28/06/2020

Pensamento Binário

   por Gilberto Silos

Quando à humanidade acenderam-se as primeiras luzes deste século uma esperança nos animava. Era a de que se descortinaria um mundo de mentes abertas e receptivas a novas ideias. O século passado, a despeito do grande avanço da ciência e da tecnologia, foi um período dividido por intolerâncias e guerras. Os “ismos” provocaram muito sofrimento.

Para nossa frustração o terceiro milênio começou sob o signo da intolerância e do radicalismo. Isso ocorre principalmente nos campos religioso e ideológico. Qualquer nova ideia, antes de ser imparcialmente examinada, já recebe um rótulo. Não é recebida com o espírito desarmado. Há uma predisposição maniqueísta de, antecipadamente, aceitá-la ou rechaçá-la. Nesse aspecto ainda temos muito que evoluir.

Max Heindel, fundador de The Rosicrucian Fellowship, já no início do século passado, abordava esse assunto em seu livro “O Conceito Rosacruz do Cosmo”. Heindel escreveu que “quando uma nova ideia ou filosofia se apresenta ao mundo é encarada de forma diferente pelas mais diversas pessoas. Algumas se apoderam avidamente de qualquer novo esforço filosófico, procurando ver em que proporção lhe serve de apoio às suas próprias ideias. Para essas, a filosofia em si mesma é de pouca valia. Terá valor se reforçar as suas ideias. Outras adotam uma atitude crítica tão logo descobrem que a obra contém alguma coisa a cujo respeito nada leram nem ouviram falar anteriormente, ou sobre a qual ainda não lhes ocorrera pensar. E provavelmente repelirão como extremamente injustificável a acusação de que sua atitude mental é o cúmulo da auto-satisfação e da intolerância. Ambas mantêm-se na sua própria luz. Suas ideias pré-estabelecidas as torna invulneráveis aos raios da verdade. A tal respeito uma criança é precisamente o oposto dos adultos, pois não está imbuída do sentimento dominador de superioridade, nem inclinada a tomar aparência de sábio ou de ocultar, sob um sorriso ou um gracejo, sua ignorância sobre qualquer assunto. É ignorante com franqueza. Não tem opiniões preconcebidas nem julga antecipadamente; portanto, é eminentemente ensinável. Encara todas as coisas com essa formosa atitude de confiança a que denominamos “fé infantil”, na qual não existe dúvida, conservando os ensinamentos que recebe, até comprovar-lhes a certeza ou o erro.”

Neste novo século o prejulgamento e o pensamento dogmático ainda conservam sua vitalidade. James W. Jones, em sua obra “A Descoberta do Verdadeiro EU”, revela que “quando peço aos meus alunos na universidade a me declararem o que pensam da palavra religião, suas respostas quase que invariavelmente caem em duas categorias: ‘coisas em que devo acreditar ou regras que devo obedecer’. ”

Onde, então, estão a liberdade de pensamento e a prerrogativa de múltiplas escolhas? E o sagrado direito de mudar de opinião quando a razão ou a consciência entendem que é necessário?

O pensamento binário é o obstáculo a ser vencido se desejamos um mundo mais livre.

25/06/2020

O (pseudo) Rosacruciano - Parte I (Conto fictício. Ou não...)

MENDIGA: por José Ferraz de Almeida Junior, pintor brasileiro (1.850-1.899)
por Jonas Taucci
Aquela manhã poderia ser resumida numa triste poesia: garoa constante, frio cortante.

Poucas pessoas se aventuravam pelas ruas, e as que o fazia, eram por objetivos estritamente necessários. O Sr. *** caminhava a passos rápidos em direção ao seu trabalho, absorto em seus dois projetos: a elaboração de uma palestra e um texto-artigo, ambos sobre os Ensinamentos Rosacruzes.

 Ao atravessar a enorme praça, algo lhe chamou a atenção; aquela senhora – de muita idade - num misto entre estar sentada e deitada, esmolando. Ao seu lado, em uma tigela velha, via-se restos de comida já molhada pela garoa.

O Sr. *** aproximou e inclinou-se para aquela pessoa. Seus cabelos eram completamente brancos e desalinhados, sua face com enormes sulcos, assemelhava-se a um livro escrito com capítulos de privações, penúrias e sofrimentos. Os olhos – embora calmos - podiam ser comparados a uma triste sinfonia. As surradas roupas estavam úmidas, o que revelava já estar a muito tempo sob as intempéries do clima.

O abandono completava este quadro.

Fitando-a, o Sr. *** discorreu sobre os ENSINAMENTOS DA SABEDORIA OCIDENTAL para aquela senhora.

Disse-lhe sobre nossa origem divina; nossa peregrinação através dos períodos, revoluções e épocas. Abordou nossa constituição, a saber; corpos denso, vital, de desejos e mente. Discorreu sobre o zodíaco, signos e planetas, enaltecendo a astrologia. Ainda que breve, relatou a importância de desabrocharmos nossas “rosas internas”.

Resumiu a gloriosa missão do Cristo: suas palavras maravilhosas e a sabedoria advinda do mais Alto Iniciado do Período Solar. Traçou um panorama sobre as Leis de Causa/Efeito e Renascimento à luz dos Ensinamentos Rosacruzes.

Ressaltou as pérolas de conhecimentos contidas nos Cursos Preliminar, Suplementar, Bíblico e de Astrologia.

Finalizou – de forma empolgante - com um trecho da letra do Hino Rosacruz de Encerramento;

“Se caíres pelas provas, dar-te-emos forças novas”.

Aquela senhora – a que tudo ouviu atentamente – permaneceu com os olhos calmos ao ver o Sr. *** ficar de pé, despedir-se e seguir seu caminho apressadamente.

Ele continuou seu trajeto, pensando em sua futura palestra e texto-artigo para a Fraternidade Rosacruz.

Ela continuou esmolando, faminta. Continuava a fazer muito frio...

10/06/2020

Um Relato Pouco Conhecido Sobre Max Heindel

por Jonas Taucci

Em meu trabalho profissional – a décadas com livros - tenho minhas preferências literárias: uma delas são as biografias.

A biografia de Max Heindel está amplamente divulgada nas redes sociais, bem como seu Tema Natal (horóscopo). A obra “Memórias sobre Max Heindel e a Fraternidade Rosacruz”, de Augusta Foss de Heindel, estão entre as mais conhecidas.

Existem também relatos sobre o Sr. Heindel de pessoas que foram contemporâneas do fundador da Fraternidade Rosacruz, um deles é de autoria de Art Taylor: “Max Heindel, tal qual o conheci”.

Mas, o relato que sempre me chamou a atenção, pertence a Sra. Bessie Boyle Campbell, publicado a muitos anos pela ”Rays  from the Rose Cross” (Sede Mundial), e posteriormente traduzido pela Fraternidade Rosacruz de São Paulo. O referido depoimento da Sra. Campbell foi publicado na revista “Serviço Rosacruz”, número 198, de julho do ano 1.975, páginas 141 a 143.

Transcrevo abaixo – na íntegra – este depoimento, acreditando ser a única informação, até onde sei, que aborda a vida anterior de Max Heindel, ainda que resumidamente.

Meu primeiro encontro com Max Heindel foi numa noite de 1.908, em Yakima, Washington, à entrada de um salão de conferências. Eu havia lido no diário local o anúncio de sua conferência sobre “A vida depois da morte”, franqueada ao público. Ora, eu havia sido criada e educada em ambiente estritamente episcopal e os assuntos dessa natureza espiritual eram incompreensíveis por eles.

Perguntei a minha irmã e a minha mãe se podiam acompanhar-me para assistir a conferência, pois o salão em que a mesma se realizaria, ficava numa rua pouco recomendável para uma moça andar só. Não é demais dizer que não me deixaram ir só. Quando cheguei à entrada do salão, defrontei-me com três pessoas. Em que logo reconheci o casal Swigart e o próprio Max Heindel.

Ao contemplar o rosto e a figura de Max Heindel, tive a sensação momentânea de achar-me diante de um sacerdote, embora ele estivesse trajado como qualquer homem de negócios.

Muito tempo depois, durante uma de suas aulas, ele nos contou que em seu anterior renascimento, há trezentos anos, havia sido um sacerdote católico na França.

Fiquei satisfeita ao ver confirmada minha intuição.

Observando o auditório daquele velho salão, onde Max Heindel proferiu a primeira das dez conferências, notei que em sua maioria era composta de mendigos e desocupados, que ali haviam ido, mas para proteger-se do frio e da neve do que propriamente para ouvi-lo.

O conteúdo de sua dissertação estava além de meu alcance de entendimento, não obstante seu forte magnetismo pessoal e a grande eloquência que me levava a crer firmemente em cada palavra que dizia, como grande verdade.

Compreendi que havia ouvido um grande homem, abordando assuntos transcendentais. Senti que nesses ensinamentos havia encontrado o que há tempo buscava.

Muito tempo depois, pergunte-lhe o que era isso: magnetismo pessoal. Ele me respondeu que era um poder obtido mediante atos de bondade, nesta e em vidas anteriores. Explicou-me que é visto pelo místico como uma aura dourada que os grandes mestres costumam pintar ao redor da cabeça dos santos, em suas obras clássicas.

Assisti suas conferências e lições, nessa ocasião, durante seis semanas, recomeçando tempos depois. Ele não havia publicado ainda a grande obra “O Conceito Rosacruz do Cosmos”, pois não havia chegado o ano de 1.909.

Suas conferências e lições eram mimeografadas. Em 1.910 assisti novamente as suas dissertações, já com público numeroso, em Los Angeles. Max Heindel costumava entremear de vez em quando, em suas palestras, com observações engraçadas, alegres e simpáticas.

Outras vezes permanecia muito sério e circunspecto. Ele sentia uma grande compaixão por todas as almas que sofriam. Em 1.911 recebi dele uma carta em que me comunicava iniciado os trabalhos de Cura. Nessa oportunidade eu passava por um precário estado de saúde, internada em um hospital de Pasadena, com febre altíssima. Depois de ler sua amável carta, meu quarto se inundou de luz, e eu senti uma tal exaltação que não posso descrever.

Eu vinha orando intensamente e incessantemente quando isso sucedeu. Na manhã seguinte minha febre havia desaparecida por completo e, depois de alguns dias, achava-me em minha residência restabelecida.

Minha mãe, que também chegou a ser probacionista, passou para o além em 1.915 e Max Heindel veio ao funeral e usou a palavra. Em certo momento ele me disse: “ Bessie, coloque sua cadeira junto ao ataúde para que sua mãe possa sentar-se”.

Ele sorriu diante da cadeira para nós vazia e então lhe perguntei se mamãe se sentia feliz, e ele me respondeu: “ Ela está muito séria e impressionada com a mudança”.

Os trinta amigos que se achavam presentes ficaram muito impressionados ao ouvirem suas palavras.

Mas Heindel sempre irradiava uma dulcíssima simpatia e bondade, em sua habitual humildade.

Sinto que, pela oportunidade de haver conhecido esta grande alma, recebi a maior benção deste mundo, além do conhecimento da verdadeira religião Cristã que me veio à mente e ao coração, por seu intermédio. 

Há quem possa argumentar sobre a mãe da Sra. Campbell estar impressionada ao lado do ataúde de seu corpo denso, e não ser citado a revisão do panorama de sua vida, que deveria estar fazendo, como diz os Ensinamentos Rosacruzes.

No tocante a este fato, indico os livros:

*** “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas” – Volume II – pergunta # 15, de Max Heindel. (veja aqui)

*** “Na terra dos mortos que vivem”, capítulo VII, de Prentiss Tucker.

Edições da Fraternidade Rosacruz - Sede Central do Brasil
Em todas biografias e relatos sobre Max Heindel, sempre encontramos seu comportamento perante seus semelhantes como sendo de um amigo e irmão.

Nós, aspirantes rosacruzes, podemos nos tornar maiores e mais eficientes divulgadores da Filosofia Rosacruz, por meio de uma vida exemplar, de nossa postura, de nossos exemplos, cuja ressonância supera as mais eruditas palestras, os mais profundos conhecimentos e os mais lapidados textos sobre os ENSINAMENTOS DA SABEDORIA OCIDENTAL.

03/06/2020

Ludwig Van Beethoven (1770-2020) Comemorações dos 250 anos

por Delmar Domingos de Carvalho

Quando à noite contemplo extasiado os céus a enorme quantidade de astros que permanentemente bailam em suas órbitas, os chamados sóis e terras, o meu espírito voa para além dessas estrelas distantes, atá à Fonte Primordial, que deu origem a todas as formas e que há-de criar tudo o que será criado.
Beethoven

Beethoven é um dos maiores génios da Humanidade, senão o maior.

Quem como ele foi capaz de subir até à Harpa Celestial, fazendo-a descer até aos corações dos seres humanos?

A Música é a arte suprema, o Som Criador Divino que nos dá paz, alegria, esperança, amor, liberdade.   
    
Quem como Beethoven criou composições geniais, verdadeiros hinos de fraternidade, de liberdade, de harmonia que nos eleva à nossa verdadeira pátria, que nos liberta dos elos que nos escravizam a este mundo cheio de ilusões?

Quem como ele sofreu numerosas amarguras, ingratidões, subindo nas asas do perdão, da música até Deus que muito amava.

A sua surdez física deu-lhe provas muito dolorosas, todavia, será que  como Iniciado Rosacruz não possuía capacidades superiores auditivas? John Russel teve a oportunidade de o ouvir tocar no seu piano, concluindo que entre Beethoven e o piano havia uma íntima união, uma estreita audição, estranha, que levava a que os sons se reflectiam em seu rosto, a sua alma estava muito acima deste mundo físico.

Quando lemos o seu pensamento que serviu de introdução, concluímos que tinha poderes espirituais, que o elevavam muito acima do comum dos mortais. Ele era um filósofo cosmocrata, rosacruciano.

Um dia passeava com a minha querida esposa numa zona verde, em Viena, capital da Música, onde viveu, quando nos surge um “grandioso” monumento em sua honra.

Parámos.

Monumento á Beethoven ( foto do autor do artigo)
Começámos por admirar todo o conjunto, depois acercámo-nos, investigámos cada estatueta que tinha sido esculpida na sua base. Eram nove, alegorias das nove sinfonias. Absorvidos nesta obra maravilhosa, estávamos esquecendo de almoçar!

Uma delas era um cisne. Esta alvinitente ave, símbolo do Iniciado, capaz de voar até às alturas como de mergulhar nas águas, indicava o seu nível evolutivo.

Monumento á Beethoven ( detalhe )
Como sabemos a Nona Sinfonia é o Hino da União Europeia. Foi uma escolha perfeita, falta seguir os elevados ideais contidos nessa obra magistral.

Muito mais havia que falar sobre o seu legado incomensurável, temos de terminar, com as sábias palavras doutro génio rosacruz, o último enciclopedista, Goethe:

“Nunca conheci um artista que tivesse uma tão profunda concentração espiritual aliada a uma enorme grandeza de coração. Por isso, entendo, perfeitamente, que lhe seja dificílimo adaptar-se a este Mundo e às suas convenções.”


Nota de Rosacruz e Devoção: Abaixo parte III e IV da Nona Sinfonia de Beethoven com llegenda em português


01/05/2020

Ao Médico o que é do Médico...


Sempre que Cristo curava dizia: “a tua fé te curou”, mas em seguida recomendava que o enfermo realizasse algo– “vá e banhe-se no Jordão” ou “não tornes a pecar”, etc“ , dando uma indicação da necessidade da ação, que fundamentada com as Leis da Natureza, justificam uma fé inquebrantável.

Max Heindel nos diz: “O processo de cura que se deve aconselhar depende da natureza da enfermidade e do temperamento do paciente. No caso de fratura de uma perna, é evidente que se deve chamar o cirurgião. Se existe alguma desordem interna, um médico de clínica geral é a pessoa indicada. Se por outro lado, for possível chamar um curador mental ou um curador adepto da Ciência Cristã ou qualquer outro de mente espiritualizada, tal pessoa pode auxiliar o enfermo que tenha grande fé, porque, como um diapasão que de determinada nota põe em vibração outro da mesma nota quando se faz vibrar o primeiro, também a pessoa cheia de fé responderá facilmente aos que praticam os sistemas mencionados. Mas quando no paciente falta a fé nesses métodos, é melhor chamar um médico em quem se confie porque tanto a saúde como a doença dependem quase inteiramente do estado mental. Nas enfermidades em que o paciente está debilitado, torna-se hipersensível e jamais deve ser contrariado em suas preferências. Além disso, o que exista de bom em qualquer sistema curativo produzirá no paciente um efeito benéfico ou daninho em proporção exata à fé que tenha no poder curativo desses sistemas...”

“...É nosso dever tomar os remédios prescritos pela pessoa devidamente qualificada ou procurar curar-nos das enfermidades que sofremos por qualquer método que queiramos. Decididamente agiríamos erroneamente se permitíssemos que nosso instrumento físico se deteriorasse por falta da devida atenção e cuidado. É o instrumento mais valioso que possuímos e se não o usamos com circunspeção e não lhe prestamos os devidos cuidados, sofreremos as consequências da Lei de Causa e Efeito por nossa negligência...” 

Max Heindel, Princípios Ocultos de Saúde e Cura, Cap. XVIII
VEJA TAMBÉM: PANACEIA ...

25/02/2020

OS FILHOS DE JACÓ


Pergunta: 
Qual o significado esotérico do emprego dos nomes dos doze filhos de Jacó com relação aos doze signos do Zodíaco? Esses nomes têm relação com os zodíacos da Terra, do Sol, ou com ambos?
 
Resposta: Só há um Zodíaco, as doze constelações que chamamos Áries, Taurus, etc. São as estrelas situa­das numa faixa estreita aproximadamente a oito graus de cada lado da elíptica, ou no trajeto do Sol como é visto da Terra. Os doze filhos e uma filha de Jacó são identificados com as doze constelações, porque José menciona que os israelitas, vagando pelo deserto, levavam emblemas destes doze grupos de estrelas nas suas bandeiras. No capítulo 49 do Gênesis e no capítulo 33 do Deuteronômio, mencionam-se as bênçãos derramadas sobre os seus doze filhos. Portanto, torna-se impossível àquele que tem conhecimentos de astronomia não perceber uma similaridade entre a descrição desses filhos e os doze signos do Zodíaco.

Se considerarmos a maneira de erigir o acampamento dos israelitas –agrupando as doze tribos em volta do Tabernáculo onde estava o Candelabro de Sete Braços – vemos novamente uma referência à disposição astronômica dos doze signos do Zodíaco fora dos sete planetas, que são as luzes do sistema solar, a Casa de Deus.

A razão espiritual da analogia entre Jacó, suas esposas, seus filhos e o Cosmos, pode ser encontrada no axioma hermético “como é em cima, assim é embaixo.”. Jacó, com suas quatro esposas simbolizam o Sol e as quatro fases da Lua, que são os dadores de vida de tudo que existe sobre a Terra. Os doze filhos e uma filha simbolizam as Hierarquias Criadoras que estavam ativas na evolução do nosso sistema solar e que levaram, não somente a humanidade, mas também todos os outros vários reinos, ao presente estágio evolucionário, e estão trabalhando com todos para desenvolvê-los cada vez mais e torna-los seres espirituais. Foram elas que fizeram o homem à sua semelhança. Ainda hoje, a humanidade está impregnada pelas características dos doze signos celestiais. Os Semitas originais, que deveriam ser os progenitores de uma nova raça, foram divididos em doze classes pelo seu guia, cada classe representando uma das constelações.

PERGUNTA 159 de: A FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS 
Vol I MAX HEINDEL

21/02/2020

Resultados da Morte Súbita


Pergunta: Em novembro de 1917, na revista “Rays from the Rose Cross” foi publicada uma história intitulada: “Defronte ao Pelotão e Fuzilamento”, contando como um espião fora colocado contra o muro e fuzilado. Imediatamente após o ato, ele, em plena posse de sua consciência, conversa com um Rosacruz e, em sua companhia, viaja por milhares de milhas para visitar a sua irmã. Isto não é contrário ao que se ensina na Filosofia Rosacruz? Nela afirma-se que depois que o átomo-semente no coração removido e o cordão prateado rompido, segue-se um período de inconsciência que dura aproximadamente três dias e meio, período em que os espírito revê o panorama da sua vida passada.

Resposta: Sim, isso é afirmado no “Conceito Rosacruz do Cosmos” e vale para todas as circunstâncias normais. No entanto, a lei da mortalidade infantil também explica que, quando uma pessoa falece sob circunstancias difíceis e trágicas, tais como um incêndio, um acidente ferroviário, ou subitamente de uma queda do alto de um edifício ou de uma montanha, num campo de batalha, ou ainda quando as lamentações dos parentes a redor da cama do recém-falecido tornam impossível a sua concentração no panorama da vida, então, o registro nos dois éteres superiores, o éter de luz e o refletor, e sua amalgamação com o corpo de desejos não ocorre. Nesses casos, a pessoa não perde a consciência, e como não há registro nos veículos superiores, como deveria normalmente acontecer, ela não passa pela fase purgatorial, isto é, não colherá o que semeou, não haverá o sofrimento consequente das suas más ações, nem a sensação de alegria e amor resultantes do bem praticado. Os frutos da vida perderam-se. Para compensar esse desastre considerável, o Espírito, ao entrar na sua nova vida terrena, morrerá na infância, no tocante ao corpo físico, mas o corpo vital, o de desejos e a mente, que não nascem antes que o corpo denso tenha atingido respectivamente os sete, quatorze e vinte e um anos de idade, permanecem com o Espirito que desencarna, pois o que não viveu não pode morrer. Então, no Primeiro Céu, o Espírito permanece de um a vinte anos, e aí será orientado e receberá instruções e lições objetivas sobre o que teria aprendido através do panorama da sua vida passada, se não tivesse sido interrompido pelo acidente que lhe causou a morte. Por isso renasce pronto a assumir o seu próprio lugar no caminho da evolução.

Isso proporciona um manancial imenso em que pensar. A grande porcentagem anual de mortalidade infantil tem sua origem nas guerras passadas. As perdas de vida eram comparativamente pequenas, embora as taxas das baixas registradas nas lutas nacionais devam ter aumentado consideravelmente devido às mortes ocorridas também em duelos, rixas e disputas comuns, onde foram usadas armas mortíferas. Não obstante, a soma total destas perdas parece insignificante se a compararmos com a carnificina incrível que ocorre hoje em dia. Se esta tiver de ser corrigida da mesma maneira, uma futura geração colherá certamente uma safra de lágrimas devido às epidemias que assolarão os lares de seus filhos. Mas, como já apontamos antes, cada lágrima vertida pela perda de algum ente querido está eliminando as trevas de nossos olhos, até o dia que enxergarmos com bastante clareza para poder penetrar o véu que agora nos separa do que chamamos erroneamente de mortos, mas que está na realidade muito mais vivos do que nós. Nessa altura, a vitória sobre a morte será total, e poderemos clamar: 

“Oh Morte, onde está teu aguilhão? Oh Tumba, onde está a sua vitória? ”

PERGUNTA N° 15 DO LIVRO FILOSOFIA ROSACRUZ EM PERGUNTAS E RESPOSTAS –VOL II


05/01/2020

Sempre Lembrado!


Sempre lembrado desde que este blog nasceu, amanhã dia 6 de janeiro observamos o dia do “passamento” de nosso Amigo e Irmão Max Heindel.

 

A cada ano uma mensagem de gratidão por ter sido ele, o Mensageiro a nos trazer sublimes ensinamentos.

 

Mais uma vez, esta mensagem vem através de uma poesia de nosso Irmão e Amigo Delmar de Carvalho, membro da The Rosicrucian Fellowship desde Portugal.

Outras homenagens: 

https://rosacruzdevocional.blogspot.com/p/max-heindel.html

01/12/2019

Sobre a Arquitetura do Construir Nosso Natal Interno (a prática das artes e do ofício)

por Jonas Taucci

Para uma parte da humanidade o Natal representa a troca de presentes, a alimentação numa ceia farta, árvores e enfeites de natal. Para outras, as (unicamente) informações religiosas, espirituais ou esotéricas.

O fiel aspirante Rosacruz não se enquadra em nenhuma delas!

Esta data evoca o nascimento de Jesus, que cederia seus corpos Denso e Vital para que Cristo aqui estivesse, promulgando assim seu evangelho de amor. Celebramos também – todos os anos – a visita deste mais alto iniciado do Período Solar, o Arcanjo Cristo, auxiliando a humanidade em sua jornada evolutiva.

O Natal assinala o acontecimento anual mais vital para toda a humanidade (Ritual Rosacruz de Dezembro – clique aqui), saibamo-lo ou não. Nossa Sede Mundial nos informa para oficiarmos este Ritual, este ano de 2.019, no dia 20 de dezembro.

Daí a noite de Natal, constituir-se na noite mais santa do ano (Ritual Rosacruz de Natal – cliqueaqui), sendo importante sua leitura e meditação, à meia noite do dia 24 de dezembro, ou próximo a este horário.

Nos – aproximadamente – três anos em que esteve fisicamente conosco, Cristo nos deixou ensinamentos que constituem-se na (literalmente) última palavra em avanço espiritual à humanidade.

Astrologicamente (Elmam Bacher, Estudos de Astrologia – Volume V), a observância do Natal está impressa em nosso Tema Natal (horóscopo), em duas Casas Zodiacais:

*** 11ª Casa - Aquário – Urano – O amigo. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando (João 15:14).

*** 12ª Casa – Piscis – Netuno – A redenção. Aumenta meu amor por ti, Senhor, para que eu possa servir-te melhor cada dia que passa. Faze que as minhas palavras e os ditames do meu coração sejam sempre agradáveis à Tua presença, ó Senhor, minha força e meu Redentor (Oração do Estudante Rosacruz).

Aqui, a sugestão para verificarmos como estão estas nossas Casas Zodiacais:

1) Quais signos estão em suas cúspides.

2) Quais planetas e aspectos estão nestas Casas.

E realizarmos uma seríssima reflexão destas informações, aliadas à tão sublime e pouco praticada mensagem do Anjo, quando do nascimento de Jesus:
O Natal representa as aspirações espirituais mais profundas aqui na Terra; o ponto focal  para a expressão do amor para com  nossos semelhantes.

Uma pergunta importante a cada um de nós:

- Não estaríamos apenas sendo um reservatório de informações dos ENSINAMENTOS DA SABEDORIA OCIDENTAL ?

Não há outra forma de celebrarmos - internamente - o Natal, pulando etapas, onde as principais constituem-se:

- Pessoas chorando, sem terem quem enxuguem suas lágrimas.

- Enfermos em hospitais, casas e ruas, onde ninguém as visitam ou prestam quaisquer tipos de auxílio.

- Maltrapilhos aguardando um agasalho.

- Famintos à espera de um alimento.

- Gemidos solitários de dores (físicas e emocionais), de desassistidos em busca de uma palavra amiga, um abraço e apoio fraterno.

Max Heindel (Iniciação Antiga e Moderna – capítulo II - O altar de bronze e o lavabo), nos fala: “... não é o Cristo externo que salva, mas o Cristo Interno”, e isto adquire-se apenas e tão somente praticando o que ELE nos exorta.

Com certeza existem no mundo pessoas:

*** Muito mais próximas do nascimento de seu Cristo Interno, desconhecendo informações espirituais, contudo praticam um “Natal Interno” diariamente.

*** Outras passam a vida toda (ou várias delas), debruçadas em livros, palestras, artigos etc. mas longe de vivenciarem o que estudam. Perderam a lucidez e tornaram-se embriagadas pelo conhecimento.

Não existe a menor possibilidade de desabrocharmos nossas “sete rosas internas”, apenas coletando informações. Assim, a saudação para as rosas florescerem na cruz de nossos semelhantes, jamais encontrará ressonância (palavra aquariana).

Celebramos, escrevemos e lemos sobre o Natal, proferimos e ouvimos palestras sobre o Natal, mas VIVEMOS O NATAL (todos os dias do ano) praticando o que Cristo nos ensinou?

Artigo baseado numa conferência pública realizada na biblioteca municipal da cidade de Santo André (São Paulo – Brasil), em dezembro de 1.988, onde várias religiões, filosofias e doutrinas expuseram seus respectivos ensinamentos a respeito do natal.

A Fraternidade Rosacruz, se fez presente.

28/11/2019

O Maior Benefício da Gratidão


"Quando termina a existência purgatorial, o espírito purificado ascende ao Primeiro Céu...

...  Aqui o panorama do passado se desenrola de novo para trás, mas então são as boas obras da vida a base dos sentimentos. Ao chegarmos às cenas em que ajudamos a outrem, viveremos de novo toda a alegria que isto nos proporcionou, como também sentiremos toda a gratidão emitida por aqueles a quem ajudamos.

Quando contemplamos de novo as cenas em que fomos ajudados por outros, voltamos a sentir toda a gratidão que emitimos ao nosso benfeitor. Deste modo vemos a importância de apreciar os favores com que outros nos cumularam, porque a gratidão produz crescimento anímico. Nossa felicidade no céu depende da felicidade que tenhamos proporcionado a outros, e do valor que demos àquilo que outros fizeram por nós.

Deve-se sempre recordar que o poder de dar não pertence exclusivamente ao homem rico. Dar dinheiro sem discernimento pode ser até um mal. É um bem dar dinheiro para um propósito que consideremos benéfico, porém um serviço prestado vale mil vezes mais. Como disse Whitman:

"Vede! Não me limito a simples preleções ou a esmolas dar;
Quando dou alguma coisa, a mim mesmo vou-me dar".

Max Heindel, Conceito Rosacruz do Cosmos, Cap. III, subt.: O Primeiro Céu