDEM ROSACRUZ foi fundada no século XIV por Christian Rosenkreuz, um mensageiro da Grande Loja Branca das Divinas Hierarquias que guia a humanidade no caminho da evolução.

A IRMANDADE ROSACRUZ é uma das sete Escolas Menores de Mistérios do mundo. Seus Doze Irmãos, juntamente com o décimo terceiro - o chefe - não possuem organização física, sendo que seu trabalho é desconhecido para todos, exceto aos iniciados.

A FRATERNIDADE ROSACRUZ é uma escola que existe com o propósito de informar e instruir seus alunos no trabalho preparatório necessário que conduz, em última instância, ao Monte da Iluminação.


A tradução da Interpretação do Tema Natal pode ser vista aqui 


SUGESTÕES DE LEITURA:

1 - Filosofia Rosacruz em P&R Volume I perguntas 177 a 180 (Max Heindel), sobre o trabalho da Ordem Rosacruz e Fraternidade Rosacruz.
2 - Filosofia Rosacruz em P&R Volume II perguntas 140, 145 e 157 (Max Heindel), sobre o trabalho da Ordem Rosacruz, Fraternidade Rosacruz e Christian Rosenkreuz.
3 - Enterrem meu coração na curva do rio (Dee Brown), onde aborda-se, historicamente, acontecimentos à época do chefe indígena Seattle.


06/06/2026

UM HOSPITAL DE PLANTAS E FLORES: OS ESPÍRITOS DA NATUREZA

Por Jonas Taucci

Em seus sucessivos renascimentos na Terra, a humanidade trabalha com as formas externas e não possui a consciência do “outro lado da vida na natureza” que se constitui no interno e oculto para a grande maioria; perdeu-se a clarividência que em um remoto passado podia ver os Espíritos da Natureza e trabalhar conscientemente com eles.


Atualmente somente uns poucos possuidores da visão etérica positiva possuem esta faculdade. Há os que retem a clarividência negativa de vidas passadas e outras, todavia, que desenvolveram esta aptidão de forma positiva nesta época contemporânea.

Com o transcorrer dos anos, décadas e séculos, haverá nascimento de muitas pessoas dotadas da clarividência positiva e as possuirá mesmo na idade adulta, já que as crianças - até uma certa idade -, vê, conversa e brinca com determinados Espíritos da Natureza, que vivem na Região Etérica de nosso planeta, e esta constitui-se o “lado interno da matéria”.


Dentro de poucos séculos esta visão – uma extensão da visão física - será um patrimônio na maioria da humanidade.


Estes Espíritos da Natureza realizam trabalhos importantes nas profundezas da terra e sua superfície, plantas, flores, oceanos, rios, ar, água, fogo etc.. Este labor, realiza-se sem que a maioria da humanidade o saiba.Abaixo, um simples bosquejo deste trabalho.


GNOMOS:Suas atividades estão relacionadas, na grande maioria, com o Éter Químico e Max Heindel nos informa que seus corpos são formados, principalmente, deste Éter. Trabalham no elemento terra, pintando as flores, dosando a clorofila na medida certa e adequada no Reino Vegetal, talham os cristais e vivem, aproximadamente centenas de anos, envelhecendo de uma forma não muito diferente dos seres humanos, o que resulta em figuras, animações e desenhos de gnomos das mais diferentes faixas etárias: de jovens a idosos.


FADAS: Pertencem, na realidade, ao grupo dos gnomos, também como campo de ação o elemento terra e - sob a instrução da Onda de Vida Angélica que lhes indicam imagens arquetípicas - realizam seus trabalhos na natureza, com predominância nas flores. 



ONDINAS: Formada em sua grande maioria pelo Éter de Vida, trabalham no elemento água: mares, oceanos, rios, lagos etc. Provavelmente a crença nas sereias originou-se delas. O escritor português Luiz de Camões (1524-1579) em sua monumental obra “Os Lusíadas” faz menção às Tágides, habitantes do rio Tejo em Portugal. As ondinas coordenam o ciclo de evaporação da água em sua liberação como chuva. Vivem mais que os gnomos.



SILFOS: Seus campos de atividades, são o ar, vento, atmosfera. Seus corpos são compostos, em sua maioria, do Éter Luminoso. Os silfos mais graduados coordenam o deslocamento de nuvens e suas robustas faces modelam, momentaneamente, desenhos e figuras nestas nuvens, como que esculturas. Os membros de menor evolução dos silfos, conduzem lufadas e correntes de ar que percorrem a Terra. Vivem milhares de anos.



SALAMANDRAS: Seus Corpos estão compostos, principalmente, do Éter Refletor em conjunto com o Éter Luminoso, a que foi chamado de ”Luz Astral” pelo médico, alquimista e astrólogo suíço Philippus Aureolus Theophastus Bombastus Von Hohenhein (1493-1541), mais conhecido por Paracelso.  Max Heindel o cita em A Mensagem das Estrelas. As salamandras trabalham com o elemento fogo e o calor, sendo também associadas com a eletricidade e as forças magnéticas da Terra. Suas atividades são, principalmente, subterrâneas; erupções vulcânicas e correntes de lava, Nenhum fogo possui a possibilidade de ser acesso sem as salamandras. Em relâmpagos nos céus – para os que possuem a visão etérica – elas podem ser observadas. Não há dúvidas que existem uma quantidade enorme de suas utilidades, advindos do fogo e calor. Desta forma, as salamandras possuem um papel vital e construtivo na evolução da Terra. Vivem milhares de anos, e alguns clarividentes positivos relatam que algumas  delas possuem a forma de lagartos ou labaredas de fogo.



Não somente em nosso plano físico a vida pulsa, mas em todo universo.


As características dos referidos Espíritos da Natureza acima, estão alicerçadas – resumidamente - numa série das Lições Mensais do Estudante da The Rosicrucian Fellowship, durante os meses do ano de 1969, intituladas “Os Habitantes dos Planos”.


Ainda que louváveis os avanços das últimas décadas sobre a preservação da natureza, biomas e meio ambiente (mais comentados do que aplicados), através de leis governamentais, estamos distante de uma situação em que o amor pela natureza, brotará (sem nenhum trocadilho...) do íntimo de cada ser humano  e substituirá  as Leis Ambientais decretadas pelo homem.

  

Aqui, um exemplo.


Cristovam Martins foi um probacionista que durante muitos anos frequentou o Centro Rosacruz de Santo André. 

Morador deste mesmo município, possuía nos fundos de sua casa uma varanda com muitos vasos dos mais diferentes tamanhos; estes abrigavam as mais variadas plantas e flores. Alguns estavam em mesas, outros pendurados em árvores frutíferas e outros ainda em prateleiras.


Na entrada desta varanda, havia uma placa com dos dizeres “Hospital de plantas e flores - Atendimento Gratuito” envoltas em aleatórias notas musicais desenhadas.


Em uma mesa, havia um “aparelho estereofônico” que reproduzia discos de vinis (os conhecidos - à época - Compactos e Lps) e um gravador portátil para fitas K-7, com idêntica função.


Algumas destas plantas e flores eram suas e de sua esposa. A grande maioria, não.


Durante muitos anos este probacionista manteve uma determinada atividade, voluntária e gratuita.


Tudo iniciou-se quando um vizinho o informou possuir em sua casa, uma planta que se encontrava em precárias condições: ressequida, murcha e com folhas despencando.


Nosso amigo probacionista solicitou então que ele trouxesse a planta – que estava num vaso – para sua residência, e algumas semanas depois a devolveu com a maioria das folhas viçosas, caule ereto e brotos despontando.


Ao ser indagado como conseguiu isto, informou:


Pintara várias garrafas de vidro – incolor - de verde. Dizia ser esta a cor da clorofila, o pigmento encontrado nas plantas que é responsável por captar a  luz solar para realização da fotossíntese, num resumo básico. Afirmava também que Max Heindel e Augusta Foss Heindel associam esta cor com o signo zodiacal de Câncer; o primeiro dos signos aquáticos, num maravilhoso gráfico da relação signos/regentes/metais/cores (A Mensagem das Estrelas – Capítulo III – Você nasceu sob uma boa estrela?).

 

Após isto - estando as garrafas secas - introduzia nas mesmas água para deixá-las, na parte matinal, expostas ao Sol, por algumas horas, tampadas. Depois, eram levadas para sombra com o objetivo de voltaram à temperatura ambiente. Seu estoque destas “garrafas verdes com água”, era considerável.


Constantemente, Cristovam Martins regava as plantas, contudo, nos dias em que a Lua transitava por signos aquáticos (Câncer, Escorpião e Peixes) o fazia com água das garrafas.


Entrementes, seu aparelho estereofônico ou gravador executava músicas, predominantemente do Período Barroco, inundando a varanda (Hospital de plantas e flores) de composições maravilhosas.


Este concerto musical era intercalado com o chilrear de vários pássaros, pois nosso amigo probacionista colocou vários bebedouros em sua varanda o que resultou na visita diária destes amigos alados. Havia também um chafariz, não muito grande, que  recebia igualmente a visita destes cantores.



Nosso “doutor de plantas e flores”, diariamente, monologava com elas (da mesma forma que seres humanos “falam” com determinados animais: cães, gatos etc.) dizendo-lhe que elas eram importantes para o vaso, para a terra que dava sustentáculo para a sua raiz, importante também para o ar, humanidade e a natureza.


Este “tratamento” dado para com o Reino Vegetal, foi logo divulgado pelo amigo de nosso irmão probacionista, aos vizinhos, amigos e parentes.


Desnecessário dizer que a partir disto, muitas plantas e flores “adoecidas” foram levadas à casa de Cristovam Martins, onde a grande maioria foi recuperada e uma minoria não, talvez num paralelo aos enfermos animais e pessoas que são levadas para as clínicas veterinárias e médicas, respectivamente.


Esta foi a origem do Hospital de plantas e flores, que jamais nosso amigo e irmão probacionista cobrou, sendo mantido em atividade por longos anos.


Ao devolver as plantas ou flores para seus donos – recuperadas - lhes dava uma folha de papel onde lia-se:


“Comparemos o homem com a flor e perceberemos, então, a grande importância e significado deste emblema, O homem toma seu alimento pela boca, de onde desce. A planta recebe o alimento pelas raízes, forçando-o para cima, O homem reveste seu amor de paixão e tem os órgãos da geração voltados para a terra, escondendo-o com vergonha devido a essa mácula de sua paixão. A planta desconhece a paixão, e realiza a fecundação de maneira mais pura e casta, isto é, ela projeta seus órgãos geradores, a flor, para o Sol,  um espetáculo de rara beleza.  O homem, decaído e passional, exala o mortífero dióxido de carbono, enquanto a casta flor inala esse veneno, transmuta-o e devolve, puro, doce e perfumado, um fragrante elixir da vida”. (Max Heindel - Iniciação Antiga e Moderna – capítulo A Sagrada Glória de Shekinah – parte  A Lua Cheia como um fator de crescimento anímico).

    

Este trabalho realizado por Cristovam Martins, nos faz recordar o Livro de Salmos (capítulo 121), onde podemos – também - entendê-lo revestido da astrologia:



Fica também como informativo – e registro histórico - onde por muitas décadas, farmácias (!) distribuíam no início de cada ano, de forma gratuita, os famosos Almanaques (geralmente patrocinados por determinadas marcas de medicamentos), com diversos assuntos abordados: receitas culinárias, curiosidades geográficas, palavras cruzadas, estórias infantis, etc. Havia ainda uma seção de jardinagem e agricultura, onde as fases da Lua estavam associadas ao plantio, poda e colheita. 



Max Heindel, Filosofia Rosacruz em P&R volume II – Pergunta 108 nos fala das influências astrológicas sobre o Reino Vegetal  e que foi publicado no blogue Rosacruz e Astrologia (veja aqui) 


Sobre música, luz e cor, a vasta literatura rosacruz fornece pérolas de ensinamentos do ponto de vista oculto.


O fundador da Fraternidade Rosacruz, em sua obra Ensinamentos de um Iniciado (capítulo XXIV - O Arco Nas Nuvens - veja nota em sugestões para leitura), faz menção a um livro (“Princípios da Luz e Cor” de autoria do médico americano Edwin D. Babbitt que viveu entre 1828-1905). Trata-se de um fabuloso tratado oculto sobre luz, cores e suas propriedades.

O Sr. Heindel classifica este livro como interessante, outorga a qualificação de clarividente para seu autor e que esta obra, após ser lida, o fez incursionar-se na Memória da Natureza para investigações sobre o referido assunto, como ele mesmo relata em seu livro.


Cristovam Martins, ao tomar conhecimento disto, utilizou-se da EPIGÊNESE para inaugurar o “Hospital de Plantas e Flores” que, absolutamente, brotando (mais uma vez sem trocadilhos...) de seu íntimo colaborou na preservação das mesmas e certamente também no trabalho realizado pelos Espíritos da Natureza.


Dizia sempre que o aspirante rosacruz não deve acomodar-se na aquisição dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental. Há que se ter um propósito nisto: que eles se tornem algo vivente em nosso interior, que neles haja movimento, atividade e ação, direcionados a nos tornarmos servidores da humanidade e a todas as Ondas de Vida que na Terra possuem seus campos de evolução.


Nosso amigo probacionista também enaltecia o trabalho realizado, por alguns anos, na Sede Mundial (Oceanside) pelo Monte Ecclesia Sanitarium: pessoas lá se instalavam por dias, semanas ou meses para o tratamento de certas enfermidades, com o devido acompanhamento de enfermeiras e médicos graduados. Alimentação vegetariana, hidroterapia, fisioterapia, cromoterapia, termoterapia e diatermia com ondas curtas eram utilizados. Na obra Memórias sobre Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz de Augusta Foss Heindel,há este relato (Terceira Parte -O trabalho em Mount Eclésia e os novos prédios - O Sanatório de Monte Eclésia).



 Cristovam Martins possuía outras (maravilhosas) particularidades. Com calçados apropriados era um entusiasta da dança sapateada: sincronizava músicas, sons das batidas dos sapatos no chão e performance corporal que a todos encantavam nos remetendo a Elman Bacher em sua obra Estudos em Astrologia - volume VI capítulos VII (A Dança) e VIII (A Música). Era também um "rádio amador" (rede de comunicação com equipamento condizente que ele possuía) e, até onde tenho conhecimento, pioneirissimamente divulgava os Ensinamentos Rosacruzes entre os anos 60 e início da década de 80 desta forma.



Muita saudade Cristovam Martins deixou aos que lhe conheceram. Certamente também no Reino Vegetal e Espíritos da Natureza...




SUGESTÕES DE LEITURA

1 - O Arco nas Nuvens (Cap. XXIV de Ensinamentos de um Iniciado) também foi pubicado em formato de folheto pela TRF e traduzido pelo Centro de São Paulo. Você pode ver aqui
2 - Revista Rays from the Rose Cross, da TRF : Meses: abril, maio, agosto e novembro de 1933, onde o artigo "As Cores Cósmicas e suas Influências" com autoria de Elois J. Jenssen, nos transmite uma profunda compreensão sobre o assunto.
3 - Revista Rays from the Rose Cross, da TRF: Junho de 1933, artigo " Musicoterapia". A importância da música nos hospitais, saúde, presídios e muitas outras áreas. Também na evolução da humanidade. Os artigos acima descritos, foram traduzidos e palestrados no Centro Rosacruz de São Paulo, em 1982
4 - A Vida Secreta das Plantas (Peter Tompkins e Christopher Bird).
5 - A Vida Secreta das Árvores (Peter Wohlleben).


02/05/2026

Aconteceu em Mount Ecclesia!

Por Jonas Taucci 

 Na qualificação de Irmão Leigo (Filosofia Rosacruz em P&R volume II - #134) Max Heindel possuía a faculdade de, conscientemente, deixar seu corpo físico e empreender voos da alma. Alguns deles estão relatados na revista Rays from the Rose Cross (The Rosicrucian Fellowship) e traduzidos na Serviço Rosacruz (Centro Rosacruz de São Paulo) com publicação também neste blogue.

O texto abaixo, na opinião deste colaborador, provavelmente seja o menos conhecido.

Possa ele nos conscientizar – ainda mais - da existência dos Espíritos da Natureza, que de modo algum devem ser rotuladas apenas como meras estórias infantis.


Nos primeiros tempos de Mount Ecclesia (Oceanside), várias crianças vieram nos visitar, trazidas por seus pais.


A pequena Harriett W. (de Minnesota, EUA) constitui-se, ao menos para este articulista, a visitante mais interessante que tivemos em muitos anos.

Ela tem sete anos de idade e consegue ver fadas. Então sua mãe lhe contou que Max Heindel também era amigo delas, ficando assim Harriett ansiosa por conhecê-lo.

Infelizmente seu corpinho estava um tanto adoecido e seus pais pensaram que uma visita a Mount Ecclesia lhe faria bem.
Estão conosco e esperam ficar algum tempo.

Este que escreve ficou – obviamente – feliz ao vê-la e imediatamente começou a contar-lhe relatos sobre as pequenas fadas que circulam por Mount Ecclesia, pintando todas as belas flores existentes em seus jardins, e agendou para que Harriett pudesse, naquela noite, realizar um passeio com as graciosas fadas residentes no local visitado.

Desta forma, assim que seu corpo adormeceu na cama de seu aposento, deixando seu corpo denso, ela saiu para o referido passeio. Max Heindel, em seus veículos superiores, a aguardava juntamente com uma fada.

Ambos adentraram numa carruagem totalmente adornada de flores multicoloridas e iniciaram um “tour aéreo” por Mount Ecclesia, sendo acompanhados de inúmeras borboletas de matizes diferentes. Ficaram observando por longo tempo as plantas, vegetação e naturalmente outras fadas.

Uma delas convidou Harriett a brincar: primeiro uma corrida e depois esconde-esconde. Convite prontamente aceito e vencida pela visitante.
Após isto se dirigiram ao oceano, onde puderam contemplar graciosas ondinas sentadas em rochas

Eis que lentamente o Sol começou a aparecer no horizonte, convidando para o amanhecer de um novo dia e o café da manhã.

Muitas fadas – em uníssono – declamaram entusiasticamente:
- Bom Dia !

E tanto Max Heindel quanto Harriett – respondendo à saudação - retornaram para seus corpos físicos em seus respectivos aposentos, mas não sem antes agendarem com as fadas um (re) encontro para a noite seguinte, com o objetivo de continuarem as brincadeiras com as fadas.


O texto acima constitui-se num resumo de artigo publicado na revista Rays from the Rose Cross (novembro de 1916) com o título Fadas, não sendo inserida sua autoria e também na Lição Mensal do Estudante de fevereiro de 1969 da The Rosicrucian Fellowship (Os Habitantes dos Planos – Parte II – O Plano Etérico do Mundo Físico).

Entretanto, nesta Lição há um trecho introdutório – deveras – interessante sobre o artigo publicado originalmente na revista da TRF no início do século passado:

“Ainda que o relato sobre as fadas pareça ser de Max Heindel, é evidente que foi escrito por sua secretaria a partir de notas acidentais. A Sra. Heindel atuou como tal nesta época e muito provavelmente ela o escreveu”.

Também digno de nota o prefácio da obra Os Espíritos e as Forças da Natureza, de Max Heindel, ter sido escrito por Augusta Foss Heindel, onde ela nos fala que:

“Ele, muitas vezes, comentou que qualquer dia escreveria um livro completo sobre Os Espíritos da Natureza, mas seu trabalho realmente exaustivo de pioneirismo interpôs-se a esta obra tão necessária. Entretando, de vez em quando, transmitia alguma informação em seus escritos que agora foram compilados, e assim, podemos apresentá-lo ao mundo em um volume condensado”.


Neste livro, em seu capítulo III, A Missão de Cristo e o Festival das Fadas, o fundador da Fraternidade Rosacruz nos relata o importante trabalho de – além das fadas – gnomos, ondinas, salamandras e sílfides. Parte deste capítulo consta no Ritual Rosacruz do Solstício de Junho, tal sua luminosa relevância.

Os habitats destes espíritos da natureza (mares, oceanos, rios, lagos, florestas, serrados, planícies, serras, atmosfera etc.) há muito está sendo devastado, poluído ou simplesmente aniquilado pela ganância humana visando lucros materiais.

Sobre as borboletas que, num cortejo, acompanharam Max Heindel, a pequena Harriett e as fadas, fica evidente que deu-se pelo maravilhoso sincronismo da ação do Espírito Grupo das borboletas.

Algumas espécies de animais já foram extintas pela ação predatória humana, outras estão em vias disto e ainda há um comércio nesta área que – além de serem retirados de seus locais naturais – animais, pássaros e peixes são tratados de forma cruel.

Aqui cabe uma reflexão sobre os dizeres de Max Heindel em sua obra Interpretação Mística da Páscoa – capítulo I - O Cristo Cósmico:

“ A natureza é a expressão simbólica de Deus. Por conseguinte se quisermos conhecer Deus precisamos estudar a natureza, lembrando sempre de que existe um propósito por traz de toda manifestação, que a vida é uma escola, de cujo aprendizado de muitas lições a humanidade evolui lentamente da condição de centelha divina à de Divindade”




AMIGAS ROSACRUCIANAS - Centro Rosacruz de Santo André, 37º aniversário de fundação, sábado 09 de maio de 1992 - Sala de Visitas. Da esquerda para a direita, Neuza, Mirian, a menina Thaís, Ana R. Tempera e maestrina Mitzi Froelish. Na parede, retrato de Max Heindel e parte dos quadros das Doze Hierarquias Zodiacais. Thaís, com tradução da probacionista Rosalina Martinelli, leu o texto acima sobre Harriet e as fadas, nesta celebração de aniversário do referido Centro Rosacruz. Fotos do probacionista Joseph Faga.

Fica também como informativo histórico, a apresentação de algumas moças - vestidas de fadas - realizando uma coreografia nos jardins da The Rosicrucian Fellowship nos anos 80, devidamente fotografada, registrada e informado pelo órgão oficial da The Rosicrucian Fellowship, o ECOS.

SUGESTÕES

MÚSICAS:
  • Valsa Das Flores, da Suíte O Quebra Nozes, de Tchaikovsky.
  • Sinfonia # 6 – Pastoral, de Beethoven.
  • Vozes da Primavera, de Richard Strauss.
LEITURAS:
  • A Linguagem das Flores, de Sheila Pickles.
  • Devastação, de René Barjavel.
Livros de Max Heindel impressos: veja aqui -  Online: aqui

VÍDEOS:
  • Fantasia, de Walt Disney – partes: Valsa das Flores e Pastoral.
  • Irmão Sol, irmã Lua – Diretor Franco Zeffirelli.




09/04/2026

Um Poema inspirado na Natureza e no Serviço

Poesia de Hendrik Seidi (veja nota final)

Entre montanhas que tocam o céu azul,
Campos do Jordão, um lugar singular.
O frio abraça, o calor da serra a luz,
Natureza dança, um espetáculo a brilhar.


Pinheiros sussurram segredos ao vento,
Caminhos sinuosos revelam encanto.
Na Vila Capivari, o tempo é lento,
Um poema vivo, um eterno encanto.


Flores dançam no jardim da estação,
O aroma fresco preenche o ar.
Em cada rua, uma nova sensação,
Campos do Jordão, sempre a encantar.


Nas alturas da Serra da Mantiqueira,
Campos do Jordão, joia rara a florescer.
No frio que abraça, a magia se intromete,
Em cada recanto, um verso a tecer.


Bosques sussurram histórias antigas,
O silêncio é música nos campos serenos.
O Sol, nos picos, suas cores instiga,
Pintando paisagens, divinos terrenos.


Em Capivari, o charme se revela,
Pelas ruas, o aconchego se derrama.
A arquitetura, como arte singela,
Em Campos do Jordão, a beleza se aclama.


A Rosa Cruz, mistério velado,
Entre símbolos e rituais entrelaçado.
Sabedoria antiga, busca do transcendental,
Em seus ensinamentos, o homem espiritual.


No jardim da simbologia, a rosa floresce,
Conduzindo os adeptos à busca que engrandece.
O cruzamento de caminhos, filosofia a guiar,
O aprimoramento da alma a se revelar.


Silenciosa, a Ordem traça seu caminho,
Entre o esotérico e o oculto, um destino.
Na senda da luz, o Rosacrucianismo se ergue,
Mistério e sabedoria, uma jornada que converge.


Na copa das árvores, passarinhos tecem canções,
Notas delicadas, melodias em todas as direções.
As asas coloridas, dançam no céu sereno,
Um concerto alegre, a natureza em pleno.


Pelos galhos, esquilos ágeis a saltitar,
Pequenos acrobatas, alegria a despertar.
Suas caudas felpudas, como pincéis em movimento,
Na floresta, um espetáculo, um vivo sentimento.



Passarinhos e esquilos, em harmonia a viver,
Criaturas aladas e saltitantes a floresta encher.
Um balé de vida, na sinfonia da natureza,
Um dueto encantador, celebração da beleza.


Santa Teresinha, flor de Lis divina,
Caminho de infância, na fé se inclina.
Doutora do amor, com simplicidade,
Seu "pequeno caminho" guia com humildade.


Em sua cela, uma rosa revelação,
Sinais celestiais, luz em profusão.
Na entrega total, em cada ação singela,
Santa Teresinha, na fé, é a estrela.


Rosa mística, carmelo de oração,
Seu exemplo ecoa, inspira devoção.
Com rosas de amor, na chuva de graças,
Santa Teresinha, em preces se abraça.


Nota: Hendrik Seidi é neto da nossa irmã probacionista Maria Geralda Moreira Santos que muito colaborou na sede do Centro da Fraternidade Rosacruz Sede Central do Brasil em São Paulo e também na já extinta Casa do Estudante Rosacruz em Campos do Jordão. Várias vezes seu neto a acompanhava desde seus aproximadamente 8 anos de idade em ambos os lugares. Veja explicação das fotos aqui