Traduzido da Rays from the Rose Cross, abril, 1980
QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ
Traduzido da Rays from the Rose Cross, abril, 1980
QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ
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| Datas de Cura conforme determinadas pela The Rosicrucian Fellowship |
FRATERNIDADE
ROSACRUZ – CENTRO DE SANTO ANDRÉ
Dezembro de 1.985 – Probacionista Antônio Pereira
em palestra sobre o Natal / Foto do probacionista Armando Têmpera
por Jonas Taucci
Invariavelmente o Sol encontra-se no signo zodiacal de
Capricórnio na “noite mais santa do ano” (Natal) e anteriormente a isso, o Sol
percorre o signo de Sagitário.
Há um profundo significado oculto nisso; a preparação para
o Natal. Para entendê-la, há que se compreender o simbolismo de Sagitário: um
centauro.
-A metade superior (humana), refere-se a nossas
virtudes.
-A metade inferior (animal) representa nossas mazelas; as
regiões de nosso interior onde há a necessidade de uma regeneração e sublimação.
Nesta representação arquetípica, o centauro aponta sua seta
(ações), disparada pelo arco (dinâmica Crística) para o alto (elevados ideais),
outras setas estão numa aljava (generosidade palavra relacionada a Júpiter,
regente de Sagitário).
Para que nosso Cristo Interno nasça (Natal, Capricórnio) o aspirante deve antes disso, passar pelas lições de Sagitário: sublimar seu Eu-Inferior (parte animal do centauro) em Eu-Superior (parte humana do centauro), através de ações (o manejar do arco e as setas), imbuídas de generosidade (aljava).
Antônio Pereira foi um entusiasta
probacionista: incentiva os estudantes nos cursos da Fraternidade Rosacruz,
direcionava-os a participarem dos Rituais, presenteou várias pessoas com o
livro “O Conceito Rosacruz do Cosmos”, ministrou palestras nos centros
de Santo André, Penha, Lapa, São José dos Campos e São Paulo.
Todo mês de dezembro – em suas
palestras e durante muitos anos – dizia da importância das lições de Sagitário
na preparação para o Natal: a prática da generosidade, item sem o qual
jamais iremos celebrar nosso Natal Interno.
Uma das Lição Mensal do
Estudante, de Oceanside (acima), foi exatamente sobre este tema:
-Muitas pessoas estão dispostas a
acreditar em Deus.
-Muitas pessoas estão aprendendo
a responder às belezas da natureza e das artes: arquitetura, pintura e música.
-Muitas pessoas possuem a
curiosidade de saber os mistérios da Criação do Universo, Sistema Solar e de
nosso planeta Terra.
-Uma minoria está disposta a
renunciar sua exaltação pessoal baseada em prestígio temporário, posses
materiais, cargos, diplomas, em favor da importância de praticar a generosidade
para com o próximo.
“Se alguém quer vir após mim,
renuncia a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me”. (Evangelho de
Mateus – 16:24).
Com facilidade – e bem perto de
nós – encontraremos pessoas necessitadas e desassistidas, que precisam de
auxílio.
Caso tenhamos um interesse maior
na obtenção de conhecimentos esotéricos do que a prática da generosidade
para com elas, com certeza está decretada nossa “FALENCIA ESPIRITUAL”.
A nossa jornada com o objetivo de
desenvolvermos nosso Cristo Interno, está - única e exclusivamente –
relacionada com o SERVIÇO abnegado que prestamos aos necessitados: a
arquitetura de nosso auxílio para com eles.
Possuirmos conhecimentos avançados de filosofia rosacruz e sermos indiferentes ao próximo, representa nossa estagnação espiritual, perda de rumo e uma total ilusão no que se refere ao projeto de celebração de nosso Natal Interno; o “fermento” a que Cristo se refere no evangelho de Mateus (13:33), representa a generosidade, que faz crescer nosso Eu-Superior.
Ainda sobre Sagitário:
-Nossa generosidade –
temperada com discernimento – deve ser do tamanho do regente da Hierarquia de
Sagitário: Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar.
SUGESTÕES DE LEITURA
Coletâneas de um Místico (Max Heindel) – Capítulo XVII (aqui)
Ritual Rosacruz de Dezembro. (aqui)
Ritual Rosacruz de Natal ou da Noite Santa (aqui)
Interpretação Mística do Natal (Max Heindel). (aqui)
Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas (Max Heindel)Vol.1
- Perg. 89 (aqui).
Médico de Homens e de Almas, livro da autora inglesa (1.900-1985) Taylor Caldwell.
É uma casa simples, tão bonita.
Inundada de sol cheia de luz.
Ladeada de pinheiros e montanhas.
A casa do estudante Rosacruz.
Muitos passam por ela e nada vêm.
Poucos vêm e maravilham-se.
Voltam sempre; levando em seus corações,
A consciência da contemplação de um Templo.
Tucanos, periquitos e sabiás.
Quanta cor! Quanta alegria!
Convivem com serelepes*
Alimentando-se em harmonia.
É o éter de luz densificando-se,
Em sonoras notas musicais.
Rodeada de anjos entoando,
Um eterno glória ao Pai.
(*) Nota da autora: *serelepe no linguajar popular de Campos do Jordão é (esquilo).
Veja mais sobre a Casa do Estudante Rosacruz aqui
Quando vivemos uma vida pura e nossos dias são cheios com o
serviço a Deus e a nossos semelhantes, mantendo sempre pensamentos nobres e
realizando boas ações, criamos a Veste Dourada de Bodas que é uma força
radiante para o bem. Nenhum mal pode penetrar nesta armadura porque o mal como
um bumerangue, retomando para aquele que o desejou aos outros. É fato
comprovado que cada ser humano está envolto por uma atmosfera áurica. Muitas
vezes sentimos a presença de uma pessoa a quem não vemos e se sentimos sua presença
é porque percebemos essa atmosfera exterior a nossos corpos. Esta aura muda
gradualmente, tornando-se mais e mais dourada no Ocidente. Quanto mais nos
identificamos com Sol, tanto mais aumenta a cor dourada da mesma que é a cor do
Cristo, dos verdadeiros Cristãos, dos santos, em torno dos quais os pintores
põem uma auréola. Gradualmente vamos nos assemelhando a Ele, e este soma
psuchicon ou corpo-alma está tomando forma e convertendo-se em nossas
"Vestes de Bodas".
Mas, infelizmente, nenhum de nós é completamente bom.
Conhecemos demais a guerra existente entre a carne e o espírito. Não podemos
ocultar o fato de que, como dizia São Paulo, "o bem que queremos fazer não
fazemos; e o mal que queremos evitar, esse fazemos". Muito frequentemente nossas boas resoluções se reduzem a nada e fazemos o mal só porque nos é mais
fácil. Todos temos dentro de nós o núcleo do mal que vem a ser como um
"abre-te Sésamo" para as potências maléficas que queiram agir por
nosso intermédio. Por esse motivo é melhor não nos expormos desnecessariamente
indo a lugares em que se efetuem reuniões onde ocorrem entidades invisíveis
para nós, por mais formosos que possam parecer à primeira vista todos os seus
ensinamentos. E muito menos devemos tomar parte como espectadores em demonstrações
de hipnotismo porque a atitude negativa que a pessoa adote pode conduzir
facilmente à obsessão. Deveríamos seguir sempre o conselho de Paulo e
revestir-nos com a armadura de Deus. Devemos ser sempre positivos em nossa luta
pelo bem contra o mal e nunca perder a ocasião de colaborar com os Irmãos
Maiores em palavras ou atos, na Grande Guerra que se efetua pela supremacia
espiritual.
Max Heindel, Princípios Ocultos de Saúde e Cura, Cap.XIII
Veja também: Aura Protetora (aqui)
FRATERNIDADE ROSACRUZ – CENTRO DE SANTO ANDRÉ - Março de 1.988. Palestra ministrada (e musicalmente ilustrada) pela probacionista, palestrante, e professora de música Maria Lázara Franzini:“A Relação Música/Deus Solar”. (Foto do probacionista Cristovão Martins.)
por Jonas Taucci
A
música ocupa uma posição importantíssima dentro dos ENSINAMENTOS DA SABEDORIA
OCIDENTAL; Art Taylor em “A Escala Musical e o Esquema de Evolução”,
nos dá uma magnifica explicação sobre isso.
Importantíssimo
ressaltar que nos oficiamentos dos Rituais, a música está presente (Hinos de
Abertura, Encerramento e signo astrológico do mês em vigência), e acertadamente
alguns Centros Rosacruzes incluem no Ritual de Cura, a “Canção do Serviço
da Rosa Branca”, num perfeito sincronismo com os dizeres do referido
Ritual: “A Rosa Branca e pura é o símbolo do coração do Auxiliar
Invisíveis”.
As
músicas contidas em “Songs of Light”, de nossa Sede Mundial
(Oceanside), fortalecem a egrégora dos Centros Rosacruzes, principalmente se
forem tocadas e cantadas ao vivo pelos presentes.
Max
Heindel cita três vertentes das artes (arquitetura, pintura e música), como
sendo formas de espiritualizar nossos corpos (Denso, Vital, Desejos e Mente),
informando que facilmente (e fisicamente) podemos - com nossas mãos - segurar
uma obra arquitetônica e uma tela ou quadro de pintura, contudo, ser impossível
fazer isso com os sons musicais.
Talvez por isso, a Lição Mensal para os Estudantes, (Oceanside), maio de 1.958, tenha este curioso título, e numa tradução livre, cito algumas de suas passagens nestas semanas que antecedem o Natal; data tão significativa para toda a humanidade, e sempre relacionada com a música.
TRECHOS DE “A MÚSICA:ARTE
ILUSÓRIA
*Quando os Senhores das
Chamas implantaram o germe que mais tarde converte-se em nosso presente Corpo Denso,
eles também nos deram a capacidade para desenvolver os ouvidos.
*Ouvindo os sons da natureza
(vento, chuvas, trovões ondas do mar etc.), entramos em contato com a nota
chave de nosso planeta Terra.
*Estamos em dívida com os
Senhores de Vênus pelas muitas alegrias encontradas em nossas existências na
Terra; deles recebemos todas as manifestações das artes, das quais a música é a
que mais nos influencia.
*A música nos inspira com o
transcendental amor de Deus, a fonte e meta de todo este belo mundo em que
vivemos.
*Sobre o tom, John Gardiner
Brainerd (poeta americano que viveu entre 1.795 a 1.828, nota do tradutor), nos
deixa esta pérola:
“Deus é
seu autor, não o homem,
Ele provê
a nota chave de todas as harmonias,
Deus
edificou todas as perfeitas combinações,
E Ele nos
fez de modo que pudéssemos ouvi-las e as compreenderem”
*A música possui maior
influência em nosso desenvolvimento e crescimento de nosso SER, que quaisquer
outras manifestações artísticas.
*Ela toca nossos corações
como nenhum outro fator pode realizar, pois está conectada com nossos veículos
superiores.
*Durante o período em que
estamos vivendo nesta Terra, encontramo-nos exilados de nosso Lar Celestial;
então nos chega da música uma fragrância de inexplicáveis memórias. O eco de um
local onde a paz e alegria exista de uma forma plena.
*Ao apreciarmos as grandes
obras musicais, sejamos sabedores que elas nos chegam das Regiões Superiores.
*A música é a linguagem universal.
Lembro-me
que diversos palestrantes de Centros Rosacruzes do Brasil, a décadas passadas, incentivavam
seus membros e ouvirem – durante as semanas que antecedem o Natal – músicas
alusivas a esta data em seus lares.
Recentemente
(dezembro de 2.018), compareci a um Concerto Natalino no maravilhoso Theatro
Municipal do Rio de Janeiro, onde sua Orquestra Sinfônica, sob regência do
maestro Claudio Cruz apresentou diversas músicas relacionadas ao Natal. Fatto
per la notte di Natale, composição do italiano Arcangello Corelli 1653-1713,
iniciou o concerto, e o final contou com Noite Feliz.
Foto
(detalhe) do prospecto distribuído no Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Ao
término do concerto, o maestro dirigiu-se ao público e disse:
- “Que estas sonoridades
do Natal, possam acompanhar-nos durante todo os dias do Ano Novo; imbuídos do
desejo de sermos úteis, na prática, aos nossos semelhantes”.
Isto
são Ensinamentos Rosacruzes...
SUGESTÕES PARA LER E OUVIR:
O Mistério das Grandes Óperas (Max Heindel). (veja aqui)
A Escala Musical e o Esquema de e Evolução (Art Taylor). (baixe em PDF aqui)
Uma Nova História da Música, do autor austríaco radicado no Brasil, Otto Maria
Carpeaux (1.900-1.978).
Sobre os Hinos da Fraternidade (veja aqui)
Ouça a Canção do Serviço da Rosa Branca (vídeo)
Alcançar a verdadeira humildade é uma das coisas mais difíceis de atingir na vida.O ser humano está sempre sujeito a se vangloriar. Sempre se considera bom, abnegado e serviçal. Com esta informação no seu subconsciente pode transformar o seu trabalho em uma farsa. Trocar o ouro de espírito pelo brilho metálico da vaidade.
Como
se pode extirpar esse cancro que se aloja no íntimo do ser humano e compromete
sua obra de perfeição? Orai e vigiai, aconselha o São Paulo, com o coração
devoto, porque se uma oração carece do sentimento profundo de devoção, torna-se
um exercício automático que não fornece ajuda nem sustentáculo. Devemos lembrar
eternamente, que Deus está dentro de nós e os nossos acertos são obras Dele.
Sem esta Divina manifestação, de onde viria a nossa glória?
A
vaidade humana pode frustrar completamente a finalidade da nossa caminhada para
alcançar a sublimação e o aperfeiçoamento da nossa divinização na transformação
do vil metal em ouro do espírito.
Para
chegar a perfeição, a caminhada é longa, acidentada. Acreditar que não
contrariando as leis humanas seremos virtuosos é uma ilusão. Quanto mais a luz
brilha, mais nítida são as sombras e melhor podemos descobrir mais faltas, das
quais antes nem tínhamos conhecimento. Quando nos conscientizamos desse fato
nossa reação não deve ser de desânimo. Devemos agradecer ao Senhor pela
oportunidade de um trabalho melhor, para um aperfeiçoamento mais profundo.
Encontrando falhas escondidas, devemos nos alegrar com a oportunidade de poder
sublimá-las, porque, como nada se perde e como tudo se transforma, a sublimação
é o único caminho que podemos tomar para efetuar o “nosso trabalho”
humildemente.
Os
acertos não devem dar a oportunidade para o nosso orgulho, já que num piscar de
olhos podemos tropeçar.
O
reconhecimento e o elogio são outras pedras de tropeço no caminho,
dificultando, mais do que ajudando, o progresso. Quando perguntamos: Será que
reconhecem meu trabalho? Será que observam minha dedicação? Será que me
consideram? São sugestões de vaidade do eu inferior. Se quisermos realmente
alcançar o reto e estreito caminho é bom que nos abstenhamos destas sugestões.
Se somos sinceros conosco, de nada adiantam os reconhecimentos, pois, bem
sabemos o quanto temos que melhorar, lutar para o purificar nossas rejeições e
antipatias e aprender a amar.
A
verdadeira paz e harmonia só podemos alcançar com a humilde aceitação e
consciência de que tudo que é Bom, Verdadeiro e Belo vem do nosso Divino Pai
Interno, que quer nos salvar, dignificar e iluminar para que alcancemos nossa
meta – a Comunhão Espiritual.
Publicado no “ECOS” da Fraternidade Rosacruz, setembro outubro de 1993 com as iniciais M.M.
Criada
por volta de 1.895, a indústria cinematográfica leva entretenimento a milhões
de pessoas em todo o mundo.
Contudo,
apenas uma minoria consegue captar em certos atores e personagens, determinados
arquétipos ou simbolismos transmitidos a aqueles que possuem aptidão para isso.
Aqui,
alguns exemplos:
- Lon Chaney (1.883-1.930) – Filho
de pais surdos, este ator notabilizou-se por criar uma técnica própria de
maquiagem e de atuar em filmes onde seus personagens possuem deficiências
físicas; um bom exemplo é “O corcunda de Notre Dame” (baseada na obra
literária “Notre Dame de Paris” de Victor Hugo), de 1.923, onde a compaixão
para com nossos semelhantes é transmitida.
- Bing Crosby (1.903-1.977) – Além
de (ótimo) ator de cinema era (excelente) cantor; Na sua voz, a canção “White
Christmas” foi ouvida – segundo estatísticas – por mais de dois bilhões de
pessoas durante gerações. Astrologicamente com o ascendente em Libra e signo
solar Tauro, Crosby, vivenciou o canto. Possuía ainda Vênus no signo de Gemini
(comunicação através das expressões artísticas). Suas atuações em filmes,
personifica sublimações/regenerações da inveja em amor ao semelhante.
- Clark Gable (1.901-1.960)
–Possuía Vênus (amor), Júpiter (benevolência) e Saturno (responsabilidade) em
Capricórnio; arquétipos de personagens que interpretou em vários de seus mais
de 60 filmes.
Em
nossos dias – e desde algumas décadas – inúmeros filmes cinematográficos
abordam temas como; vida após a morte, Leis do Renascimento e Causa/Efeito,
clarividência, astrologia etc. sendo que vários atores (as) – em suas vidas
pessoais – declaradamente dizem serem vegetarianos.
Elmam
Bacher (Estudos de Astrologia), nos informa que certos atores não são –
de forma alguma – meros entretenimentos cinematográficos, e cita os atores
acima. (Volume VII, capítulo II, Filmes Cinematográficos).
José
Gonçalves Siqueira, probacionista da Fraternidade Rosacruz, disse certa vez, a
anos, que no decorrer das décadas vindouras, iriamos ver os Ensinamentos
Rosacruzes nitidamente em vários segmentos e departamentos da vida, sem
necessariamente estarem sendo classificados como tal.
Com
lançamento em dezembro de 1.940, e produção dos estúdios Disney, o filme (uma
animação onde músicas eruditas e ações são conjugadas) “Fantasia”, é visto até os dias de hoje. Nele podemos
observar determinadas músicas/cenas, em nítida afinidade com os ENSINAMENTOS
DA SABEDORIA OCIDENTAL:
- Tocata e Fuga em Ré Menor
(Johann Sebastian Bach, 1685-1750). A relação som/forma.
A)
“No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus”
(Evangelho de João, 01:01).
B)
“...como acontece com os esporos ou a areia que formam figuras geométricas à
vibração e um arco de violino sobre um prato de bronze” (Max Heindel em
Ensinamentos de um iniciado, capítulo XXII, Nosso Trabalho no Mundo).
- O Aprendiz de Feiticeiro (Paul
Dukas, 1865-1935). O despreparado neófito incursionando no Mundo de Desejos.
(Max Heindel em Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I /
pergunta #187).
- Sagração da Primavera (Igor Stravinsky,
1882-1971). - Conceito Rosacruz do Cosmos (Max Heindel). Capítulo XII / Evolução da Terra, Época
Hiperbórea.
- Sinfonia
nº 6, Pastoral
(Ludwig Van Beethoven, 1770-1827). A muito utilizada frase utilizada pela
Fraternidade Rosacruz: A natureza sendo o símbolo visível de Deus.
- Valsa das Flores, da Suíte
Quebra Nozes, (Piotr Ilitch Tchaikovski, 1840-1893). Ritual Rosacruz de Junho;
“...os pequenos Espíritos da Natureza que representam tão importante papel
no serviço do mundo...esses pequenos servidores reúnem-se para o Festival das
Fadas...”.
- Uma Noite no Monte Calvo (Modest
Mussorgsky, 1839-1881). O Eu-Inferior.
- Ave Maria (Franz Schubert,
1797-1828). O Eu-Superior.
O
(gigantesco e não mais existente) cine Tangará, na cidade de Santo André – SP –
Brasil, possuía capacidade de 3.100 pessoas por sessão, sendo que em filmes
famosos, exibiam-se três sessões diárias.
Foi
o que ocorreu naquele domingo, dezembro de 1.980, quando seu cartaz anunciava “Fantasia” de Walt Disney.
Irmãos
da Fraternidade Rosacruz – Centro de Santo André, revezaram-se nos horários de
início das três sessões, distribuindo folhetos com informações sobre suas
atividades, cursos, livros, palestras etc. e revistas Serviço Rosacruz, do
Centro de São Paulo.
Perfez-se dessa forma uma divulgação muito grande dos ENSINAMENTOS DA SABEDORIA OCIDENTAL, que resultou numa enorme procura aos Centros de Santo André e São Paulo, de pessoas interessadas.
Desnecessário
dizer que na última sessão, e com ingressos antecipadamente adquiridos, grande
parte dos membros do Centro Rosacruz de Santo André assistiram ou (reviram)
esta magnifica produção cinematográfica. A amizade rosacruciana era
vivenciada também fora da Fraternidade Rosacruz; sábados à tarde ou feriados
eram preenchidos com chás com bolo nas casas de seus vários membros, num
autêntico rodízio de amizade cordial, sincera e fiel. O companheirismo era
exercitado sobremaneira (e no trocadilho, com sobremesa).
A amizade rosacruciana não era restrita apenas as atividades presenciais dentro dos Centros Rosacruzes.
Apesar
desta divulgação ser – até onde tenho conhecimento – única em termos de cinema
e com grande alcance à época, sabemos que ao membro da Fraternidade Rosacruz
cabe uma responsabilidade enorme: vivenciar aquilo que aprende e
divulga, caso contrário estaríamos praticando a hipocrisia e perdendo rumo no
que tange ao nascimento de nosso Cristo Interno.
Vinda
da Alemanha para o Brasil - início dos anos 50 - Sofia Schrah, ingressou na
Fraternidade Rosacruz, onde se tornou probacionista, dedicando longos anos de
trabalho ao Centro Rosacruz de Santo André.
Lembro-me
que, em certa palestra sobre o famoso axioma hermético “Homem conhece a ti
mesmo” (Templo de Apolo, em Delfos, Grécia), esta irmã disse:
“Se quiseres te conhecer, observa com -
muitíssima - atenção tuas práticas diárias com relação aos semelhantes, e de
forma alguma com aquilo que acumulastes em termos de conhecimentos. Desta forma
te conheceras...“
Método
infalível!
OBSERVAÇÃO:
Dos
anos 50 à meados dos 70, as LIÇÃO MENSAL PARA OS ESTUDANTES, de nossa Sede
Mundial (Oceanside), era em formato de livreto (acima), não havendo tradução
para o português, e um mesmo assunto sendo tratado vários meses. Muitas destas
Lições, foram utilizadas em palestra nos Centros de Santo André e São Paulo,
sendo também publicadas na revista Serviço Rosacruz.
SUGESTÕES:
- A Preparação do Ator e também A Construção do Personagem
(ambos de Constantin Stanislavski).
- História do Cinema Mundial
(Fernando Mascarello).
- Filmes do chamado “expressionismo
cinematográfico alemão” (décadas de 10 a 30 do século passado),
diretores Fritz Lang, Friedrich Murnau, Robert Wiene, Paul Lani, entre
outros.
- O exercício de retrospecção (íntimo de cada um de nós).
As dependências do Teatro Municipal da cidade de Santo André (São Paulo – Brasil) achavam-se totalmente lotadas: poltronas, frisas e camarotes, naquela noite de outubro do ano 1.983.
Membros da Fraternidade Rosacruz – Centro de Santo André, ocupavam seus postos: bilheterias, locais de acesso ao interior do teatro, balcão de informações, e indicando também os locais às pessoas para encontrarem seus respectivos assentos. A programação era distribuída a todos:
No
prospecto constava o endereço do referido Centro Rosacruz, e datas/horários de
suas reuniões. Também vários folhetos dos Ensinamentos Rosacruzes
foram – gratuitamente – distribuídos a todos os presentes: A Idade Aquariana,
Irmãos da Rosacruz, Interpretação Rosacruz do Cristianismo, A Sabedoria de uma
Dieta Vegetariana, O Emblema Rosacruz, A Nova Higiene de Vida, A Lei e Nossas
Necessidades, O Valor Educacional da Astrologia, Efeitos do Álcool, Drogas e Cigarro,
além de várias revistas Serviço Rosacruz (do Centro de São Paulo).
Houve
uma ampla divulgação deste Concerto Operístico – de forma antecipada - em
jornais, revistas e emissoras de rádio, o que muito contribuiu para a lotação
do Teatro Municipal de Santo André (com sua estupenda acústica).
A
maestrina e pianista Mitzi Floehlich, conduziu de forma magistral o Grupo
Lírico do ABC, apresentando obras de Monteverdi, Pergolesi, Cimarosa,
Scarlatti, Verdi e Rossini na interpretação de excelentes tenores, barítonos,
sopranos e contraltos.
A
Secretaria da Cultura da cidade de Santo André, cedeu gratuitamente o Teatro
Municipal para tal evento e a arrecadação – integral da bilheteria – foi
destinada a uma instituição de caridade voltada ao idoso, localizada na cidade
de Santo André, sendo estas informações registradas em Ata de Assembleia do
Centro Rosacruz de Santo André, juntamente com carta emitida pela referida
instituição, notificando (e muito agradecendo) o recebimento do tão necessário
auxílio financeiro.
Um grande número de pessoas, após o Concerto Operístico, procurou os Centros Rosacruzes de Santo André e de São Paulo, em busca de maiores informações sobre os ENSINAMENTOS DA SABEDORIA OCIDENTAL, e várias iniciaram o Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz.
De
ascendência austríaca, Mitzi Floehlich, eximia maestrina, cantora, organista,
professora de canto e pianista, contribuiu amorosamente - uma enormidade e por
décadas - para com estes Centros Rosacruzes, em suas celebrações natalinas
(dezembro) e aniversários (Santo André em maio e São Paulo no mês de setembro).
Comparecia
abnegadamente, com parte de seu (numeroso) Grupo Lírico do ABC, inserindo
páginas musicais inesquecíveis nestas datas.
Os
Hinos Rosacruzes de Abertura, Encerramento, e signos astrológicos dos meses em
vigência, eram executados e cantados de forma magistral. Para se ter uma ideia
de seu repertório em suas colaborações musicais na Fraternidade Rosacruz, cito
algumas:
Lullaby (Brahms) Agnus Dei (Bizet), Ária da Corda em Sol (Bach), No Jardim de um Mosteiro (Katelbey), Pomp and Circunstance (Elgar), Magnificat (Monteverdi), Parsifal e Lohengrin (Wagner), A Flauta Mágica (Mozart), Ave Maria (Cesar Franck), Pater Noster (Liszt), Coral da 9ª Sinfonia (Beethoven), além de várias músicas natalinas e de aniversários.
Oportuno
citar o artigo elaborado pelo Centro Rosacruz de Seattle (USA), final dos anos
60, com tradução de dedicados probacionistas aqui do Brasil (será publicado
futuramente neste blogue), com referência às formas de divulgação dos ENSINAMENTOS
DA SABEDORIA OCIDENTAL.
O
texto descreve– entre outros itens - convidar pessoas a conhecerem os Centros
Rosacruzes, presentear amigos e doar a bibliotecas os seus livros e folhetos,
falar dos cursos, etc. Evidentemente, por ser artigo dos anos 60, não haver
referências aos atuais avanços da informática (que muito contribuí atualmente
na difusão).
Contudo,
neste texto cita-se como o primeiro passo que devemos considerar para
esta divulgação:
-
Nossa prestação de serviço abnegado ao semelhante, acompanhado da humildade;
nossos atos diários são vistos por pessoas, sendo esta a melhor forma de
divulgarmos os Ensinamentos Rosacruzes.
-
Tudo o mais é secundário (por vezes terciário, quaternário...).
Tive
o privilégio e a felicidade de conhecer, por anos, a maestrina Mitzi Floehlich.
Ela
divulgou os Ensinamentos Rosacruzes pelo seu comportamento.
Naquele ano, teatro, evento e principalmente pela finalidade, a Fraternidade Rosacruz recebeu um sonoro (e superlativo) “bravíssimo! ”.
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