24/04/2022

Tratamento e Cura

Faz-se distinção, na Filosofia Rosacruz, entre tratamento e cura. Tratamento é um processo exclusivamente físico. Cura é um processo tanto espiritual como físico.

Quando uma pessoa é tratada, significa que se submeteu, passivamente, a um trata mento imposto de fora, em resultado do qual, os sintomas de que se queixava, foram eliminados. Este tratamento, porém, oferece só um alívio temporário. Quando uma pessoa é curada, isso quer dizer que cooperou ativamente, tanto física como espiritual mente com o curador. Os sintomas de que se queixava são eliminados, mas há mais. Ele atingiu a compreensão das causas subjacentes, espirituais, do seu padecimento e deu os passos necessários para adotar procedimentos relevantes e conduzir-se em conformidade com as leis da Natureza. A cura é permanente, na medida em que se mantenha em obediência às leis naturais.

Existem três grandes fatores na cura: primeiro, o poder de nosso Pai Celeste; em seguida o curador; terceiro, a mente obediente do paciente, na qual o Poder do Pai pode agir, através do curador, de maneira a dissipar todos os males físicos.

Quando as pessoas procuravam Cristo Jesus para serem curadas, não esperavam tratamento físico, pois sabiam que seus alívios lhes seriam dados através do Poder do Espírito. Tinham uma fé profunda nos seus poderes de cura. Desde que "a fé sem ação, nada vale" esperava-se de cada suplicante uma cooperação ativa com o Curador. Quando obedecia à injunção de "estende a tua mão" ou "toma o teu leito e caminha", ele ficava curado. Estas eram simples condições, mas que tinham que ser obedecidas de tal maneira que o espírito de obediência pudesse ajudar o trabalho do curador. A mesma coisa continua sendo verdadeira hoje. É a desobediência - à lei natural - que traz a doença. A obediência às leis naturais cria no paciente as condições que permitem ao Poder de Cura trabalhar por intermédio do Curador e efetuar uma cura verdadeira e permanente.


QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross" .Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". São distribuídos gratuitamente a todos os que se inscrevem no Serviço de Cura seja Estudantes ou não. Portanto são públicos. Se deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

06/04/2022

A Mais Importante Pergunta já feita a um Aspirante Rosacruz

por Jonas Taucci
Uma vez mais Cristo termina seu encarceramento anual na Terra e alça voo para os mundos celestes.


Uma vez mais ELE envolveu nosso planeta com sua força vital para que possamos nos renovar (Áries: “Eis que faço nova todas as coisas”, Apocalipse 21:05).

Este seu sacrifício terá que repetir-se inúmeras vezes antes que a humanidade possa desenvolver seu Cristo-Interno suficientemente para sua libertação final.

Nesta época do ano, as igrejas fazem a observância dos últimos dias de Cristo na Terra, onde sua prisão, flagelação, crucificação e ressureição são descritas nos Evangelhos.

Pierre Barbet, foi um médico cirurgião francês que viveu entre 1.884 e 1.961, autor do livro “A Paixão de Cristo Segundo o Cirurgião”. Nesta obra, ele descreve à luz da anatomia, os tremendos sofrimentos de Cristo em seus (fisicamente) últimos dias em nosso planeta, alicerçado nas informações dos Evangelhos e dados históricos de costumes da época.

(Leve-se em conta que carregar a cruz pelas ruas da cidade, sendo visto por todos até o local da crucificação, era uma das maiores humilhações impostas aos condenados).

Em LIÇÃO MENSAL DO ESTUDANTE (Oceanside, abril de 1973 – O Significado da Páscoa), nos é informado que,

“... na Páscoa se dá ênfase sobre o sofrimento suportado por Cristo durante seus últimos dias na Terra, e particularmente suas agonias sobre a Cruz. Estas poucas horas de dor intensa, sem dúvidas, não são nada comparadas com a agonia que Cristo agora sofre por nós... Ele atualmente carrega uma coroa de espinhos que provoca muito mais angústias que a coroa original colocada na cabeça de Cristo Jesus a dois mil anos passados. Seria oportuno, nesta época da Páscoa, prestarmos alguma atenção sobre os sofrimentos de Cristo: não tanto os que foram, mas os que são presentemente...”

A coroa de espinhos - aquela que atualmente confeccionamos e colocamos na cabeça de Cristo – consiste, principalmente, em nosso descaso para com os semelhantes necessitados.

* * * * * * * * *

No domingo de Páscoa, 19 de abril do ano 1.981, à tarde, houve no Centro Rosacruz de Santo André (foto abaixo), um “Reunião Pascal” sobre esta data. Praticamente todos os Centros Rosacruzes compareceram e seus representantes ocuparam a tribuna dissertando sobre a efeméride. Com convites enviados a muitas pessoas, divulgação prévia em jornais e emissoras de rádio, houve lotação máxima.

Um casal de idade avançada visitou o referido Centro pela primeira vez nesta ocasião.

Solicitaram informações, o que foram prontamente atendidos, sendo dito dos cursos, palestras, livros, revistas, folhetos etc.

Aquela senhora, apoiada no braço de seu marido, perguntou após ouvir as devidas explicações:

- Além de divulgarem e estudarem os Ensinamentos Rosacruzes, o que mais vocês fazem?


SUGESTÕES DE LEITURA 

* Conceito Rosacruz do Cosmos, Capítulo XV – Cristo e Sua Missão, ( O Mistério Do Gólgota)

* A Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I - perguntas 99 a 102. (Vide nota final)

* A Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol.II -  perguntas 78, 85, 96 a 99.(Vide nota final).

* Interpretação Mística da Páscoa.

* Carta aos Estudantes – Carta 53 – O Significado Cósmico da Páscoa.

NOTA: As perguntas e respostas acima citadas  podem ser baixadas em PDF aqui: 10 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A CRUCIFICAÇÃO E RESSURREIÇÃO

02/04/2022

Quando Cristo Voltará?

PERGUNTA:
De acordo com os Ensinamentos Rosacruzes, quando Cristo voltará?

RESPOSTA: A Bíblia diz verdadeiramente que o “dia e a hora nenhum homem conhece”. As pessoas que tentaram fixar uma certa data ou um certo ano para a Segunda Vinda, interpretaram de uma forma completamente errada o objetivo da missão de Cristo na Terra. O Seu ensinamento foi transmitido à humanidade a fim de que o princípio do “olho por olho, dente por dente” pudesse ser abolido, para que a lei do medo (de Deus) pudesse ser absorvida pela lei do amor. “A lei e os profetas foram até Cristo”, foi dito, mas sabemos que, mesmo hoje, a lei existe e é necessária. Portanto, é evidente que ela não foi abolida quando da vinda física de Cristo. É o despertar do Cristo “interno", a natureza interna do homem que abolirá a lei. Paulo fala deste advento como "Cristo sendo formado em vós". Enquanto Cristo não estiver formado dentro de nós, não estaremos prontos para a Sua Segunda Vinda. Angelus Silesius disse:

“Ainda que Cristo nascesse mil vezes em Belém,
Se não nascer dentro de ti, tua alma ficará perdida.
Em vão olharás a Cruz do Gólgota,
A menos que dentro de ti, ela seja novamente erguida”.

A Segunda Vinda de Cristo dependerá do momento em que um número suficiente de pessoas tornar-se semelhante a Ele, harmonizadas com o Seu princípio, para que, como diapasões do mesmo tom que vibram juntos quando um é tocado, sejam capazes de responder às vibrações Crísticas que serão estabelecidas na volta do Salvador. Por essa razão, este evento não pode ser calculado. Sempre que procuramos imitar Cristo e aplicamos os Seus ensinamentos, estamos apressando a Sua Vinda. Esforcemo-nos por isso.

Pergunta 102 do livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I Max Heindel

Significado das letras I.N.R.I.

PEGUNTA: Qual o significado das letras I.N.R.I. colocadas, às vezes, no topo da cruz?


RESPOSTA: Segundo a narração tirada do Evangelho, Pilatos colocou um letreiro na cruz de Cristo com as palavras "Jesus Nazarenus Rex Judaeorem" e isto é traduzido normalmente como "Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus". Mas, a iniciais INRI colocadas sobre a cruz representam os nomes em hebraico de quatro elementos: Iam, água; Nour, fogo; Ruach, espírito ou ar vital; e labeshah, terra. Esta é a chave oculta do mistério da crucificação, pois ela simboliza, em primeiro lugar, o sal, enxofre, mercúrio e azoto, que foram utilizados pelos antigos alquimistas para fazer a Pedra Filosofal, o sol vente universal, o "elixir-vitae". Os dois "Is" (Iam e Iabeshah), representam a água salina lunar: a - em um estado fluídico que contém sal em solução; b -o extrato coagulado desta água: o "sal da terra"; em outras palavras, os sutis veículos fluídicos do homem e seu corpo denso. N (Nour) representa o fogo em hebraico, e os elementos combustíveis, entre os principais o enxofre e o fósforo, são muito necessários à oxidação, sem os quais o sangue quente seria impossível. O Ego, sem esta condição de calor no sangue, não poderia funcionar no corpo, nem conseguiria uma forma de expressão material. R (Ruach) é o equivalente a espirito em hebraico, isto é, o Azoth que funciona na mente mercurial. Assim, as quatro letras INRI colocadas sobre a cruz de Cristo, de acordo com o relato dos Evangelhos, representam o homem composto, o Pensador, no momento de seu desenvolvimento espiritual, quando começa a se libertar da cruz de seu veículo denso.


Ampliando mais a elucidação deste ponto, notamos que INRI é o símbolo do candidato crucificado pelas razões seguintes:


Iam, a palavra hebraica para água, o fluido ou elemento lunar, que constitui a maior parte do corpo humano (cerca de 87%). Esta palavra é também o símbolo dos mais sutis veículos fluídicos do desejo e da emoção.


Nour, a palavra hebraica para fogo, é a representação simbólica do calor produtor do sangue vermelho que está carregado de ferro, fogo e energia do marcial Marte, e esse sangue é visto pelo ocultista como um gás circulando pelas veias e artérias do corpo humano infundindo-lhe energia e ambição, sem as quais não haveria progresso espiritual nem material. Também representa o enxofre e fósforo necessários para a manifestação material do pensamento, como já anteriormente mencionado.

 

Ruach, a palavra hebraica para indicar o espírito ou ar vital, é um símbolo excelente do Ego envolvido pela mente mercurial, que torna o ser humano homem, capacitando-o a controlar e dirigir seus veículos corporais e suas atividades de uma forma racional.

 

Iabeshah, a palavra hebraica para terra, representando a parte sólida, a carne do homem, e forma o corpo terrestre cruciforme cristalizado dentro dos veículos mais sutis ao nascer e separado deles ao morrer no curso normal das coisas, ou em um acontecimento extraordinário pelo qual aprendemos a morrer misticamente e ascender às gloriosas esferas superiores por uns tempos.

 

Este estágio do desenvolvimento espiritual do Cristão Místico requer uma reversão da força criadora de seu curso normal, donde normalmente desperdiça energia para satisfazer suas paixões, uma corrente dirigida para baixo através do tríplice cordão espinhal, cujos três segmentos são regidos, respectivamente, pela Lua, Marte e Mercúrio, e donde os raios de Netuno acendem o Fogo Regenerador Espiritual da Espinha Dorsal. Esta consciente elevação coloca em vibração o corpo pituitário e a glândula pineal, abrindo a visão espiritual. Isto golpeia o sinus frontal, o que dá início aos efeitos da coroa de espinhos; o latejar da dor à medida que a ligação com o corpo físico é consumida pelo sagrado Fogo Espiritual, que desperta este centro de sua milenar letargia começando a vibrar em direção a outros centros na estrela estigmatizada de cinco pontas. Elas também são vitalizadas e todos os veículos iluminam-se com o "Dourado Manto Nupcial". Então, num arranco final, o grande vórtice do corpo de desejos localizado no fígado fica livre, e a energia marciana contida nesse veículo impulsiona para cima o veículo sideral (assim chamado devido aos estigmas da cabeça, mãos e pés que estão situados na mesma posição dos da estrela de cinco pontas), o qual ascende através da caveira (Gólgota) enquanto o Cristão crucificado lança o grito triunfante: "Consummatum est" (está consumado), e começa a elevar-se às sublimes esferas siderais ao encontro de Jesus, cuja vida ele imitou com pleno êxito e de quem, desde então, é companheiro inseparável. Jesus é seu Mestre e seu guia para o reino de Cristo, onde todos estaremos unidos num só corpo para aprender e praticar a Religião do Pai, e onde no reino Ele possa ser Todo em Todos.

De Max Heindel em: FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS, Vol.II, Perg.78, 

31/03/2022

O Bálsamo de Gilieade citado no Ritual do Serviço do Templo

A expressão “Bálsamo de Gileade”, empregada no Ritual do Serviço do Templo, é figura de retórica, outrora empregada por Jeremias, quando lamentando os aparentemente incuráveis pecados do povo apóstata de Israel, inquiriu se não havia “Bálsamo de Gileade” para curar a terrível doença moral daquele povo. (Jeremias 8:22).

“Produto da resina aromática de árvores, tais como a aroeira (almácega ou mastique) ou das terebintáceas, era assim denominado por ser fabricado em quantidade e qualidade na antiga região de Gileade, na Palestina. O seu valor chegou a ser o dobro de seu peso em prata. Sua produção era tão grande, que podiam exportá-lo”. (Gênesis 37:25) 

O “Ritual do Serviço do Templo”, bem como os Hinos de Abertura e Encerramento, foi compilado por Max Heindel, sob a direção do Irmão Maior que ele intitulou como “O Mestre”. Em todas as religiões e organizações onde haja o mais profundo conhecimento da Lei Espiritual, o mesmo ritual é usado ano após ano, não se mudando nenhuma palavra, porquanto o ritual tem efeito definido sobre o Corpo Vital dos que o usam. A repetição constante constrói, também, um arquétipo e todos os Centros e Grupos que fazem o ritual, exatamente como é feito na Sede Mundial, serão envolvidos no arquétipo. Tais Centros e Grupos construirão, também, no seu local, uma vibração ou ritmo harmônico com o Raio emitido do Templo da Rosacruz. A Sede Mundial é o foco de irradiação desse Raio para todos os Centros e Grupos da Fraternidade Rosacruz espalhados pelo mundo. Quando o ritual é alterado, mesmo em poucas palavras, o arquétipo é perturbado e os Centros e Grupos que assim procede, coloca-se em desarmonia com o Raio Uníssimo.

Existem muitos Egos que estão preparados para os ensinamentos rosacruzes e se o ritual for conservado assim, puro e fiel como foi dado, atrairá tais Egos, tão certamente como age a Lei de Gravidade.

Que as Rosas floresçam em vossa cruz

24/03/2022

A Formação do Ambiente e as Enfermidades Físicas e Mentais

por Max Heindel

Estabelecendo-se uma comparação entre os reinos animal e humano, nota-se que, enquanto os animais agem e reagem de maneira idêntica sob as mesmas circunstâncias, por serem guiados por um espirito-grupo, o homem comporta-se diferentemente. Cada indivíduo é uma “lei em si mesmo”. Ninguém pode predizer ações de cada ser humano nem como agirá sob circunstâncias análogas. Pode agir distintamente, e provavelmente o fará, diante de condições idênticas e em ocasiões diferentes.

Por esta razão, é extremante complexo tentar definir ou elucidar devidamente um assunto como a TEIA DO DESTINO, pois nossas mentes, ainda tem uma capacidade limitada. Para compreender totalmente esta matéria, seria necessária a sabedoria de grandes seres como os Anjos do Destino, por exemplo, que tem a seu cargo esse intricado aspecto da vida.

Cada ato de cada indivíduo produz uma determinada vibração no universo, reagindo sobre ele e outros ao seu redor. Não tem, a mente humana, condições de vigiar e calcular o resultado dessas ações e reações que se produzem em meses, anos ou vidas.

Porém, temos visto, graças ao quadro geral impresso em nossa mente, quando desenvolvíamos esse tema, o modo de classificar as causas engendradas no passado, segundo se nos apresentam, com seus efeitos na vida atual. No decurso deste estudo se investigaram várias centenas de pessoas. Em alguns casos, retrocedemos três, quatro e até mais vidas, com o objetivo de chegar à raiz da questão, determinando a forma em que as condições do passado reagem para criar as atuais. Porém, ainda que fazendo conscientemente esse trabalho de investigação, devemos advertir o leitor: não considere nosso juízo como um ensinamento conclusivo e definitivo sobre a matéria. Considere-as um passo inicial e confiamos poder ajudá-lo a solucionar determinados problemas.

Com referência ao meio ambiente parece-nos que as pessoas dotadas de uma natureza toda peculiar, difíceis de se relacionar com outras de seu meio, tem diante de si uma vida pontilhada de provações. Nascem frequentemente entre estranhos, dos quais não receberão nenhum sentimento de afeto. Seus sofrimentos não despertarão entre seus familiares, nenhuma impressão de simpatia ou apreciação. Ou bem se tornam órfãos, ou separados dos pais, quando não se ausentam de sua terra em tenra idade. Quando é este o caso, essa alma, amiúde anela um afeto, a simpatia ou carinho, sentimentos que era recusou a dar em vidas anteriores.

Também observamos casos de indivíduos responsáveis pelos maiores ultrajes, no passado, tendo levado a desonra e a vergonha a seus entes queridos, os quais sofreram horrores, justo pelo acendrado amor nutrido pelo desafeto. Na existência em que tal alma se dispõe a emendar-se, purgando seus erros pretéritos encontrar-se-á em um ambiente totalmente hostil. Sofrerá fome de amor, pois negou-o anteriormente. Se tal criatura não aprender toda a lição numa só vida, diferentes encarnações com experiências semelhantes, ensinar-lhe-ão a ser agradecido aos que o amam, bem como a agir correta e honestamente.

Também observamos que, amiúde, uma alma errou em vidas passadas devido à falta de uma influência bondosa por parte de seus familiares, que deviam ter sido fiéis, amorosos e complacentes. A carência desse ambiente de simpatia não encontrou, como é lógico, justificativa para suas faltas ante a lei, vendo-se obrigada a expiá-las em vidas posteriores. Nestes casos, todavia, as condições foram contrárias. A família que, em vidas passadas, houvera sido indiferente, agora lhe será querida, tendendo a sentir extraordinariamente o sofrimento que ela tiver de suportar em consequência do seu passado. Deste modo, a família também expiará a parte que lhe corresponde, pela sua responsabilidade em haver reusado carinho e simpatia.

São casos extremos, diga-se de passagem. Naturalmente, porém, podemos extrair lições dos casos pouco claros, pois quanto mais brutais e chocantes foram os fatos postos à nossa consideração, também mais fácil será catalogá-los. A lei que convém aos casos extremos, também se ajusta aos de menor importância, com as modificações graduais necessárias, aplicadas nas diferenças de ambiente.

Os fatos relatados indicam claramente que nós somos os guardiões de nossos irmãos, sendo conveniente exteriorizarmos lhes toda simpatia e bondade pertençam ou não á nossa família. Olhando as coisas desde a superfície, e sob o ponto de vista do nosso estado atual, talvez não transpareça nenhuma responsabilidade que nos cabe pelas ações de nossos infelizes familiares. Se pudéssemos ver por detrás do véu, provavelmente descobriríamos que nós mesmos fomos, em grande parte, culpados de suas desditas.

Ouve-se, frequentemente, a expressão: “fulano ou sicrano são o pesadelo de certas famílias”. Mas, podemos considerar essas pobres criaturas como seres estranhos entre gente estranha, devendo viver naquele meio devido desajustes de vida passadas. “O sangue é mais espesso do que a água”, diz um velho provérbio. O certo, porém, é que o laço sanguíneo não traz consequências, a menos que os espíritos de uma família estejam unidos entre si pelo amor ou pelo ódio do passado, fatores determinantes das relações da vida atual.

Uma alma pode envolver-se com determinada família em laços carnais, sentar-se a sua mesa, usufruir do direito legítimo de herança, e ser, entretanto, tão estranha quanto um mendigo que bate à porta pedindo um prato de comida.

Recordemos as palavras de Cristo: “Pois estava faminto e me destes de comer, estava sedento e me destes de beber, era um estranho e me admitistes ao vosso lado”; e depois: ”Tudo o que haveis feito em favor do menor dos meus irmãos, a mim mesmo o haveis feito”. Quando encontrarmos uma pobre alma, dessas marcadas pela desgraça e pela solidão, devemos como cristão, imitar o exemplo de Cristo. É mister contribuir para que essa infeliz criatura se veja rodeada do calor de um lar, sentindo-se em sua casa, entre os seus. É necessário, por difícil que possa parecer, cultivar sua amizade, por amor de Cristo, sem levar em consideração suas fraquezas e excentricidades.

A humanidade é afetada por enfermidades classificadas entre mentais e físicas. A incapacidade mental, quando congênita, é o resultado do abuso da força criadora, com uma exceção. Pode-se incluir no caso, as afecções dos órgãos vocais, e isto é lógico e compreensível.

O cérebro e a laringe foram construídos através da metade da força criadora. Assim o homem, bissexual antes da aquisição desses órgãos e capaz de gerar por si mesmo, perdeu esta faculdade, dependendo agora, da colaboração de alguém de sexo polaridade oposta, para criar um novo veículo para um espirito reencarnante.

Quando se usa a visão espiritual para observar um homem na Memória da Natureza, durante a época em que ainda estava em formação percebe-se o seguinte: onde agora existe um nervo, havia anteriormente uma corrente de desejos; e que o próprio cérebro foi feito de substância de desejos, bem como a laringe.

Foi o desejo que, primeiramente enviou um impulso por meio do cérebro e criou tais correntes nervosas, para o corpo mover-se e conseguir, para o espírito, qualquer satisfação o ou anelo. A linguagem, da mesma forma, é utilizada para atingir um objetivo. Por meio dessas faculdades o homem alcançou certo domínio sobre o mundo, e se pudesse voar de um corpo a outro, não teria fim o abuso de seu poder para satisfazer qualquer capricho ou desejo. Porém, sob a Lei da Consequência carrega consigo, em cada novo corpo, as faculdades e órgãos semelhantes àqueles utilizados em veículos precedentes.

Quando as paixões arruínam um veículo, em uma vida, isto fica gravado no átomo-semente. Na “descida” para o renascimento, é impossível para esse espirito, juntar material puro no sentido de organizar um cérebro de estrutura estável. Nesse caso, renasce geralmente sob um dos signos planetários comuns. Nestas circunstâncias os quatro signos comuns se encontram posicionados nos quatro ângulos de seu horóscopo, porque, através deles (dos signos) o desejo passional defronta sérias dificuldades para manifestar-se. Em consequência, esse poderoso impulso que anteriormente regeu seu cérebro e que poderia ser usado agora o propósito do rejuvenescimento acha-se ausente e o indivíduo carece de incentivo na vida. Converte-se num inválido, uma tábua sobre o oceano da existência, frequentemente um louco.

O espírito, todavia, não é louco. Vê, conhece e alimenta um desejo ardente de utilizar seu corpo ainda que lhe seja impossível, pois amiúde não pode enviar sequer um impulso adequado aos seus nervos. Os músculos do rosto e do corpo não estão sob o controle de sua vontade; há falta de coordenação.

Deste modo, o espírito aprende uma das mais duras lições da vida, porquanto é muito pior do que a morte, achar-se sujeito à um corpo e não poder expressar-se através dele. Isto aconteceu porque a força de desejos necessária para pensar, falar e mover-se, exauriu-se em uma vida depravada, no passado, deixando o espírito sem energia para manipular seu atual veículo físico.

02/03/2022

Anjos do Destino

Imagem: revista "Rays from the Rose Cross"  (mais informações aqui)

Pergunta: Os Anjos do Destino são Seres individuais?

Resposta: Sim, são poderosas Individualidades. São os embaixadores dos Grandes Anjos Planetários e, como tais, estão envolvidos no nascimento do homem, auxiliando-o na seleção do seu ambiente e reservando a cada vida o destino que deve produzir os efeitos necessários. Dirigem as influências estelares de forma que essas afetem cada um de maneira a facilitar a liquidação de suas dívidas passadas, colaborando, também, para que possa colher os frutos de toda boa ação praticada em sua vida anterior.

Nisto, os Anjos do Destino são auxiliados por um grande número de agentes e pelos espíritos da natureza, que não são ainda individualizados, mas trabalham inconscientemente sob a direção desses Grandes Seres, da mesma forma que os animais são guiados pelos espíritos-grupo.
Pergunta 75 do livro: "Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas", vol.I de Max Heindel

06/02/2022

COLABORAÇÃO UNIVERSAL

"Consertando um Brinquedo", Edmund Adler, (1876 - 1957)
 pintor austríaco fonte Wikipedia

A vida é inexpressiva e vazia se vivemos só para nós mesmos: comer, divertir, trabalhar, dormir. A vida perde o seu propósito se vivida introvertidamente: segregar-se, não participar. A vida não tem razão de ser quando usufruída egocêntrica e egoisticamente - eu, meu; só eu, só meu.

Viver para os outros, entretanto, adiciona à existência novo sabor e nova dimensão, dando-lhe ainda, por acréscimo, o mais nobre e sublime significado. Confere-lhe positivamente o seu verdadeiro sentido.

Criar e educar filhos (nossos ou dos outros) alegrar a casa; ajudar os vizinhos; servir a desconhecidos que necessitem de ajuda; colaborar para a harmonia no meio-ambiente; revigorar o relacionamento com os amigos; exteriorizar-se. "despejar-se para fora" ou viver muito mais para os outros do que para si mesmo, este o real significado da existência humana. Vivendo dessa maneira, o homem preenche a sua finalidade na Escola da Vida no que tange a experiências, pois está cumprindo a síntese e essência da Lei dada pelo Grande Espírito Solar: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo." Vivendo assim, ele cresce animicamente e progride na senda evolutiva.

Quem não vive para os outros está fora dos planos da Criação. Acha-se excluído da harmonia universal. Quem não colabora com o mundo está alienado dele. Quem não ajuda ao seu semelhante encontra-se afastado do sistema de leis suprafísicas que rege o progresso humano. Para quem o Pai trabalha até hoje, indagamos nós? Como todo ocultista sabe, o Filho também trabalha até hoje, permanentemente desde o Sol e parte do ano dentro da Terra.(Saiba mais aqui) E por quem trabalha o Filho até hoje? O Espírito Santo igualmente trabalha até hoje na geração das espécies a partir das luas. Para quem Ele trabalha? E para quem trabalham os Senhores da Forma, os Senhores da Mente, os Arcanjos, os Anjos e outras Hierarquias, até hoje?

O Iniciado de Tarso, Paulo da Cilicia, Saulo para os judeus, aos cristãos da Itália, certa vez escreveu: “Sabemos que todas as coisas colaboram para o bem daqueles que amam a Deus" ... (Rom. 8:28). Observe o leitor amigo: "todas as coisas colaboram para o bem". Aquele Irmão disse: "todas... colaboram". Quem tem dúvidas acerca da amorosa mecânica da cooperação universal pela qual se desenrola o progresso em nosso sistema solar também? Cremos que poucos, nos dias atuais.

Ninguém se iluda pois: no universo só cresce, só se desenvolve, quem ajuda, quem colabora, quem serve aos demais, consciente ou inconscientemente, mas sempre amorosa e desinteressadamente. Porque o universo inteiro é colaboração. E colaboração para o Bem: os planetas ajudam-se mutuamente e cada um de per si ajuda o Sol; uma estrela ajuda outra estrela, um sistema planetário ajuda outro sistema planetário, uma galáxia auxilia outra galáxia. Tudo dentro da harmonia universal da Unidade Indivisível, como se fora um só corpo inteligente e amoroso. Como o nosso corpo repleto de saúde. Aqui, no mundo da forma do globo terrestre uma onda de vida ajuda outra onda de vida, e os mais avançados são sempre os que mais ajudaram, os que mais ajudam ainda. Exemplos? Os Irmãos Maiores, na onda de vida humana; os animais domésticos na onda de vida animal; as árvores frutíferas e as plantas medicinais e ornamentais, na onda de vida vegetal; os metais nobres e as pedras preciosas, na onda de vida mineral.

Temos as mais fortes razões para concluir, portanto, que em todos os mundos e em todas as esferas, o que mais colabora para o bem-estar e progresso dos demais - pertença ou não à sua evolução - sempre se acha um ou mais passos à frente dos seus companheiros de jornada em sua própria onda de vida. Assim, os seres (arcangélicos, angélicos, humanos etc.), que se encontram na vanguarda da evolução são os que mais deram de si aos outros, no passado e continuam dando cada vez mais no presente, consoante a Lei de Dar e Receber, que funciona em tudo e a todos atinge. A Lei da Reciprocidade. A Lei do Amor.

Pensamos finalmente ser esse avanço estimulo suficiente a qualquer pessoa para entrar na onda da colaboração, mas estímulo especial aos sinceros aspirantes rosacruzes que atualmente se esforçam no Caminho, com a mente impregnada das inspiradas palavras do Iluminado Mensageiro: 
“O Serviço amoroso, altruísta e desinteressado é o caminho mais curto, mais seguro e mais agradável que conduz a Deus...").

Sintetizado de uma lição da Sede Mundial e publicado no ECOS da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil, jan/fev 1994

01/02/2022

NENHUM ESFORÇO É PERDIDO

Que tremenda vantagem é cultivar uma compreensão mais profunda da importância de nossa estadia em um corpo físico! Nossa permanência num corpo físico é o tempo-semente, o tempo em que plantamos.

Todo ato, bom ou mal, é impresso sobre o nosso átomo-semente,(saiba o que é) produzindo um efeito direto sobre os arquétipos do nosso corpo. Formam-se assim linhas vibratórias de força que posteriormente atraem e organizam as partículas físicas.

Quando agimos em harmonia com as leis da vida, fortalecemos o arquétipo (saiba mais) prolongando a existência, na qual obteremos um máximo de experiência assim como o crescimento anímico proporcional ao nosso presente estado de desenvolvimento.

Se nossas ações são contrárias a essas leis encurtamos nossas experiências nesse mundo, e, portanto, damos lugar a um número maior de renascimentos.

Quando vivemos vidas puras e aspi­ramos vivenciar as verdades que aprendemos, criamos formas de pensamento de natureza semelhante. Nossas mentes então fluirão por canais que harmonizam-se com a verdade, e quando chegue o tempo de criar o Arquétipo no Segundo Céu (vide nota abaixo), para o próximo re­nascimento, intuitivamente, em vista do hábito da vida passada, nos harmonizaremos com as forças da Justiça e da Verdade. Essas, atuando no corpo, criarão harmonia em nossos veículos e a saúde será a nossa sorte na vida seguinte.

Portanto, podemos admitir quão importante é elevar nossos pensamentos a um nível superior, fazendo um esforço especial para usá-los sempre construtivamente em nossa linguagem e ações.

Assim vemos que nenhum esforço se perde, tratemos portanto de construir agora!

Nota: Segundo Céu _ procure por este subtítulo no Cap.V do livro MISTÉRIOS ROSACRUZES de Max Heindel (aqui)

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ

Esse artigo faz parte de uma coleção de textos sobre cura da seção "Healing" da revista "Rays from the Rose Cross" .Muitos deles foram traduzidos pela Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil e publicados na revista "Serviço Rosacruz". São distribuídos gratuitamente a todos os que se inscrevem no Serviço de Cura seja Estudantes ou não. Portanto são públicos. Se deseja divulgar, por favor mantenha os créditos. Veja mais como este aqui

31/01/2022

O Dia dos Namorados e o Rosacrucianismo

“A escala do amor”, do pintor francês Jean Antoine Watteau (1.684-1.721)
Por Jonas Taucci (*)
De forma resumida, esta celebração provavelmente teve origem por volta do ano 270 DC, na Roma antiga: conta-se que o bispo Valentim celebrava casamentos entre os soldados romanos, contrariando as ordens do imperador Claudio II, o que lhe custou a pena de morte. Antes de sua execução (14 de fevereiro), Valentim recebeu – no cárcere – várias cartas de jovens casais, informando que sempre iriam acreditar na força do amor entre as pessoas.

Esta data passou por uma série de significâncias, acentuadamente na Idade Média.

No século XVII, os ingleses, oficializaram esta data, como uma forma de homenagear os casais enamorados, e assim ofertarem presentes. Esta tradição teve consequências:

1- Países de língua inglesa adotaram esta data (14 de fevereiro), como Valentine’s Day, e outros países em dias diferentes (interessante no Brasil ser comemorado dia 12 de junho, véspera de Santo Antônio, conhecido como o santo dos casamentos).

2- A data em que é celebrado o amor entre os namorados, amoldou-se a circunstâncias de cada país; religiosa, social, historicamente... e veladamente de uma forma esotérica.

Elmam Bacher (Estudos de Astrologia – Volume V), informa que certas datas - ainda que para a maioria da humanidade de uma forma inconsciente – nos transmitem verdades cósmicas. Uma delas:

O Dia dos Namorados


Temos aqui a sua correspondência com a 5a Casa Zodiacal, onde a Hierarquia de Léo e o Sol possuem morada num horóscopo abstrato (cúspide de Áries e Marte na primeira casa, cúspide de Touro e Vênus na segunda casa, cúspide de Gêmeos e Mercúrio na terceira casa etc.).

Nesta data expressamos nosso carinho à pessoa amada com presentes que geralmente e por tradição são:

1- Cartão com dizeres (expressando o nobre sentimento do amor).
2- Flores (fragrância).
3-Chocolates (doçura).

Não importa qual dia do ano em que a data dos Dia dos Namorados ocorra em diversos países: ela estará sempre associada à nossa 5ª Casa Zodiacal e o Sol.

Max Heindel e sua esposa Augusta Foss Heindel, nos falam desta Casa:

A) sua relação com o namoro e o amor. (A Mensagem das Estrelas – 4º Capítulo, A leitura do horóscopo – As Casas).

B) sua correspondência com o coração. (Astrodiagnose – Um Guia de Saúde - Capítulo II, Correlação da Anatomia e da Fisiologia com o Zodíaco).

Um bom (e particular) exercício esotérico sobre isto, consiste em inserir numa Roda do Zodíaco em branco (abaixo), apenas o signo correspondente à cúspide de nossa 5ª Casa, inserir também - se for o caso - planetas localizados nesta nossa Casa e traçar possíveis aspectos com outros planetas. O sr. Bacher, por inúmeras vezes em sua obra utiliza-se deste método de traçarmos – isoladamente – determinadas posições astrológicas para estudos.

A partir disto, realizarmos uma profunda meditação e reflexão baseada nos dizeres abaixo do Sr. Bacher, sobre o Dia dos Namorados (ele o chama de Valentine’s Day), e a nossa 5ª Casa.

1- A canção dos jovens de coração.

2- Sermos mantenedores de um coração renovado e puro, pelos impulsos do afeto.

3- O brilho da estrela do amor.

4- Deveríamos manter viva a perfeição da beleza, amando o belo na relação, o encanto na convivência harmoniosa e a inspiração sempre renovada da LUZ, que sempre está presente no ser amado.

Esta última colocação do Sr. Bacher, nos faz lembrar o Ritual Rosacruz do Serviço do Templo “esquecer, diariamente, os defeitos dos nossos irmãos e procuremos servir à Divina Essência neles oculta, o que constitui a base da Fraternidade”).

Uma das definições mais elevadas sobre FRATERNIDADE, foi deixada por Elmam Bacher (Estudos de Astrologia – Volume VIII – capítulo II), isenta de qualquer conotação referente a conhecimento, cargos, níveis escolares ou posses materiais:

“A FRATERNIDADE É A ESSÊNCIA DESTILADA DAQUILO QUE SE APRENDE MEDIANTE O RELACIONAMENTO DO AMOR”.

Nosso desenvolvimento espiritual será alcançado unicamente com o desabrochar de nossa divindade interna e isto não ocorrerá a menos que façamos os necessários esforços e sacrifícios; muitas vidas de prestação de serviços à humanidade; até que sejamos capazes de agir desta maneira, nenhuma quantidade de livros, palestras, cursos, textos etc. nos fará alcançar este intento.

Durante séculos – e para a maioria da humanidade – a aceitação desta máxima acima, foi – também - impedida por acreditar-se que o Cristo que esteve aqui a dois mil anos salvaria a todos aqueles que nele cresse e tratasse de ser uma boa pessoa, sendo que por “boa pessoa” entenda-se dentro de certas crenças com seus respectivos critérios.

Cristo então faria, literalmente, o resto.

O fiel aspirante rosacruz está imbuído da fé de que a oração acompanhada de obras humanitárias e desapego ao culto à personalidade e egoísmo, atrairão auxílio dos ILUMINADOS que sempre estão desejosos a guiar um espírito aspirante.