21/03/2021
Onde está o Céu?
16/03/2021
Sempre a Rosa Branca
13/03/2021
Uma Pergunta - Uma Resposta
Resposta: O espírito não é masculino, nem feminino. Manifesta-se alternadamente como homem e mulher, de forma que, considerando o voto feminino de um ponto de vista mais amplo, seria vantajoso para os homens de hoje conceder às mulheres o que na realidade é seu direito — uma total e completa igualdade em todos os setores. O duplo comportamento social através do qual, atualmente, um homem pode cometer pecados sem ser condenado ao ostracismo, precisaria acabar, O trabalho da mulher deveria ser remunerado da mesma forma que o é o trabalho do homem e, em todo caso, as linhas formuladas tão admiravelmente no romance de Edward Bellamy, “Olhando Para Trás”, deveriam ser seguidas.
A conveniência desse acordo social equitativo ficará evidente se considerarmos a vida, não do ponto de vista de uma única vida, mas de uma entre muitas, e de que nascemos alternadamente como homens e mulheres. Mas há outras razões pelas quais deveria conceder-se à mulher o direito de voto. No homem, o corpo denso é positivo e as forças positivas do homem são especificamente focalizadas na Região Química do Mundo Físico. Ele está mais interessado no que pode pesar, medir, analisar e produzir na sua vida diária. Seu desenvolvimento segue paralelamente à concepção materialista, moldando a terra e tudo que ela encerra, adaptando-a à sua fantasia, mas tomando pouco ou nenhum caso no aspecto espiritual das coisas.
Por outro lado, a mulher tem o corpo vital positivo e, como resultado, está intuitivamente em contato com as vibrações espirituais do universo. Ela é mais idealista e imaginativa, tendo um grande interesse em tudo que se relacione à elevação moral da raça. Como é somente através do crescimento moral e espiritual que a humanidade poderá evoluir, a mulher é realmente o fator essencial para essa evolução. Seria um enorme benefício para o mundo se lhe fosse conferido, em todos os campos, um direito igual ao do homem. Somente assim, poderemos esperar reformas que unirão realmente a humanidade. Por analogia, podemos observar um lar, onde a mulher é o pilar central em torno do qual o marido e os filhos se agrupam. De acordo com a sua capacidade, ela torna a casa um verdadeiro lar, ela é a influência que cimenta e pacifica. O pai pode morrer ou abandonar o lar, os filhos irem embora, mas enquanto a mãe estiver presente, o lar permanece. Mas quando a mãe morre, o lar desfaz-se simultaneamente.
Alguns podem rebater: “Sim, mas se ela for atraída por questões políticas, o lar certamente se dissolverá”. Não devemos temer isso. Durante o estágio de transição, enquanto as mulheres tiverem que lutar pelos seus direitos, possivelmente, durante algum tempo até que se tenham ajustado, poderá haver alguns casos de negligência no lar. No entanto, as que já passaram por essa prova, não tiveram seus lares desfeitos e muita coisa boa foi concedida, pois sempre podemos contar com as mulheres para apoiar qualquer movimento relativo à moralidade. Embora as leis sejam apenas temporárias, tentando conduzir a humanidade a um plano mais elevado onde cada um seja uma lei em si mesmo, agindo corretamente sem coação, ainda subsiste a necessidade de que tais reformas sejam efetuadas por meio da legislação.
PERGUNTA 185 do livro: FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS, VOL. I, MAX HEINDEL
03/03/2021
A Páscoa e o Compositor Rosacruciano
Até onde tenho conhecimento, este é o primeiro registro fotográfico de um Centro Rosacruz (ligado à Sede Mundial, Oceanside), no Brasil. Trata-se da fundação do Centro Rosacruz de Santo André, na data acima informada, com (então) localização na Rua Campos Salles, 129, na cidade de Santo André, estado de São Paulo.
O casal Ana e Armando Tempera (abnegados rosacrucianos, oriundos da Itália); Mario Sparapani; Milton José Ribeiro (raramente deixava de comparecer às reuniões); João Baptista Ribeiro da Silva; Maria Ribeiro da Silva; Luís Mario Salvini (palestrante de astrologia);Edmundo Teixeira (além de palestrante, escreveu muitos artigos, e, na reforma dp Centro Rosacruz de São Paulo, em 1984, contribuiu financeiramente de forma substancial).
Cristovam Martins
(colaborou muito na parte financeira), Francisco Phelipp Preuss (austríaco,
palestrante e virtuose quando tocava cello), Raul Guerreiro (excelente
violinista; em seu apartamento, nas tardes de sábado, reunia os amigos para
saraus musicais que jamais esquecerei), João Dodero (uma vida dedicada a
trabalhar pela Fraternidade), Isis.
Severino Gomes
(apresentador oficial das comemorações de Natal e aniversário da Fraternidade),
José Facchini, Dorothea Bloss Kubitzki (alemã, doou ao Centro Rosacruz de Santo
André um órgão, eximia musicista, organista e mezzo-soprano, colaborou anos com
sua voz e talento ao órgão).
Tive a felicidade de
conhecer muitos destes irmãos e irmãs; foram verdadeiras “colunas” dentro da
Fraternidade Rosacruz, numa época em que se pagava aluguel de uma sala onde
realizavam-se as reuniões, além de água, luz, faxina, material de limpeza,
administrativo, correio etc.
No transcurso das décadas
– durante o mês em que se observava a Páscoa – realizavam palestras semanais
sobre este assunto.
No próximo dia 20 de
março de 2.021, às 06h39m HB (Horário de Brasília), o Sol ingressará no signo
zodiacal de Áries, inaugurando um novo Ano Astrológico.
No dia 28 deste mesmo
mês, às 15h48m HB, acontece a Lua Cheia (eixo Sol/Áries – Lua/Libra), sendo o
domingo seguinte celebrada a Páscoa (04 de abril).
A divina mensagem que chega
com o advento da Páscoa, difere em significado segundo o grau evolutivo de cada
indivíduo. Quando Cristo foi crucificado no gólgota, seu gigantesco sacrifício
para com a humanidade apenas iniciou-se; ELE nos visita anualmente:
MARÇO – SOL
EM ÁRIES – FOGO:
Cristo inicia sua volta
ao Mundo do Espírito de Vida, Páscoa.
JUNHO –
SOL EM CÂNCER – ÁGUA:
Cristo no Mundo do
Espírito de Vida, recompõe seus veículos e assimila a essência do serviço
prestado à Terra.
SETEMBRO –
SOL EM LIBRA – AR:
Cristo inicia sua volta à
Terra.
DEZEMBRO –
SOL EM CAPRICÓRNIO – TERRA:
Cristo atinge o centro da
Terra, infundindo todo seu amor ao nosso planeta, Natal.
Sem este trabalho anual
do Cristo, toda a evolução concernente ao planeta Terra estaria
irremediavelmente perdida.
A Fraternidade Rosacruz
possui Rituais (Equinociais e Solsticiais) específicos para estas datas,
contendo - em cada um deles - as portentosas vibrações concernentes a cada um
destes pontos da Trajetória Anual do Cristo.
Se o ingresso do Sol
nestes signos é o ponto determinante para estas sacras datas, a posição da Lua
nestes mesmos (cardinais) signos, semanalmente, chancela o Ritual Rosacruz de
Cura. Vemos desta forma, a LUMINOSIDADE CRÍSTICA dos
Ensinamentos Rosacruzes.
Ao aspirante rosacruz,
fica a certeza de poder contribuir com Cristo nesta empreitada: praticar seus
ensinamentos.
A libertação – definitiva
– de Cristo referente a esta trajetória, não será obtida como resultado de
erudição humana (sejam de quais forem as religiões, filosofias ou doutrinas),
intelecto desenvolvido, aquisições de conhecimentos, textos escritos/lidos ou
mesmo de (apenas) fé. “A fé sem as obras, é morta” - Tiago 02-26.
Será obtida – segundo os
Ensinamentos Rosacruzes - somente após um número suficiente de nossa humanidade
ter desenvolvido seu Corpo-Alma, como um instrumento apto e radiante. Max
Heindel nos informa de como podemos construir este luminoso Corpo: sacrificando
nossa personalidade em favor do serviço abnegado aos nossos semelhantes. Como
estamos – individualmente – contribuindo para com isto?
Muito comum na Páscoa,
ouvirmos estrofes de músicas alusivas à Ressurreição de Cristo em vários
segmentos religiosos, espiritualistas ou esotéricos.
Contudo, ao aspirante
rosacruz fica a tarefa de compor uma outra estrofe:- Não esquecer os
desassistidos.
A origem etimológica da
palavra “ALELUIA”, tão utilizada nos domingos de Páscoa e maravilhosamente
musicada pelo compositor barroco Georg Friedrich Handel (1.685-1.759), na obra
O Messias – movimento “Aleluia”, vem do hebraico, onde:
HALLELU: adorar e louvar.
YAH: abreviação da palavra
Deus.
Aqui, o sincero e fiel
aspirante rosacruz deve entender este significado como a adoração e louvor ao
seu Eu-Superior; sua Divindade Interna preenchendo seus pensamentos, palavras e
ações.
Na Lição abaixo, de nossa
Sede Mundial, há um poema (não informado o autor), que nos dá subsídios do que
devemos realizar para vivenciarmos plenamente a Santa Estação da Páscoa o ano
todo:
SUGESTÕES DE LEITURA
- Ritual Rosacruz do Equinócio de Março, a ser
oficiado, sob orientação de nossa Sede Mundial (Oceanside), no dia 19 de março
deste ano de 2.021. (veja aqui)
- Interpretação Mística da Páscoa
- Max Heindel. (aqui)
- Filosofia Rosacruz em P&R – Max Heindel, Volume I – Pergunta 89. (veja aqui)
- "Que o Mundo se Rejubile" - de Histórias da Era Aquariana para Crianças – Vol.III - PDF (baixe aqui)
- O Manto de Cristo, livro do autor
americano Lloyd C. Douglas (1.877-1.951).
Artigo por Jonas Taucci
As Festas Cristãs
23/02/2021
Ver Com os Olhos da Alma
Outro dia conversei pelo WhatsApp com um
velho amigo. Há muito não nos comunicávamos. Coisas da vida. Cada um no seu
caminho. Problemas existenciais nos mantiveram olhando apenas para nossos
umbigos. Interesses. Compromissos. Planos frustrados. Expectativas. Cada
um no seu paraíso ou no seu inferno. Habitualmente convivendo com os dois e
lutando por um saldo positivo no final. E, segue a vida…
O assunto predominante foi a pandemia e
suas restrições no cotidiano das pessoas. Porém, ele me confessou a descoberta
de aspectos positivos nesse isolamento forçado. Um deles é o tempo que lhe
sobra para observar e ouvir mais atentamente o mundo restrito que o cerca.
Coisas simples, corriqueiras. Tão banais que passavam desapercebidamente pelos
seus dias. Coisas aparentemente pequenas, como observar o comportamento leal e
as reações quase humanas do seu cão. A rotina da casa, como as tarefas de cozinhar,
lavar, higienizar, podar a roseira, pintar a janela da edícula. Como esses
afazeres podem ser gratificantes se feitos com atenção, consciência, e neles
encontrarmos um significado. Dar atenção às crianças, conversar com os idosos,
mesmo para ouvir aquelas histórias de sempre. No fundo, um exercício de
paciência, de generosidade. Talvez aprender a ouvir mais e falar menos.
Perceber a existência de “algo divino” no interior das pessoas. Sentir-se uno
com esse “algo divino”.
Em determinado momento meu amigo revelou ter aprendido a observar melhor o céu. “Há muito tempo eu não prestava atenção ao céu”. Fascinei-me com o brilho e limpidez do seu azul. Admirei o contraste com as nuvens brancas. Nunca notara antes. Observação que quase me levou a um êxtase ou arroubo. Descobri significados nunca anteriormente imaginados. Não sei se você vai me entender, pois trata-se de uma experiência interna, única, pessoal”.
Encerramos a conversa e eu fiquei
matutando sobre tudo o que acabara de ouvir. Decidi, então, a partir de hoje,
observar melhor o pôr do sol. Se possível com os olhos da alma. Se possível…
03/02/2021
Sobre Amizade e Discernimento
Com certeza, as pessoas que tiveram seus primeiros contatos com os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, – sejam presencialmente, online, livros, folhetos etc. – e sentiram uma identificação com os mesmos, tornaram-se membros ou simpatizantes. Comigo não foi diferente.
Entretanto houve um outro fator que me fez ingressar na Fraternidade Rosacruz, naqueles anos 70: O comportamento de seus membros, dentro e fora dos Centros Rosacruzes; a educação, fidelidade aos Ensinamentos, cordialidade, e sobretudo a prestação de serviço. Dou testemunho de ter visto os irmãos irem visitar enfermos, custear remédios, arrecadar agasalhos para desabrigados, levar uma palavra amiga a doentes em hospitais. Enfim, esse era o quadro que encontrei em minhas primeiras visitas a estes Centros Rosacruzes.
Quando fui convidado pela estimada amiga Maria
Lázara Franzini, a escrever artigos para este blogue, aceitei e disse a ela que
iria, também, prestar uma homenagem às pessoas que encontrei na Fraternidade (e
convivi por décadas), tendo já partidas para os Planos Internos. E assim tenho
feito.
Foram os melhores amigos(as) que encontrei na vida. Transmitiam os Ensinamentos
Rosacruzes em suas palestras ou textos, entretanto o comportamento destes
irmãos era uma extensão desta divulgação.
Evidente que sinto muita saudades deles, contudo há algo que me conforta: Filosofia Rosacruz em perguntas e respostas – Volume I , de Max Heindel;
- As perguntas 56 e 57, versam no mesmo tema – Encontraremos e reconheceremos os bem-amados que passaram através do portão da morte? Fica a sugestão para consulta.
O probacionista João Augusto, jamais proferiu uma
palestra, jamais oficiou um Ritual (esteve presente em várias centenas deles);
considerava-se tímido para isto. Contudo, este irmão – até onde sei – foi o que
mais esteve na CASA DO ESTUDANTE (cidade de Campos do Jordão – SP).
Jamais a passeio!
Trabalhou na manutenção elétrica, hidráulica,
pintura, alvenaria etc. de uma forma abnegada. Aqui em São Paulo, visitava com
frequência hospitais, mesmo não conhecendo os pacientes, sempre levando uma
palavra de ânimo e estímulo. Vários remédios, alimentos e roupas este irmão
distribuiu a pessoas carentes.
Fazia algo “sui generis”: aos domingos pela manhã, percorria várias bancas de jornais da cidade de São Paulo, solicitando – e sempre sendo atendido – a que os jornaleiros inserissem nos jornais dominicais e revistas semanais, folhetos da Fraternidade e a revista Serviço Rosacruz. Sem dúvida, um material de excelente divulgação era levado a aproximadamente uma centena de lares, todos os domingos.
Era calvo, e brincávamos com ele: - João, me empresta o pente? Um frondoso sorriso estampava sua face diante disto.
Este irmão tinha uma predileção por um determinado
assunto nos ENSINAMENTOS ROSACRUZES; o cultivo do discernimento. Lembro-me de
várias ocasiões em que – juntamente com outros irmãos e irmãs - discorríamos
sobre este tema, e a importância dada por Max Heindel a isto: “O
discernimento é a faculdade que nos permite distinguir aquilo que é essencial
daquilo que não tem importância, separando a realidade da ilusão...” (Cristianismo Rosacruz – Conferência XI ).
Com respeito a isto, Cristo nos deu um maravilhoso
ensinamento, sem paralelos: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é
de Deus” (Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas).
Nós – como Cristos em formação – constantemente
estamos sendo confrontados com a necessidade de discernir;
* De um lado CÉSAR: os desejos e anelos de nosso Eu-Inferior.
* Por outro lado, temos DEUS: os impulsos do
Eu-Superior.
A capacidade discernente que adquirimos nos
auxiliará a edificar, não só no presente, mas para vidas futuras também. À
medida que nosso discernimento se desenvolva mais efetivamente, poderemos levar
a cabo ações que nos produzam crescimento anímico.
Esta faculdade nos impulsiona a nos adaptarmos a
novas condições e ambientes; talvez em nenhum momento da história da
humanidade, as mudanças ocorreram tão velozmente como agora. A evolução não
prossegue sem transformações, e o discernimento determina quais mudanças são
salutares para nosso desenvolvimento interno.
Nunca devemos nos esquecer que – ao crermos que
nossas razões sejam justas e corretas – não estamos isentos de atos nocivos e
danosos que possamos cometer aos nossos semelhantes. Estes atos, certamente,
estarão sob nossa responsabilidade e acarretará a Lei de Causa e Efeito. Não
importa o quanto bem podemos aspirar e desejar para realizar, se o resultado da
falta de discernimento acarretar algo prejudicial, seremos responsáveis.
Robert Burns (1.759-1.796), poeta escocês, expressou
que seria ótimo nos vermos, como as pessoas nos veem. Sobre isto, várias
palestras – nos anos 80 – foram realizadas em diversos Centros Rosacruzes no
Brasil.
Ainda que o discernimento não nos dê inteiramente
esta capacidade, contribui enormemente para com nosso poder de observar - e
escolher - nossas ações.
Outro fator que fortalece nosso discernimento, está
no (noturno) exercício de retrospecção.
Por várias vezes a revista Rays from the Rose Cross
(Oceanside), publicou artigos sobre este exercício, dizendo que Max Heindel o
considerava como um dos mais importantes
ensinamentos promulgados pela Fraternidade Rosacruz.
Vale lembrar que este exercício não foi elaborado
por Max Heindel; ele o recebeu dos Irmãos Maiores, conforme ele mesmo afirma.
(Iniciação antiga e moderna – capítulo III – Sala leste do templo – parte A
mesa dos pães da proposição).
Por ter uma fé inabalável nas respostas de Max Heindel às perguntas no livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I, citado acima, tenho convicção que, em algum lugar e tempo, perguntarei novamente ao meu inesquecível amigo: - João, me empresta o pente?
16/01/2021
Transmutação como Cura
Traduzido da Rays from the Rose Cross, abril, 1980
QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ
03/01/2021
Datas de Cura 2021
Para realização do Ritual Devocional do Serviço de Cura
![]() |
| Datas de Cura conforme determinadas pela The Rosicrucian Fellowship |
06/12/2020
O Pré-requisito do Natal
FRATERNIDADE
ROSACRUZ – CENTRO DE SANTO ANDRÉ
Dezembro de 1.985 – Probacionista Antônio Pereira
em palestra sobre o Natal / Foto do probacionista Armando Têmpera
por Jonas Taucci
Invariavelmente o Sol encontra-se no signo zodiacal de
Capricórnio na “noite mais santa do ano” (Natal) e anteriormente a isso, o Sol
percorre o signo de Sagitário.
Há um profundo significado oculto nisso; a preparação para
o Natal. Para entendê-la, há que se compreender o simbolismo de Sagitário: um
centauro.
-A metade superior (humana), refere-se a nossas
virtudes.
-A metade inferior (animal) representa nossas mazelas; as
regiões de nosso interior onde há a necessidade de uma regeneração e sublimação.
Nesta representação arquetípica, o centauro aponta sua seta
(ações), disparada pelo arco (dinâmica Crística) para o alto (elevados ideais),
outras setas estão numa aljava (generosidade palavra relacionada a Júpiter,
regente de Sagitário).
Para que nosso Cristo Interno nasça (Natal, Capricórnio) o aspirante deve antes disso, passar pelas lições de Sagitário: sublimar seu Eu-Inferior (parte animal do centauro) em Eu-Superior (parte humana do centauro), através de ações (o manejar do arco e as setas), imbuídas de generosidade (aljava).
Antônio Pereira foi um entusiasta
probacionista: incentiva os estudantes nos cursos da Fraternidade Rosacruz,
direcionava-os a participarem dos Rituais, presenteou várias pessoas com o
livro “O Conceito Rosacruz do Cosmos”, ministrou palestras nos centros
de Santo André, Penha, Lapa, São José dos Campos e São Paulo.
Todo mês de dezembro – em suas
palestras e durante muitos anos – dizia da importância das lições de Sagitário
na preparação para o Natal: a prática da generosidade, item sem o qual
jamais iremos celebrar nosso Natal Interno.
Uma das Lição Mensal do
Estudante, de Oceanside (acima), foi exatamente sobre este tema:
-Muitas pessoas estão dispostas a
acreditar em Deus.
-Muitas pessoas estão aprendendo
a responder às belezas da natureza e das artes: arquitetura, pintura e música.
-Muitas pessoas possuem a
curiosidade de saber os mistérios da Criação do Universo, Sistema Solar e de
nosso planeta Terra.
-Uma minoria está disposta a
renunciar sua exaltação pessoal baseada em prestígio temporário, posses
materiais, cargos, diplomas, em favor da importância de praticar a generosidade
para com o próximo.
“Se alguém quer vir após mim,
renuncia a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me”. (Evangelho de
Mateus – 16:24).
Com facilidade – e bem perto de
nós – encontraremos pessoas necessitadas e desassistidas, que precisam de
auxílio.
Caso tenhamos um interesse maior
na obtenção de conhecimentos esotéricos do que a prática da generosidade
para com elas, com certeza está decretada nossa “FALENCIA ESPIRITUAL”.
A nossa jornada com o objetivo de
desenvolvermos nosso Cristo Interno, está - única e exclusivamente –
relacionada com o SERVIÇO abnegado que prestamos aos necessitados: a
arquitetura de nosso auxílio para com eles.
Possuirmos conhecimentos avançados de filosofia rosacruz e sermos indiferentes ao próximo, representa nossa estagnação espiritual, perda de rumo e uma total ilusão no que se refere ao projeto de celebração de nosso Natal Interno; o “fermento” a que Cristo se refere no evangelho de Mateus (13:33), representa a generosidade, que faz crescer nosso Eu-Superior.
Ainda sobre Sagitário:
-Nossa generosidade –
temperada com discernimento – deve ser do tamanho do regente da Hierarquia de
Sagitário: Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar.
SUGESTÕES DE LEITURA
Coletâneas de um Místico (Max Heindel) – Capítulo XVII (aqui)
Ritual Rosacruz de Dezembro. (aqui)
Ritual Rosacruz de Natal ou da Noite Santa (aqui)
Interpretação Mística do Natal (Max Heindel). (aqui)
Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas (Max Heindel)Vol.1
- Perg. 89 (aqui).
Médico de Homens e de Almas, livro da autora inglesa (1.900-1985) Taylor Caldwell.












