24/01/2013

Mesmer e o Magnetismo

por Delmar Domingos de Carvalho

        Mesmer e o magnetismo,
    Um médico iluminado,
           Unido ao rosacrucionismo,
                                         Foi odiado e amado!         
                                                              

                      Os escolásticos nada entenderam;
                     Foi vítima das suas perseguições;
Com Mozart criaram
          Frutuosos elos de ligações,
                                                                    
 
      Entre a Arte e a Ciência
     Para ajudarem a curar
                       O que não é capaz a “ vã ciência”
 E deste modo ajudar
 

                               Por instrumentos musicais inovadores
O alívio dos doentes
             Graças a eflúvios curadores
      Aplicados em pacientes.
 

   Em Viena foi visitado
                    Pelo mais elevado Irmão Maior,
     Tendo Mozart mudado
                   Para o caminho do Cão Maior!

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15/01/2013

Sobre os Essênios

por Jonas Taucci
No Conceito Rosacruz do Cosmos lemos que Jesus foi educado pelos essênios, e que estes constituíam uma terceira seita na Palestina, além das duas mencionadas no Novo Testamento – os fariseus e os saduceus. Os essênios formavam uma ordem extremamente devota, muito diferente dos saduceus materialistas e completamente oposta aos hipócritas e vaidosos fariseus. Evitavam toda menção de si, de seus métodos de estudo e de seu culto. A esta última particularidade deve-se o fato de nada se saber deles, nem serem mencionados no Novo Testamento (Conceito Cap.XV – subtítulo Jesus e Cristo Jesus).

No ano de 1923, o húngaro Edmond Szekely obteve permissão para pesquisar os arquivos da biblioteca do Vaticano, e qual não foi sua surpresa ao traduzir uma obra antiquissima (primeiro século D.C.) chamada de O Evangelho Essênio da Paz que falava sobre os essênios e suas características. Este livro acha-se traduzido em vários idiomas, inclusive o português.

Anteriormente (em 1880) o inglês Gideon Ouseley, traduziu do aramaico, a língua que Jesus falava, um manuscrito sobre os essênios chamado de O Evangelho dos Doze Santos.

Em ambas obras, ficamos sabendo vários detalhes sobre a comunidade dos essênios:

🔅eles eram vegetarianos e afirmavam que a matança dos animais, mesmo para a alimentação, é condenável.

🔅 usavam um calendário solar, de 364 dias (os judeus utilizavam calendário lunar – alusão à Jeová, deus de raça).

🔅 tinham um enorme respeito pela natureza e cuidavam de hortas e pomares irrigados pelas águas das chuvas que eram recolhidas em cisternas.

🔅vestiam-se de branco, praticavam a oração constantemente e acreditavam nas leis do Renascimento e Consequência.

🔅as suas tarefas eram distribuídas criteriosamente: plantar, irrigar, colher e visitar pessoas enfermas.

🔅suas refeições eram realizadas em completo silêncio, precedidas e seguidas de agradecimento a Deus pelo alimento vindo da terra, a qual consideravam como algo vivo.

🔅pregavam uma vida humilde, e invocavam a Deus como um Pai celestial.

🔅afirmavam que os vícios trazem muitos prejuízos à saúde.

🔅 apregoavam a paz, a tolerância e a caridade para com todos.

Max Heindel – um iniciado de quarto grau – possuía a faculdade de investigar na Memória da Natureza, e as informações que nos deixou no Conceito Rosacruz do Cosmos, estão perfeitamente de acordo com as descobertas sobre os essênios.

Publicado no ECOS da Fraternidade Rosacruz – Sede Central do Brasil, julho/agosto, 2001
Nota: Os dois livro acima citados sobre os essênios podem ser encontrados em formato pdf em vários sites.
 

07/01/2013

Sobre o Trabalho de Cura

 
Segundo as Santas Escrituras, o homem foi criado no Jardim do Éden, no sexto dia da criação, correspondente ao Período Terrestre.

Sabemos que o homem foi criado espírito e desde então vivemos — como Espíritos Virginais — desenvolvendo-nos física e mentalmente, até encontrarmo- nos agora dotados de um corpo maravilhoso e uma mente admiravelmente sensível. Temos vindo como crianças, renascendo e desencarnando inúmeras vezes. Tal como a noite precede o dia, assim sucedem-se, alternativamente, nascimento e morte. Quando ocorre esta última, o espírito retorna ao seu lar celeste para renovar-se e poder regressar ao mundo terrestre, a grande escola experimental da vida. Mas, sempre revestido de nova personalidade, recordando-se raríssimas vezes de sua anterior existência.

E como ocorre comumente em toda escola, sempre há estudantes cujo aproveitamento é maior do que o dos demais. Alcançam então um grau de desenvolvimento espiritual, a ponto de não regressar ao mundo material. Encontram-se prontos a prosseguir sua jornada em esferas mais elevadas ou celestiais. Entre eles, alguns optam por deter-se em sua caminhada, com o objetivo de ajudar a humanidade menos evoluída. Doze deles são chamados de "Irmãos Maiores", um dos quais exerce especial influência em nosso Serviço de Cura, no Templo da Fraternidade Rosacruz.

Os Auxiliares Invisíveis são Probacionistas da Fraternidade Rosacruz. Cada noite, enquanto seus corpos descansam adormecidos, eles atendem aos enfermos sob o cuidado e orientação dos Irmãos Maiores. Vale acrescentar, que podem fazê-lo quando tornam-se merecedores de tal privilégio por terem vivido durante o dia conforme as Leis Divinas.

Solicita-se ao paciente assinar a chamada "carta semanal" com tinta lavável, porque desta forma o eflúvio de seu corpo impregna o papel, proporcionando aos Auxiliares Invisíveis indicações precisas sobre seu estado de saúde. Recomenda-se fazê-lo cada semana, nas datas indicadas como sendo de cura, porque esta é a chave que eles podem utilizar para trabalhar sobre o corpo do paciente. Por conseguinte, o ato da assinatura constitui uma verdadeira solicitação de ajuda, dirigida diretamente aos Auxiliares Invisíveis. Portanto se o enfermo compreender isso, jamais o fará mecanicamente, nem se esquecerá de fazê-lo nas datas indicadas. Este deve ser um ato sincero, simples, pleno de fé e profunda devoção.

Para encerrar, esclarecemos que não adoramos aos Irmãos Maiores, nem aos Auxiliares Invisíveis, pois eles são seres humanos. Só a Deus devemos reverenciar e dirigir nossas preces, invocando sempre o nome de Cristo-Jesus.
da Revista Serviço Rosacruz, outubro, 1974
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06/01/2013

700 ANOS - O AGRADECIMENTO

por Jonas Taucci
Orando aos Irmãos Maiores, Max Heindel e Augusta Foss Heindel

A Ordem Rosacruz foi formada no ano de 1.313 por Christian Rosenkreuz; o Cristão Rosacruz.

Desde então, e até o início do século XX , grandes nomes contribuíram – de forma velada - para a divulgação dos Ensinamentos Rosacruzes, entre eles; Paracelso, Comenius, Bacon, Helmont, Jacob Boehme, Shakespeare, Wagner, Goethe (todos eles citados em nossos livros).

Em 1.909, Max Heindel – fiel mensageiro dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz – funda a Fraternidade Rosacruz, onde através de livros, cursos, palestras, seminários, etc, os Ensinamentos Rosacruzes são amplamente divulgados publicamente.

Neste ano de 2.013 temos então, a observância de 700 anos de formação da Ordem Rosacruz.

Elevemos nossas orações de gratidão aos Irmãos Maiores , Max Heindel e Augusta F. Heindel.

Sejamos merecedores deste sagrado e sublime Ideal Rosacruz, servindo amorosa e desinteressadamente aos nossos semelhantes. Unamo-nos à oração abaixo.

AOS IRMÃOS MAIORES


Almas incansáveis que trabalham arduamente
tanto de dia como à noite para preservar o vínculo.
Aquele ( vínculo ) que mantém unido o homem à Deus.
Trabalham com amor, e servem livremente.
Trabalham por todos, não unicamente por ti nem por mim,
e não pedem nada em troca.

O homem pode tropeçar e cair,
se cansar, ser débil, e não responder ao chamado.
Mas, os Irmãos Maiores, aqueles luminosos faróis de Luz,
vêm com prontidão para auxiliar aqueles que choram à noite.
Trabalham sem descanso.

Quão maravilhosos são Eles, com objetivos altruístas.
Seu único objetivo é ajudar o homem a evoluir. Eles nos
ensinam sempre gentilmente, nunca pedindo algo em troca,
unicamente a nos auxiliar em nosso caminho.

Eles são a inspiração do homem, Luz que nos guia.
Estes Irmãos maravilhosos, que trabalham dia e noite ,
sacrificando-se, não somente por você ou por mim,
mas dando-se Eles mesmos à toda humanidade.

(tradução livre do inglês)

Fontes consultadas e sugeridas : Serviço Rosacruz de setembro/1982,  setembro/1983, março/  1985, Conceito Rosacruz do Cosmos ( capítulo XIX – Christian Rosenkreuz e a Ordem dos Rosacruzes  ), Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas Volume II –  perguntas 73 e 142, Maçonaria e Catolicismo capítulo IV – Moldando o Mar Fundido, e  artigo de nossa Sede Mundial, em Oceanside: 

http://www.rosicrucian.com/zineen/pamen010.htm


23/12/2012

Meditação na Noite de Natal

por Eduardo Aroso
Uma semente te deixo,
Pérola devocional.
Aqui fica o meu espírito,
O espírito de Natal.

Cada dia, todo o ano,
Reacende tu a chama,
Sou o teu Cristo Menino,
A cada hora te chama.

Cada acção seja boa,
Reflectindo o firmamento.
Crescendo eu, tudo toma
O mais santo alimento.

Eu sou a Luz do Mundo,
Eu sou a Luz Dourada,
Eu sou o advento
De nova caminhada.

Nesta noite tão serena
Num instante pára o vento.
Cantam anjos de alegria
Por mais este nascimento.

Sou o Cristo de Aquário,
Amor total que vem,
No Natal do futuro
Toda a Terra será Belém.

do livro: CAMINHO PARA A ROSA, Eduardo Aroso
publicado pelo Centro Rosacruz Max Heindel, MINDE, Portugal, 2008

06/12/2012

Três Cidades Que Hospedaram O Cristo


Três pequenas cidades podem orgulhar-se de haver hospedado o Cristo — a maior Luz que a Terra jamais conheceu: Belém, Nazaré e Cafarnaum.

Cafarnaum significa "cidade do Consolador". Ficava no território da tribo de Neftali, limítrofe do da tribo de Zabulon. Mateus aproveitou-se disso para aplicar a Cristo o trecho de Isaías (8:23 a 9:1): "No passado, o Senhor humilhou a terra de Zabulon e a terra de Neftali? no futuro glorificará o caminho do mar, a outra margem do Jordão e a Galiléia dos gentios: o povo que caminhava nas trevas viu grande luz; sobre os habitantes da terra das sombras uma luz brilhou".

O "caminho do mar" ia de Damasco ao Carmelo, através do Jordão (também chamada "Peréia", do grego peran, que significa "além", e que hoje é denominada "Transjordânia"). A Galiléia dos gentios é a cidade de Cafarnaum, porque nela havia grande mistura de judeus e gregos e constituía um forte entreposto comercial, com ligações por terra e mar com os distritos circunvizinhos e que demandavam Horã, Tiro, Sidon, Síria e Egito. Daí serem tidos os cafarnaítas, pelos ortodoxos da Judéia, como "livres-pensadores" e como "heréticos sincretistas". Mas justamente por isso o terreno era fértil para a pregação de Cristo, com almas sinceras, sem hipocrisia, podendo manifestar livremente suas crenças.

Dentre as interpretações bíblicas, a que se relaciona com a Astrologia espiritual diz que Jacó tinha 4 esposas (Lia, Raquel e suas duas amas) que representam as 4 fases da Lua. Com elas gerou 13 filhos, sendo uma filha, Diná, que representa o único signo feminino: Virgo. Dois filhos, Simeão e Levy, representam o signo de Gêmeos; e os demais 10 filhos, os outros signos do zodíaco. A região de Neftali está ligada a Capricórnio; Neftali era um dos filhos de Jacó, representado por uma corça que partia em corrida até vencer um ano (iniciado pelo solstício de dezembro). Deduzimos, pois dentro dessa simbologia, que Neftali era um lugar de provas, de séria concentração e de análise, atributos saturninos valiosos na evolução espiritual.
publicado na revista Serviço Rosacruz de novembro de 1977

07/11/2012

CAMINHO PARA A ROSA

por Eduardo Aroso
CAMINHO  PARA  A  ROSA 

O caminho para a Rosa
Começa na sombra que oprime.
Mas há luz mais adiante
E a alma se redime.

O caminho para a Rosa
Nasce da dor do peregrino
Que morre e volta a nascer
Pra que o amor possa vencer.

E há a solidão
Deserto essencial
Onde se prova o caminhante.


do livro: CAMINHO PARA A ROSA, Eduardo Aroso
publicado pelo Centro Rosacruz Max Heindel, MINDE, Portugal, 2008
Mais artigos e poesias de Eduardo Aroso - aqui

27/10/2012

Não Resistais ao Mal

Sue Goske
Ao adentrar o pátio externo do Tabernáculo do Deserto a pessoa encontrava, primeiramente, o Altar dos Sacrifícios. Em nossos tempos, quando o aspirante põe o pé no CAMINHO, conhece,  de imediato, o passo inicial: a purificação. Em seu ardor desejará, sem dúvida, superar logo todos os obstáculos à sua caminhada. Aspirará a vencer o mal. Porém, antes de iniciar suas tentativas, deverá conhecer as técnicas, por assim dizer, que lhe assegurarão êxito em seu empreendimento.

Tudo existe como VIBRAÇÃO. A natureza de um objeto ou ser é determinada pelo seu peculiar tipo de vibração. Chamamos de "bom" tudo o que vibra em harmonia com as Leis da Natureza: colaboração, unidade, enfim, todo elemento conducente ao bem do conjunto.

O ato praticado através de motivação altruísta gera uma vibração harmoniosa com o todo. O mal é uma vibração discordante. Insofismavelmente, o mal, e o bem criam, de maneira diferente, a discórdia e a harmonia. O egoísmo é, realmente, ego-destruição. Enquanto o homem viver em desacordo com a Natureza, por ignorância ou propositadamente, terá de sofrer. Não vencerá as Leis da Natureza: elas é que o vencerão. E das dores e sofrimentos padecidos formar-se-ão pérolas de sabedoria. O homem compreenderá que não pode desafiar as forças superiores. Dessa maneira, o mal colabora para um bem final. Através dos efeitos da discórdia em sua vida, o ser humano aprende a amar a harmonia.

Os aspirantes da Antiga Dispensação obedeciam à Lei pelo medo. O Cristo trouxe a Lei do Amor à humanidade. O medo e o amor são duas vibrações bem diferentes. O aspirante moderno tem a possibilidade de efetuar a trans­mutação em seu próprio ser polo PODER DO AMOR. Cristo Jesus nos ensinou a chave oculta do método a ser empregado: "Não resis­tais ao mal". A resistência é composta por fricção, luta e intensa oposição. Essas vibrações não se harmonizam com a meta do aspirante: o equilíbrio. Ele poderá descobrir, até com certo espanto, que não possui armas para batalhar contra o mal. Foi isso que aconteceu com Amfortas, personagem de "Parsifal" tentou destruir Klingsor por meio de uma força que só devia ser usada para curar. Eis aí uma pista esclarecedora das causas profundas da derrota sofrida por Amfortas: usou um poder sagrado que lhe fora confiado, de maneira indevida. Tentou destruir e não curar. O uso pervertido acarretou-lhe a perda daquele maravilhoso dom. É particularmente significativo que ele colheu exatamente o efeito de suas próprias intenções: um ferimento sem cura, até a remissão completa do mal gerado.

Podemos, então, interpretar o princípio de "Não resistais ao mal" por "Não resistais à vibração desarmoniosa; transmutai-a em harmonia". Se a vibração de Amfortas fosse constituída de perdão, amor e sabedoria,  não teria investido contra o mago negro Klingsor. Não seria prejudicado e poderia sujeitar os poderes maléficos do mago negro pela nota-chave amorosa do poder de Cristo, cuja vibração mais elevada é capaz de transmutar o mal em bem.
traduzido da revista Rays from the Rose Cross, nº desconhecido
publicado na revista Serviço Rosacruz, julho de 1977

12/10/2012

O Valor da Humildade

por Delmar Domingos de Carvalho
Ele que é o mais alto Iniciado
Da onda de vida dos arcanjos,
Ser poderoso e Iluminado
Muito acima dos anjos.
 
Tinha Poder para vencer
Todos os exércitos, todos os militares,
Mas não o podia exercer
Senão o plano cósmico, ia pelos ares.
 
Humildade está nos Servidores,
Como está nos sábios verdadeiros,
E não na maioria dos doutores,
Nem nos que estão cheios de dinheiros,
 
Muitas das vezes obtidos
Por meios ilícitos e até legais!
E nos que estão vendidos
Aos poderes efémeros, brutais.
 
A Humildade está na Pureza
E por Ela a Deus verão
Na Sua infinita Fortaleza.
Enche o meu pobre coração.
 
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30/09/2012

A Vontade e a Razão


Tem sido dito que a inclinação do homem para o mal é mais forte do que para o bem. Indubitavelmente isto é certo no presente estado evolutivo da humanidade.

Quando o aspirante sincero se propõe à reforma de hábitos, sente agudamente a luta entre o espírito e a carne, que lhe ruge no peito com aquela violência que Paulo descreve ao desafogar seus íntimos sentimentos, dizendo como a carne pelejava contra o espírito em seu coração e como fazia o mal que não queria fazer e omitia o bem que desejava realizar.

É uma luta gigantesca, a da construção silenciosa do templo interno. E só com a ajuda da razão podemos vencê-la, como disse João, 8:32: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".

No homem comum, os princípios espirituais não se desenvolveram suficientemente para dar-lhe consciência de si e isto mostra que o "conhecer a verdade" equivale a conhecer a si mesmo". Apesar das tendências animais serem proporcionalmente mais fortes que as inclinações espirituais, há uma luz divina e eterna, dentro de nós, atraindo-nos poderosamente à Sua busca. Se resistimos a esse íntimo apelo e preferirmos dirigir-nos ao mal, essa atração não deixará, contudo, de existir. Mas também nunca poderemos alcançar a razão perfeita das coisas e de nós mesmos, se não nos dirigirmos a esta Chama interna, o Cristo interior. O homem só poderá ser completamente livre quando sua razão vibrar uníssona e harmoniosamente com a razão divina interna, que por sua vez vibra com a razão universal. Portanto, o homem só pode ser livre se obedecer à Lei, não por temor, como os antigos, mas pelo conhecimento elevado de que a razão de Deus é amorosa e justa.

Até que cheguemos lá, vamos plantando em nossa alma um número infinito de sementes. de bem e de mal, donde surgirão belas plantas e plantas disformes. O calor necessário para o seu crescimento vem do fogo que se chama vontade. Se a vontade é boa, desenvolverá plantas belas, se é má, plantas disformes. Logo, o passo atual do homem é a purificação da vontade, cultivando-a para que se converta numa potência espiritual e o único meio para purificar a vontade é a ação. Para, consegui-lo, as ações têm de ser boas, até que o agir bem seja mera questão de hábito. E o hábito se estabelece quando na vontade não haja mais desejo de agir mal.

Cristo nos está ajudando, com sua descida anual à Terra, até à segunda volta, a formar o corpo espiritual, o corpo-alma, que nos possibilitará a transição do ar. Por isso nos afirmou que aparelhará lugar. E Paulo completa: “os que vivem em Cristo”. 

Esta realmente é a condição. E, se por um lado temos livre arbítrio para desleixar tão importante trabalho evolutivo, (pois, na medida que evoluímos, influímos em todo o nosso ambiente, ajudando a apressar o novo advento) também podemos aplicar-nos conscientemente a esse trabalho, como fazem os autênticos aspirantes rosacruzes.

Não há lugar, pois, a comodismos, a procrastinações, irresponsabilidades e indiferença. A cada um será dado segundo seu mérito individual e não pelos que os "mestres" externos e humanos possam prometer.

Do editorial da revista Serviço Rosacruz de março de 1964