29/07/2018

Travessia

Como se vê destacado em vermelho e amarelo diagrama 14, Cristo-Jesus possuía os doze veículos que formam uma ininterrupta cadeia desde o Mundo Físico até o próprio Trono de Deus. Portanto, Ele é o único Ser do Universo que está em contato, ao mesmo tempo, com Deus e com o homem. Cap. XV do Conceito, subt. Jesus e Cristo-Jesus. Diagrama 14 original aqui 

por Gilberto Silos
A peregrinação do Espírito evoluinte é uma longa travessia. Travessia é, também, a vida, o dia, a circunstância...

Em períodos infinitamente grandes até aos mais fugazes, o Eterno espírito está sempre transitando, recolhendo meios para realização de seu destino: a dinamização das faculdades latentes, que o torne à estatura d'Aquele que o emanou.

Em toda a literatura espiritualista, quer esotérica, quer exotérica, figuram sempre, como expressivo símbolo, as travessias: as viagens, o êxodo, atravessar rios e mares, etc. É sempre alegoria de transições de consciência, no processo de expansão do ser e de um povo.

O caminho a percorrer está sempre dentro de nós. Nunca é externo. O exterior é simples meio, para atingirmos o fim, que é a realização interna. O caminho não é marcado por distância, senão por expansão de consciência. Por isso disse o Cristo: "EU SOU O CAMINHO...". Ninguém pode chegar à união com o Pai Universal, com o Criador, senão pelo encontro e expansão do Eu interno. Pelo semelhante atingimos o semelhante. Pelo dessemelhante nos isolamos e nos afastamos: tal é o sentido de religião e de queda: uma questão vibratória.

Deus, no céu (supremo, elevado) é Luz, é Vida (em vibração mais alta). Satanás (o adversário, em nós, a natureza inferior), no inferno (inferior estado de consciência) é treva, é morte.
Na mitologia greco-romana temos o relato do mergulho do espírito na matéria e as transições pelas quais poderá alcançar as delícias de Eliseu — a ilha dos escolhidos e dos heróis — que se distinguiram na batalha da vida, nos desafios da evolução.

Quando Júpiter dividiu seu Reino, coube a Plutão o governo do Hades. Ele raptou Prosérpina (Perséfone) para sua esposa. Hermes (Mercúrio) levava para o Hades os mortos e os entregava às margens do primeiro rio (rio Estige= tenebroso) ao barqueiro Caronte que os atravessava e, na margem oposta os deixava sob a vigilância do cão Cérbero (de três cabeças), para que de lá não fugissem.   Os maus sofriam castigos de remorso e o suplício da Hidra, serpente de 50 cabeças.

O Hades tinha cinco rios: o Estige (tenebroso); Aqueronte (das penas); Flégeton (do fogo); Cocito (dos lamentos) e Lete (do esque­cimento).

Uma interpretação do séc. XIX para a figura de Caronte, provavelmente para uma edição da Divina Comédia, pelo pintor russo Alexander Litovchenko. (Museu de St.Petersburg). 

Mito não é fantasia, e sim uma alegoria. Aqui temos o relato de como a Centelha divina mergulhou no esquema evolutivo, envolvendo-se sucessivamente nos corpos que formou, com auxílio das Hierarquias Criadoras, (Prosérpina raptada às regiões inferiores), unindo-se à Morte (Plutão, regente de Escorpião, correspondente à oitava casa, da morte), isto é, perdendo consciência de Si próprio e identificando-se como um ser humano, aparentemente separado e à parte do Espírito.

Quem nos mantém nessa ilusão é o intelecto condicionado (Hermes), cada vez que renascemos (voltamos aos planos inferiores) e somos vin­culados aos átomos-semente dos três corpos (Cérbero, cão de três cabeças).

Pelo mau uso do sexo (suplício da Hidra, relativa a Câncer, que governa a vida geradora) e ignorantes transgressões (que provocam os remorsos) vamos despertando a consciência pela dor inevitável, (Lei de Conseqüência).

A maioria da humanidade vive mergulhada como num sono (irmão gêmeo da morte, que habitava o Hades) gerando os sonhos (vida irreal) e julgando-se o que não é (Morfeu, o criador das formas nos sonhos). Oportuno é lembrar que, no mito, o sono e seu filho Morfeu trazem na mão uma papoula, da qual se extrai o ópio, símbolo da inconsciência em que mergulhamos.

02/06/2018

Sobre a Fraternidade, Signo Solar e Citação do Evangelho de Lucas

por Jonas Taucci
Com certeza as pessoas que se filiaram à Fraternidade Rosacruz, o fizeram por uma identificação com os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental.

Comigo não foi diferente.

Contudo houve outro fator – determinante - para a minha frequência em suas reuniões: o clima da verdadeira amizade e companheirismo entre seus membros.

A alegria refletida no semblante de cada pessoa - quando do encontro entre os irmãos - era algo extremamente fácil de ser notada. Havia uma egrégora de “estou feliz por te ver”, entre todos, e isto estendia-se para muito além das portas da Fraternidade; as visitas entre os irmãos eram frequentes em suas respectivas residências, para um lanche, almoço etc. e principalmente em hospitais quando alguém adoecia.

Há uma passagem, narrada no evangelho de Lucas (24:41), onde – após a crucificação – Cristo aparece a seus discípulos que se manifestam “alegres e admirados” ao vê-Lo.

Guardada as devidas (e espirituais) proporções, era – exatamente – essa a tônica do encontro entre os irmãos em reuniões de estudos, palestras e rituais. Ao começar a frequentar as reuniões do Conselho Diretor, Auditor e Esotérico, presenciei também que todas elas eram norteadas pelo “decida-se o melhor para a Fraternidade, e não para interesses particulares”.

Irmãos visitando pessoas enfermas em suas casas, oferecendo-lhes os votos de pronto reestabelecimento, assim como o custeio de consultas médicas e remédios, eram praticas corriqueiras. No início dos anos 80, houve um índice de desemprego muito grande: vários irmãos perderam seus trabalhos e ficaram sem condições de frequentar a Fraternidade, pelo fato de não terem dinheiro para o transporte público, e mesmo para o combustível de seus automóveis.

Entrou em cena (mais uma vez) a solidariedade; o “vamos juntos à Fraternidade”: irmãos bancaram a condução de ônibus, trens, metrô etc. fazendo possível assim a presença de todos. Às pessoas de idade avançada, eram oferecidas caronas de automóvel.

A citação acima de Lucas, alegres e admirados, era – marcantemente – vivenciada pelos membros da Fraternidade, ao (re) ver um irmão.

Uma destas pessoas era a Sra. Antonieta Pinola.

Sempre com sorriso, recebia as pessoas com cordialidade, incentivando-as a participarem dos rituais e a fazerem os cursos; durante anos nunca a vi fora de uma expressão amável para com as pessoas. Sua face revelava seu interior com certeza.

Certa vez, disse-me estar em dúvida: no domingo seguinte faria aniversário; parentes seus iriam visita-la – à tarde - em sua residência (bairro da Lapa, na cidade de São Paulo) para lhe felicitar, e neste mesmo domingo haveria reunião de cura e palestra no Centro Rosacruz de São Paulo. 

Confidenciou-me a dúvida: Deveria estar em casa, para receber os parentes, ou ir à Fraternidade? O dia e os horários seriam os mesmos...

Fiquei curioso sobre qual decisão iria tomar, minha querida amiga.


Não há – imagino – pessoa que desconheça o seu signo solar, ainda que desacredite na astrologia; o signo em que o Sol está localizado, no momento de seu nascimento, é conhecido por todos. Contudo, há um interessante Ensinamento Rosacruz sobre o Sol (Elmam Bacher – Estudos de Astrologia – Volumes VII e VIII), pouco conhecido, mesmo pelas pessoas que a estudam.

Tomemos como exemplo o horóscopo #09 do livro A Mensagem das Estrelas de Max Heindel e Augusta Foss de Heindel, computadorizado pelo irmão Allen Edwall, abaixo.


Imaginemos agora, este horóscopo sem as linhas das cúspides (e respectivas numerações) das casas zodiacais. Veremos, facilmente, o símbolo do Sol: um ponto central circunscrito por um círculo perfeito, contendo todos os planetas.

É o que nos diz, Max Heindel no Conceito Rosacruz do Cosmos – capítulo XI – (Gênese e evolução de nosso Sistema Solar), onde o Sol – a uma enormidade de tempos passados - abrigava os planetas de nosso Sistema Solar.

Uma meditação sobre isso seria de enorme importância ao aspirante Rosacruz:
- O Sol (local de onde fomos emanados) simboliza -  em nosso horóscopo -afirma o Sr. Bacher -  a consciência de nossa origem divina.

Essa divindade, todos nós – por herança espiritual – a possuímos. (“...servir a Divina Essência neles oculta, o que constitui a base da Fraternidade” – Ritual Rosacruz do Serviço do Templo), e a obra do aspirante rosacruz é a de identificação com este princípio, vivenciando-o com nossos semelhantes através de pensamentos, palavras e ações.

ATENÇÃO! Ao (re) traçarmos, ainda como exemplo o horóscopo #09, as linhas das cúspides no sentido do centro para fora, estaremos representando a Luz (espiritual) do Sol em direção a todos planetas de nosso Sistema Solar, permeando-os.

Elmam Bacher também nos fala da existência da FRATERNIDADE – em oitavas superiores – entre os:

1) Logos Arqui Galáticos. 
2) Logos Galáticos.
3) Logos Solares.

Vemos aqui, a extensão, a dimensão cósmica de FRATERNIDADE; cabendo profunda reflexão a cada um de nós - membros da Fraternidade Rosacruz:

- Como colaboro para uma FRATERNIDADE entre a onda de vida dos Espíritos Virginais (da qual faço parte)?

- Apenas pertenço ou vivencio uma FRATERNIDADE?

Naquele domingo (chuvoso), final de tarde, cheguei à FRATERNIDADE ansioso por saber qual teria sido a decisão da Sra. Antonieta Pinola.

Ela estava rodeada por todos os membros da FRATERNIDADE, ao lado um bolo de aniversário e também de seus parentes que – felizes - a acompanharam ao Centro Rosacruz de São Paulo.

“Todos alegres e admirados”

20/05/2018

O SERVO NA CASA

Foto de uma das cenas da peça – fonte Wikipedia

O SERVO ((ou O SERVENTE)) NA CASA de Charles Rann Kennedy
Baixe aqui em PDF - Veja antes nota abaixo

Peça de teatro citada por Max Heindel no capítulo III de seu livro MAÇONARIA E CATOLICISMO conforme texto abaixo reproduzido:

“...Mas, quando a fé floresce em obras, alcançamos o mais elevado ideal de expressão. A humanidade pode e admira os sentimentos elevados e a oratória brilhante; mas quando Lincoln rompe as correntes de uma raça escravizada, ou quando um Lutero se rebela em nome dos espíritos agrilhoados da humanidade, garantindo-lhes liberdade religiosa, a ação externa desses emancipadores revela uma beleza de alma que não é vista naqueles que só sonham e que receiam sujar as mãos em um trabalho real no templo da humanidade. Os últimos não são os verdadeiros construtores do templo, e seriam incapazes de se inspirar no maravilhoso templo descrito por Manson no livro "O Servente da Casa". O autor chama o personagem de "Man-son"; isto pode significar que ele o considera Filho do Homem (Son of Man), mas pode ser também que ele quis dizer "Mason", pois o Servente na Casa era, ao mesmo tempo, um construtor do templo. É maravilhosa a visão interior que o autor da peça deve ter tido quando planejou a cena em que o servo, o operário enamorado de sua obra, fala ao clérigo mundano, que é leviano e tão inexpressivo quanto um sepulcro caiado, do templo que ele, operário, construiu. Esta concepção é uma gema mística e preciosa que anexamos para a meditação do leitor:

"Receio que você não considere este templo de grande importância. Ele deve ser visto de certo modo e sob determinadas condições. Algumas pessoas nunca o vêem na sua totalidade. Compreenda que ele não é um monte de pedras mortas e vigas insignificantes, mas É UMA COISA VIVA".

"Quando você entra nele, ouve um som - um som como o de um vigoroso poema cantado. Procure escutar bem, e poderá perceber que esse som é o palpitar de corações humanos, é a inexprimível música das almas dos homens, isto é, se você tem ouvidos para ouvir. Se você tem olhos, verá agora o próprio templo, um enorme mistério de muitas formas e imagens, projetando-se verticalmente do solo à cúpula, OBRA DE EXTRAORDINÁRIO CONSTRUTOR".

"Suas colunas levantam-se como vigorosos troncos de heróis; a delicada carne de homens e mulheres é modelada em torno de seus fortes e inexpugnáveis baluartes. Em cada pedra fundamental, rostos sorridentes de crianças; seus espantosos vãos e arcos são as mãos unidas dos companheiros e, em cima, nas alturas e espaços, acham-se inscritos as inumeráveis meditações de todos os idealistas do mundo".

"Ele se acha ainda em construção e a construção continua. Às vezes, a obra segue sob escuridão profunda, outras vezes, sob luz ofuscante; ora, sob o peso de indizível angústia, ora, com a música de sonoras risadas e aclamações heroicas como o ribombar do trovão. Às vezes, no silêncio da noite, pode-se ouvir o suave martelar dos companheiros trabalhando na cúpula - SÃO OS COMPANHEIROS QUE CHEGARAM AO ALTO".

19/05/2018

A RELAÇÃO CIÊNCIA-RELIGIÃO-ARTE (1)

por Eduardo Aroso
A oposição ciência religião, vice-versa, é antiga. Com o aumento do ambiente materialista actual tem-se agudizado em posições académicas irredutíveis, mas também contendo uma falange significativa que chega a uma situação dir-se-ia crítica ou de fronteira, isto é, o cientista não sai, como lhe compete, da área científica, mas não enjeita outras componentes na busca de uma visão mais abrangente da vida (Leia-se Ciência e Religião, de Russel Stannard, edições 70). O confronto ciência/religião aconteceu no passado, por exemplo, com Galileu e Newton de um lado, e do outro a igreja dominante, o mesmo é dizer o pensamento vigente na época.

É óbvio que o tema daria matéria não só para um livro, mas para vários tratados. Este breve artigo pretende tão-só chamar a atenção para dois ou três pontos essenciais que, em combinação com a filosofia rosacruz, possa contribuir para esbater a barreira que se construiu pelo materialismo separando ciência-religião e até a arte. É sobejamente sabido que a Idade Média viveu intensamente a religião em detrimento da ciência «sufocada» (como diz Max Heindel) e dir-se-ia não desenvolvida como está hoje. Deus estava na religião. O Renascimento trouxe uma notável expansão em todas as artes, maior que a própria ciência moderna que começava então a despontar. Hoje, para muitos cientistas só a ciência pode explicar o mundo e, mais do que este, a própria Vida. Mas não só, pois muita gente segue o preceito de que o que a ciência não explica não é verdade e, sobretudo não confiável! Ou seja, se Deus não está na Ciência não existe, do mesmo modo que os místicos medievais não podiam admiti-Lo nos átomos ou nos feixes quânticos da nossa época, ou como em pleno Romantismo Beethoven percebia Deus através da música.

Se - como diz o povo e bem - «Deus está em toda a parte», é bem de ver que na Manifestação Ele não tem limites para essa Imanência. É esta a razão d’Ele estar tanto na Ciência, na Arte e na Religião. O fanatismo que eclodia no passado em certos momentos de vivência religiosa talvez não seja do mesmo teor de uma espécie fanatismo com que a ciência académica se posiciona como detentora da verdade, mas deixa-nos a pensar que, pelo menos: a) Em cada época tem havido mais propensão para aprofundar uma destas três áreas (religião, ciência, arte); b) Em qualquer uma delas se observa que o ser humano está em evolução, pois há ainda uma visão limitada do Todo; c) tudo indica que se caminhe (Era de Aquário) para uma plenificação do ser no sentido de as fazer convergir, revelando assim a divindade que existe na criatura terrestre e bem assim nesses três ramos do conhecimento e experiência humana.

«Em toda a sua relatividade, todo o progresso decorre duma evolução do conhecimento humano, seja qual for o seu estatuto, estendendo-se pelo místico, o 2 religioso, o científico, no quadro das mais diversas culturas». (António Amorim da Costa, professor de Química, jubilado, da Universidade de Coimbra, «Ciência e Mito», Imprensa da Universidade de Coimbra, 2010). Adianta ainda o autor, como quem se situa bem na fase actual, a da separação (especialização) do saber: «Saber conviver com o intrincado da própria teia poderá ser a mais sábia das atitudes».

É interessante saber que Galileu (cientista que revolucionou a astronomia, condenado a abjurar o seu pensamento perante a Igreja Romana), na sua obra «Sidereus Nuncius» (publicado em Veneza em 1610) o título é o mesmo que o livro de Augusta Foss e Max Heindel, «The Message of the Stars», esta uma colectânea de escritos e horóscopos que quando foi editada constituiu um repositório de conhecimento que veio preencher um vazio, e que ainda hoje é de grande utilidade, muito em particular quanto às doenças. A filosofia rosacruz explica as razões da separação da ciência e da religião, ao longo dos tempos, da predominância de uma sobre a outra, para finalmente serem, como destino, os dois “braços” da Verdade de um modo mais explícito e equilibrado.

É consolador saber que Galileu, profundamente empenhado na ciência da astronomia e não só, tenha tido uma atitude conciliadora (sabe Deus com que cuidado naquela época!) da ciência e da religião: «Todas essas coisas por mim observadas e descobertas, não há muitos dias, mediante um perspicilium inventado e construído por mim, previamente iluminado pela graça divina» («Explicando A Astronomia e o Poder Religioso», de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, edições Ediouro). Na realidade, Galileu foi uma afronta para o pensamento aristotélico do funcionamento do universo que a Igreja defendia. Segundo os estudiosos, o cientista pretendia que a sua teoria não a afrontasse, mas que fosse um passo em frente no avanço da humanidade, tendo ficado decepcionado. Galileu provocou uma cisão no pensamento da época só comparável com a divisão da Igreja Ocidental (romana) e Oriental (ortodoxa) ou da cisão que Lutero trouxe ao catolicismo, conhecido como protestantismo. Dado que um ambiente científico gera um correspondente clima filosófico, a comprovação de que é a Terra (e demais planetas) é que gira à volta do Sol, e não este à volta do nosso planeta, ainda hoje nos faz pensar na clássica sentença «o homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são." (Protágoras, séc. V A.C.).

Se por um lado expressa a ideia de relatividade, o que é certo é que durante a Idade Media e no Renascimento, nomeadamente através da Escolástica, esta expressão mais conhecida na abreviatura «o homem é a medida de todas as coisas» colocou de algum modo o ser humano numa posição egocêntrica, sobrepondo-o assim ao reino animal, vegetal e mineral, afirmação talvez derivada desse pensamento aristotélico antigo que colocava tudo a girar à volta da Terra. De um ponto de vista absoluto no ser humano 3 enquanto centelha divina, tudo gira à sua volta, posição irredutível, pois o Ego é indestrutível.

Mas isso pode obscurecer outra largueza de pensamento, como, por exemplo, a de hoje quanto à negação peremptória de muitos de que haja seres extraterrestres. A filosofia rosacruz explicita bem no capítulo da Cosmogénese que além do ser humano há outros seres mais elevados de outras ondas de vida. O orgulho intelectual que parece ter afluído à frase «o Homem é a medida de todas as coisas», decerto sem que Protágoras imaginasse, não foi tão sábio e pronto para divulgar o dito de S. Paulo em que o seguidor de Cristo diz do ser humano ser um pouco mais que animal e inferior aos anjos, deslocando assim a consciência para um ponto mais alto, o reino angélico. (Continuará)

Eduardo Aroso é Probacionista da The Rosicrucian Fellowship através de Portugal. 
Mais artigos do autor neste blog: (aqui)

01/05/2018

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”

por Jonas Taucci
Durante uma viagem que realizei, de trem, entre Roma (Itália) e Barcelona (Espanha), pude ver - em vários trechos - o espetacular Mar Mediterrâneo. O trem subiu pela costa oeste italiana, antes de entrar em território francês, e posteriormente a Espanha. Fui agraciado, em dado momento, com um maravilhoso e inesquecível pôr do sol.

Custou-me acreditar que esta cena – a enorme e portentosa bola de fogo a deitar majestosamente no horizonte mediterrâneo – fosse palco de uma das batalhas mais sangrentas da história: As Guerras Púnicas, acontecidas a mais de dois milênios.

RESUMIDAMENTE: AS GUERRAS PÚNICAS

***Foram batalhas, em número de três, entre Roma e Cartago (cidade estado do norte da África), sendo que na primeira, o conflito bélico naval foi horrível nas águas do famoso mar.

***Entraram em guerra pelo controle marítimo do Mar Mediterrâneo; rota importantíssima de comércio e também área vital militar.

***Estas três Guerras Púnicas ocorreram entre os anos 264 AC e 146 AC, com vitória romana, que passou a chamar este mar de Mare Nostrum (mar nosso), sendo fator importante para a consolidação do posterior Império Romano (27 AC à 470 DC, aproximadamente).

***Durante mais de um século o ódio imperou entre cartagineses e romanos, em terríveis batalhas navais e terrestres.

Estas informações constam em livros de história, contudo há um lado oculto (e posterior) a isso, informado por Max Heindel, em sua obra Ensinamentos de um Iniciado – capítulo IX – Luz mística sobre a guerra mundial (1914-1918) – Parte I – Fontes Secretas;

***Os cartagineses renasceram na Prússia (Alemanha) e os romanos renasceram em Albion (como também é conhecida as Ilhas Britânicas); o ódio entre ambos continuou, agora como palco a 1ª Grande Guerra Mundial.

Aqui um ponto importante para o aspirante rosacruz: a morte não aplacou a belicosidade entre estes espíritos, que se envolveram em novas (contudo antigas...) batalhas, por volta de dois mil anos depois das Guerras Púnicas. O ódio perdurou, ainda que em época e nacionalidades diferentes.

Max Heindel, em Cartas aos Estudantes # 47 (Os Auxiliares Invisíveis e o Seu Trabalho nos Campos de Batalha), escrita em outubro de 1.914 (em plena 1ª Guerra Mundial), solicitou a todos que orassem pela paz mundial: as espadas sendo fundidas em arados. Atualmente, não temos uma guerra mundial propriamente dita, contudo existem seriíssimos conflitos étnicos, religiosos, políticos etc. ao redor do planeta, causando muitos sofrimentos e mortes.

Nossa Sede Mundial (Oceanside), nos orienta a meditarmos pela paz mundial, quando a Lua transita pelos signos de água (Câncer, Escorpião e Peixes).

 Os Signos aquosos estão  relacionados com o aspecto sentimento, afetividade, coração e devoção

Cristo, no evangelho de João (14:27) diz:
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não a dou como a dá o mundo”.

À LUZ DOS ENSINAMENTOS ROSACRUZES:

***Deixo-vos a minha paz, a minha paz vos dou.  (a paz do Cristo Interno de cada um de nós).

***Não a dou como a dá o mundo. (paz temporária, externa, governamental, política).

Não devemos entender esta passagem, como Cristo transferindo a SUA paz a cada ser humano.  Evidente que todos os anos, Ele nos visita, abençoando-nos com seu infinito amor, contudo a paz a que Ele se refere, é a paz interna de cada um de nós, conquistada pelo aspirante, resultante do desabrochar do Cristo Interno. Procuremos ler e meditar esta passagem, calmamente, do evangelho de João, como sendo os dizeres de nosso Cristo Interno.

Iremos nos maravilhar.

O Sr. Heindel, em Iniciação Antiga e Moderna (capítulo II – O Altar de Bronze e o Lavado) é enfático: “Não é o Cristo externo que salva, mas o Cristo Interno”.

E no Ritual Rosacruz de Dezembro, voltado ao Natal, lemos ao final:

“É um fato sublime nós sermos Cristos em formação; quanto mais cedo nos convencermos que devemos dar nascimento ao Cristo Interno antes de podermos ver o Cristo exterior, mais depressa chegará o dia da nossa iluminação espiritual. Cada um de nós será, oportunamente, conduzido pela Estrela até ao Cristo, mas é necessário acentuar, que não seremos conduzidos a um Cristo exterior, mas ao Cristo que esta no Interior”.   

A paz, particular de cada um de nós, “fermentada” pelo nosso Cristo Interno, quando conquistada por um número significativo da humanidade, irá abolir todo vestígio de guerras na Terra.

Nesta e em vidas futuras...

22/04/2018

A Conquista da Liberdade



Dentro de cada ser humano há um impulso para a liberdade. Manifesta-se às vezes como um alegre convite para "subir um degrau acima". Este impulso interno tem sido chamado "o descontentamento divino", que incita ao espírito conquistador a seguir adiante, para cima e para sempre. Este impulso é também responsável por nosso progresso no caminho espiral da evolução. Veja letra do hino ao signo de Àries, signo que representa o começo de um novo ciclo. (aqui)

Provavelmente não há maneira melhor de determinar até onde chegou alguém no caminho espiritual, do que considerando o grau de sua aspiração à liberdade, indicado pelo zelo com que se esforça em sua vida diária a fim de alcançar tal liberdade.

Mas aqui necessitamos decidir exatamente o que queremos dizer com a palavra liberdade. Liberdade de que ou para que? É uma interrogação lógica. Existem dois pontos de vista principais que podemos usar para obter uma perspectiva satisfatória deste polêmico tema.

02/04/2018

O Significado da Cruz

PERGUNTA: Qual o significado da cruz? Será simplesmente um instrumento de tortura como se ensina geralmente na religião ortodoxa?

RESPOSTA: Como todos os outros símbolos, os significados da cruz são vários. Platão revelou um destes significados ao afirmar “A Alma do Mundo está crucificada”, isto é, temos quatro reinos no mundo o mineral, o vegetal, o animal e o humano.

O reino mineral anima toda substância química de qualquer classe que seja, de forma que a cruz constituída por qualquer material é primeiramente um símbolo desse reino.

O braço vertical inferior da cruz é um símbolo do reino vegetal, porque as correntes dos espíritos grupo que vivificam as plantas vêm do centro da terra, onde estes espíritos-grupo se localizam elevando-se em direção à periferia do nosso planeta e ao espaço.

O braço superior da cruz é o símbolo do homem, porque as correntes de vida do reino humano fluem para baixo, vindas do Sol, através da espinha vertical. Assim, o homem é a planta invertida, pois da mesma forma que a planta absorve seu alimento pela raiz, fazendo-o fluir para cima, o homem também ingere a sua alimentação pela cabeça, dirigindo-a para baixo. A planta, casta, pura e desprovida de paixão, dirige seu órgão criador, a flor, franca e castamente em direção ao Sol, algo realmente lindo e encantador. O homem dirige o seu órgão gerador ardente de paixão em direção à terra. Inala o oxigênio, dador da vida, e exala o tóxico gás carbônico. A planta absorve o veneno exalado pelo homem, construindo seu corpo com ele, devolvendo-lhe o elixir da vida, o oxigênio purificado.

Entre os reinos vegetal e humano encontra-se o animal com a espinha horizontal, e nesta espinha as correntes de vida do espírito-grupo animal movimentam-se à medida que giram em volta do nosso globo. Consequentemente, o braço horizontal da cruz é o símbolo do reino animal.

No esoterismo, a cruz nunca foi considerada como um instrumento de tortura, e só a partir do sexto século é que representou-se o Cristo crucificado em quadros. Antes daquele período, o símbolo do Cristo era uma cruz e um cordeiro repousando aos seus pés para transmitir a ideia que, no momento em que Cristo nasceu, o Sol no equinócio vernal atravessava o Equador no signo de Áries, o Cordeiro. Os símbolos das diferentes religiões sempre foram concebidos desse modo. No período em que o Sol, por precessão, cruzou o equinócio vernal do signo Taurus, o Touro, uma religião surgiu no Egito, onde se cultuava o touro Ápis, de modo semelhante e com o mesmo espírito que nós cultuamos hoje o Cordeiro de Deus. Numa época bem mais remota, ouvimos falar do deus escandinavo Thor conduzindo suas cabras gêmeas através do céu. Isso ocorreu no período em que o equinócio vernal se encontrava no signo Gemini, os Gêmeos. Na época do nascimento de Cristo, o equinócio vernal estava aproximadamente a 7 graus de Áries, o Cordeiro e, por esse motivo, o nosso Salvador foi chamado Cordeiro de Deus. Houve uma polêmica nos primeiros séculos a respeito de ser o cordeiro o símbolo do nosso Salvador. Alguns alegaram que o equinócio vernal no momento do Seu nascimento estava realmente no signo Pisces, os Peixes, e que o símbolo do nosso Salvador deveria ter sido um peixe. É em memória dessa controvérsia que a mitra de bispo assume ainda o formato da cabeça de um peixe.

Pergunta 100 do livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I Max Heindel

18/03/2018

A Invocação


Max Heindel em O Véu do Destino(*)

Orar é uma palavra da qual se tem abusado tanto que já não expressa, realmente, o exercício espiritual a que nos estamos referindo. Como já dissemos, sempre que formos ao nosso santuário, devemos ir como o enamorado que vai ao encontro de sua amada. Nosso espírito deve voar adiante como se pretendesse arrastar o nosso lento corpo a sentir antecipadamente as delícias que nos estão reservadas e devemos esquecer tudo o mais para só dar lugar aos pensamentos reverentes que nos acodem no caminho. Isto é literalmente exato e o sentimento necessário para alcançar bons resultados é unicamente comparável àquele que impele o amante ao ser querido e talvez ainda mais ardente e intenso.

"Como a gazela anela a água do arroio, assi.m minha alma está sedenta de Ti''. Esta é uma experiência real daquele que ama verdadeiramente a Deus. Se não tivermos este espírito, podemos cultivá-lo e consegui-lo por meio da oração, e uma das legítimas orações que devemos empregar constantemente, é a seguinte: "Aumenta meu amor por Ti, ó Deus! para que eu possa servir-Te melhor cada dia que passa. “Faze que as minhas palavras e os ditames do meu coração sejam sempre agradáveis á Tua presença, meu Senhor, minha Fôrça e meu Redentor”.

As invocações usadas para pedir coisas materiais entram em cheio na magia negra, pois, temos a promessa de: "Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça e todas as outras coisas vos serão acrescentadas". Cristo nos indicou o limite a que podíamos aspirar no Pai Nosso quando ensinou seus discípulos a dizer : "O pão nosso de cada dia dai-nos hoje". Tanto no que diz respeito a nós mesmos como aos demais, devemos resguardar- nos de ultrapassar esse limite na invocação científica. Ainda quando oremos por bens ou bênçãos espirituais, devemos evitar que se manifeste qualquer sentimento egoísta em nossa prece, pois, destruiria o nosso crescimento anímico. Todos os santos nos provam que também tiveram seus dias de obscuridade e miséria quando o Divino Amante oculta a sua face e aparece a consequente depressão.

Tudo isso depende da natureza e da fôrça da nossa devoção. Amamos a Deus por Ele mesmo ou O amamos pelas alegrias que experimentamos na doce comunhão com Ele? Se for somente por este último motivo, nosso afeto é essencialmente tão egoísta como os sentimentos da multidão que o seguia pelo alimento que Ele havia fornecido. E tanto como naquele tempo, é agora necessário que Ele oculte de nós a manifestação de Seu terno amor e solicitude que nos faria cair de desgosto envergonhado se arrependidos. Felizes de nós se vencermos os defeitos de nosso caráter e aprendermos a lição de uma fidelidade invariável, tal como a agulha magnética que aponta para o Norte sem vacilar, embora chova, haja tormenta ou o céu esteja coberto de nuvens negras que ocultam do nauta a visão da estrela guia.

Dissemos que não se deve orar por coisas materiais e que devemos ter muito cuidado em nossas orações espirituais. Então assalta naturalmente esta pergunta: Qual deve ser o objeto da nossa invocação? E a resposta é geralmente: Adorar e Louvar. Devemos abandonar a ideia de que toda vez que nos dirigirmos a nosso Pai Celestial seja para pedir-lhe alguma coisa. Não ficaríamos contrariados se os nossos filhos estivessem a todo o momento nos pedindo coisas? Entretanto, não nos cabe na mente que Deus se desgoste por nossas importunas petições, porém tampouco devemos esperar que nos conceda tudo o que pedimos que muitas vezes seria para nosso próprio mal. Por outra parte, quando nos pomos em ação de graças e em oração, estamos nos colocando em situação favorável com a Lei de Atração. Estaremos assim em estado receptivo no qual poderemos perceber uma nova descida do Espfrito do Amor e da Luz, pondo-nos deste modo, mais perto de nosso adorado
ideal.

(*) O VÉU DO DESTINO em algumas traduções: A TEIA DO DESTINO
Este artigo foi extraído de: As Asas e a Força-Invocação - Clímax Final do livro acima citado.

03/03/2018

Sobre o Rosacrucianismo de Romeu e Julieta (*)

"A Reconciliação dos Montecchios e Capuletos sobre os corpos mortos de Romeu e Julieta", Frederic Lord Leighton, 1835-55
por Jonas Taucci
Sabemos que a peça teatral “Romeu e Julieta” foi escrita e levada aos palcos por William Shakespeare (1.564-1.616), entre os anos de 1.591 a 1.595, contudo há pontos interessantes (e pouco conhecidos) que merecem uma análise.

Shakespeare escreveu R&J, segundo analistas literários, baseado em:

*** Palácio do prazer (c. de 1.582), autor William Painter.

*** A trágica história de Romeu e Julieta (c. de 1.562), autor Arthur Brooke.

Contudo, anteriormente a estas datas, havia:

*** Romeu e Julieta (c. de 1.554), autor Matteo Bandello.

*** História recentemente encontrada de dois nobres amantes (c. de 1.530), autor Luigi Da Porto.

Mas, vejamos ainda; Masuccio Salernitano, aproximadamente em 1.476, escreveu cerca de 50 novelas - Novellino – uma delas narra o amor entre os personagens Mariotto e Gionnozza, que Luigi Da Porto alterou (!) para Romeu e Julieta.

Fica claro que nestas obras, seus respectivos autores – através dos tempos -  inseriram, retiraram, substituíram nomes, locais e acontecimentos, mas o amor entre os dois jovens, com fim trágico, permaneceu.

Para finalizar (ou não...) pesquisadores literários sustentam que todas elas tiveram como inspiração a Metamorfoses, de Ovídio, escrita por volta do ano... 8 D.C!

Mas – evidentemente – o  mais famoso Romeu e Julieta pertence a Shakespeare; encenado em praticamente todos os teatros do mundo - nos mais diversos idiomas - a mais de quatro séculos, e em muitas produções cinematográficas, além - é claro – de livros.

Max Heindel, na obra Conceito Rosacruz do Cosmos, capítulo XI – Gênese e Evolução do Nosso Sistema Solar, cita Skakespeare dizendo que um iniciado o influenciou em suas obras.

O teatro faz possível o estímulo às lagrimas e ao riso no coração humano como nenhuma outra forma artística; ambos sãos duas maneiras pelas quais a vida nos capacita a dissolver a cristalização das tensões do plexo solar.

Há várias formas de manifestações teatrais, entre elas e resumidamente:

*** TRAGÉDIA DRAMÁTICA -  Recordamos nossas agonias e sofrimentos internos.

*** SÁTIRAS – Nosso intelecto é exercitado de tal forma que nos surpreendemos ao presenciar nossas próprias reflexões.

*** DRAMA ROMANTICO – Nossas emoções são vivenciadas; o amor profundo, realizações de ideais, as aspirações.

*** DRAMA TRÁGICO – Induz aos sentimentos de compaixão pelo semelhante, e não por si.

*** COMÉDIA – Dissolve nosso (cristalizante) excesso da seriedade.
                          
Sobre Romeu e Julieta (de Shakespeare), resumidamente

*** Trata-se uma alegoria esotérica.

*** Todos nós possuímos (internamente) o arquétipo deste casal.

*** A união do casal de Verona, representa as Bodas Herméticas (alquímicas); o “casamento” com nosso Eu Superior, a comunhão com nosso Cristo Interno, não estando relacionado a nada físico.

*** Ambos deram fim às suas vidas; representa o fato de termos de “abater” nossa personalidade, para que o Cristo Interno possa florescer.

 *** O ódio entre suas famílias (Montecchio e Capuleto) simbolizam as cristalizações que criamos e impedem a consumação deste “matrimônio”.

*** A oportunidade de sublimar o acima exposto, reside no eixo: Leão (coração) – Aquário (altruísmo, amor crístico).

*** O salto por cima da sacada, realizado por Romeu - à noite - para encontra Julieta, não está, absolutamente, relacionado a nada carnal ou sexual.  Numa “oitava superior”, trata-se da ousadia espiritual, o ímpeto de galgar esferas mais elevadas; a ação de Urano (amor crístico) rompendo limitações (Saturno), em pensamentos, palavras e atos na busca da união com o Cristo Interno.

O salto à noite, possui o significado deste “trabalho alquímico interno realizado silenciosamente”.
Pintura do italiano Francesco Hayes (1.791-1.882), “O último beijo de Romeu e Julieta”
Não nos esqueçamos:

- Conhecermos estas pérolas espirituais, transmitidas pelos Ensinamentos Rosacruzes, devem estar acompanhadas de sua praticidade.

A propósito, Goethe não “criou” o personagem Fausto nem o enredo deste livro.

Mas isto é outra história, outra alegoria esotérica que retrata a evolução da humanidade e fica para outra oportunidade...

(*) De uma palestra baseada na obra Estudos de Astrologia, de Elman Bacher, realizada na biblioteca municipal da cidade brasileira de Santo André, com o apoio do Centro Rosacruz de Santo André, em abril de 1.986, por ocasião do 370º aniversário de falecimento de William Shakespeare.